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quinta-feira, 14 de novembro de 2019

APCA divulga finalistas aos melhores da TV em 2019


Olá, internautas

A APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) divulgou nesta quinta-feira (14/11) os finalistas aos melhores da televisão brasileira em 2019. Participaram das indicações os críticos Cristina Padiglione, Edianez Parente, Fabio Maksymczuk, Flavio Ricco, Leão Lobo, Neuber Fischer, Nilson Xavier e Paulo Gustavo Pereira. Os vencedores serão definidos em 9 de dezembro na Assembleia realizada na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo.

Confira a lista completa dos finalistas:

NOVELA

Bom Sucesso, de Rosane Svartman e Paulo Halm (TV Globo)
Éramos Seis, de Ângela Chaves (TV Globo)
Espelho da Vida, de Elizabeth Jhin (TV Globo)
Órfãos da Terra, de Duca Rachid e Thelma Guedes (TV Globo)
Topíssima, de Cristianne Fridman (Record TV)

ATOR

Antônio Fagundes (Bom Sucesso)
Flávio Migliaccio (Órfãos da Terra)
Herson Capri (Órfãos da Terra)
Júlio Andrade (Sob Pressão)
Silvio Guindane (A Divisão)

ATRIZ

Débora Bloch (Segunda Chamada)
Fabiula Nascimento (Bom Sucesso e Sessão de Terapia)
Grazi Massafera (Bom Sucesso)
Maria Casadevall (Coisa Mais Linda)
Marjorie Estiano (Sob Pressão)

PROGRAMA DE TV

Cultura, o Musical (TV Cultura)
Pesadelo na Cozinha (Band)
Provocações (TV Cultura)
Que História É Essa Porchat? (GNT)
Zorra (TV Globo)

JORNALISMO

Conexão Repórter (SBT)
Painel WW (William Waack no YouTube)
Profissão Repórter (TV Globo)
Roda Viva (TV Cultura)
Segunda Chamada (Canal My News no YouTube)

SÉRIE

A Divisão (Globoplay/AfroReggae/Hungry Man/Multishow)
Coisa Mais Linda (Netflix)
Filhos da Pátria (TV Globo)
Segunda Chamada (TV Globo/O2 Filmes)
Sob Pressão (TV Globo/Conspiração Filmes)

DIREÇÃO

Andrucha Waddington (Sob Pressão)
Carlos Araújo (Éramos Seis)
Joana Jabace (Segunda Chamada)
José Eduardo Belmonte (Carcereiros)
Vicente Amorim (A Divisão)

Fabio Maksymczuk 

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Rumo injusto marca "A Que Não Podia Amar"


Olá, internautas

Nesta terça-feira (12/11), o SBT exibiu o último capítulo de “A Que Não Podia Amar”. A novela mexicana conquistou boa repercussão entre os telespectadores da emissora e ajudava a alavancar a audiência do canal.

Neste espaço, já comentamos sobre o rumo de determinados personagens masculinos em obras recentes da Televisa. Em “Teresa”, o trabalhador Mariano foi jogado para escanteio. O professor ricaço Arthur conquistou o coração da protagonista.

Já em “O Que a Vida me Roubou”, Montserrat, inicialmente, era apaixonada pelo “proletário” José Luis Alvares. No decorrer da novela, a mocinha abandonou o militar para ficar com o milionário Alessandro Domingues. Aliás, o rapaz com condições modestas morreu na reta final da trama.

E o mesmo fenômeno se repetiu em “A Que Não Podia Amar”. Ana Paula (Ana Brenda Conrtreras) se apaixona, nos primeiros capítulos, pelo batalhador Gustavo (José Ron). Em seguida, a mocinha se vê envolvida pelo fazendeiro milionário Rogerio Monteiro (Jorge Salinas). De repente, diz que não sente o mesmo sentimento pelo engenheiro e chega ao final feliz com o vilão “redimido”.

Nesta novela, a situação é mais crítica. Rogerio comprou a posse de Ana Paula com o auxílio da tia Rosaura (Ana Bertha Espín). O fazendeiro jogou o irmão da enfermeira na prisão. Maltratava os funcionários da fazenda. Dava chicotada. Humilhava até o menino Marquinho para ele se tornar um “homem”. Entre vários outros atributos que o desqualificavam.


E o que acontece com o verdadeiro mocinho da história? Gustavo sofre atentado. Fica meses no hospital. Vê-se em meio a estratagemas para ficar afastado de sua amada. Casa com uma mulher que o trai. Perde o seu filho com Ana Paula. E no final, é abandonado pela mocinha e morre. Uma das maiores aberrações das telenovelas. No final, o plano de Rosaura funciona. A sobrinha chega ao desfecho com o milionário.    

E não para por aí. Miguel (Osvaldo Benavides), outro mocinho da novela, sofre com planos elaborados pelo vilão Bruno (Julián Gil), vai para a prisão injustamente, sofre tortura, entra no vício do alcoolismo e, no final, também morre. Injusto.

Por outro lado, “A Que Não Podia Amar” rendeu encontro entre duas grandes atrizes mexicanas. A “governanta” Maria (Ana Martin) era uma das personagens mais queridas da novela. Ela protagonizava embates com Rosaura, interpretada por Ana Bertha Espín.

“A Que Não Podia Amar” termina com a missão cumprida ao garantir bons índices de audiência e cativar o telespectador que aprecia os “novelões”. O rumo injusto divide opiniões.

Fabio Maksymczuk

sábado, 9 de novembro de 2019

Lula e Bolsonaro atacam TV Globo


Olá, internautas

A polarização política em nosso País cada vez mais se fortalece. Nesta sexta-feira (07/11), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, diante da revisão dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a prisão após segunda instância.

Já no primeiro comício após a “libertação”, Lula atacou a TV Globo. “Eu quero lutar para mostrar que se existe uma quadrilha, é essa maracutaia que eles tentaram, ao lado da Rede Globo, de criar a imagem de que o Lula era bandido”, enfatizou. Quando ainda era presidente, o líder petista já defendia o controle social da mídia e do Conselho Federal de Jornalismo que cercearia o trabalho dos profissionais de imprensa. “O povo não é bobo. Abaixo a TV Globo” sempre foi um bordão dos simpatizantes do Partido dos Trabalhadores.

No outro polo, o presidente Jair Bolsonaro também ataca a emissora da Família Marinho. Após a veiculação da reportagem exibida no “Jornal Nacional”, em que revelou que o suspeito do assassinato de Marielle Franco, Élcio Queiroz, encontrou o outro acusado, Ronnie Lessa, no condomínio da Família Bolsonaro, afirmando que visitaria à casa do “capitão”, Bolsonaro disparou nas redes sociais:  “Estou no meu limite com vocês!...Um jornalismo podre da TV Globo. Vocês não prestam”, vociferou.

“Vocês não têm juízo, TV Globo! Vocês querem acabar com o Brasil! Vocês não têm vergonha na cara. Querem empurrar a Marielle Franco para cima de mim”, detonou. “Por que esta patifaria por parte de vocês? Deixem eu governar o Brasil. Vocês perderam. Se o processo da renovação da concessão de vocês não estiver limpo, não terá concessão nenhuma. Vocês o tempo todo infernizam a minha vida, porra!!!”, continuou.

A emissora platinada vê sob ataques dos dois polos antagônicos da mesma moeda: PT, com Lula, e PSL, com Bolsonaro.

Presenciamos ataques ao jornalismo neste momento em nosso País. Os programas jornalísticos devem ser valorizados, já que ajudam a sustentar, ainda, a nossa democracia. O telespectador precisa ficar atento a esse imbróglio político que o Brasil atravessa.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Reprises pululam na programação do SBT


Olá, internautas

Nesta semana, o SBT resolveu tirar do baú a novela “Meu Coração É Teu” que alcançou boa repercussão entre os telespectadores em 2016. A reprise agora vai ao ar na faixa das 17 horas. Na exibição original, ocupou a grade após 18 horas.

“Meu Coração É Teu” se junta a “Abismo de Paixão” que também retornou ao ar. A emissora de Silvio Santos levará duas reprises, de novelas recentes, em um horário estratégico na programação.
Além das duas reexibições, há ainda “Cúmplices de Um Resgate” em pleno horário nobre, ou seja, três blocos de repeteco.

Duas razões podem ser ventiladas para tal fenômeno nas Novelas da Tarde. A primeira recai nas próprias produções da Televisa que mudaram de tom. Os “novelões” perderam espaço. O remake de A Usurpadora, por exemplo, entra nesta tendência. O SBT fica com menos opções.

A segunda razão aparece na TV Globo que leva ao ar “Avenida Brasil” no Vale a Pena Ver de Novo. Exibir uma novela inédita seria um desperdício diante da forte concorrência.

Apesar das duas justificativas, o SBT deveria garimpar uma novela inédita. Apostar em reprises consecutivas empobrece a grade de programação, como faz a Record em “O Rico e Lázaro” que colhe baixos índices de audiência.

Fabio Maksymczuk

domingo, 3 de novembro de 2019

"Filhos da Pátria" não empolga


Olá, internautas

A TV Globo resolveu apostar na continuidade de “Filhos da Pátria” na grade de programação. A série de Bruno Mazzeo, com direção artística de Felipe Joffily e direção geral de Henrique Sauer, ganhou a segunda temporada. Inicialmente, foi exibida após a novela “A Dona do Pedaço”. Agora, vai ao ar ao término de “Segunda Chamada”.

Já na primeira temporada, a produção não despertou expressiva repercussão junto ao telespectador. E o mesmo fenômeno se repete agora. Oscila ao redor dos 12 pontos de média.

“Filhos da Pátria” tenta ser uma produção de “humor inteligente”. Apesar disso, arranca, no máximo, poucos sorrisos amarelos. A série tenta traçar um paralelo entre o Brasil dos anos 30 com os tempos atuais.

Em um episódio sobre a popularização do rádio, Pacheco (Matheus Nachtergaele) censurou a divulgação de uma manifestação de populares contra o desemprego. Aliás, Nachtergaele reaparece no vídeo, logo após o encerramento de “Cine Holliúdy”, também exibida às terças-feiras. Complicado.

Fernanda Torres e Alexandre Nero, que vivem o casal Maria Teresa e Geraldo, satirizam os modos da época na interpretação. Já a atriz Lara Tremouroux, que dá vida a Catarina, parece uma mocinha engajada do século XXI jogada nos anos 30. Ela traz os anseios do feminismo com a visão de hoje em tempos idos.

“Filhos da Pátria”, que tem como um dos seus principais objetivos trazer uma reflexão sobre as raízes da sociedade brasileira, termina sendo uma série enfadonha. Sem graça. Controle remoto.

Fabio Maksymczuk

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Clima angustiante domina "Segunda Chamada"


Olá, internautas

“Segunda Chamada” é a nova aposta da TV Globo nas noites das terças-feiras. A série de Carla Faour e Julia Spadaccini, dirigida por Joana Jabace, estreou na faixa das 23 horas. Logo em seguida, a emissora corrigiu o equívoco e encaixou a produção após o término de “A Dona do Pedaço”.

“Segunda Chamada” é uma produção que explora o drama e conflitos em todos os núcleos. É um choque com o estilo da novela de Walcyr Carrasco. A série, ambientada na Escola Estadual Carolina Maria de Jesus, tem a professora Lúcia, interpretada por Débora Bloch, como a protagonista que lidera a história.

Além das dificuldades encontradas no ambiente escolar, Lúcia enfrenta seus dramas, como a morte do filho, o marido que enfrenta sequelas de um AVC e o relacionamento extraconjugal com o diretor Jacinto (Paulo Gorgulho).

A Escola abriga o EJA (Ensino de Jovens e Adultos). E todos os alunos enfrentam algum drama. Nestes quatro episódios, a série já abordou a intolerância religiosa, prostituição, preconceito sofrido por uma transexual, assédio sexual, tráfico de drogas, entre outros assuntos.

Em paralelo, outros profissionais da Educação também vivem situações difíceis, como a professora de História, Sonia, que vive um casamento degastado. A pouca valorização dos professores também surge no roteiro, através de Eliete, que, evangélica, vende produtos eróticos para complementar a sua renda.

A falta de condições básicas para as aulas também aparece. Ventilador queimado. Salas inundadas após chuva. Falta de valorização para as Artes. Instabilidade na iluminação. Merenda criticada.

Não há respiro em “Segunda Chamada”. É drama atrás de drama. Tudo é corroído. “Sob Pressão” enfoca as dificuldades da saúde pública em nosso País, mas a história flui com melhor ritmo e desenvolvimento menos angustiante. “Pesaram a mão” em Segunda Chamada.

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 29 de outubro de 2019

"É da Gente" com Netinho contempla empreendedorismo


Olá, internautas

A programação dominical da RedeTV! ganhou mais uma atração. Netinho de Paula retorna ao vídeo com “É da Gente”, após sua passagem relâmpago pela Rede Bandeirantes no ano passado.

Independente dos fatos de sua vida pessoal que atingiram sua imagem, Netinho é um dos comunicadores mais carismáticos e competentes de sua geração. Ele domina o palco e conduz com maestria seu mais tradicional quadro Um Dia de Princesa.

A maior novidade de sua nova atração recai no “Banco da Gente”. Microempreendedores buscam empréstimos para alavancar os seus negócios. Um júri analisa as propostas. O apresentador vira sócio. É o empreendedorismo, palavra-chave que ganhou espaço no atual momento socioeconômico do Brasil. E isso respinga em diferentes programas da TV brasileira, conforme já analisamos neste espaço.

Em meio aos dois quadros, há números musicais. Na mais recente edição, Salgadinho cantou seus sucessos dos anos 90.

“É da Gente” segue o formato tradicional de outros programas de Netinho. A atração conta com duração de 1 hora e meia. A produção independente respeita o típico telespectador do apresentador. “Não inventaram a roda”.

Fabio Maksymczuk

domingo, 27 de outubro de 2019

Teleton perde alma sem Silvio Santos


Olá, internautas

Neste sábado (26/10), o SBT encerrou a 22ª edição do “Teleton”. A maratona beneficente, neste ano, apresentou uma peculiaridade.  Pela primeira vez em sua história, Silvio Santos não apareceu no encerramento da transmissão. Esse dia, já previsto, chegou.

E o Teleton perdeu a sua alma. A campanha sempre alicerçou por uma tríade: SS, Hebe Camargo e Felipinho Ventura. Nesta edição, somente o rapaz, que sempre ouve “Nossa, como cresceu!”, cumpriu a tradição.

Momento para reflexão. Quem é o sucessor de Silvio Santos? Gugu Liberato sempre foi anunciado para tal posto. E onde ele está? Na Record em programas com formato importado. Desperdício.

Desse modo, as “filhas do dono” surgiram no palco. Até mesmo Silvia Abravanel, que, na realidade, é uma profissional dos bastidores, foi jogada para as frentes das câmeras.  Enquanto a número 2 não evolui, Patricia Abravanel e Rebeca Abravanel demonstraram desenvolvimento no decorrer dos anos.

Porém, não suficiente para segurar o Teleton em seu momento mais decisivo. Até mesmo, Patricia apelou para um discurso que mais lembrou de uma pastora de igreja evangélica. Diante de tal situação, recorreram para o leiloeiro Mauro Zukerman para sustentar a atração. E conseguiu cumprir a missão dada. Sobressaiu com sua experiência.

Até no momento final, Patricia interrompeu, de uma forma atabalhoada, o representante do Banco do Brasil que deu um “checão” para atingir a meta. Ela disse que tinha que encerrar o programa naquele momento. Faltou postura. Zukerman pediu desculpas.

A sucessão de Silvio Santos ainda é uma incógnita.

Fabio Maksymczuk

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Edição picotada compromete "Planeta Startup"


Olá, internautas

“Planeta Startup” é a aposta da Band para a faixa noturna das quintas-feiras. Ana Luísa Medici comanda a disputa das empresas digitais ao lado dos jurados Amure Pinho, Dani Arruda e Tallis Gomes.

O programa é direcionado para um nicho específico. O grande público desconhece o funcionamento de uma startup. E a atração “acelera” na edição. Em uma primeira fase, os participantes tinham que apresentar a ideia em apenas um minuto no elevador. Na realidade, apenas alguns segundos foram levados ao ar.

Em seguida, os aprovados tinham a oportunidade de esticar um pouco mais sobre a proposta em uma espécie de “sala de reunião”. Os selecionados passaram para a segunda fase que é exibido atualmente.

A cada programa, três startups confrontam-se em tarefas que lembram o reality “O Aprendiz”. A edição picotada apresenta apenas alguns pontos dos cinco dias dos desafios. O programa peca em não desenvolver a “história”. Com a entrada da NBA a partir das 23h30, “Planeta Startup” ainda viu seu tempo de arte reduzido. Ficou espremido.

“Planeta Startup” simboliza o atual momento do nosso País que valoriza o empreendedorismo diante da crise do desemprego que assola os brasileiros. Porém, a atração não envolve o telespectador com a edição acelerada.  

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

"Me Poupe!" surge com boa proposta na Band


Olá, internautas

Uma grande parte dos brasileiros enfrenta situação financeira delicada. Dívidas e mais dívidas se transformam em bolas de neve que atormentam os endividados. E o desemprego piora o quadro. Dentro de tal perspectiva, vai ao ar, na Band, o programa “Me Poupe! Dívidas Nunca Mais”, às segundas-feiras, na faixa das 22h45.  

Nathalia Arcuri comanda a atração. A especialista em finanças pessoais se transforma em uma espécie de Supernanny. Ela tenta ajudar os infortunados que pedem socorro. A edição do “Me Poupe!” lembra o “Esquadrão da Moda”. No SBT, o malvestido vai às lojas para comprar roupas, de acordo com a orientação de Arlindo Grund e Isabella Fiorentino.  

Na Band, o endividado “corre atrás” para garantir uma renda extra estipulada pela apresentadora. Uma equipe de auxiliares rodeia Nathalia. Edson Leite (Gastronomia), Carol Caliman e Carlinha Catap (Consultoras de Estilo) e Cora Fernandes (Personal Organizer) também passam dicas.

Basicamente, os episódios sempre exploram o mesmo roteiro. Venda de roupas e objetos não utilizados nas residências. Verba extra como motorista de aplicativo. Nathalia poderia ser mais específica sobre os investimentos. Quais são as melhores aplicações do mercado, por exemplo, poderiam ganhar destaque.

Na última semana, um fato grave ocorreu com o “rei do camarote falido” Rafael Almeida. Para atingir a meta estipulada pela apresentadora, o auditor resolveu promover um evento que, no final das contas, gerou mais prejuízo. Nathalia e os colaboradores apenas viram o desastre da festividade. O RSVP não foi feito? Evento precisa de planejamento. O programa deixou o “barco afundar”. Isso não poderia ter ocorrido.

“Me Poupe!” apresenta uma boa proposta que pode ajudar milhares de telespectadores, mas é necessário um maior apoio da equipe aos participantes. 

Fabio Maksymczuk

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Andrea Beltrão surpreende em "Hebe - A Estrela do Brasil"


Olá, internautas

O cinema nacional resgata símbolos da indústria cultural do nosso País. Recentemente, Wilson Simonal foi resgatado com “Simonal”. Filme necessário neste ambiente polarizado que marca a atual sociedade brasileira.

Agora, chegou a vez de Hebe Camargo com “Hebe - A Estrela do Brasil” dirigido por Mauricio Farias. Surpreendi positivamente com Andrea Beltrão como protagonista da produção. Não foi uma escalação óbvia. Quando foi anunciado o seu nome, fiquei com pé atrás, mas está ótima.

O roteiro foca nos anos 80. Também não é óbvio. Porém, optaria por contar toda a história de vida. O longa foca a transição da apresentadora da Band para o SBT. Até Silvio Santos aparece. O ator Daniel Boaventura interpreta o animador. Ficou bom. Convence. Caio Horowicz também surge como ponto positivo ao viver o filho de Hebe, Marcello Camargo Capuano.  

Realmente, o que mais incomoda no longa é o excesso de cenas com bebida alcoólica. Hebe sempre segura um copo com uísque. Ocorreu uma “overdose” de tal característica.

O ex-governador e ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, é lembrado no filme. Hebe era um dos símbolos do malufismo. O filme não demoniza e nem estereotipa o político. Bom caminho traçado no roteiro.

“Hebe - A Estrela do Brasil” apresenta um excelente ritmo com o recorte proposto. Assistam. Recomendo.

Fabio Maksymczuk

sábado, 19 de outubro de 2019

"Famílias Frente a Frente" estreia em rastro de correlatos


Olá, internautas

O SBT estreou, na última semana, “Famílias Frente a Frente”, sob comando de Tiago Abravanel. A emissora segue o rastro das concorrentes que também apostam em competições na cozinha.

O formato tenta impor alguma singularidade. Nestas primeiras duas edições, ocorreu uma seletiva entre 12 famílias. Seis ficaram. É um quarteto que encara a competição. Prova em grupo, como diz Ana Paula Padrão no MasterChef.

A maior diferença surge na avaliação em notas. O programa da Band tentou, uma única vez, impor tal estratégia, mas gerou muita polêmica. Na época, Paola Carosella tinha feito algumas ponderações sobre o prato do desafiante na versão profissionais, mas não desabonado. Eis que ela deu nota dois (até 10). O discurso destoou da avalição real. Repercussão negativa.

“FFF Brasil” conta com os jurados Alê Costa, Dona Carmem Vírginia e Gilda Bley. Eles fazem considerações pertinentes e “não passam a mão”. O trio avalia entre 7 e 10.  

A nova aposta do SBT vai ao ar na faixa da meia-noite de sexta para sábado. O canal encontrou essa brecha na programação. O “Tela de Sucessos” com filmes norte-americanos ocupa a vaga. Mesmo com um formato importado, sempre é bom produzir conteúdo próprio. Geração de empregos.

Além disso, Silvio Santos testa o neto à frente de uma atração de entretenimento. Em determinados momentos, ele grita desnecessariamente. Até aqui, cumpre a missão de interligar as famílias aos jurados.

Na estreia, “FFF Brasil” cumpriu a meta ao registrar 8 pontos de média. Agora, é aguardar se o público continuará a apreciar ou mostrar fadiga com o formato.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

"MasterChef – A Revanche" estreia com elenco interessante


Olá, internautas

Nesta terça-feira (15/10), “MasterChef – A Revanche” estreou na Band. A emissora acerta ao resgatar os ex-participantes da competição culinária. Os 20 desafiantes deixaram vestígios na memória afetiva do telespectador. Até a querida Iranete retornou ao vídeo com o seu “jeitinho” que encantou o público. Uma das mais queridas da história do talent show.  

Neste primeiro programa, ficaram 10 selecionados, após uma sucessão de duelos. O confronto, que deveria ter sido o mais equilibrado, ocorreu entre Valter e Thiago Gatto. No entanto, o “major” conquistou a doma com extrema facilidade, após o desastre apresentado pelo concorrente na prova que envolveu confeitaria.

A carismática Haila, mais uma vez, desperdiçou a oportunidade de brilhar na cozinha e logo foi uma das primeiras eliminadas. Ela perdeu para o “atrapalhado” Fernando Cavinato. Uma surpresa.  O “vilão” Fernando Bracho, ou melhor, Fernando Kawasaki passou de fase. Personagem interessante para o programa. Estefano Zaquini aparece como um dos principais favoritos.

A “folclórica” Vanessa Vagnotti, com sua vestimenta única, também continua na disputa. Os carismáticos Helton Oliveira (que mal saiu da cozinha da Band), Katleen Lacerda e Vitor Bourguignon mobilizarão as suas torcidas. Sabrina Kanai e Fabio Nunes também conquistaram essa nova oportunidade.

A emissora do Morumbi regrediu na estratégia e voltou a exibir o “MasterChef” nas noites das terças-feiras. Com a entrada do “Band Notícias” na faixa das 22 horas, o talent show foi empurrado para 22h45. O programa vai além da meia-noite e meia. Enfrentará “A Fazenda 11”. Complicado. Como já ressaltamos neste espaço, a exibição aos domingos surgiu como uma boa novidade. Ficava com frequência ao redor dos 4 pontos nos índices de audiência. Nada mal para a Band.

A emissora acertou no elenco. E isso já é um bom começo. “MasterChef – A Revanche” iniciou com uma boa expectativa.

Fabio Maksymczuk

domingo, 13 de outubro de 2019

Teatro: "Chaves - Um Tributo Musical" decepciona


Olá, internautas

Nos intervalos comerciais, o SBT promove uma intensa campanha de divulgação de “Chaves - Um Tributo Musical”, de Fernanda Maia com direção geral de Zé Henrique de Paula. Neste clima do Dia das Crianças, fui ao Teatro OPUS que fica localizado no Shopping Villa Lobos, região oeste da cidade de São Paulo.

Decepção. Esse é o sentimento que ficou ao sair da sala de espetáculos. A montagem apostou no “politicamente correto”. Até mesmo, Roberto Bolaños, interpretado por Fabiano Augusto, põe em xeque a sua criação ao ressaltar que Chaves, vivido por Mateus Ribeiro, é um menino órfão, esfomeado e sem teto. A peça chega ao fim em um clima melancólico.

Os idealizadores não capturaram a “astúcia” da série. Chaves é uma atração que levanta o telespectador. É o humor ingênuo que atravessa gerações e mais gerações há 35 anos na grade de programação da emissora de Silvio Santos.

Antes do início da peça, a dramaturga precisa subir ao palco para explicar a história. Se é necessário tal procedimento, então o roteiro não foi bem construído. Um bando de palhaços toma grande parte da peça que não é um musical, como sugere o título. Em duas horas e meia, são cantadas cerca de cinco canções. E algumas, nem da série.  Cadê, Que Bonita a Sua Roupa? Cadê, Tchuin-Tchuin-Tchunclain?

Em um único momento, Chapolin entra em cena. A criançada cria um alvoroço na plateia. Ele apenas dá um aceno e vai embora. Frustrante. O roteiro pretende homenagear, na realidade, “Chespirito”. Por isso mesmo, o “polegar vermelho” deveria surgir no palco com muito mais destaque. O roteiro poderia ter brincado com os personagens das duas séries.

Do elenco, apenas o Seu Madruga, interpretado por André Pottes, destoa da produção mexicana. O sotaque sulista do ator cria um ruído. O melhor em cena é o ator Diego Velloso que faz o Quico. Ótimo no palco. Ele encarnou o espírito do filho de Dona Florinda.

“Chaves - Um Tributo Musical” deixa a desejar.

Fabio Maksymczuk

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

"Mestre do Sabor" estreia com desafios


Olá, internautas

Nesta quinta-feira (10/10), a TV Globo estreou “Mestre do Sabor”. A emissora promoveu uma intensa campanha de divulgação do novo talent show culinário. Apesar disso, o telespectador sinalizou rejeição em virtude do desempenho obtido nos índices de audiência neste primeiro programa. A atração conquistou 19 pontos de média. “The Voice Brasil”, que ocupava a faixa horária, ficava ao redor dos 25 pontos.

Algumas razões podem ser levantadas. O apresentador Claude Troisgros é desconhecido por grande parte dos telespectadores da TV aberta. O francês é conhecido por seus programas mais “elitizados” no GNT. Ele, até aqui, não apresenta um “tempero popular”. Para amenizar tal impressão, surge o paraibano carismático Batista que fica ao lado de Troisgros. Foi uma decisão arriscada da TV Globo. Será que Ana Maria Braga não merecia tal oportunidade?

Em segundo lugar, causa estranheza o mote do “Mestre do Sabor”. O talent show tem como objetivo destacar a comida nacional. Além do apresentador francês, há o jurado português José Avillez. Estranhíssimo.  

Por fim, já há um certo cansaço do formato que envolve disputas culinárias na TV brasileira. Em menos de uma semana, além da novidade da TV Globo, estreará “Famílias Frente a Frente” no SBT e “MasterChef – A Revanche”, na Band. Complicado.

“Mestre do Sabor” tem o mérito de ser uma produção genuinamente nacional. Não é um formato importado. A atração tenta impor o seu DNA que o diferencia dos correlatos. Há um auditório que se fez presente neste primeiro programa. Trouxe calor humano para o palco. Além disso, os três jurados, Kátia Barbosa, José Avillez e Leo Paixão, tiveram que aprovar, às cegas, os desafiantes. O mecanismo lembrou (e muito) o “The Voice”. E também recordou a segunda fase do “Bake Off Brasil” onde Beca Milano e Olivier Anquier devem avaliar os confeiteiros na prova técnica.

A nova aposta da TV Globo se destacou positivamente pela produção. Cenário competente. Imagens dos pratos belíssimas no vídeo. Iluminação competente. Boa edição com a apresentação dos candidatos que já são chefs profissionais.

“Mestre do Sabor” estreou com desafios. Agora é acompanhar se a atração conquistará, pelo estômago, o telespectador.  

Fabio Maksymczuk