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domingo, 18 de outubro de 2020

Reprise de "Haja Coração" reedita dobradinha com "Totalmente Demais"

 

Olá, internautas

Na última segunda-feira (12/10), “Haja Coração” retornou à programação da TV Globo. A novela adaptada por Daniel Ortiz com direção artística de Fred Mayrink e direção geral de Teresa Lampreia sucede a reprise de “Totalmente Demais” que terminou, mais uma vez, como grande sucesso.

A emissora reedita a dobradinha original. Em 2016, após o encerramento da trama de Eliza (Marina Ruy Barbosa) e Jonatas (Felipe Simas), o canal apostou em “Haja Coração”.  Naquela oportunidade, funcionou. A nova trama, inspirada em Sassaricando, manteve os índices de audiência da antecessora. Porém, sem a mesma repercussão.

Neste ano, o VIVA resgatou Sassaricando. O telespectador poderá acompanhar, ao mesmo tempo, a obra original e o “remake”. Uma rara oportunidade. Sassaricando é uma das minhas primeiras lembranças concretas de telenovela. Um autêntico sucesso em 1987.

“Haja Coração” terminou com as histórias paralelas sobressaindo ao núcleo central liderado por Mariana Ximenes e Malvino Salvador. No final da reprise, publicaremos o balanço final divulgado em nosso antigo espaço no UOL.

A TV Globo, mais uma vez, deixou de lado a reprise de “Ti Ti Ti” que alcançou significativos índices de audiência e repercussão junto ao público. Perdeu essa oportunidade. E até ocorreu uma campanha pelo Twitter para sensibilizar a cúpula da emissora que não atendeu a esse pedido.

“Haja Coração” não é uma das novelas de destaque da década, mas também não aparece entre as piores, como o remake de “Guerra dos Sexos”. É o mesmo caso de “Flor do Caribe”. Novelas “solares” que alcançaram êxito no IBOPE em suas exibições originais, mas sem deixarem profundas marcas no imaginário afetivo do grande público.

Fabio Maksymczuk  

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

TV Brasil entra na guerra midiática

 

Olá, internautas

Nesta semana, um fato inusitado remexeu a TV brasileira. A TV Globo não exibiu a vitória do Brasil por 4 a 2 sobre o Peru em jogo válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de futebol masculino. A emissora sofre alguns reveses em direitos de transmissão de eventos esportivos.

A partida com o selecionado liderado por Neymar não teria espaço na televisão. Seria apenas exibido por streaming e na internet. Eis que a TV Brasil apareceu na jogada. Meia hora antes do início do jogo, a assessoria de comunicação da emissora pública divulgou comunicado sobre a transmissão pelo canal.

A TV Brasil começa a sinalizar que também buscará a alcunha de “canal do esporte”. Já transmite jogos da Liga Nacional de Futsal e partidas da Série D do Brasileirão, além de contar com esportivos na grade de programação.

Durante a transmissão, a postura do narrador André Marques chamou a atenção. Ele fez questão de mandar um abraço especial ao presidente Jair Bolsonaro. O locutor frisou que o mandatário da Nação estava assistindo ao jogo pela TV Brasil. O comentarista Marcio Guedes lembrou, nesta cobertura, que Bolsonaro torce pelo Palmeiras em São Paulo e Botafogo no Rio.

E não parou por aí. No intervalo do confronto entre brasileiros e peruanos, a TV Brasil exibiu o bloco “Governo Agora” com o noticiário sobre o presidente Bolsonaro e do ministro de Meio Ambiente, Ricardo Salles, em tom positivo.

No segundo tempo, André Marques mandou outros abraços especiais ao secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Fábio Wajngarten, presidente da CBF, Rogério Caboclo, secretário-geral da CBF, Walter Feldman (ex-deputado do PSDB) e novamente a Bolsonaro.  

O futebol agora está sendo usado na guerra midiática que aparece como pano de fundo (ou de frente) durante o governo Bolsonaro. Na Argentina, o esporte dos boleiros foi usado no governo Cristina Kirchner para fins políticos. Reflexão. 

A transmissão registrou 3 pontos de média, índice recorde de audiência conquistado pela TV Brasil, mas muito abaixo dos 30 pontos que seria o padrão alcançado pela TV Globo.  

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

"Sob Pressão - Plantão Covid" humaniza estatísticas da pandemia


Olá, internautas

Nesta terça-feira (13/10), a TV Globo exibiu o último episódio de “Sob Pressão – Plantão Covid”, escrita por Lucas Paraizo e dirigida por Andrucha Waddington. A série é a melhor produção de teledramaturgia exibida pela TV Globo nesta década. Texto primoroso. Direção impecável. Elenco brilhante.

O especial que retratou os desafios encarados pelos profissionais de saúde em plena pandemia do novo Coronavírus humanizou as frias estatísticas lidas diariamente nos telejornais. Marcio Gomes sempre informa o “placar” de mortos, curvas ascendentes ou descendentes de infectados, além de dados por Estados no “Jornal Nacional”. O telespectador, já anestesiado com o bombardeio desse noticiário, acompanha 1000 mortes por dia, mas fica distante do real sofrimento espalhado pelos hospitais do nosso País.  

“Sob Pressão – Plantão Covid”, através da teledramaturgia, capturou esses índices e trouxe para a tela o drama encarado por médicos, enfermeiros e demais profissionais que lutam pela vida.

Além disso, os pacientes infectados pela enfermidade, retratados na série, sensibilizaram também o telespectador. Neste segundo episódio, um rapaz, que curtia as festinhas em plena pandemia, contraiu a Covid-19 e contagiou sua irmã. Ela morreu nas mãos da doutora Carolina (Marjorie Estiano) que ficou desolada.  

Marjorie, mais uma vez, sobressaiu na série. A cena emblemática que misturou, em sua face, o sorriso para tirar a foto do crachá e o olhar desolador com o drama vivido pelo seu companheiro, doutor Evandro (Julio Andrade), e de toda a situação enfrentada na unidade hospitalar, demonstra a magnitude da atriz.

“Sob Pressão – Plantão Covid” conscientizou o público sobre o que ocorre nos hospitais pelo mundo afora. Missão cumprida.

Fabio Maksymczuk  

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Ar blasé marca estreia de "Simples Assim"


Olá, internautas

No último sábado (10/10), a TV Globo estreou “Simples Assim”. Angélica retorna, após alguns anos fora da programação, em seu antigo horário. O afastamento da apresentadora ainda provoca indagações no telespectador que por décadas acompanhou a trajetória da loira no vídeo. 

“Estrelas” era um programa agradável. Sem grandes pretensões filosóficas. Um bom bate-papo entre a apresentadora e o artista. Esse programa poderia ter sido “retocado” e permanecido na grade.  

Já o “Simples Assim” segue a cartilha dos livros de “autoajuda”. Reflexões. No início da nova aposta da emissora platinada, Angélica entrevistou pessoas de 15 a 80 anos sobre a trajetória de vida de cada fase. 

Depois, a apresentadora tentou solucionar o conflito de um casal que há 25 anos mora um distante do outro. O marido vive em São Paulo. Já a esposa fica em Franca. A pandemia da Covid-19 resolveu o imbróglio. Moram agora em Franca. 

Por fim, surgiu o melhor momento da estreia. Diversas pessoas de diferentes perfis deram conselhos a si próprios quando se visualizavam mais jovens em fotos no telão. 

No geral, o ar blasé tomou conta do programa. O objetivo é esse mesmo. Passar um momento suave ao telespectador. Dentro desse contexto, “Estrelas” não deveria ter saído do ar. 

Fabio Maksymczuk 

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

"Hora do Faro" sofre reestruturação em guerra dominical


Olá, internautas

A guerra dominical ocorre atualmente com a disputa pela vice-liderança entre Eliana e Rodrigo Faro. Neste ano, a atração do SBT tem levado a melhor com certa regularidade. Diante de tal quadro, Faro, que conquistava a almejada segunda colocação, reestruturou totalmente o seu programa.

Quadros que abusavam do “chororô” foram extintos. Em seu lugar, os peões eliminados de “A Fazenda 12” ficam por cerca de três horas em “A Fazenda – Última Chance”. Uma trupe de jornalistas e ex-participantes do reality sabatina o eliminado. O jornalista Leo Dias lidera os entrevistadores.

O quadro é longo, principalmente com peões que apenas passaram por Itapecerica da Serra, como Fernandinho BeatBox, JP Gadêlha e Rodrigo Moraes, este último com menos tempo com o quadro por conta da cobertura do enésimo casamento de Gretchen.

Um fato grave ocorre dentro desse contexto. As opiniões do entrevistado, que já toma ciência da repercussão do público, entram no confinamento. Faro informa os adjetivos nada lisonjeiros ditos pelo ex-companheiro de confinamento. Uma clara interferência externa no jogo.

Faro também transformou o programa “Canta Comigo”, sob batuta do saudoso Gugu Liberato, em novo quadro de seu dominical. Agora com participantes entre 9 e 16 anos. “Canta Comigo Teen” reúne 100 jurados naquele mesmo painel das duas temporadas anteriores. A aglomeração incomoda visualmente no vídeo em tempos de pandemia da Covid-19. Ticiane Pinheiro cobre os bastidores da disputa musical. A apresentadora reencontra o seu antigo colega de trabalho dos anos 80 no “Canta Comigo Teen”. Os dois cantavam no grupo Ultraleve.  

Mesmo com a reformulação do dominical, Rodrigo Faro permanece com a mesma postura à frente das câmeras. O apresentador não passa naturalidade no palco. Deveria se preocupar menos em transmitir a imagem de “bom moço”. Ficar mais solto e descontraído. Até aqui, Eliana continua na segunda colocação isolada.

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Claudete Troiano estreia com ar desgastado na RedeTV!

 

Olá, internautas

Nesta segunda-feira (05/10), “Vou Te Contar” estreou na RedeTV!. Claudete Troiano encaixotou o “Tricotando” que se transformou em quadro da nova atração, ainda com Ligia Mendes.

O novo programa das manhãs de Dallevo e Carvalho oscila entre 0,2 e 0,3 ponto nos índices de audiência. Claudete disputa décimo a décimo com suas antigas casas, TV Gazeta e TV Aparecida. Começou mal.

“Vou Te Contar” já surge com ar desgastado no vídeo. É o mais do mesmo. Quadro de culinária misturado com entrevistas de médicos e fofocas embolado em uma série de “merchans”. Os produtos Sidney Oliveira aparecem a todo instante na atração. Ao contrário do pretendido, o empresário fica com imagem arranhada junto ao público por “interromper” o andamento dos quadros.

Claudete interage ainda com Luis Ernesto Lacombe que traz ao vivo as chamadas do “Opinião No Ar”. A veterana apresentadora já percebeu que o momento é uma verdadeira “casca de banana”.

Na estreia, Clau tinha comentado que, nas escolas públicas, os alunos precisam levar até papel higiênico e indagou como essas escolas vão disponibilizar álcool em gel. Logo em seguida, Lacombe defendeu ardorosamente o retorno das aulas presenciais nos estabelecimentos de ensino. Claudete fugiu da polêmica.

“Vou Te Contar” deveria reinventar o esquema-padrão dos programas femininos. Trazer algum elemento novo ou embalado como novidade. Uma inversão de horários entre o “Vou Te Contar” e “Opinião No Ar” poderia ser estudada.

Fabio Maksymczuk

domingo, 4 de outubro de 2020

"Os Campeões de Audiência" enaltece 70 anos da TV brasileira

 

Olá, internautas

Neste domingo (04/10), a TV Cultura exibiu o terceiro e último episódio de “Os Campeões de Audiência”, atração dirigida por Henrique Bacana que celebrou os 70 anos da TV brasileira.

A produção reuniu ícones que construíram a história do veículo que diverte, emociona e informa o brasileiro. Regina Duarte, Tony Ramos, Lima Duarte, Betty Faria, Susana Vieira, Lucelia Santos, Malu Mader, Boni, Silvio de Abreu, Aguinaldo Silva, Pedro Bial, Tais Araújo, Carlos Alberto de Nóbrega, Tiago Leifert, Cassio Scapin, entre outros, concederam entrevistas que interligavam com as imagens dos arquivos televisivos.

Alguns momentos chamaram a atenção. Aguinaldo Silva defendeu que remake não faz sucesso. Por outro lado, Silvio de Abreu destacou o sucesso do remake de Éramos Seis. Visões antagônicas que evidenciam os bastidores da TV Globo.

Já Marcelo Tas ressaltou que “Rá Tim Bum” foi produzido numa época em que todas as apresentadoras infantis eram loiras e incluíram Eliana nesse momento. Ledo engano. Mara Maravilha já fazia sucesso no SBT e a “musa dos dedinhos” apareceu depois do Rá Tim Bum na programação infantojuvenil do “canal 4 de São Paulo”. Aliás, Mara poderia ter sido uma das entrevistadas do especial.

Em outro momento, Boni cutucou a TV Manchete, especialmente pelos direitos de transmissão do Carnaval do Rio de Janeiro adquiridos pela emissora de Adolpho Bloch. Com um olhar e fala sarcástica, comentou sobre o encerramento das atividades do canal que deixou saudades no telespectador. Desnecessário.

Boni jogou ainda a responsabilidade da não produção de Pantanal pela TV Globo nas costas do diretor Herval Rossano. Disse que o ex-diretor reprovou o projeto com a justificativa da temporada de “cheia” na região, o que impossibilitava as gravações.  E o ex-todo poderoso platinado não parou por aí.  “Eu acho programas de culinária um saco... Tiraria Ana Maria Braga da cozinha”, disparou o executivo.

A parte dos realities deveria ter ganho mais espaço na edição. É o filão que agita os telespectadores nestes últimos 20 anos. O programa poderia ter valorizado a primeira edição histórica da “Casa dos Artistas” e ter entrevistado a campeã Barbara Paz. O insosso PopStars com Tais Araújo ganhou até destaque neste pequeno bloco.  

No segmento esportivo, Cleber Machado foi muito feliz ao comentar que Silvio Luiz é muito mais que um narrador esportivo. Ele é um animador esportivo. A edição acertou ao destacar mais Luciano do Valle que Galvão Bueno.

Produzida de forma remota, “Os Campeões De Audiência” soube condensar o espírito da nossa televisão nestas sete décadas. Parabéns a todos os envolvidos nesta produção da TV Cultura.

Fabio Maksymczuk

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

"Hebe" termina com missão cumprida

 

Olá, internautas

Nesta quinta-feira (01/10), a TV Globo exibiu o último episódio de “Hebe”. A série que homenageou a “madrinha da TV brasileira” terminou com a missão cumprida. A emissora platinada valorizou a comunicadora que por décadas entrou nos lares brasileiros.

O símbolo do SBT estourou na tela da TV Globo. A emissora não se preocupou em omitir a trajetória da estrela na concorrente. Até mesmo, o Grupo Globo inseriu chamadas da série nos intervalos comerciais em domínios de Silvio Santos. E o dono do SBT retribuiu a “gentileza” ao conclamar seus telespectadores a assistirem ao último episódio da produção na TV Globo.

Como já dito neste espaço, Andrea Beltrão construiu a sua própria Hebe. A interpretação superou as expectativas, já que a sua escalação fugiu do óbvio. Já Valentina Herszage sobressaiu ao interpretar a fase jovem da protagonista. Trabalho irretocável. Aliás, a série ganhou fôlego ao resgatar o passado de Hebe. Tal aspecto não apareceu no filme.

Aliás, o consumo de bebida alcoólica que ficou concentrado no longa-metragem diluiu-se no decorrer dos 10 episódios. A série também foi feliz ao não demonizar a figura do ex-prefeito e ex-governador de São Paulo, Paulo Maluf, e a ligação da apresentadora com o malufismo. O ator Daniel de Oliveira também merece menção positiva ao ter interpretado Luis Ramos, um dos amores de Hebe.

Um ponto que poderia ter ganhado espaço na série foi a luta de Hebe pela maratona beneficente do Teleton. Além disso, a sua saída do SBT também foi omitida.

Mesmo assim, a série teve o mérito de valorizar uma das principais estrelas que ajudou a construir a história de 70 anos da televisão brasileira, desde o seu nascimento.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Mariana Godoy estreia em baixa na Band

 

Olá, internautas

Mariana Godoy finalmente estreou na Band. Diferente do planejamento inicial, a jornalista comanda agora um programa semanal na grade noturna. É o “Melhor Agora” que entrou na vaga do “Largados e Pelados”, atração empurrada para a meia-noite. É a antiga faixa do “CQC” que registrava três pontos de média.

Nestes dois primeiros programas, Mariana conquistou singelo 1 ponto de média. Disputa, décimo a décimo, com o “SuperPop”, de Luciana Gimenez, pela RedeTV!.  Muito pouco para o padrão Band. 

“Melhor Agora” é uma mistura do antigo “Mariana Godoy Entrevista” com os “programas do sofá” que ficaram iconizados nas mãos de Hebe Camargo. Mariana até conta com um bar, elemento cênico das antigas atrações da “madrinha da TV brasileira”. É o melhor momento do “Melhor Agora”. Mariana fica mais à vontade por ali em perguntas mais “indiscretas”. Na última segunda (28/09), por exemplo, confidenciou que tirou a virgindade do seu marido, que era padre.

“Melhor Agora” depende, sobretudo, dos entrevistados do dia. A estreia contou com Ronnie Von (que até beijou a apresentadora desrespeitando o distanciamento em tempos de pandemia) e Cátia Fonseca. A segunda edição recebeu Edu Guedes. Há ainda videochamadas já realizadas com Maitê Proença e Stenio Garcia.  

Para diferenciar do antigo “Mariana Godoy Entrevista”, alguns quadros surgem no “Melhor Agora”, como “Arquivo Band” que desvenda o baú da emissora do Morumbi e “Reset” com o estilista Rapha Mendonça que passa dicas de moda. A apresentadora ainda visita a casa dos famosos. Na estreia, conheceu a residência do chef Erick Jacquin.

Para encaixar tudo isso, a edição realiza cortes bruscos nos bate-papos no estúdio, o que reforça a impressão de programa gravado. O cenário da atração não preza pela beleza estética.  Poderia ter sido melhor trabalhado. Com o “Melhor Agora”, Mariana trilha mais o caminho do entretenimento. “Mariana Godoy Entrevista” era bem agradável pela identidade mais jornalística. 

Mariana Godoy é uma das melhores jornalistas da nossa televisão. E isso deveria ser bem mais explorado pela atração da Band. Mais jornalismo e menos entretenimento.

Fabio Maksymczuk 

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Amanda Klein sobressai em estreia do "Opinião No Ar"

Olá, internautas

Nesta segunda-feira (28/09), sem uma campanha intensa de divulgação, “Opinião no Ar” estreou na RedeTV!. A nova atração, comandada por Luis Ernesto Lacombe, Amanda Klein e Silvio Navarro, entrou na vaga do Tricotando que, momentaneamente, foi realocado para 10h45.

A RedeTV! acerta ao apostar no jornalismo na grade matinal. Era uma carência que foi suprida. Em suas ponderações, o vice-presidente da emissora, Marcelo de Carvalho, defende que o canal deve investir no jornalismo com opinião. É nesse ponto que reside o perigo.

Lacombe, que tinha uma imagem leve e ligada ao esporte, se transmutou em uma figura relacionada ao bolsonarismo e com ar mais sisudo no vídeo. Nesta estreia, o experiente jornalista conduzia sem arroubos a nova aposta da RedeTV! até a entrada de Sikêra Jr. que deu as “boas-vindas” pelo telão.  

Nesse momento, Lacombe trouxe o discurso ideológico para a arena. Atacou o “politicamente correto” que seria uma forma de censura. ”É chato”, bradou. Deu munição para Sikêra que disparou falas polêmicas, como “Só tem proteção pra gay, negro e sapatão”.

O apresentador do “Alerta Nacional” ainda politizou a atração ao destacar que o governo anterior implantou tal pensamento em todos os segmentos da sociedade e que eles reuniam maconheiros, bandidos e ladrões. Lacombe ainda designou Sikêra como um grande “showman”.

Dentro desse contexto conturbado, Amanda Klein sobressaiu com sua postura equilibrada e digna de uma jornalista profissional. Fez ponderações importantes na arena, principalmente com o médico Roberto Zeballos, entrevistado do dia, que minimizou a pandemia do novo Coronavírus. E ainda teve outra entrevista com o psiquiatra Italo Marsili que atacou o fechamento de escolas diante da pandemia.

Silvio Navarro funciona como o outro polo da atração. Mais ligado aos chamados “conservadores”. Defendeu o posicionamento dos entrevistados sobre o impacto da Covid-19 na sociedade brasileira.

“Opinião no Ar” deveria trazer a diversidade de convidados, o que nesta estreia não ocorreu. Os dois atacaram o isolamento social. Lacombe precisaria mediar esse debate. Além disso, é fundamental que cada um do trio tenha o seu espaço e que o entrevistado do dia tenha a possibilidade de externar a sua fala. Em diversos momentos da estreia, os três jornalistas se sobrepuseram a Zeballos que ficou sem tempo para concluir o pensamento.

Fabio Maksymczuk

sábado, 26 de setembro de 2020

Reprise precoce compromete "A Força do Querer"

Olá, internautas

Nesta semana, “A Força do Querer” retornou à programação da TV Globo. A emissora platinada apostou na novela de Gloria Perez para suceder “Fina Estampa” que novamente cumpriu sua missão nos índices de audiência.

Apesar de ter sido uma das melhores produções desta década, a TV Globo errou na escolha da reprise. “A Força do Querer” praticamente mal saiu do imaginário popular. As tramas de Bibi Perigosa (Juliana Paes), Jeiza (Paolla Oliveira), Ritinha (Isis Valverde), Zeca (Marco Pigossi) e Ivana (Carol Duarte) permanecem bem vivas na memória afetiva do telespectador.

E isso já se reflete no IBOPE da trama. “A Força do Querer” enfrenta dificuldades de permanecer na casa dos 30 pontos. O público ainda não sente saudades de acompanhar novamente a história. E para piorar a situação, é exatamente o mesmo telespectador da faixa horária.  O mesmo já tinha ocorrido com Novo Mundo no horário das seis.

A TV Globo deveria ter escolhido uma novela anterior a 2015 (no mínimo). Muitos questionam a qualidade de imagem de tramas mais antigas. Porém, “Laços de Família” e “Por Amor” alcançaram índices muito significativos no “Vale a Pena Ver de Novo”. E são tramas de 2000 para trás.

Mesmo sendo uma novela soturna, “A Favorita”, de João Emanuel Carneiro, poderia ter sido a escolhida. “Caminho das Índias”, da própria Gloria Perez, teria sido uma opção mais interessante.

“A Força do Querer” é uma reprise precoce.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Ione Borges ressurge em especial dos 40 anos do Mulheres

 

Olá, internautas

Hoje (23/09) é uma data muito especial para a TV brasileira. “Mulheres” comemorou 40 anos no ar em uma edição especial na TV Gazeta. As eternas “parceirinhas” Ione Borges e Claudete Troiano abriram o programa. O saudosismo entrou na veia do público que reviu a dupla que fez história, principalmente nos anos 80 e 90.

Por onde anda Ione Borges? é uma das perguntas mais frequentes. A apresentadora encontra-se afastada da mídia há muitos anos. Neste especial, a telespectadora (e telespectador) que a acompanhou durante décadas teve a possibilidade de revê-la. “Não é o programa mais antigo, mas é o mais longevo e tradicional da TV brasileira”, ressaltou a veterana.

Regina Volpato, atual comandante do mais tradicional programa feminino da TV brasileira, pediu que Ione entrasse no mundo digital e compartilhasse sua história nas redes sociais. Nesta edição, Ione saiu “à francesa”. E deverá permanecer longe dos holofotes.

Claudete ficou até o encerramento do especial que contou com depoimentos de políticos, como o governador de São Paulo, João Doria, e os senadores pelo Estado paulista, Major Olímpio (PSL) e Mara Gabrilli (PSDB), além de repórteres que fizeram parte do feminino, como Antonio Guerrero (hoje um dos mais importantes executivos do Grupo Record) e Regina Guimarães, Leão Lobo, Mamma Bruschetta, astrólogo Valderson de Souza, culinarista Palmirinha Onofre, entre tantos outros.

“Mulheres” é uma das atrações mais presentes na minha memória afetiva. Minha mãe sempre assistiu à atração, desde os tempos do “Mulheres em Desfile”. Todas as tardes, as vozes de Ione e Claudete ecoavam no meu lar.  

Depois da saída das apresentadoras, a atração da TV Gazeta entrou em turbulência com Marcia Goldschmidt, Christina Rocha (que mal foi lembrada) e Clodovil Hernandes. Ganhou fôlego e estabilidade novamente com Catia Fonseca que ficou no posto de apresentadora durante 15 anos. Saiu de uma forma melancólica, conforme abordamos neste espaço.

Volpato assumiu o comando há dois anos. A apresentadora encontra-se em um ambiente de forte concorrência. Disputa índices de audiência com a própria Catia que levou o seu público para o “Melhor da Tarde” na Band, com o “A Tarde É Sua”, de Sonia Abrão, “Santa Receita”, da TV Aparecida, além do “Triturando” e “Casos de Família”, pelo SBT.

Com o atual quadro, “Mulheres” não surfa no IBOPE. Fica entre 0,4 e 1 ponto de audiência em suas três horas diárias. Mesmo assim, é um programa feminino que leva informação ao telespectador. Leva conteúdo. Sempre traz pautas interessantes. E o desafio é permanente por ser um programa diário com longa duração.

“Mulheres” atravessa gerações. Fez companhia e até transformou a vida de milhares de telespectadoras e telespectadores no decorrer das quatro décadas de profunda mudança sobre o lugar da mulher em nossa sociedade.

Parabéns, Mulheres! Um dos programas mais marcantes da nossa televisão.

Fabio Maksymczuk

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Estreia do "The Chef" contextualiza Cidinha nas manhãs da Band

 
Olá, internautas

Nesta segunda-feira (21/09), a Band estreou “The Chef” na programação matinal. Após Mariana Godoy ter sido escalada para ocupar a vaga do extinto “Aqui na Band”, Edu Guedes assumiu a missão de reerguer as manhãs do canal.

A cúpula da Band acertou na decisão. Pelas ideias transmitidas na live da emissora pelo Instagram, que reuniu Zeca Camargo e Mariana, a atração da jornalista tenderia a trilhar o caminho do fracasso.

Edu já conta com a simpatia do público que o acompanha há mais de uma década nas manhãs da TV brasileira, seja na Record ou RedeTV!.

Agora em duas horas no ar, o “apresentador-chef” permanecerá com o auxílio de sua parceira na cozinha, Cida Santiago. O primeiro programa foi muito feliz ao contextualizar Cidinha nas manhãs da Band. A nova atração resgatou imagens do “Cozinha Maravilhosa da Ofélia”. Cidinha era também auxiliar da culinarista que fez história na emissora dos Saad.

Edu também contará com um novo parceiro nesta empreitada. Lucas Salles saiu também da RedeTV! onde apresentava o “Festival de Prêmios” para colaborar com o novo programa. Igual a Edu, Lucas ostenta uma boa imagem junto ao público.

Nesta estreia, “The Chef” apresentou, basicamente, preparo de receitas e uma série de merchandising. A atração precisará diversificar o conteúdo em duas horas de duração. Receber atores, atrizes, cantores, entre outros convidados, que podem falar sobre culinária é uma boa ideia. Reportagens externas sobre tal universo, idem.

“The Chef” conta com um bom cenário. Ajustes técnicos deverão corrigir falhas nos próximos programas. Isso é secundário. Edu já deu liga nas manhãs da Band. Começou com uma boa perspectiva.

Fabio Maksymczuk

sábado, 19 de setembro de 2020

"Globo Repórter" condensa 70 anos da TV brasileira em especial

Olá, internautas

Nesta sexta-feira (18/09), a TV brasileira celebrou o importante marco dos 70 anos. A “setentona” enfrenta um processo de transformação com a popularização, cada vez maior, da internet. Agora, a tradicional TV é chamada de primeira tela e é desafiada por outras telas, seja do computador ou do smartphone, por exemplo.   

Especiais estão sendo exibidos pelas emissoras. “Globo Repórter” ganhará dois especiais para reverenciar a nossa televisão. Nesta sexta, o programa jornalístico da TV Globo explorou o filão que marca a cultura televisiva tupiniquim: a telenovela. Evidentemente, as produções da casa ganharam amplo destaque.

O especial de 50 anos, que já tinha celebrado as novelas históricas, como O Bem Amado, Saramandaia e Escrava Isaura, ganhou atualização, com Caminho das Índias, Avenida Brasil, dentre outras. Regina Duarte, que ajudou a construir esse verdadeiro Império da comunicação, não foi esquecida. Recebeu o destaque merecido, após ter sido, tristemente, chamada de ex-atriz pelo “Jornal Nacional”.

Tarcisio Meira e Gloria Menezes também foram celebrados. O jornalístico forçou na comparação com o “casal do momento” Lázaro Ramos e Tais Araújo. Totalmente desproporcional. O especial ainda desmereceu as tramas inspiradas em textos mexicanos para enaltecer as novelas genuinamente brasileiras. E incluiu nisso a clássica O Direito de Nascer. Desnecessário.

Neste bloco, chamou a atenção a inclusão de Pantanal e Xica da Silva, tramas produzidas pela extinta TV Manchete. A TV Globo pretende adaptá-las brevemente. Nenhuma menção a Éramos Seis, produzida pelo SBT. Uma das joias da nossa teledramaturgia.  Das concorrentes, nesta primeira longa reportagem, pipocaram imagens do Programa Silvio Santos e do MasterChef.

Em seguida, “Globo Repórter” destacou os momentos mais marcantes do telejornalismo, humorísticos e publicidade. Na próxima edição, o jornalístico comandado por Gloria Maria e Sandra Annenberg resgatará momentos marcantes dos programas de auditório, esportivos e realities shows que dominaram a televisão brasileira nestes últimos 20 anos. Será que a TV Globo enaltecerá a primeira edição da Casa dos Artistas? A conferir.

Diante do árduo desafio de condensar 70 anos da TV brasileira, o trabalho de edição foi fundamental para “dar gás” e valorizar os momentos mais preciosos do veículo de comunicação iniciado, em nosso País, pelas mãos de Assis Chateaubriand.

Parabéns a todos nós, telenautas e telemaníacos!

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

"Fina Estampa" termina com missão cumprida


Nesta sexta-feira (18/09), a reprise de “Fina Estampa” chega ao fim na TV Globo. A novela de Aguinaldo Silva é um dos maiores sucessos desta década. Agora na edição especial, terminou com a missão cumprida. Ficou ao redor dos 34 pontos, meta estipulada pela emissora, e trouxe leveza ao telespectador em meio ao noticiário da pandemia do novo Coronavírus. 

Nesta reprise, alguns atores detonaram a sua própria atuação e até mesmo chegaram a criticar a nova exibição, como bradou Marco Pigossi. Postura desagradável com o autor, diretores da produção e os telespectadores que deram os altos índices. 

Em 24 de março de 2012, no nosso antigo espaço no UOL, publicamos o balanço final com os pontos positivos e negativos da trama com o título ““Fina Estampa termina com missão cumprida”. Republicamos a nossa análise na íntegra: 

Olá, internautas

Após três novelas “pesadas” e de repercussão mediana ("Viver a Vida", "Passione" e "Insensato Coração"), a Rede Globo voltou a exibir uma novela de sucesso na faixa das 21 horas. “Fina Estampa” chegou ao fim nesta sexta-feira (23/03) com a missão cumprida. A trama de Aguinaldo Silva com direção geral de Wolf Maya foi uma grande brincadeira com o telespectador. Os índices de audiência corresponderam bem à proposta. Resultado: foi a mais assistida dos últimos anos.

Seguem os pontos positivos e negativos.

PONTOS POSITIVOS

Griselda Pereirão e Tereza Cristina: O autor explorou duas personagens marcantes, Griselda “Pereirão” e Tereza Cristina, que protagonizaram, de fato, as principais cenas da novela. Lilia Cabral e Christiane Torloni, duas veteranas atrizes, não titubearam em cena. É válido salientar que Christiane acertou o tom da megera no decorrer da trama. Pereirão representou a mulher trabalhadora que dá importância ao trabalho, à família e à educação dos filhos.  Já a “Rainha do Nilo” é uma vilã caricata que teve o seu charme. É fiel seguidora da mor Nazaré Tedesco.  Aliás, Aguinaldo fez uma série de menções a outras obras de sua autoria. Tia Iris (Eva Wilma) praticamente é a reencarnação de Altiva, de “A Indomada”. Até foi parar em Greenville!

Discurso de Griselda: ótimo discurso de Griselda no último capítulo. A novela deveria ter chegado ao fim nesse ponto. Interpretação tocante de Lilia Cabral.  Trechos: “O trabalho duro dignifica”. Honestidade. Integridade. Alegria. Orgulho. “Sejam honestos acima de tudo”, frisou a protagonista. Texto impactante dentro da atual conjuntura do Brasil. Depois, Antenor beija a sua mãe. Contraste com a cena que marcou toda a novela: a rejeição do filho com Griselda na casa de Tereza Cristina.    


Marcelo Serrado: O ator roubou a cena no papel de Crodoaldo Valério. Até mesmo, muitos telespectadores torceram pelo final feliz com o zoiúdo Baltazar (Alexandre Nero). “Rainha do Nilo”, “Divina Isis”, “Filha de Osiris” e “Pitonisa de Tebas”. Vocabulário particular do mordomo que marcou a trama de Aguinaldo Silva. O autor preferiu apostar em um personagem mais caricato a defensor dos direitos da comunidade LGBT. Dentro da proposta de levar ao ar uma novela mais leve, Crô funcionou bem dentro do enredo.   

Katia Moraes: a atriz brilhou na reta final da novela. Katia chamou a atenção do público com os arroubos de Marilda, a “empregada anã”. Um papel coadjuvante que ganhou força nos últimos capítulos, devido ao bom trabalho da atriz.

Alexandre Nero: para completar o trio de assistentes de Tereza Cristina, o ator Alexandre Nero também viveu bons momentos na pele de Baltazar.

Paulo Rocha (Guaracy): o ator português conquistou a simpatia do público ao viver o batalhador Guaracy. Final coerente em ter ficado com Griselda. René (Dalton Vigh) não sobressaiu na trama.

Angela Vieira: a atriz apareceu em momentos pontuais na novela, mas chamou a atenção no papel da atriz que virou fotógrafa, Mirna Bello.

Carlos Casagrande (Juan) e Tania Khallil (Letícia): história paralela bem trabalhada. Surtiu bom efeito dentro do conjunto da novela.  Belo casal.

PONTOS NEGATIVOS

Dilema entre Danielle (Renata Sorrah), Esther (Julia Lemmertz) e Bia (Monique Alfradique): toda essa história paralela que discutiu quem é a verdadeira mãe de Vitória não se encaixou com o restante da obra. O núcleo apenas serviu de “encheção de linguiça”.  O final de um minuto no último capítulo resumiu bem toda a ladainha.

Eri Johnson: qual foi a finalidade do ator na novela? Eri viveu mais um personagem sem brilho.

Luana (Joana Lerner): a personagem começou com bom fôlego no início da novela, mas desapareceu no restante do folhetim.   

Sandro Pedroso: o “ator”, que ganhou até algumas falas nos primeiros capítulos com o personagem Mandrake, sumiu no decorrer da trama.

Fabio Maksymczuk