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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Globo vira RGB em "Nada a Perder 2"


Olá, internautas

No último sábado (17/08), fui ao Cinemark do Shopping Pátio Higienópolis e assisti “Nada a Perder 2”. O filme dirigido por Alexandre Avancini não mantém o mesmo vigor do “Nada a Perder 1”. Na realidade, a continuação da saga de Edir Macedo mais parece um telefilme.

Mesmo assim, o longa cumpre a sua missão em oferecer ao espectador a visão do bispo e da Igreja Universal do Reino de Deus sobre fatos que ganharam manchetes nos anos 90.

O famoso episódio do “chute na Santa”, que conquistou ampla repercussão na sociedade brasileira, chama a atenção. O filme tem a preocupação de retratar que o polêmico caso foi de responsabilidade única de um pastor. Edir Macedo estava nos Estados Unidos, bem longe da situação.  O desabamento da IURD em Osasco que provocou a morte de dezenas de fiéis também é relembrado.

O filme continua com a linha mestra de que a Igreja Católica e alguns políticos perseguiam a Universal.  Em conluio a eles, surge a RGB. É o momento mais interessante para este blogueiro. Macedo fica estarrecido ao ver um sutiã em cima da Bíblia e um pastor com uma mulher seminua. Muito desrespeito, bradou o líder religioso interpretado por Petronio Gontijo. O ator continua ótimo nesta continuação.

Evidentemente, em uma ilação, a RGB é a Rede Globo. E a minissérie retratada é “Decadência”, de Dias Gomes, que destacava o enriquecimento de um pastor com a exploração dos fiéis.  

“Nada a Perder 2” ainda relembra os famosos vídeos de Edir Macedo que ensinaria os pastores a conquistar dinheiro. O vazamento de tal material teria sido provocado por um ex-pastor que se rebelou contra o bispo.

Na sala de cinema, menos da metade de ocupação. No posto de venda, quase todos os assentos já estavam comercializados. No encerramento da sessão, um pastor da IURD tirou foto dos espectadores.

A guerra midiática entre Globo e Record permanece. A emissora da Barra Funda, recentemente, exibiu longas reportagens sobre a relação entre a Fundação Roberto Marinho e a Prefeitura do Rio de Janeiro, sob comando do ex-prefeito Eduardo Paes. “Nada a Perder 2” é mais uma peça dessa disputa.

Fabio Maksymczuk  

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Record TV empobrece programação com reprise


Olá, internautas

A Record TV enfrenta um gargalo na teledramaturgia. Após ter terceirizado suas produções, agora a emissora mantém basicamente apenas uma faixa de telenovela inédita. Redução de custos. Um vendaval de reprises ocupa a grade de programação.

Em pleno horário nobre, o canal resgatou, prematuramente, “O Rico e Lázaro” após o encerramento de “Jezabel”. A novela de Paula Richard retorna na mesmíssima faixa da exibição original. Captura o mesmo público que já acompanhou a trama há apenas dois anos.

Resultado da façanha: já bateu recorde negativo com 6 pontos de média. O fraco desempenho até contamina o “Jornal da Record” que já rodou na casa dos 4,5 pontos de média. O canal enfrenta as consequências da falta de planejamento.

Na faixa vespertina, as reprises das novelas ocupam o buraco na programação. “Bela, a Feia”, que retornou após 9 anos (bom período), colhe expressivos índices de audiência. Isso é bom para a Record TV, mas desestimula a produção de novas atrações.

Por outro lado, “Caminhos do Coração”, que alcançou até a liderança no IBOPE em sua primeira exibição, fica entre 5 e 6 pontos de média. Índice abaixo da expectativa.  Ou seja: há três faixas de reprises.

“Topíssima”, a única inédita, mas terceirizada, batalha para conquistar a vice-liderança isolada. E é uma boa novela. A Record TV precisa encontrar um prumo em suas produções com melhor planejamento. A reprise de “O Rico e Lázaro” empobrece a programação.

Fabio Maksymczuk

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Teatro: "Castelo Rá-Tim-Bum - O Musical" fortalece nostalgia


Olá, internautas

Neste domingo (18/08), estive no Teatro NET e assisti “Castelo Rá-Tim-Bum - O Musical”. A montagem com direção geral de Léo Rommano foi inteligente em reunir todos os personagens do histórico programa da TV Cultura que alcançou expressiva repercussão nos anos 90 e nas reprises nestes derradeiros 25 anos.

O musical mostra que os personagens permanecem com fôlego nesta novíssima geração. Quando algo é bom, fica atemporal. Até o Ratinho do "fazedor de xixi La, la, laiá laiá, la Laiá la, la, la, Laiá la, la, la, la, la, la" aparece no espetáculo.

Caipora.... Fadinhas... Relógio... Todos presentes. O musical resgata as canções clássicas do programa (que som...que som é esse.. quem sabe o nome dele?....), músicas inéditas e, principalmente, há o desenvolvimento do roteiro. Não fica só na "cantoria". Isso é ótimo. Resgata a nostalgia.

A linha mestra do espetáculo recai na dificuldade de Nino, interpretado por Roberto Rocha, em aprender os truques da feitiçaria. O espetáculo fugiu, como um todo, do confronto direto entre o menino de 300 anos e Dr. Abobrinha, vivido por Igor Pushinov.

Há uma atualização interessante que aparece com Penélope, interpretada por Lia Canineu. A jornalista agora fala em redes sociais. Por outro lado, Biba, vivida por Karol Nascimento, pede um autógrafo no primeiro encontro entre as duas personagens. Poderia ser uma selfie. Etevaldo, o ET também anuncia o seu perfil no Instagram. O perfil dele é etevaldo_oet

“Castelo Rá-Tim-Bum - O Musical” encanta a primeira geração, segunda, terceira, quarta e agora os seus filhos.

Fabio Maksymczuk  

sábado, 17 de agosto de 2019

Estreia de "Topa ou Não Topa" gera comparação


Olá, internautas

Neste sábado (17/08), o SBT estreou “Topa ou Não Topa”. A emissora acerta ao reforçar a programação neste dia da semana, anteriormente desprezado. Com a nova grade, o envelhecido “Programa Raul Gil” perde uma hora.

“Topa ou Não Topa” com Silvio Santos conquistou uma boa repercussão junto ao telespectador. Depois, Roberto Justus assumiu o posto de comandante. Agora, a batuta fica com Patricia Abravanel.

Nesta estreia, ficou impossível não comparar pai e filha. Missão ingrata para Patricia. Silvio Santos é o mestre da TV brasileira. Patricia praticamente ainda é uma aprendiz. SS dominava o palco com maestria. Brincava com o banqueiro. Alôôôô.

Já a filha número 4 tem a companhia da tesoureira. Precisará criar um clima mais intenso de intimidade com a figura misteriosa. Patricia necessita ser uma âncora do desafio. Firme.

Neste primeiro programa, a participante que faturou 100 mil reais tinha uma história de vida emocionante. Perdeu o marido e filho assassinados. Criou uma ONG para ajudar crianças carentes. Ponto positivo. O telespectador ficou na torcida.   

A iluminação do cenário do “Topa ou Não Topa” permanece a mesma quando a atração era exibida na grade noturna. Azul escuro. Isso poderia ser reavaliado, caso o formato permita. Tom mais claro seria o ideal nesta nova fase vespertina.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

FABIOTV na Coletiva do "Topa ou Não Topa"


Olá, internautas

Nesta terça-feira (13/08), estive no SBT. Acompanhei a coletiva de imprensa do “Topa ou Não Topa”. A atração retornará à programação da emissora de Silvio Santos com Patrícia Abravanel neste sábado (17/08), às 15h30.

Durante o encontro com os jornalistas, o diretor artístico Fernando Pelegio ressaltou que o programa será de grade e não de temporada. Ele ainda enfatizou que o canal continuará investindo neste dia da semana, anteriormente ocupado por “latas”, expressão utilizada pelo executivo. Gera faturamento.

Patricia Abravanel frisou que não deseja ser uma “xeroquizinha” de Silvio Santos. Quer ser ela mesma. “No Brasil, o programa foi um grande sucesso. É um formato vencedor. A apresentadora é apenas um detalhe”, observou.

Neste retorno, o “Topa ou Não Topa” contará com uma banqueira, ao invés do tradicional banqueiro que interagia com Silvio Santos. Desta vez, o participante terá a oportunidade de fazer uma contraproposta. Ele (a) indica um valor que pretende receber e a banqueira decide se aceita ou recusa.
 
Em um dos momentos mais descontraídos da coletiva, o diretor do “Topa ou Não Topa”, Michael Ukstin, brincou ao falar que os participantes da disputa sairão com as famosas barras de ouro do palco e os próprios funcionários do SBT recebem também ouro como salário. Fez ainda uma ilação com o assalto no Aeroporto de Guarulhos. Brincadeiras à parte, Ukstin disse que nas próximas edições, ao invés de valores nas maletas, surgirão prêmios (igual ao quadro do Bolsa Família do Programa Silvio Santos).


"Luciano Huck que nos aguarde", disparou Patrícia após a intervenção do diretor. Ela gostou de uma ideia sugerida por um jornalista sobre ampliar a diversidade na atração. Ao invés de mulheres, poderiam ser homens que abririam as 26 maletas. Ou até mesmo drag queens. Ukstin revelou que dentre as 26 modelos, muitas estreiam na televisão. Já outras apareciam como figurantes em novelas da casa ou no Boteco do Ratinho.

Ukstin explicou ainda que as placas de R$ 1 a R$ 1 milhão são inseridas nas malas com os números cobertos. Depois, são misturadas e embaladas. E são disponibilizadas no palco. Ninguém sabe qual maleta contempla o milhão. Nem mesmo a direção geral. E as propostas da banqueira são balizadas em uma planilha de Excel.

Patricia ainda revelou que continuará no “Programa Silvio Santos”.

Agradeço o convite da assessoria de comunicação do SBT. Sempre é interessante acompanhar in loco os bastidores que movimentam a televisão brasileira.

Fabio Maksymczuk

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

"Jezabel" termina sem vigor na audiência


Olá, internautas

Nesta segunda-feira (12/08), “Jezabel” chegou ao fim na Record TV. A macrossérie de Cristianne Fridman com direção geral de Alexandre Avancini enfrentou dificuldades nos índices de audiência. Estreou com o bom patamar de 11 pontos, mas ficou ao redor dos 7 a 8 pontos de média em grande parte dos capítulos.

A produção da Formata passou mais requinte em comparação a Casablanca. Porém, a iluminação escura que marcou os cenários comprometeu a imagem na tela. Esse foi um dos maiores empecilhos de “Jezabel”. Faltou luz, principalmente na metade inicial da obra. A seguir, segue o nosso tradicional balanço com os pontos positivos e negativos.


PONTOS POSITIVOS

Iano Salomão (Elias): o ator foi o grande destaque de “Jezabel”. Ótima atuação. De fato, o profeta Elias foi o contraponto a Jezabel. Esse núcleo central funcionou na macrossérie.

Lidi Lisboa (Jezabel): por Baal e Aserá! A atriz incorporou, de fato, a “primeira sacerdotisa de Aserá, filha do rei Etbaa”. Encarnou a perversidade, dominação, sedução e manipulação que marcou a personagem histórica. A macrossérie teve a preocupação de humanizá-la. Ponto positivo em uma produção baseada na leitura bíblica.

André Bankoff (Rei Acabe): o ator foi um dos pontos positivos de “Jezabel”. Soube humanizar o rei, através do olhar. Um dos seus melhores trabalhos na TV.

Juan Alba (Obadias): o ator usou a sua experiência ao viver o administrador do palácio do Rei Acabe. Foi um pilar de sustentação no elenco.

Hylka Maria (Getúlia): a atriz sobressaiu, principalmente, na primeira fase da produção. Passou segurança no vídeo.

Adriana Birolli (Aisha): a atriz passou doçura ao interpretar uma das esposas do rei Acabe.

Pedro Lamin (Sidônio): o ator cresceu durante a macrossérie. Viveu ótimos momentos principalmente nesta reta final, especialmente no encontro do soldado fenício com o profeta Elias. 



PONTOS NEGATIVOS

Rafael Sardão (Hannibal): o ator passou uma interpretação teatral no vídeo ao viver o general fenício. Não passou naturalidade na maior parte das cenas.

João Pedro Novaes (Adad): o ator não passou naturalidade em grande parte das cenas. Novaes não conseguiu transformar o texto em suas palavras.

Timóteo Heiderick (Barzilai): o ator também não passou naturalidade no vídeo ao interpretar o general israelita. Declamou grande parte do texto, sem envolvimento, além de ter adotado uma postura teatral na TV.

Camila Mayrink (Joana): o processo de envelhecimento dos personagens é uma das maiores dificuldades encontradas pelas produções exibidas na Record TV. A jovem atriz não passou o envelhecimento da personagem, através da interpretação. O olhar ficou o mesmo da mocinha de anos atrás.

Histórias paralelas: para transformar a minissérie, formato que teria sido o mais adequado, em macrossérie, Fridman criou algumas histórias paralelas que somente apagaram o vigor do núcleo central. Uma série de personagens acrescentaram em nada à obra, além do romance entre o profeta Micaias (Guilherme Dellorto) e Raquel (Sthefany Brito) e o estupro da israelita que não alavancaram a trama.

Fabio Maksymczuk

sábado, 10 de agosto de 2019

Participantes efusivos marcam estreia do "Bake Off Brasil 5"


Olá, internautas

Neste sábado (10/08), o SBT estreou a quinta temporada do "Bake Off Brasil". O talent show é um dos melhores produzidos pela emissora de Silvio Santos. Nesta nova edição, o trio permanece o mesmo. Nadja Haddad comanda a disputa ao lado de Beca Milano e Olivier Anquier.

Neste primeiro episódio, o francês passou uma nova imagem. Não surgiu com o semblante sisudo. Está mais descontraído e leve em seus comentários. Nesta estreia, o elenco chamou a atenção.

Logo no primeiro instante, os competidores soltaram o clássico “Uhuuu”, típico bordão dos brothers e sisters no “BBB”. Só faltou pular na piscina. Em seguida, já iniciaram alguns conflitos pelo uso dos equipamentos na cozinha. Alguns confeiteiros querem chamar a atenção. Efusivos demais. Caras e bocas. Não passaram naturalidade.  

O elenco da quinta temporada do Bake Off Brasil conta com a palhaça voluntária Angel, o ex-policial Claudio, o tarólogo Wayner, o técnico de informática Herb que já defendeu representar o Nordeste (cota sempre presente na atração), entre outros.

Sem dúvida alguma, um selecionado chama a atenção. “Bake Off Brasil” reúne confeiteiros amadores. Porém, o cozinheiro Francisco, que já trabalha no ambiente culinário, evidentemente, sai com vantagem. E nesta estreia, conquistou o avental azul. Escalação polêmica. 

Para reforçar o clima de competição, um colega não poderia ajudar o outro. E isso aconteceu com Deza que se atrapalhou durante a prova técnica e foi auxiliada pelos “concorrentes” para terminar a preparação do rocambole. E permaneceu na disputa. 

“Bake Off Brasil” entrou na faixa das 22h40. Não capturou de imediato o efeito zapping com o término da novela “A Dona do Pedaço”, que saiu do ar por volta das 22h20. Isso poderia ser reavaliado.

Agora, é acompanhar o desenrolar do “Bake Off Brasil” que, nas temporadas anteriores, alcançou expressivos índices de audiência.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

"Fofocalizando" empaca com retorno de Mara




Olá, internautas

"Fofocalizando" entrou em uma nova fase com o retorno de Mara Maravilha. Leo Dias, que visivelmente enfrentava altos e baixos à frente das câmeras, saiu da atração. Por enquanto, oficialmente.

Por isso mesmo, Mara foi convocada para tentar gerar repercussão entre os telespectadores. Livia Andrade, que sempre esbravejou contra a morena, principalmente no quadro Jogo dos Pontinhos no “Programa Silvio Santos, demonstrou profissionalismo ao receber a “nova” integrante. No regresso da baiana, um fato chamou a atenção. Mamma Bruschetta deu um riso forçadíssimo. Isso transpareceu no vídeo. Pegou mal.  

Apesar disso, a atração permanece na terceira colocação nos índices de audiência, atrás da Record TV. A entrada de Mara não alavancou a audiência do canal. E isso já era esperado.

“Fofocalizando” precisa de mais ritmo. Mais bate-papo informal entre os apresentadores. Uma conversa. Há excesso de matérias e VTs. O programa é truncado. A atração precisa de mais tricô e crochê com café e bolo. Sonia Abrão com o seu “A Tarde É Sua” é uma boa referência. 

Fabio Maksymczuk

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Jogos Pan-Americanos de Lima perdem brilho na Record TV


Olá, internautas

Os Jogos Pan-Americanos de Lima vivem a sua reta final. A competição se encerra no próximo domingo (11/08). O Brasil, até aqui, surge na segunda colocação no quadro de medalhas. O Grupo Record é responsável pela transmissão das disputas na TV aberta. Porém, a cobertura esportiva da emissora não desperta grande interesse no telespectador.

O canal, basicamente, explora reprises na madrugada. É um “pot-pourri” de melhores momentos da delegação brasileira. Na cerimônia de abertura, a situação ficou evidente. Ao invés da emissora derrubar a exibição de um filme na Super Tela, preferiram copilar alguns trechos aleatórios do evento que marca o início das competições a partir da meia-noite e meia.

A Record TV abre uma brecha na programação para os Jogos Pan-Americanos de Lima na faixa vespertina. O buraco, atualmente ocupado por reprises de Bela, a Feia e Caminhos do Coração, é ocupado pelas transmissões ao vivo. Sorte dos ginastas que tiveram essa oportunidade.
A programação da emissora deveria estar totalmente voltada para os Jogos. Isso não acontece. A Record News cumpre esse papel que deveria ser da “matriz”.

E há fatos desagradáveis que ocorreram na transmissão do vôlei masculino. Na madrugada da última sexta (02/08) para sábado (03/08), após a vitória emocionante do Brasil sobre os Estados Unidos por 3 sets a 2, o locutor Lucas Pereira enfatizou que a emissora exibiria o confronto contra Cuba pelas semifinais às 22h30. Eis que no sábado, o canal iniciou a transmissão às 20h30. Pelo menos, foi ao vivo.

E durante esta transmissão, o ex-jogador Bernard resolveu desprestigiar as partidas de vôlei. Disse que desconhecia os jogadores que estavam na quadra, além de ter menosprezado a importância dos Jogos por não contarem com a seleção principal. Então, por que nós, telespectadores, estávamos assistindo? E para piorar a situação, o segundo set já tinha começado e Pereira resolveu bater esse papo com Bernard e Virna (aliás, sempre ótima nos comentários).

O esporte não se encontra no DNA da Record. Os Jogos Pan-Americanos de Lima mereciam uma melhor cobertura.

Fabio Maksymczuk 

sábado, 3 de agosto de 2019

Estreia de "Bom Sucesso" supera expectativa


Olá, internautas

Nesta semana, a TV Globo estreou “Bom Sucesso”. A nova novela das sete, assinada por Rosane Svartman e Paulo Halm com direção artística de Luiz Henrique Rios e direção geral de Marcus Figueiredo, surpreendeu positivamente nestes primeiros capítulos.

A trama poderia ficar com “ar pesado” com a questão dos poucos meses de vida que envolve o dono da editora de livros Prado Monteiro, Alberto (Antonio Fagundes), e a troca de exames que deixa Paloma (Grazi Massafera) desnorteada. A faixa das sete, normalmente, exibe histórias leves e divertidas, como a antecessora Verão 90. O choque de estilos poderia causar algum estranhamento no telespectador, mas isso não aconteceu.

A novela tem dois panos de fundos bem interessantes. O primeiro recai no basquete, modalidade esportiva que perdeu brilho no Brasil, especialmente na modalidade feminina. Por isso mesmo, trazer luz ao esporte é benéfico. Além disso, a paixão pelos livros é outro tema que traz um bom tempero à obra. Paloma, leitora voraz, até batizou seus filhos com os nomes de personagens ícones da literatura mundial: Alice (Bruna Inocêncio), Gabriela (Giovanna Coimbra) e Peter (João Bravo).

Outro ponto de destaque recai na valorização dos atores negros no elenco. David Junior, que já tinha se destacado em O Tempo Não Para, retorna ao vídeo no papel de Ramon, primeiro amor de Paloma. Bruna Inocêncio, que vive Alice, também chamou a atenção nestes primeiros capítulos.

Por outro lado, dois atores retornaram prematuramente ao vídeo. Fabiula Nascimento e Armando Babaioff mal desencarnaram de seus personagens marcantes em “Segundo Sol” e reaparecem juntos em “Bom Sucesso”. Além disso, a escalação do ator no papel do vilão Diogo é arriscada. Já Grazi Massafera e Romulo Estrela demonstraram sintonia com Paloma e Marcos.

O mote da troca de exames durou cinco capítulos. O telespectador ficou ao lado da “mocinha”. Agora, o drama ficará com Alberto. “Bom Sucesso” começou com vigor. Agora, é acompanhar se a trama manterá esse fôlego com reviravoltas durante os próximos meses.

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Blog FABIOTV festeja 15 anos


Olá, internautas

É pique. É pique...pique..pique! Nesta quinta-feira (01/08), o blog FABIOTV atinge a marca de 15 anos na blogosfera. Somos um dos espaços com maior tempo de atividade ininterrupta que debate a televisão brasileira.

Trilhamos uma longa trajetória no UOL Blogs. E agora estamos aqui sempre com a missão de analisar e trocar ideias com você, “telenauta”, sobre o que se passa na tela. Continuamos com a marca da independência e preocupados com aqueles programas que não ganham tanta atenção da mídia e longe dos altos índices de audiência, mas que são acompanhados por uma parcela dos telespectadores.

O blog nasceu com a premissa de divulgar textos curtos e concisos. A minha ideia original é a base atual do Twitter, rede social onde estamos cada vez mais presentes (meu perfil é @tvfabio).

Com o passar do tempo, os textos ficaram mais longos, especialmente com a publicação do balanço final das telenovelas e realities. Hoje, a TV encontra-se em uma fase de transformação. E tentamos acompanhar esse movimento.

Seguimos adiante!

Fabio Maksymczuk  

segunda-feira, 29 de julho de 2019

RedeTV! acerta com "A Melhor Viagem"


Olá, internautas

Neste domingo (28/07), a RedeTV! estreou “A Melhor Viagem” sob comando de Mario Frias. O ator-apresentador retorna à emissora. O telespectador guarda uma boa lembrança do programa “O Último Passageiro” que também ocupava a grade dominical.

“A Melhor Viagem” segue o formato clássico de game show entre estudantes do Ensino Médio. A atração recebe também youtubers. Neste primeiro programa, Lucas Maciel, ex-Lucas Selfie, e Bibi Tatto prestigiaram a arena. Cada um, defendia uma escola cujos estudantes lutam para ganhar a almejada viagem.

O programa se divide em três provas que envolvem perguntas e respostas de conhecimentos gerais. Cada escola ganha cinco malas que contêm em apenas uma delas o voucher. Com a vitória em cada gincana, uma mala é eliminada.  

Nesta estreia, um rapaz venceu as três provas e ficou com apenas duas opções no momento decisivo. Escolheu a mala errada e passou a oportunidade para a moça que ficou com as cinco. Em um lampejo de sorte, ela escolheu a mala certa e, mesmo com a má participação nos desafios, conquistou a vitória.

“A Melhor Viagem” apresenta um bom ritmo. Segura a atenção do telespectador. Nesta estreia, Frias estava acima do tom na apresentação. Falou rápido demais em alguns momentos e passou uma euforia desmedida. Isso deve se neutralizar no decorrer dos outros programas.

A RedeTV! acerta em investir na programação dominical, o dia mais forte da emissora. “A Melhor Viagem” entrega para o “Encrenca”, atração de maior audiência do canal. A nova atração tende a ajudar no efeito cascata.

Fabio Maksymczuk

sábado, 27 de julho de 2019

"Verão 90" termina com missão cumprida


Olá, internautas

Nesta sexta-feira (26/07), a TV Globo exibiu o último capítulo de “Verão 90”. A emissora respeitou o hábito do telespectador. Terminou a trama no dia certo e ainda reprisou o desfecho. Ótimo. Agora, só falta jogar a apresentação da nova novela durante o intervalo comercial da trama que se encerra. É um banho de água fria apresentar o novo folhetim em pleno “fim”.

A trama de Izabel Oliveira e Paula Amaral termina com a missão cumprida. Novela com cara de novela das sete. Despretensiosa. Leve. Divertida. A direção artística de Jorge Fernando também acertou. Não quiseram inventar a roda. Cenários claros. O filtro da imagem trouxe o frescor de uma novela que serviu para entreter o telespectador. Novela não é série e nem filme. Velho mantra deste espaço. A seguir os pontos positivos e negativos de “Verão 90”.

PONTOS POSITIVOS

Gabriel Godoy (Galdino): o ator que já tinha sobressaído em Alto Astral, outra novela das sete, no papel de Afeganistão, voltou a chamar a atenção. O ator conquistou até a torcida do público com seu personagem multifacetado e “controvertido” Galdino. Ou Andreas Moratti? Ou Adelaide? E o que falar da Gertrudes? Hilário.

Jesuita Barbosa (Jerônimo): Pilantra! O ator, até aqui, ficou marcado em sua trajetória artística por atuar em produções mais autorais. Agora, Jesuita interpretou um personagem que movimentou toda a novela altamente popular. E saiu muito bem nesta missão. Jerônimo foi um vilão que não jogava para baixo o desenvolvimento da história.

Camila Queiroz (Vanessa): a atriz estava linda em “Verão 90”. Camila superou a missão de interpretar uma vilã, personagem que foge do imaginário do público sobre a sua persona.


Klebber Toledo (Patrick): o ator cresce a cada trabalho no vídeo. Deu vida a um dos personagens mais queridos de “Verão 90”. Cadê o pote de doce de leite, Patrick?

Dandara Mariana (Dandara): a atriz, que interpretou a dançarina de lambada (Preta... Fala pra mim... Fala o que você sente por mim ioioioio), trouxe um sotaque baiano maravilhoso na novela. Aproveitou bem a oportunidade.

PONTOS NEGATIVOS

Claudia Raia (Lidiane): “Pantera” era uma das personagens que mais chamou a atenção do telespectador. Porém, a atriz abusou dos trejeitos na interpretação. Passou do ponto. Ficou artificial e forçado no vídeo.

Anos 80: a novela poderia ter sido intitulada “Verão 80”. A trilha musical, em quase totalidade, pertencia à década anterior da história de Manu (Isabelle Drummond) e João Guerreiro (João Vitti). Cazuza, Marina e até Baby do Brasil surgiram em quase todos os momentos.  O sertanejo, ritmo de efervescência na primeira metade dos anos 90, ficou ao relento.  

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 25 de julho de 2019

"Power Couple Brasil 4" chega ao fim sem prova final


Olá, internautas

Nesta quinta-feira (25/07), chegou ao fim a quarta temporada do "Power Couple Brasil". Neste ano, diferente das edições anteriores, o reality não contou com a prova final que decide os dois finalistas para a votação popular.

Neste último episódio, a atração exibiu uma atividade que deu um carro zero quilômetro para o casal vitorioso Clara e André Coelho. Nicole e Bimbi, que ficaram em último e seriam eliminados da final com as regras dos anos anteriores, devem agradecer a mudança.

Mesmo assim, Nicole e Marcelo eram, de fato, o casal mais conhecido, principalmente do público da Record pelas participações em “A Fazenda”. Logo na escalação do elenco, despontaram como franco favoritos diante dos outros nomes apresentados.

Alguns desconhecidos do grande público aproveitaram a oportunidade, como Ju e Manga. Exibiram uma imagem de entrosamento e cumplicidade. Muito Zica do Pântano! Já Taty e Braga funcionaram apenas como “escada” de Nicole e Bimbi. Passaram sem deixar marca alguma no reality.

André Coelho sai queimado da atração diante do desrespeito com o apresentador Gugu Liberato que há décadas entra nos lares brasileiros. Quis ser o “engraçado da turma” com uma chacota que viralizou nas redes sociais e se deu mal.

Nesta quarta edição, o momento mais constrangedor ficou por conta do casal Eliéser e Kamilla. O paranaense, em um tom infantil, desrespeitou Alexandre Folhas e Paula Pequeno, esportistas que representaram o Brasil em competições internacionais. Agressividade gratuita em uma prova de confronto direto entre os maridos. Já é a terceira vez que Eliéser participa de realities e passa a impressão de ter aprendido nada. Kamilla transmitiu uma imagem de afobada e pouco parceira com o marido nas gincanas.  O mesmo vale para Drika que esgoelava com André Marinho. Falta de companheirismo. 


O mesmo não ocorreu com Mariana e Daniel Saullo. Os dois passaram uma imagem de amor, ternura e cumplicidade no vídeo. Além disso, foi o casal que melhor sobressaiu nas provas. Porém, o formato do reality apareceu como um “Frankenstein” nesta quarta edição. A “casa” voltou a ter algum peso, mas não suficiente.

Diante da mudança drástica no ano passado, o voto popular camufla, de fato, o cerne do programa. O casal pode sobressair em todas as provas e superar a casa do milhão de reais. Porém, o que vale mesmo é a imagem pessoal construída no vídeo e a organização semanal no mutirão de votos.

Nicole e Bimbi adotaram a mesmíssima estratégia de Munik e Anderson. Apostaram na imagem de “isolados” pelo grupo. A goiana quase conseguiu atingir o objetivo no ano passado. Nicole e Bimbi não precisavam ter aplicado tal estratagema. Eles já eram fortes junto ao público. Era o casal mais midiático e forte com o telespectador.

“Power Couple Brasil” precisa resgatar as suas raízes. Aplicar o formato original. Repensar a exibição diária. Prova final. Desde a madrugada, as redes sociais se transformaram em um verdadeiro “muro de lamentações” com a vitória do casal “Nicelo”. Pipocam de todos os lados teorias da conspiração. Desnecessário.

Fabio Maksymczuk    

terça-feira, 23 de julho de 2019

Por onde anda Ricardo Ramory?


Olá, internautas

Dias desses no Facebook, visualizei um post que relembrava a novela Maria Esperança exibida no SBT. Barbara Paz e Ricardo Ramory protagonizaram a trama que alcançou boa repercussão na emissora de Silvio Santos. Barbara continua com vigor na mídia. E Ramory? Por onde anda o ator?

Fui ao Google para buscar mais informações e encontrei o seu canal no YouTube denominado RRamory Filmes. Eis que acesso alguns vídeos e fico surpreso com algumas declarações no estilo “sincerão”.

Ele comenta que resolveu “se afastar” da atividade de ator por divergências com o que é defendido no meio. “Deixei de atuar na área por questões de vida pessoal... O mercado afunilou. As pessoas ficaram meio estranhas. Misturou política com arte. Um passa por cima do outro. Usa essa ferramenta tão bela para manipular os outros. Conquistar a qualquer custo. Eu sou contra”, observa.

Independente de preferências partidárias, Ramory ressalta algo que também acompanho nas redes sociais. Há um padrão adotado por muitos jovens atores, principalmente, que levantam a bandeira da “esquerda”, minimizam os erros das gestões do PT na Presidência, adoram determinados cantores, como Caetano Veloso e Chico Buarque, entre outros símbolos que definem um padrão estereotipado. E muitos adotam esse estilo para serem aceitos pelo grupo em questão e, assim, terem mais oportunidades na área.

“As novelas da Globo levantam temas muito picantes para passar na televisão. Não sou a favor da censura, mas também não da libertinagem. Eu tenho alguns valores conservadores, mas eu sou uma pessoa liberal, digamos assim. A TV é um veículo que domina o País. Influencia crianças e adolescentes que seguirão a cartilha apresentada na televisão”, dispara. Ramory defende essas ideias com convicção. “Eu já vi pornografia e parei de ver”, confessou aos inscritos no canal.  “Ficou um mercado muito restrito e fechado”, ressalta.  

“O ator só consegue trabalhar na TV, ganhar dinheiro, se ele seguir certas coisas. Politicamente tem que ser aquilo. Não tenho vocação para ser sardinha”, salientou.  

O ator enfatiza que não é a favor da ideologia de gênero e, para trabalhar na Globo, de acordo com ele, teria que falar que é a favor. “Quanto mais falação, mais dinheiro eles ganham. Quando eles colocam uma novela com homem beijando homem não é porque eles apoiam o homossexual. É porque isso dá IBOPE. Outro dia vai ter site falando. Televisão falando. E os caras ganham com isso. Vamos acordar, gente”, defendeu.

Ramory agora trabalha com audiovisual. Produz vídeos para pequenas e médias empresas.
Mesmo que divirja de alguns de seus pensamentos, é interessante acompanhar o desabafo de um ator, que alcançou repercussão e hoje encontra-se afastado da mídia, mas permanece na memória afetiva de milhares de telespectadores.  Seguem os links dos vídeos citados neste artigo:


 
Fabio Maksymczuk