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sábado, 25 de setembro de 2021

"A Fazenda 13" entra em ebulição com expulsão de Nego do Borel



Olá, internautas

Neste sábado (25/09), "A Fazenda 13" viveu seu momento mais nevrálgico até aqui. Nego do Borel foi expulso do reality da Record TV. Dayane Mello se viu envolvida em uma grande polêmica que agitou as redes sociais.

Embriagados, os dois trocaram carícias debaixo do edredom. De acordo com os internautas, Leno Maycon teria se aproveitado da situação para “abusar” da colega de confinamento. “Estupro na Record” foi um dos assuntos mais comentados no Twitter.

Como já dito neste espaço, a direção escalou um elenco inchado com um excesso de perfis explosivos. Não ocorreu um equilíbrio. A consequência de tal tendência já apareceu, logo em duas semanas de confinamento.  

MC Medrado, que “causou” no “Power Couple Brasil”, já pediu para sair, antes mesmo da primeira eliminação. Nego do Borel agora é expulso. Liziane Gutierrez foi a primeira eliminada. Três integrantes dos perfis “intensos”. Discussões acaloradas permeiam a edição, especialmente com Rico Melquíades, já chamado de feio e da cota de desconhecidos.  

E isso não alavanca os índices de audiência. A décima terceira edição está abaixo de “A Fazenda 12”.

Nestas quase duas semanas, Nego do Borel demonstrou um quadro de saúde mental instável. Na baia, ele “explodiu”. Já tinha passado a mão em Dayane que recusou claramente, naquele momento, as investidas. Isso não é entretenimento.

Leno Maycon entrou com o objetivo de melhorar sua imagem junto ao público. Saiu com a pecha de “expulso”. Não ficou evidente, no material exibido pela emissora da Barra Funda, se, de fato, Nego e Dayane tiveram uma relação sexual. No depoimento da ex-Big Brother Itália, na apuração dos fatos pela direção da emissora e do reality, eles não transaram.  

A permanência de Nego do Borel em “A Fazenda 13” seria contraproducente com ele mesmo. Um triste episódio que manchará, ainda mais, sua biografia. A Record TV acertou ao tirá-lo do jogo pela postura apresentada como um todo.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

"Mulheres" celebra 41 anos em tempos pandêmicos


Olá, internautas

Nesta quarta-feira (22/09), “Mulheres” festejou 41 anos na programação da TV Gazeta. É o programa feminino mais tradicional da TV brasileira e um dos mais longevos da história do veículo.

No ano passado, a atração ganhou destaque neste espaço pela celebração das quatro décadas. Uma edição realmente emocionante. Desta vez, a revista eletrônica de Regina Volpato destacou os colaboradores, números musicais e até um “show de talentos” da apresentadora que revelou os seus dotes artísticos no piano.

Regina conversou, remotamente, com Edson Cordeiro, direto da Alemanha, e Daniel. Cordeiro até cantou Ave Maria. Leão Lobo, colunista que fez história no feminino, também prestigiou a celebração, ao lado de seus companheiros do “Fofoca Aí”, Fefito, Arthur Pires (Tutu) e Tia (Guilherme Uzeda), que recordaram suas primeiras aparições na atração.

Nestes tempos difíceis de pandemia do novo Coronavírus, “Mulheres” sempre permaneceu ao vivo na programação da emissora da Fundação Cásper Líbero. Três horas diárias com o desafio de levar informação, prestação de serviço, dicas de culinária e de saúde, entre outros atrativos, ao telespectador que ficou (ou continua) confinado em seus lares.

“Mulheres” cumpre a sua missão com galhardia. Sempre juntas. Sempre mulheres. Parabéns.

Fabio Maksymczuk

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

"Te Dou a Vida" marca nova fase das novelas mexicanas no SBT

 

Olá, internautas

Nesta segunda-feira (20/09), “Te Dou a Vida” estreou no SBT. A nova aposta da emissora de Silvio Santos marca a entrada oficial da nova fase das telenovelas da Televisa. A produção apresenta uma nova roupagem. Dentro das diretrizes da TV digital.

O SBT já tinha exibido “Betty, a Feia em Nova York” com esse parâmetro. Só que era uma produção da Telemundo. Agora, é uma obra da velha parceira do canal. Para marcar essa fase, o SBT até alterou a vinheta das “Novelas da Tarde”.

“Te Dou a Vida” apresenta a história de Nicolas, o filho adotivo de Helena e Ernesto, que precisa urgentemente de um transplante de medula. O casal procura a mãe biológica, mas ela reside em Los Angeles. Encontram informações sobre o pai biológico Pedro que, inicialmente, resiste à ideia de ser o progenitor. Depois, aceita fazer o teste de DNA e confirma a paternidade. O primeiro capítulo terminou neste ponto. No desenrolar da trama, haverá um triângulo amoroso entre Helena, Ernesto e Pedro.

Jorge Salinas e José Ron se reencontram nesta produção. Os dois protagonizaram “A Que Não Podia Amar” exibida há dois anos pelo SBT. Só que, no México, foi ao ar em 2011. “Te Dou a Vida” é uma novela recente. De 2020. Os atores, evidentemente, envelheceram. Para o telespectador da emissora paulista, o envelhecimento é mais acentuado, diante do curto intervalo de tempo.  E mais uma vez, os dois interpretam personagens que lutam pelo amor de uma mulher.

Jorge Salinas é um dos atores mais conhecidos pelo público da emissora. Desde Maria Isabel, produção dos anos 90. Só que em “Te Dou a Vida”, ele aparece com uma nova voz. Trocaram o dublador que é o mesmo de William Levy. O telespectador estranhou, de imediato, a mudança drástica.

Agora, é acompanhar a reação do público do SBT com “Te Dou a Vida”. É uma nova fase que destoa das “novelas mexicanas raiz”.

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

"A Fazenda 13" estreia com bom elenco

 

Olá, internautas

Nesta terça-feira (14/09), “A Fazenda 13” estreou na Record TV. Adriane Galisteu assumiu a missão de comandar a décima terceira temporada.

Com a saída de Marcos Mion, o reality ficou desfalcado. E há poucas opções no mercado para assumir tal posto. Adriane personifica a “representatividade”. É a primeira vez que uma mulher lidera a atração. Porém, a apresentadora não se encaixou na estrutura do “Power Couple Brasil”.

Diferente do que aconteceu no reality dos casais, Adriane estava menos ansiosa e menos afobada. Falou com mais parcimônia e de uma forma menos acelerada. Por outro lado, forçou expressões, como fazia Mion. Tentou emplacar “Fazendox” no lugar de “Fazendola”. Pegou mal. Comparações foram inevitáveis.

21 peões disputarão o prêmio final de R$ 1,5 milhão. Elenco inchado. Desta vez, grande parte conhecida do público da TV aberta. As cotas permanecem. Dois ex-De Férias com o Ex, Gui Araújo e Rico Melquíades, a panicat Aline Mineiro, o ex-BBB Arcrebiano, os polêmicos Nego do Borel e MC Gui que tentarão melhorar a imagem junto ao público,  os exs-Power Couple Brasil, Dynho Alves e Medrado, o cantor sertanejo Tiago Piquilo, os atores Mussunzinho e  Victor Pecoraro, o ex-Aprendiz, Erasmo Viana, a influenciadora digital Marina Ferrari (a menos conhecida de todo o elenco), a ex-BBB Itália, Dayane Mello, a ex-banheira do Gugu, Solange Gomes, a ex-bailarina do Domingão do Faustão, Erika Schneider, a funkeira Tati Quebra Barraco, que tentará repetir o desempenho de Jojo Todynho, a ex-assistente do Programa do Ratinho, Valentina Francavilla (com aparência modificada) e a polêmica Liziane Gutierrez que chamou a atenção da mídia após discussão com policiais em uma festa realizada durante a pandemia.

Há peões e peoas com perfis explosivos em demasia no elenco. Tal fato pode indicar que “A Fazenda 13” poderá trilhar o mesmo caminho de “A Fazenda 6” e “A Fazenda 10” que ficaram marcadas pelo clima “bélico”. A conferir.

O Paiol TikTok é uma boa novidade que apareceu logo na pré-estreia. Quatro Influenciadores, não conhecidos do grande público, Alisson Jordan, Mah Tavares, Krawk e Sthefane Matos disputam uma vaga. Krawk e Sthe despontam como favoritos.

“A fazenda 13” entra no rastro do “Power Couple Brasil” e Ilha Record”. Três realities de forma consecutiva na grande de programação da Record TV. Isso não seria o ideal, mas ainda convivemos com a pandemia da Covid-19, o que impede maior diversidade na programação. O formato “reality de confinamento” propicia maior segurança para os participantes. Portanto, é compreensível.

Agora, é conferir o desenrolar de “A Fazenda 13”.

Fabio Maksymczuk

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Saída de Tiago Leifert remexe tabuleiro televisivo

 

Olá, internautas

Uma bomba agita os bastidores da TV brasileira. Na última quinta-feira (09/09), Tiago Leifert anunciou a sua saída da TV Globo. O jornalista Alessandro Lo-Bianco, no programa “A Tarde É Sua”, da RedeTV!, sempre ressaltou o desejo do apresentador em se afastar do comando do BBB. Porém, foi surpreendente o seu desligamento da emissora.

Leifert cumpriu a sua missão, com galhardia, em substituir Pedro Bial no “Big Brother Brasil”. O telespectador não sentiu a mudança. O apresentador imprimiu o seu estilo à frente do reality. A presença de Tiago Leifert também rejuvenesceu o domingo do canal platinado. Assumiu o Super Dança dos Famosos com segurança. Tiago encerrará o vínculo com a emissora após a décima edição do “The Voice Brasil”.

A TV Globo perde um dos seus principais comunicadores. Renovou a imagem do canal. Perda significativa. Diante de tal quadro, uma nova remexida agita o tabuleiro televisivo. Quem será o apresentador do BBB22? Especulações já aparecem no noticiário. A principal delas é a possível escalação de Tadeu Schmidt para liderar o reality.

Caso confirme a informação, a TV Globo permanecerá com jornalistas na apresentação do Big Brother Brasil. Outra saída, mais óbvia, seria Marcos Mion na atração da casa mais vigiada do Brasil. Desse modo, o sábado ficaria desguarnecido.

De acordo com Fefito, do programa “Fofoca Aí”, pela TV Gazeta, Maju Coutinho e Thiago Oliveira assumirão o “Fantástico” no ano que vem. Aline Midlej comandaria o “Jornal Hoje”.  Na realidade, Sandra Annenberg jamais deveria ter sido afastada do telejornal. Aline adota um estilo demasiadamente informal no “Jornal das Dez”, na GloboNews. Cesar Tralli seria o nome mais indicado para o noticiário vespertino.

Angélica é um dos nomes mais cotados para assumir a nova temporada do “The Voice Brasil”, caso a competição musical seja exibida em 2022.

Portanto, a saída de Leifert provocará uma série de rearranjos nas demais atrações do Grupo Globo. Ano marcado por mudanças significativas.

Fabio Maksymczuk  

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

"Ilha Record" engrena com protagonismo de Pyong Lee

 

Olá, internautas

Nesta quinta-feira (09/09), a Record TV exibiu a grande final do “Ilha Record”. Any Borges conquistou 500 mil reais. Mirella Santos ganhou 250 mil reais pela votação popular. A Gêmea Lacração personificou o voto anti-Nadja Pessoa.

Sabrina Sato sobressaiu no comando do reality até a final. Focada. Bem dirigida. Firme em suas colocações. Porém, na exibição ao vivo, a apresentadora voltou a titubear, como ocorreu no Made In Japão.

Indagada sobre a votação popular que paralisava em um determinado momento e excluía os ilhados da disputa, ela não soube responder, até o final do programa, se os votos foram zerados ou “continuados”. Mirella venceu com 79,33%. Do cômputo desde segunda ou somente do bloco final? O telespectador ficou sem essa resposta. Deveria ter sido de forma acumulada.

Pyong Lee, de fato, foi o protagonista da edição. Ele compreendeu o espírito do reality. Enxergou, logo de cara, o trio formado por Lucas Selfie, Claudinho Matos e Any Borges. Amigos antes da “Ilha”. Diante de tal situação, articulou a Aliança integrada por Thomaz Costa e Antonela Avellaneda. Depois, Nadja e Valesca entraram no quinteto.

Lucas Maciel, que foi coadjuvante em “A Fazenda 12”, percebeu sua rejeição aumentar com o “Ilha Record”. O youtuber, que se autointitula estrategista, derrapou logo na segunda eliminação. Atuou mais como um comentarista derrotado no Exílio. Proferiu discurso raivoso contra Nadja. Liderou a votação para tirá-la da semifinal. Os ilhados não deveriam ser excluídos apenas por votação sem a oportunidade de encarar alguma prova. O mesmo aconteceu com Mirella e Claudinho. Essa foi a maior falha do formato nacional.

Nadja abusou da aura de perseguida. Utilizou a mesma estratégia de “A Fazenda 10” em um reality com outra proposta. Não convenceu grande parte do público (apesar de ter sido injustiçada em sua eliminação na reta final com Dinei lesionado).

A “aliança” de Pyong e Antonela desagradou parte do público. A ex-BBB foi a menos votada com menos de 1%. Pyong ficou na singela casa dos 3%. Muitos enxergaram um “flerte” entre os dois aliados, sendo que ambos eram casados até então.



Apesar de Any ter sido a grande campeã, ela acrescentou quase nada ao reality. O mesmo aconteceu com Claudinho Matos. Até aqui, os ex-De Férias com Ex não se destacam nos realities da Record TV. Mesmo assim, sempre garantem uma cota. Com a bênção do diretor Rodrigo Carelli.

Dinei diminuiu o ranço junto ao telespectador que o acompanhou nas duas edições de “A Fazenda”, principalmente da Nova Chance. Thomaz Costa surgiu como linha auxiliar de Pyong. Mirella Gêmea Lacração iniciou apagada no reality, mas após o retorno do Exílio acordou para o jogo.

Laura Keller surgiu como a “independente”. Poderia ter sido a grande finalista contra Pyong. MC Negão da BL, Nanah Damasceno e Valesca Popozuda surgiram como coadjuvantes na atração.

O Exílio foi o grande acerto do formato do “Ilha Record”. Os eliminados ficaram trancafiados na caverna e assistiam, pela TV, à rotina dos competidores. Como ocorre nos paredões falsos do BBB, os repescados retornaram com o “sangue nos olhos”. Porém, a edição deveria ter focado mais no jogo dos ilhados. Em diversos episódios, as falas de “ranço” dos derrotados ganhavam mais espaço que os competidores ainda em disputa.

A prova final do “Caça ao Tesouro” poderia ter sido mais emocionante. Eles deveriam nadar, cavar fundo, subir em árvores, entre outras atividades que provocassem adrenalina no telespectador. Ficou suave demais. Na realidade, a decisão ficou alicerçada na sorte com a decisão da equivalência de cada cor das joias. E não no vigor físico.

Mesmo com essas observações, “Ilha Record” funcionou. Demonstrou fôlego para uma nova temporada. Mesmo com figuras repetidas, o elenco engrenou, principalmente pela postura de Pyong. O clima de sol e verão renovou o cardápio de realities da emissora ambientados, há anos, na Fazenda e Mansão Power.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

"Show do Milhão" reestreia sem suspense

 

Olá, internautas

Na última sexta-feira (03/09), “Show do Milhão” reestreou no SBT. A atração é um dos símbolos da história de quatro décadas da emissora. Celso Portiolli assumiu a missão de comandar o game show.

Neste primeiro programa, Portiolli adotou um estilo leve e sorridente. Conversou amistosamente com os desafiantes. Até passava orientações. O clima ameno tirou a força do suspense, ingrediente fundamental para criar apreensão e envolver o telespectador.

A ausência de Silvio Santos no comando do “Show do Milhão”, agora com patrocínio do PicPay, reforça, ainda mais, a percepção que o animador é uma figura insubstituível na televisão brasileira.

O SBT volta a exibir uma produção nacional nas noites das sextas-feiras, após “Programa do Ratinho”. Em 2019, Tiago Abravanel já ocupou a faixa horária com “Famílias Frente a Frente – FFF Brasil”.  

“Show do Milhão” poderia ser exibido aos sábados ou até aos domingos na faixa das reprises do “Programa Silvio Santos”. Seria um conteúdo inédito oferecido ao telespectador na guerra dominical.   

Fabio Maksymczuk

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

"Domingão com Huck" estreia com desafio

 

Olá, internautas

Neste domingo (05/09), Luciano Huck assumiu, oficialmente, a missão de suceder o apresentador Fausto Silva. “Domingão com Huck” estreou com 18 pontos de média, bom patamar para a faixa horária.

A nova atração dividiu-se em três blocos. O primeiro deles é o velho conhecido “Quem Quer Ser Um Milionário”, egresso do “Caldeirão”. Huck consegue encaixar as histórias de vida dos desafiantes ao game show. Lidera com segurança a atração e passa a importante mensagem de responsabilidade social em um programa de auditório. Foi o melhor momento da estreia.

Em seguida, o apresentador comandou “Show dos Famosos”, outro quadro já conhecido do telespectador. A atração integrava o “Domingão do Faustão” sem o mesmo brilho do “Dança dos Famosos”. A caracterização dos participantes sempre é alvo de ironia do público, principalmente das redes sociais. Gloria Groove, por exemplo, tentou incorporar Xanddy. Só ficou na tentativa.  E não é só a Record TV que repete “star reality”. A TV Globo escalou, mais uma vez, Fiuk que interpretou Amy Winehouse. O filho de Fabio Jr., mais uma vez, falou da sua insegurança...  

Por fim, Luciano Huck recebeu, no palco, Alcione e Luan Santana. Neste momento, o comunicador também recebeu o paraibano Domingos. Huck foi pessoalmente até a cidade do cantor para conhecer um pouco de sua rotina. Como já dito neste espaço, Luciano sobressai no estúdio. Os quadros de “emoção” deveriam ser evitados no dominical.

Conteúdos previamente gravados foram levados ao ar com momentos de Luciano ao vivo no auditório (sem função alguma). Até ocorreu uma falha técnica com a exibição “relâmpago” da abertura do segundo bloco no primeiro durante o “Show dos Famosos”.

Para tornar o dominical mais quente, seria importante a exibição em tempo real de todo o programa. Huck adota um estilo mais formal em comparação a Tiago Leifert e Marcos Mion.  É uma característica que agrada parcela do público e cria rejeição em outra que deseja mais espontaneidade.

Luciano Huck foi construído para ser o sucessor de Faustão. E ele cumpre essa missão. Preferia acompanhá-lo no sábado, mas é compreensível a decisão da TV Globo em efetivá-lo no domingo.

Fabio Maksymczuk

sábado, 4 de setembro de 2021

Mion estreia em clima de Legendários no "Caldeirão"

 

Olá, internautas

Neste sábado (04/09), Marcos Mion estreou no comando do “Caldeirão”. O apresentador irradiou a sua felicidade em comandar a atração da TV Globo. O programa, basicamente, se dividiu em dois grandes blocos.

O primeiro deles já é conhecido do público. “Tem ou Não Tem o Jogo” agora conta com celebridades entre os participantes. Juliana Paes e Paulo Vieira, também egresso da Record TV, lideraram suas equipes. Mion ficou tons acima no comando desse quadro. Até rolou no chão com Paulo Vieira e companhia.

A comparação é inevitável com Luciano Huck que apostava em um clima real de competição. Mion adotou a sua intensidade para dar um espírito mais “recreativo”. Também é impossível não traçar paralelo com Silvio Santos que apresentava “Family Feud” no SBT. Também com ares de liderar uma disputa.  

O segundo grande bloco é o novo “Sobe o Som”. O game musical reuniu Ana Furtado e Tiago Leifert contra Larissa Manoela e seu amigo Ramón. A atração trouxe Os Barões da PIsadinha e Anavitoria. Os convidados deveriam acertar a música/grupo através dos acordes da banda de Lucio Mauro Filho. Nada muito diferente do “Qual é a Música?”. Os números musicais entraram dentro da gincana. É uma alternativa encontrada para dar dinamismo ao programa com auditório e conceder espaço aos cantores.

Além disso, há dois miniquadros. “Mamãe, tô na Globo!” foi ao ar logo nos primeiros minutos. Mion presenteará os telespectadores selecionados, que devem enviar um vídeo, com um “enorme crachá” da emissora. Já no encerramento, entrou “Isso a Globo mostra”, que nada mais é que o “Vale a Pena Ver Direito” dos seus tempos de Record TV e MTV. É a sua maior marca na televisão.

Nesta estreia, Mion também passou do ponto ao insistir em valorizar o poderio da TV Globo. Desnecessário. Na realidade, o apresentador relembrou o extinto Legendários no comando do “Caldeirão”. Só que em uma versão turbinada com as estrelas dos domínios platinados. Poderá convidar diversas celebridades que trarão mais destaque ao programa.

A previsão é que Mion lidere o “Caldeirão” até o fim do ano. A percepção é que será um grande teste. Mion adota um estilo bem diferente de Huck. Agora, é aguardar a reação do telespectador nesse período.

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

"Te Devo Essa Brasil" derrapa no SBT

 

Olá, internautas

No último sábado (28/09), o SBT exibiu a última edição do “Te Devo Essa Brasil”. A atração, comandada por Dony de Nuccio e Renato Mendonça, não emplacou nos índices de audiência. Raramente, ultrapassava a barreira dos 4 pontos de média. Algumas razões podem ser citadas para entender o fenômeno.

A grade de sábado da emissora de Silvio Santos, como um todo, é raquítica. “Programa Raul Gil” não soube se reinventar. Baixa repercussão. As séries Lassie e As Aventuras de Rin-Tin-Tin exalam forte cheiro de naftalina. A nova reprise de Chiquititas é um erro. Tudo isso respingou no “Te Devo Essa Brasil”.

Além disso, muitos telespectadores rejeitaram a ideia de reformar lares de amigos de celebridades que, teoricamente, possuem uma boa situação econômico-financeira. A exceção aconteceu no último episódio com os sobrinhos de Negra Li.

“Te Devo Essa Brasil” realizou as melhores reformas em casas, inclusive na residência dos familiares da cantora, em comparação aos apartamentos. O desgaste do formato também é outro ponto a ser levantado. O público já está saturado com as transformações dos lares desde os tempos de Gugu Liberato.

Foi uma atração bem editada com boa apresentação de Dony e com bom serviço prestado por Mendonça. Apesar disso, a atração não caiu nas graças do telespectador da emissora.

Fabio Maksymczuk

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

"Gênesis" foca em trio de protagonistas na fase Jacó

 

Olá, internautas

Nesta segunda-feira (30/08), a fase Jacó chega ao fim na novela “Gênesis”. A trama focou no trio de protagonistas composto por Jacó, interpretado por Miguel Coelho, Lia, vivida por Michelle Batista, e Raquel, na pele de Thais Melchior, além do “antagonista” Esaú, personificado por Cirillo Luna.  Os núcleos paralelos ficaram ao relento.

Por isso mesmo, o ritmo ficou cadenciado. Foi o desenvolvimento mais lento da história em toda a novela, até aqui. Inicialmente, a trama se bifurcou em dois polos. O primeiro deles focado em Isaque (Henri Pagnoncelli), Rebeca (Martha Mellinger) e seus filhos em Berseba. Já o segundo em Padã-Harã com a família de Labão (Brenno Leone/Heitor Martinez). As duas histórias se entrelaçaram com a fuga de Jacó para a casa do seu tio.

Miguel Coelho viveu o maior desafio da sua carreira artística até aqui. De fato, protagonizou a fase. Cumpriu a sua missão. Record TV/Casablanca acerta em garimpar atores que buscam seu espaço na teledramaturgia nacional.  

Lidi Lisboa surgiu em uma participação especial. A atriz interpretou Maalate. Porém, os trejeitos de Jezabel permaneceram bem vivos em seu novo desafio profissional. Lidi ainda não desencarnou da sua personagem mais marcante. Além disso, a esposa de Esaú desapareceu da história sem deixar vestígios, até aqui. Ficou solta no roteiro.

A história de Jacó, Lia, Raquel e Labão já tinha sido narrada, só que em uma minissérie com poucos capítulos. Na novela, a história ficou mais contextualizada com o desenrolar desde Abraão.   

Agora, começará a fase mais delicada de “Gênesis”. A emissora contará, mais uma vez, a história de José do Egito que ganhou ampla repercussão com a série (reprisada até em algumas oportunidades) de dezenas de capítulos protagonizada por Angelo Paes Leme.

ADENDO: Nesta transição de fase, José deveria ter 15 anos. Juliano Laham, com cerca de 30, assumiu o posto. Tentou rejuvenescer pela interpretação, mas não conseguiu. Falha grave de escalação. Jacó, agora interpretado por Petronio Gontijo, deveria ter envelhecido cerca de 15 anos. Em sua interpretação e visual, envelheceu demasiadamente. A novela preferiu apenas citar a morte de Isaque e Lia, vivida por Ingra Lyberato em uma curta participação especial. A trama mostrou o falecimento, de fato, de Rebeca e Raquel. Escolha compreensível para não trazer um clima fúnebre em capítulos sucessivos. 

Fabio Maksymczuk

sábado, 28 de agosto de 2021

"Caldeirão do Huck" chega ao fim na TV Globo

 

Olá, internautas

Neste sábado (28/08), após longos 21 anos, “Caldeirão do Huck” chegou ao fim na TV Globo. A atração iniciou em 2000 com enorme desafio. Huck enfrentou turbulências para se firmar nas tardes dos sábados da emissora platinada. Raul Gil vivia seu auge na então Rede Record.

Diante de tal quadro, Huck explorou, à exaustão, toda a estrutura da TV Globo para reverter a situação. E conseguiu. Huck se reinventou e evoluiu como apresentador no decorrer destas mais de duas décadas.

O apresentador se destaca, sobremaneira, no estúdio, principalmente em formatos. Huck conduz com competência quadros, como Soletrando, Quem Quer Ser Um Milionário, The Wall, Tem ou Não tem o Jogo, entre outros.

Por outro lado, Huck também trilhou caminhos percorridos pela concorrência. Momentos de “emoção” (alguns denominam de “assistenciais” na imprensa especializada), como Lata Velha e reformas de casa, marcaram o seu programa. O apresentador viajou pelo Brasil para garimpar “histórias de vida”. Nestes quadros, Huck não conseguia repetir o desempenho de Gugu Liberato, mestre do gênero.

A partir do próximo sábado (04/09), Marcos Mion assumirá o comando do “Caldeirão”. Diferente de Huck que galgou o seu crescimento, Mion sempre se destacou, desde os primórdios da MTV. Na realidade, o agora “substituto“ teve que adaptar a sua linguagem para se comunicar a toda “família brasileira”. Até mesmo, a imagem de “pai de família” é reforçada, diariamente, nas redes sociais.

Tiago Leifert sobressaiu na apresentação do “Super Dança dos Famosos”. Cumpriu a sua missão na guerra dominical. E o telespectador, inevitavelmente, fará, neste início, comparações entre o comandante do BBB e o “sucessor oficial” de Fausto Silva. Um novo capítulo se abrirá em sua trajetória a partir do próximo domingo (05/09). A conferir.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

"Galera Esporte Clube" estreia em ritmo de Encrenca esportivo

 

Olá, internautas

Neste mês, a RedeTV! estreou “Galera Esporte Clube” que vai ao ar às quartas-feiras na faixa das 23h30. A nova atração, comandada por Júlio Cocielo e Victor Sarro, além de reportagens de Lucas Strabko (Cartolouco) e Letícia Esteves, mistura humor e esporte. Seria um humorístico com esporte? Ou um esportivo com humor?

Essa é a indagação que será respondida no desenrolar das edições. Diante dos dois programas que foram levados ao ar, o melhor caminho seria um humorístico ambientando no universo esportivo.

Na última quarta-feira (18/08), o programa se dividiu em quatro partes. “Galera Esporte Clube” começou com uma competição entre mães em um campo de futebol. Quadro longo. Quinze minutos no ar. Poderia ter sido editado com cinco minutos, no máximo. Em seguida, Cocielo e Sarro apresentaram uma disputa de sinuca. O melhor momento da matéria surgiu nas entrevistas com os desafiantes dos apresentadores. Um homem declarou detestar Marcos Mion e se recusou a mandar cumprimentos efusivos.

Logo após, Cartolouco cobriu a comemoração dos palmeirenses aglomerados na região do Allianz Parque, em São Paulo, que acompanhavam a vitória do Palmeiras sobre o São Paulo pela Libertadores.  O estilo do ex-peão de A Fazenda 12 se fez presente. Foi o quadro mais próximo de uma atração genuinamente esportiva.

Por fim, Sarro e Cocielo comandaram uma competição à la Olimpíada pelas ruas de Osasco. A edição do quadro lembrou o “Encrenca”, programa que lidera a audiência do canal de Dallevo e Carvalho. Quem errava os três arremessos em uma quadra de basquete improvisada, levava “travesseiradas”.  

Foi aí que apareceu o melhor momento do programa. Uma senhora ficou indignada com a “penalização”. E começou a falar da sua situação econômica e de saúde. Pediu ajuda até a Celso Russomanno. Em seguida, entrou na brincadeira e faturou quinze reais.

“Galera Esporte Clube” cresce com o humor e participação de populares. Não exatamente pelo esporte. Essa é a equação a ser resolvida.

Fabio Maksymczuk

domingo, 22 de agosto de 2021

"Duelo de Mães" reforça desgaste do filão

 

Olá, internautas

Neste sábado (21/08), Ticiana Villas Boas retornou à programação da Band. A apresentadora comanda “Duelo de Mães”, programa exibido anteriormente nas manhãs dos domingos no SBT. A atração agora vai ao ar após “Jornal da Band”, na faixa das 20h25 às 21h30.

Neste primeiro episódio da nova temporada, Ticiana e o chef Dalton Rangel, que avalia os pratos, receberam Fabiano, dupla de César Menotti, que levou a mãe Elsi para duelar com Celina, mãe dos sertanejos João Neto e Frederico.

O programa consiste em três fases. Prato feito pelas mães (comida preferida da família), receita preparada pelos filhos com a proposta de Rangel e o último desafio enfrentado pelas matriarcas com uma receita fora do universo de ambas.

“Duelo de Mães”, produzido pela Kinok Vídeo, produtora da apresentadora, é bem feito. Boa dinâmica. Bom cenário. Edição ágil. Porém, a atração reforça o desgaste das competições na cozinha que povoam a programação da TV brasileira.

A mesma tendência já acomete o melhor do gênero, “MasterChef Brasil”, exibido pela própria Band. Mestre do Sabor, Bake Off Brasil, Top Chef Brasil, Mestres da Sabotagem, Super Chef e Jogo de Panelas no Mais Você, Minha Mulher Que Manda em “Eliana” e FFF Brasil “tiram o sabor” do paladar do telespectador.

Além disso, na própria Rede Bandeirantes, há atrações diárias na cozinha, como o “The Chef” com Edu Guedes e “Melhor da Tarde” com Catia Fonseca. “Duelo de Mães” entra nesta “seara”. Há um excesso desse gênero na programação, especialmente na Band.

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 19 de agosto de 2021

SBT festeja 40 anos com desafios

 

Olá, internautas

Nesta quinta-feira (19/08), o SBT celebra 40 anos. A emissora de Silvio Santos festeja o importante marco com uma série de desafios pela frente.

A pandemia do novo Coronavírus atingiu em cheio a principal marca do domínio sbtista: os programas com auditório. O ícone do filão, “Programa Silvio Santos”, sobrevive de reprises e reforça a impressão de uma “TV mais feliz” no passado. Já o “Programa Raul Gil” não soube se reinventar nos últimos tempos, mesmo antes da Covid-19. É uma atração estagnada.

Gugu sempre foi considerado o sucessor legítimo de Silvio Santos no SBT. Com a morte do apresentador, esse vazio se faz presente. A emissora não apostou na renovação e construção de novos comunicadores. As “filhas do patrão” assumiram o posto. Patricia Abravanel, Rebeca Abravanel e Silvia Abravanel surgiram no vídeo e se adaptaram à função de apresentadoras.

Na programação diária, o matinal “Vem Pra Cá” não engrena e pouco repercute entre os telespectadores. O mesmo acontece com o vespertino “Fofocalizando”. As novelas mexicanas, que integram o DNA sbtista, ficam responsáveis por levantar a audiência do canal. “Programa do Ratinho” também não repercute.

O SBT poderia trilhar o caminho do jornalismo popular com credibilidade, como faz a Record TV, através dos apresentadores Reinaldo Gottino e Luiz Bacci. Nos domínios de Silvio Santos, Dudu Camargo e Marcão do Povo simbolizam o departamento. Complicado.

Na programação de fim de semana, a situação também é crítica. A emissora escala seriados com cheiro de naftalina para tapar o buraco na grade com Lassie e As Aventuras de Rin-Tin-Tin. “Bake Off Brasil” já é uma atração com formato desgastado em sua sétima temporada. “Te Devo Essa Brasil” com Dony de Nuccio não emplacou. Sergio Marone não funcionou no “Mestres da Sabotagem”.

Por outro lado, Celso Portiolli vive um bom momento na emissora com “Domingo Legal”. Danilo Gentili também permanece com fôlego no “The Noite”. Eliana consegue a almejada vice-liderança na guerra dominical.

O grande lampejo do SBT recai na aquisição dos direitos de transmissão de campeonatos de futebol, especialmente Libertadores e Copa América. Champions League não deverá garantir significativos índices de audiência. Mesmo assim, é um reforço nesta nova identidade. A emissora necessitaria investir neste departamento com profissionais que tragam a nova linguagem da comunicação esportiva na TV e on-line.  

Muitos telespectadores possuem relação de carinho com o SBT pelos programas que deixaram marcas na memória afetiva, como Chaves e Chapolin; das atrações infantojuvenis de Bozo, Mara Maravilha, Sergio Mallandro, Mariane, Simony, Sessão Desenho com Vovó Mafalda, Bom Dia e Cia” com Yudi Tamashiro, Priscilla Alcântara e Maisa Silva; das telenovelas latinoamericanas, como Carrossel, Chispita, Maria do Bairro, Marimar, A Usurpadora, Café com Aroma de Mulher, Topázio, O Diário de Daniela, Carinha de Anjo, Gotinha de Amor; das nacionais Éramos Seis, Fascinação e Pérola Negra; além, é claro, dos tradicionais da dupla Silvio Santos – Gugu Liberato, como Topa Tudo por Dinheiro, Show do Milhão, Casa dos Artistas 1, Porta da Esperança, Show de Calouros, Domingo Legal, Nações Unidas, Passa ou Repassa, TV Animal, Viva a Noite, entre tantos outros.   

Parabéns, SBT, pelas quatro décadas de convivência diária com o telespectador.

Fabio Maksymczuk