Páginas

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Bonner estreia no "Globo Repórter" com boa reportagem de Nilson Klava

 

Olá, internautas

William Bonner reapareceu na tela da TV Globo. O apresentador, que deixou o Jornal Nacional no ano passado, agora comanda o Globo Repórter ao lado de Sandra Annenberg. A dupla surgiu em um novo cenário que lembra uma sala de estar.

Neste início da temporada 2026, Nilson Klava também estreou no tradicional jornalístico das noites de sexta-feira. O jornalista desbravou Nova York, através de seu olhar, em duas edições. Ao lado de correspondentes do canal platinado na cidade norte-americana, como Sandra Coutinho, Jorge Pontual e Guga Chacra, Klava apresentou curiosidades de NYC nas diferentes estações do ano.  

O melhor momento da boa reportagem ocorreu na relação dos nova-iorquinos com o Halloween. Nilsinho até entrou no clima. Surgiu fantasiado no metrô e encarou uma parada que lembra o desfile de Carnaval na Sexta Avenida.

Klava ainda recepcionou Sandra Annenberg e William Bonner em Nova York. Passeou com os dois veteranos pelas ruas da “Big Apple”. O ex-âncora do JN esbravejou que comeu o pior pão da sua vida em uma experiência de tomar café da manhã na rua.

Bonner e Sandra são duas marcas do telejornalismo da TV Globo. Na realidade, os dois mereciam programas solos na grade da emissora platinada. No Globo Repórter, a dupla apenas anuncia as reportagens que serão levadas ao ar e fazem aparições rápidas durante a edição. A experiência da dupla deveria ser aproveitada, pelo menos, em grandes reportagens produzidas por eles próprios.

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Coração Acelerado carece de novelo consistente

 

Olá, internautas

Coração Acelerado estreou, recentemente, na TV Globo com o desafio de suceder a boa Dona de Mim. Em tempos de produções equivocadas da emissora, a missão, até aqui, não foi bem-sucedida.

A nova novela das sete, assinada por Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento, com direção artística de Carlos Araújo, normalmente derruba a audiência da emissora platinada. A trama não consegue sustentar os índices herdados do SP2, o que sinaliza uma fuga de parte dos telespectadores.

“Coração Acelerado” é uma trama jovem protagonizada por atores da nova geração. Em um veículo de comunicação, cada vez mais com a audiência envelhecida, a novela pode não dialogar com uma expressiva parte do público que está à frente da televisão naquele momento.  

No núcleo central, o ator Filipe Bragança se destaca ao viver o protagonista João Raul. Incorporou muito bem o espírito do ídolo sertanejo. Já Isadora Cruz interpreta a mocinha Agrado Garcia. A atriz praticamente emendou um trabalho ao outro na faixa horária. Nos primeiros capítulos, a lembrança de Roxelle, de Volta por Cima, foi ativada na memória do público.

Além do núcleo jovem, atores da chamada “meia-idade” aparecem em uma segunda linha de frente. Daniel de Oliveira, Leandra Leal e Leticia Spiller retornam em uma telenovela após um período considerável fora desse universo. Dentre os veteranos, surge Marcos Caruso. Há ainda a questão da diversidade que inclui Gabz, Thomaz Aquino, dentre outros.

“Coração Acelerado” é uma história ambientada em Goiás. Exceto Filipe Bragança que nasceu em Goiânia, a obra não é composta por um elenco com nomes goianos. Isso é uma marca que persiste na história de 60 anos da TV Globo, mesmo com as novas diretrizes do canal. Será que o telespectador do Estado se reconhece na produção?  

A nova novela das sete lembra o universo da série Rensga Hits que obteve boa repercussão. Até seria interessante promover um crossover entre as duas produções com a visita de Raíssa (Alice Wegmann), Enzzo Gabriel (Mauricio Destri) e companhia.  

Até aqui, Coração Acelerado não seduziu. Falta um novelo mais consistente e maduro para ser desenvolvido em mais de 150 capítulos.

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

"Mãe" reergue faixa noturna da Record

 

Olá, internautas

Nessa segunda-feira (23/02), a Record exibiu o último capítulo de “Mãe”. A novela turca dirigida por Merve Girgin Aytekin e Nadim Güç teve a missão de recapturar o público que deixou a emissora, após a sucessão de produções bíblicas, após o encerramento da exitosa Força de Mulher.

A trama de Zeynep (Cansu Dere) e Melek/Turna (Beren Gökyıldız) conseguiu reerguer o horário nobre recordiano. O último capítulo cravou 7,5 pontos de média, patamar não alcançado por Paulo, o Apóstolo, A Vida de Jó e O Senhor e a Serva.

Como dito nos primeiros capítulos, Mãe não tinha a mesma força da história de Bahar, Arif, Sarp e companhia. Mesmo assim, a novela cresceu em sua segunda fase. O desfecho da trama foi intenso. Em uma cena visceral, Sule (Gonca Vuslateri) atirou em Cengiz (Berkay Ateş) e matou a sangue frio o companheiro.

Dificilmente, nos tempos atuais, uma novela brasileira produziria uma cena tão catártica. Além disso, o momento da mãe biológica de Melek saindo algemada do casarão com o corpo do vilão-mor abaixo marcou o encerramento da produção.

Grande parte do público (se não a totalidade), aplaudiu o ato de Sule. Cengiz era repugnante. Asqueroso. Abjeto. Vilão que despertava a ira no telespectador. A atriz Gonca Vuslateri e o ator Berkay Ateş sobressaíram no elenco. Vahide Perçin, que interpretou Gönül, a mãe biológica de Zeynep, transmitiu a sua experiência no vídeo.

A Record aproveitou a exibição de Mãe para promover duas campanhas diárias. A emissora sempre exibia, no encerramento dos capítulos, os números 180 contra a violência doméstica e o Disque 100, serviço telefônico de denúncia que protege crianças, adolescentes e minorias contra a violência e outras formas de violação dos direitos humanos.

Agora, Mãe passa o bastão para Coração de Mãe, liderada pela atriz Özge Özpirinçci que viveu Bahar em Força de Mulher. Aparentemente, a Record aprendeu com seus erros.

Fabio Maksymczuk

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Impuros incrementa programação do SBT

 

Olá, internautas

Nesta sexta-feira (20/02), o SBT surpreendeu com uma novidade em sua programação. A emissora da Família Abravanel agora exibe “Impuros” que estreou nessa sexta-feira (20/02), após o “Programa do Ratinho”.

A produção nasceu originalmente no Fox Premium, que passou para a Star+ e, posteriormente, migrou para a Disney+. De 2018 para cá, a produção já contabiliza 50 episódios. O ator Raphael Logam interpreta o protagonista Evandro do Dendê com segurança e brilhantismo. A história é ambientada no Rio de Janeiro dos anos 90.

Na estreia, a série até mostrou cenas do então presidente Fernando Collor e de sua ministra da Fazenda, Zélia Cardoso de Mello, que anunciavam o Plano Collor que abalou muitas famílias brasileiras. Os aparelhos de televisão mostrados nas cenas não eram exatamente de 1991.

“Impuros” possui uma estética bem diferente das novelas mexicanas e infantojuvenis exibidas pelo canal. A história que explora o universo do narcotráfico também foge da linha das produções veiculadas pelo SBT. Nesse primeiro episódio, Silvinho apareceu na tela por volta da meia-noite e meia e tocou a corneta. Atingiu a vice-liderança.

O SBT acerta em garimpar produções nacionais com maior densidade. É uma oportunidade de popularizar os conteúdos disponibilizados na “bolha” do streaming. “Impuros” é uma boa série. O SBT busca um caminho em tentar criar essa nova faixa, antes ocupada por musicais ou filmes. Incrementa e diversifica a programação. Agora é acompanhar a reação do seu público.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

TV Globo esconde Bolsonaro em transmissão da Acadêmicos de Niterói

 

Olá, internautas

Nesta madrugada de terça (17/02) para quarta-feira (18/02), chegou ao fim o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro. A TV Globo repetiu o time do ano passado com Alex Escobar, Karine Alves, Milton Cunha e Pretinho da Serrinha.

Desta vez, a cobertura da festividade fluminense ficou mais poluída na tela. A emissora trouxe como novidade a Frequência do Samba com a veiculação de conversas, pelos rádios comunicadores e fones de ouvido, entre diretores de Carnaval, diretores de harmonia e integrantes estratégicos das agremiações. Totalmente desnecessário.

Conforme sempre dito neste espaço, o desfile das escolas de samba é um grande teatro musical a céu aberto. Todos esses elementos extras tiram o foco do principal: o samba. O canal também apostou na Paradinha do Pretinho. O comentarista saía do estúdio e entrava nas baterias pela Sapucaí com uma câmera acoplada.

Isso provocou ruído, principalmente com Milton Cunha que estava na dispersão da passarela do samba. Sem saber onde estavam os colegas, tentava dialogar com o mestre Pretinho que já estava em direção às baterias. Ficava no vácuo.

Milton é o grande nome da transmissão. Traz o espírito do Carnaval na cobertura com ótimas tiradas. É válido destacar o trabalho de Mariana Gross e Alexandre Henderson que também entravam, nas reportagens, com o espírito da folia. Já a repórter Mariana Bispo cometeu uma gafe imperdoável. No encerramento do desfile da Imperatriz Leopoldinense, enfatizou que a escola vinha com a alegria de Milton Nascimento. Só que a agremiação homenageava Ney Matogrosso...

Nesse primeiro dia, aconteceu o momento mais tenso na transmissão. A Acadêmicos de Niterói, ex-Acadêmicos do Sossego, trouxe o enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para tentar passar a imagem de “isenta”, a TV Globo abriu a cobertura logo com um relatório lido pelo repórter Pedro Bassan sobre as ações da oposição contra o desfile.

Toda a equipe de transmissão nitidamente redobrou os cuidados com as falas. Os opositores ao atual mandatário acusam o desfile de promover “propaganda eleitoral antecipada”. Logo na comissão de frente, Escobar citou, nominalmente, Dilma Rousseff, Michel Temer e Alexandre de Moraes. Eis, que de repente, entra na tela Bozo em um duelo contra Lula com as cores das bandeiras dos Estados Unidos e Brasil, respectivamente. Será que o apresentador achava que o personagem era o icônico palhaço do SBT nos anos 80?

E não parou por aí. Em um determinado momento, Bozo apareceu com destaque em um carro alegórico com uniforme de presidiário encarcerado em uma cela. A transmissão apenas mostrou a cena sem fala alguma. No encerramento do desfile, Escobar citou nominalmente as alas dos neoconservadores em conserva e patriotas dos EUA.

O ex-presidente Jair Bolsonaro, que é candidato a nada nesta eleição, não teve o nome citado durante o desfile. A emissora não detalhou o desenvolvimento do enredo traçado pelo carnavalesco Tiago Martins. O telespectador ficou sem as informações.

Na minha visão, a Acadêmicos de Niterói já sabia, desde o ano passado, que seria rebaixada neste ano (pelo retrospecto de décadas com as notas dadas à primeira escola a pisar na Sapucaí). A escola quis causar repercussão propositalmente com essa homenagem ao presidente Lula. E conseguiram.

E como todo ano faço por aqui, lanço o meu mantra eternizado: Volta, Manchete!

Fabio Maksymczuk

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Globo se inspira em RedeTV! no Carnaval de São Paulo

 

Olá, internautas

A programação da TV brasileira já se mobiliza na cobertura do Carnaval 2026. Nesta manhã de domingo (15/02), encerraram os desfiles as escolas de samba do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo. A TV Globo transmitiu as 14 agremiações que passaram pelo Sambódromo do Anhembi.

A emissora platinada resolveu “inovar” na transmissão do carnaval paulistano. Inspirado na RedeTV!, tiraram Everaldo Marques e Valeria Almeida do Sambódromo e colocaram os dois apresentadores em um estúdio virtual na sede da emissora em São Paulo. Pegou mal. A dupla ficou sem a emoção que irradia no local. Milton Cunha, Ailton Graça e Judson Sales ficaram isolados em pontos distintos no Anhembi.

Ao mesmo tempo, isso trouxe um ponto positivo na cobertura. A transmissão ficou menos poluída e sem tanto falatório, exceto Valeria Almeida que cometeu os mesmos equívocos do ano anterior. O desfile da escola de samba é um espetáculo. Um show. A musicalidade precisa imperar. Por outro lado, Cunha continuou a contribuir positivamente na transmissão com suas ponderações. Everaldo deveria ter liderado, sozinho, a cobertura ao lado dos comentaristas. É um problema estrutural que afeta a transmissão há décadas na Globo (até ajudaria na “redução dos custos”...).  


Minha experiência - Tive a oportunidade de acompanhar, in loco, o primeiro dia da festividade. No ano passado, lamentei, neste espaço, a falta da publicação sobre as escolas que era distribuída para o público que acompanha os desfiles. Neste ano, a Liga-SP (Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo) retomou com o guia. “Este impresso é mais uma prova disso: após muitos anos, retomamos a publicação deste material tão valioso e até colecionável”, informa a entidade nas primeiras páginas da ótima revista que ganhou uma boa diagramação e tamanho. Esperamos que a iniciativa perdure.

Por outro lado, a Liga-SP concentrou, neste ano, a venda dos ingressos impressos em sua sede na Fábrica do Samba. De segunda a sexta-feira. Desativaram o posto do Shopping Metrô Tatuapé. Em anos anteriores, até vendiam em um quiosque no Metrô São Bento. Tive que ir até a Fábrica do Samba no meu horário de almoço (fiquei sem almoçar naquele dia) para adquirir o ingresso. A entidade deveria reativar outro local de grande circulação que venda o ticket, inclusive aos finais de semana.

Fabio Maksymczuk