Olá, internautas
Manoel Carlos, um dos maiores dramaturgos da TV brasileira,
desencarnou no último sábado (10/01), aos 92 anos, decorrente de complicações
da doença de Parkinson.
Para homenagear um dos seus principais escritores, a TV
Globo resgatou Tributo, exibido originalmente em 2024, nessa segunda-feira
(12/01), após a estreia do BBB26. O especial conseguiu condensar a força das
novelas de Maneco. As suas obras integram a memória afetiva de milhões de
brasileiros.
Atores e atrizes que deram vida a icônicos personagens concederam
depoimentos sobre o legado de Manoel Carlos. Susana Viera até fez uma
confidência inusitada sobre a preocupação em decorar o calhamaço de textos em
um momento íntimo.
O impacto dos folhetins na realidade política, social e
cultural do nosso País também chamou a atenção, especialmente a promulgação do
Estatuto do idoso em 2003 que teve o rito acelerado, diante da repercussão dos
maus tratos de Dóris (Regiane Alves) com os seus avós Leopoldo (Oswaldo
Louzada) e Flora (Carmem Silva).
Como já dito neste espaço, Mulheres Apaixonadas é a minha
novela predileta do autor. Também tenho um carinho especial por Felicidade e
História de Amor que ganhou a minha atenção nas reprises do VIVA. Por Amor,
Laços de Família e Presença de Anita também habitam o meu imaginário. De 1991 a
2003, Manoel Carlos escreveu ininterruptos sucessos da TV Globo.
Manoel Carlos deixa sua marca indelével na cultura
brasileira. O especial Tributo reforçou o saudosismo do telespectador com as
ótimas novelas produzidas pela emissora platinada em décadas passadas e o contraste
negativo com as atuais produções.
Fabio Maksymczuk
Nenhum comentário:
Postar um comentário