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terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Record valoriza afiliadas com "Canta Comigo Especial"



Olá, internautas

Nesta segunda-feira (17/12), a Record TV exibiu a edição especial do “Canta Comigo”. A atração de Gugu Liberato reuniu as estrelas da emissora entre os 100 jurados. Além disso, contratados da casa encararam o desafio de serem avaliados pela trupe que contava com Xuxa Meneghel, Rodrigo Faro, Sabrina Sato, Marcos Mion, Ticiane Pinheiro, Geraldo Luis, Reinaldo Gottino, Fabiola Reipert, Luiz Bacci, entre outros.  A edição sobrevalorizou a presença de Fabio Porchat. Na época da gravação, o apresentador ainda não havia informado sobre o interesse em rescindir o contrato.

O mais interessante neste especial de fim de ano foi a presença de diversos apresentadores das afiliadas. Comunicadores do Mato Grosso do Sul, Ribeirão Preto, Pernambuco, Bahia, Roraima, Amazonas, Paraná, Sergipe, entre vários outros Estados, dividiram o mesmo espaço com os baluartes. Isso é fundamental. A Record TV precisa, de fato, investir na imagem de ser uma rede que atravessa todo o País.

Neste programa, a apresentadora do “A Crítica na TV” Naiandra Amorim, o coordenador de programação Tiago Mendes e a atriz Lucinha Lins passaram para a grande final. Eis que surgiu uma grande dúvida para o telespectador. Gugu anunciou que o vencedor seria decidido pelos telespectadores, através do portal R7. Só que o programa foi gravado há alguns meses. E o veredito final, com a consagração merecida de Tiago que arrasou no palco, também passou o ar de ter sido gravada. Ficou estranhíssimo.

Nesta terça (18/12), Gottino revelou, no Balanço Geral, que Gugu gravou os três finais com a possível vitória de cada finalista. Então, aquela “emoção” de Tiago foi falsa? A direção deveria ter avaliado outro desfecho.

Apesar disso, “Canta Comigo Especial” cumpriu sua missão. Foi um especial com bons números musicais, especialmente do próprio Tiago e também de Lucinha Lins.

Fabio Maksymczuk

domingo, 16 de dezembro de 2018

Nadja Haddad sobressai em "Bake Off Brasil 4"


Olá, internautas

Neste sábado (15/12), “Bake Off Brasil 4” chegou ao fim. O “tímido” Ricardo confirmou seu favoritismo e sagrou-se o grande vencedor da competição. Como em temporadas passadas, não levará prêmio em dinheiro (ou em barras de ouro...), o que é uma falha já citada em outras oportunidades neste espaço. Viajará pela Bélgica ao lado de Alê Costa, presidente da Cacau Show.

Os três finalistas (Ricardo, Nayane e Nubia) apresentaram, de fato, o melhor desempenho. Porém, neste ano, o elenco não sobressaiu. Além disso, não havia participantes carismáticos, exceto Lola que chamou a atenção do telespectador pela sua personalidade.

Olivier Anquier e Beca Milano cumpriram a missão. A troca da dupla de jurados não impactou no talent show. Como já informado na coletiva de imprensa, o francês insistiu que não aprovaria sobremesas muito doces regadas a leite condensado. Ele já tinha ressaltado tal aspecto durante o encontro com os jornalistas antes da estreia. As provas subiram de nível. Realmente, foram bem mais trabalhosas para os confeiteiros amadores.

Nesta temporada, Nadja Haddad sobressaiu. O programa ganhou uma apresentadora, após a saída de Ticiana Villas Boas no ano passado. Nadja se envolveu com os participantes, especialmente Fatinha. No episódio que marcou a saída da dona de casa, ela tentou auxiliá-la, após dificuldades enfrentadas pela nordestina na bancada. Comovente.

A edição é o ponto forte do “Bake Off Brasil 4”. O telespectador acompanha o desenvolvimento da competição sem sobressaltos, o que, infelizmente, marcou a grande final do MasterChef, por exemplo.

“Bake Off Brasil 4” termina com missão cumprida.

Fabio Maksymczuk

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

FABIOTV na grande final de "A Fazenda 10"



Olá, internautas

Nesta quinta-feira (13/12), tive a oportunidade de acompanhar a grande final de “A Fazenda 10” em Itapecerica da Serra. A Record TV levou os jornalistas até a sede da “Fazendola”. 

Chegamos por volta das 22h15 ao estúdio. O interessante é acompanhar os bastidores da atração. Quando uma matéria era levada ao ar, uma produtora gritava, em contagem regressiva, o tempo que faltava para retornar ao palco. “10, 9, 8, 7, 6...”.



Mion basicamente lê todo o texto do teleprompter. Ele segue à risca toda a orientação. Sem improvisos. Um dos melhores momentos da grande final surgiu com o quadro Vale a Pena Ver Direito que fez muita falta nesta edição.

Rafael Ilha sagrou-se o grande vencedor com cerca de 62,51%. Vitória merecida. A história de superação do “ex-polegar” serviu como mola propulsora para sua consagração. João Zoli ficou em segundo lugar com 35,77%. Já Caique Aguiar amargou 1,72%.



Após o encerramento, os jornalistas puderam ir ao palco para conversar com os ex-peões e ex-peoas. Não consegui interagir com todos os participantes. Seguem algumas observações:

1 - Caique Aguiar: Conheci o Caíque Aguiar. Foi extremamente educado com a imprensa. Frisou que criaria uma nova conta no Instagram assim que saísse dali. Estava mais preocupado com sua família. Ele é mais bonito pessoalmente. É da minha altura. Não é alto.



2 - Rafael Ilha: A turma da Sonia Abrão comemorou muito a vitória do Rafael Ilha. O novo milionário cumprimentou todos da equipe com carinho. Marcia Piovesan e Bruno Tálamo estavam lá. Rafa lamentou as falas infelizes da Gabi Prado sobre sua família.

3 - Ana Paula: Não gostei de conhecer a Ana Paula na final de A Fazenda 10. Estava visivelmente instável emocionalmente. Durante o seu desabafo, quase chorou na minha frente. E também passou soberba ao responder-me que ganhou alto cachê por três semanas.


4 - João Zoli: Conversei com o João Zoli. Estilo surfista, "mermão". Indaguei se pediu conselhos para o Matheus Lisboa que foi finalista também da edição passada. Eles são amigos. Disse que não revelou para o mineiro sobre sua contratação. Falou que é amigo também do Douglas, vencedor da oitava edição do reality, que também não sabia de sua entrada no reality rural. Dei o toque sobre a repercussão negativa sobre o “romance” com Gabi e ele entendeu. Fui muito suave nesse comentário porque visivelmente estava atordoado após sair do confinamento.

5 - Nadja Pessoa: Adorei conhecer a Nadja Pessoa na grande final de A Fazenda 10. Muito atenciosa com a imprensa. E é mais bonita pessoalmente. O estilo mais agressivo faz parte da personagem. Grata surpresa da noite.



6 - Catia Paganote: indaguei sobre a declaração da ex-paquita sobre o seu estado de saúde. Ela disse durante o confinamento que teria pouco tempo de vida e sua filha já tinha conhecimento de tal informação. O jornalista Fernando Oliveira noticiou, em seu blog na Jovem Pan, que Catia teria síndrome de baixa imunidade. Ela negou veementemente tal notícia e enfatizou que “queria causar polêmica”... Desconversou ao falar sobre o câncer recorrente em seus familiares.

7 - Gabi Prado: não tive, digamos assim, uma boa sintonia com a ex-peoa. Ela continuou a “detonar” o vencedor Rafael Ilha, após minhas indagações, e não reviu seu comportamento na Fazenda. Agressiva em suas colocações. Eu compreendi os comentários do Rafael sobre a morena. Gabi foi a maior responsável pelo êxito de Ilha no reality ao atacar sua história de vida. 



OBSERVAÇÂO GERAL DO REALITY

Diferente do ano passado, o jogo não se encaixou em “A Fazenda 10”. As saídas prematuras de Vida Vlat e Sandro Pedroso contribuíram para isso. A histeria, principalmente do elenco feminino, tomou conta. A agressividade moral (e até física) ficou fora do controle. O telespectador ficou sufocado. Rafael, com sua vasta experiência, deitou e rolou em cima dos novatos João Zoli e Caique Aguiar. Já fiz observações neste espaço sobre a expulsão de Nadja e seu conflito com o filho de Carlinhos Aguiar que deverá passar por um processo de amadurecimento com o fim do reality. A Record pode até comemorar os índices de audiência, mas o entretenimento não foi saudável. O elenco foi mal formatado. 

PS: agradeço o convite da assessoria de comunicação da Record TV. Foi uma ótima experiência acompanhar de perto os bastidores do reality.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

"MasterChef Profissionais" prega pegadinha em grande final


Olá, internautas

Nesta terça-feira (11/12), a Band exibiu a grande final da terceira temporada do “MasterChef Profissionais”. Rafael Gomes consagrou-se o grande vitorioso da disputa. Porém, mais uma vez, a atração é envolvida em polêmica.

Neste último episódio, a edição destacou os elogios nababescos do trio de jurados Erick Jacquin, Paola Carosella e Henrique Fogaça em relação ao menu desenvolvido por Willian Peters. O chef teria ousado na cozinha e surpreendido a todos pela coragem. Já com Rafael, os elogios foram bem menos portentosos.

A grande final ocorreu entre dois opostos: o tradicional versus o contemporâneo. E a edição trilhou esse caminho com amplo destaque para o gaúcho que, desde o início, passou uma extrema autoconfiança, beirando a arrogância. Depois, transformou-se em uma espécie de personagem “tresloucado” na competição.

Chegou o último bloco e o telespectador foi surpreendido com o anúncio, sem grandes mirabolâncias pela apresentadora Ana Paula Padrão, de Rafael vencedor. Uma espécie de pegadinha traiçoeira com o telespectador. Um verdadeiro tiro no pé. Uma ducha de água fria.

O mesmo fenômeno já tinha ocorrido na primeira temporada dos Profissionais com a vitória de Dayse. Paola Carosella rasgou elogios para o concorrente Marcelo. E no final, revelou notas baixas para o paulistano. O mesmo deve ter ocorrido nesta terceira temporada. Para evitar o que ocorreu em 2016, os jurados não revelaram suas notas. O público ficou sem a valiosa informação para compreender o que aconteceu.

Eu, particularmente, estava na torcida de Rafael que, desde o início, era um dos possíveis finalistas, diante de seu currículo profissional. Porém, esta terceira temporada ficou marcada pelo nivelamento por cima dos concorrentes.

Fabio Maksymczuk

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Vencedores improváveis mancham Troféu Domingão 2018



Olá, internautas

Neste domingo (09/12), Fausto Silva comandou a vigésima terceira edição do “Troféu Domingão – Melhores do Ano”. Neste ano, resultados improváveis mancharam a imagem da festividade que enaltece os contratados da TV Globo.

Giovanna Antonelli, que encarnou Luiza em Segundo Sol, uma das piores personagens em sua carreira artística, conquistou a vitória. Desbancou Bianca Bin e Deborah Secco.

Já na categoria ator, Sergio Guizé, que nem deveria ter sido um dos finalistas, consagrou-se o melhor do ano por Gael em “O Outro Lado do Paraíso”. O personagem foi escamoteado durante a produção.

E o que falar de Alexandre Nero? Outro que não deveria surgir na premiação, venceu na categoria melhor ator de série. Roubou a vaga de Fabio Assunção. Rodrigo Lombardi e Lázaro Ramos perderam a disputa.

Já em Atriz Revelação, Claudia di Moura, a Zefa de Segundo Sol, e Kelzy Ecard, que interpretou Nice, também em Segundo Sol, foram encaixadas na categoria sendo duas atrizes veteranas. E ainda perderam para a novata Bella Piero que viveu Laura em “O Outro Lado do Paraíso”.

Aliás, as duas novelas das nove, “Segundo Sol” e “O Outro Lado do Paraíso”, foram sobrevalorizadas. “O Tempo Não Para” e “Orgulho e Paixão” passaram despercebidas.

A votação pela internet mobiliza os fã-clubes que distorcem o resultado final. Mesmo fenômeno dos reality shows. A emoção supera a razão. O processo de escolha dos finalistas também precisa ser aprimorado.

Importante registro: “Troféu Domingão 2018 – Melhores do Ano” teve a política como pano de fundo. No encerramento, Fernanda Montenegro defendeu a classe artística diante de acusações sofridas principalmente na campanha eleitoral deste ano. “Nós somos de uma profissão digna, nós somos parte de uma cultua teatral milenar. Não é possível fazerem de nós gente de palco, atores de televisão e cinema, responsáveis pela derrocada econômica deste País. Não somos corruptos, não somos responsáveis pela crise de corrupção que o Brasil está passando. Não somos responsáveis pela corrupção deste país através da Lei Rouanet. É preciso que se busque as gangues onde elas estão”, ressaltou. Pronunciamento direcionado ao pré-governo Jair Bolsonaro.

Fabio Maksymczuk

sábado, 8 de dezembro de 2018

Congela!: Crodoaldo Valério ressurge no cinema



Olá, internautas

Congela! Descongela!! Crodoaldo Valério ressurge no cinema. O personagem mais emblemático da carreira de Marcelo Serrado agora reaparece no filme “Crô em Família”. Assisti ao longa no Shopping Cidade São Paulo.

Muitos críticos especializados ressaltam que o roteiro aposta em velhos estereótipos. Mas, porém e entretanto, dei boas risadas com o filme. Eu posso estar com o olhar viciado, mas o Crô entrou nas entranhas do Marcelo Serrado. Ainda consigo enxergar vestígios do então mordomo de Tereza Cristina (Christiane Torloni), que ganhou fama na novela Fina Estampa, no “machão” Nicolau em “O Sétimo Guardião”.

No roteiro deste segundo filme dedicado ao personagem criado por Aguinaldo Silva (o primeiro “Crô – O Filme” alcançou sucesso em 2013), o agora dono da escola de etiqueta recebe, em sua mansão, uma suposta família que tentará dar um golpe.

A queridíssima culinarista Palmirinha Onofre até é citada em um diálogo do Crô. E quem aparece em uma participação para lá de especial? Siiim!! A babá de Pé da Cova solta o seu vozeirão.

Filme para ser assistido com pipoca. É uma comédia para dar risada. Isso não acontece em algumas comédias nacionais (internacionais, idem).

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Elementos de reality entram no Dancing Brasil 4



Olá, internautas

Nesta quarta-feira (05/12), a Record TV exibiu a grande final do “Dancing Brasil 4”.  Pérola Faria, ao lado de Fernando Perrotti, consagrou-se a grande vencedora da disputa com 50,22% da votação popular. Desta vez, quatro finalistas encararam a decisão do público.

Intensidade resumiu a participação de Allan Souza. O ator sobressaiu na competição com sua garra. Já a emoção caracterizou a passagem de Amaral no talent show. O ex-jogador superou todas as expectativas e conquistou a simpatia do público com a sua superação.

Lu Andrade não figurou entre as principais atrações do “Dancing Brasil 4”. O fã-clube do Rouge pesou para a sua permanência até a reta final. Nesta quarta temporada, elementos de reality entraram no programa.

A cantora evidenciou seu “temperamento” durante a relação com o querido professor Marquinhos. Luciana tentou até se intrometer na coreografia da dança. Complicado. Outro que demonstrou “irritabilidade” foi o ator Bernardo Velasco que criticou a sua parceira Bia. Depois, tentou a todo custo enaltecer a professora. Pegou mal.

Camila Rodrigues também chamou a atenção por seu comportamento “rebelde”. Detonou publicamente os competentes jurados Jaime Arôxa, Fernanda Chamma e Paulo Goulart Filho. A atriz, que é uma das principais do elenco de teledramaturgia do canal, deveria ter resguardado a sua imagem. Passou uma má impressão.  

Além disso, os fãs de Camila e Velasco empurraram seus ídolos para mais longe na competição. Beto Marden e Valeria Valenssa saíram prematuramente do talent show. A personalidade superou o desempenho na avaliação. Sinal amarelo.

Por outro lado, Pérola sobressaiu com seu comportamento na arena. Delicada. Determinada. Focada. Simpática. Isso contribuiu para a sua boa imagem junto ao telespectador.

Após um início preocupante, Junno conseguiu encontrar um caminho que não comprometesse o andamento do espetáculo. Porém, não empolgou. “Dancing Brasil 4” permaneceu com índices de audiência abaixo do potencial. Uma das hipóteses que pode ser levantada é a rejeição ao nome de Xuxa Meneghel que desde os tempos de Globo enfrentava “barreiras” no IBOPE.

Apesar disso, “Dancing Brasil 4” cumpriu sua missão. É um dos melhores programas exibidos na TV brasileira.

Fabio Maksymczuk

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Livia Andrade passa do ponto em conflito com Sonia Abrão


Olá, internautas

Na última semana, estilhaços da guerra vespertina caíram no colo do telespectador. As equipes do “A Tarde É Sua” e “Fofocalizando” se alfinetaram ao vivo. Tudo começou com os comentários de Sonia Abrão sobre Livia Andrade.

A apresentadora da RedeTV! comentou sobre a postura belicosa da ex-mallandrinha em relação a Mara Maravilha durante o quadro Jogo dos Pontinhos do “Programa Silvio Santos”. “Não é flor que se cheire”, disparou a jornalista sobre a modelo.

Eis que Livia não se fez de rogada. Logo em seguida, a apresentadora do SBT mandou um beijo para a coveira. Leo Dias entrou na defesa da amiga e pediu para os internautas subirem a hashtag #ChupaCoveira no Twitter.

Por outro lado, Felipeh Campos ficou ao lado de Sonia. O jornalista defendeu Mara Maravilha e afirmou que a baiana caiu em um covil de cobras.

O episódio lembrou o “conflito” entre João Kleber e Claudete Troiano há mais de 15 anos em mais um episódio histórico da guerra vespertina.

Na realidade, Livia Andrade explora uma faceta beligerante em intervenções sobre Mara Maravilha. Totalmente desnecessário. A morena tem uma longa e bonita história no SBT que precisa ser respeitada. Igual a Carlinhos Aguiar que não perde oportunidade para alfinetar a baiana. Neste caso, Sonia fez apenas uma observação. Não foi um ataque. A reação foi desmedida.   

Fabio Maksymczuk

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

APCA divulga finalistas aos melhores da TV em 2018



A Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) divulga os finalistas aos melhores do ano da televisão brasileira em 2018. Participaram das indicações os críticos Cristina Padiglione, Edianez Parente, Fabio Maksymczuk, Flávio Ricco, Leão Lobo, Neuber Fischer, Nilson Xavier e Paulo Gustavo. Confira a lista completa dos finalistas:

ATRIZ 
Adriana Esteves (Segundo Sol/Assédio)
Alice Wegmann (Onde Nascem os Fortes)
Letícia Colin (Segundo Sol)
Marjorie Estiano (Sob Pressão)
Patrícia Pillar (Onde Nascem os Fortes)

ATOR 
Antônio Calloni (Assédio)
Edson Celulari (O Tempo Não Para)
Fábio Assunção (Onde Nascem os Fortes)
Jesuíta Barbosa (Onde Nascem os Fortes)
Júlio Andrade (Sob Pressão/ 1 Contra Todos)

DRAMATURGIA 
Assédio (Globoplay)
Onde Nascem os Fortes (TV Globo)
O Negócio (HBO Latin America / Mixer)
O Tempo Não Para (TV Globo)
Sob Pressão (Globo / Conspiração Filmes)

DIRETOR
Amora Mautner (Assédio)
Jayme Monjardim (Tempo de Amar)
José Eduardo Belmonte (Carcereiros)
José Luiz Vilamarim (Onde Nascem os Fortes)
José Padilha (O Mecanismo)

HUMOR 
Choque de Cultura (TV Globo)
Fabio Porchat (Record TV)
Marcelo Adnet (Grupo Globo)
Tá No Ar (TV Globo)
Tatá Werneck (Multishow)

ESPORTE
Fernanda Gentil (TV Globo)
Luís Roberto (TV Globo)
Só Mulheres na Copa (Fox Sports)
Seleção SporTV Copa com André Rizek e Marcelo Barreto (SporTV)
Sportscenter com Paulo Soares e Antero Greco (ESPN Brasil)

PROGRAMA 
Amor & Sexo (TV Globo)
Conversa com Bial (TV Globo)
Drag Me As a Queen (E!)
Fábrica de Casamentos (SBT)
Lady Night (Multishow)

Os vencedores serão definidos em 11 de dezembro, em reunião realizada na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Telenovelização entra na veia do "Cidade Alerta"



Olá, internautas

A Record festeja a audiência do “Cidade Alerta”. A tradicional atração da emissora, comandada por Luiz Bacci, surfa em ótimos índices no IBOPE. O jornalístico policial, de uns tempos para cá, conquista a liderança durante o confronto com Malhação: Vidas Brasileiras e até com a novela das seis, Espelho da Vida.

O programa, atualmente, explora casos que comovem a sociedade brasileira. Neste ano, o assassinato da menina Vitória em Araçariguama deu o pontapé para o fenômeno. “Cidade Alerta” fez uma ampla cobertura. Em seguida, Bacci iniciou um périplo. O sumiço da adolescente Rayane, estudante morta por um segurança após festa em Mogi das Cruzes, chamou a atenção do telespectador.

Depois, veio o caso Daniel, ex-jogador de São Paulo, que foi mutilado em São José dos Pinhais. História escabrosa que envolve a família Brittes. Na semana passada, o noticiário da Record abordou o desaparecimento de Amanda. E, agora, Bacci aposta na cobertura do caso Tainá que desapareceu em Campinas. Um cantor estaria envolvido nesta nova história.

“Cidade Alerta” adotou a telenovelização em todos esses casos. O clima de suspense permeou a cobertura jornalística. Quem matou Daniel? O que aconteceu com Rayane? Os vilões, evidentemente, são os assassinos. Bacci retrata os assassinatos como uma novela da vida real.    Por onde teria andado a adolescente antes de ser morta? Perguntas que aguçam a curiosidade no telespectador que acompanha cada novidade como “gancho” para o dia seguinte.

O “humor” de Marcelo Rezende cedeu espaço para essa nova fase do “Cidade Alerta” com a premissa da narrativa de telenovela no jornalismo sob liderança do “menino de ouro”.

Fabio Maksymczuk

domingo, 25 de novembro de 2018

"Pais de Primeira" estreia com bom ritmo


Olá, internautas

Neste domingo (25/11), a TV Globo estreou “Pais de Primeira”. A nova série de Antonio Prata, Chico Mattoso, Thiago Dottori, Bruna Paixão e Tati Bernardi; com redação final de Antonio Prata; direção artística de Luiz Henrique Rios e Flavia Lacerda; e direção geral de Luiz Henrique Rios e Daniela Braga, vai ao ar na faixa das 14 horas. Horário ingrato.

George Sauma destacou-se neste primeiro episódio ao viver o novo pai Pedro. Através do personagem, o telespectador de 30 e poucos anos se identificou coma  produção. A angústia do homem do século XXI que deseja mudar sua vida, mesmo casado. “Jesus mudou o mundo aos 33 anos e eu?”. Já Renata Gaspar que vive Taís lembrou a grávida de Taubaté. Faltou um maior cuidado com o figurino e a barriga postiça da atriz.

A escalação de Heloisa Périssè é questionável. A atriz interpreta a avó materna Silvia. Ela teve que passar por um processo de envelhecimento no visual. Por que não escalar uma atriz veterana para o papel? Muitas atrizes desta geração buscam uma oportunidade.

“Pais de Primeira” apresentou um bom texto com cenas ágeis, o que permitiu um bom desenvolvimento da história em pouco mais de meia hora de arte. O ritmo ajudou a alavancar a série. Além disso, o telespectador, que já passou pela experiência da primeira maternidade e paternidade, viu-se identificado na tela. E isso é ótimo.

Fabio Maksymczuk

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

"Chacrinha: O Velho Guerreiro" revela bastidores da TV



Olá, internautas

“Chacrinha: O Velho Guerreiro” ainda permanece em cartaz nos cinemas pelo Brasil afora. O ótimo filme dirigido por Andrucha Waddington homenageia o apresentador que faz parte da história da TV brasileira. Stepan Nercessian e Eduardo Sterblitch protagonizam a produção. 

Já comentei neste espaço sobre as minhas lembranças infantis em relação ao comunicador. Na minha memória, ele era um “velhinho mala”. Chato. E vem à minha mente a propaganda das Casas da Banha. Minha mãe frequentava esse supermercado aqui em São Paulo.

O longa destaca a trajetória do “velho guerreiro” em diferentes emissoras de televisão. Excelsior, Tupi, Globo e Band são citadas nominalmente. Chacrinha pulava de canal em canal. O roteiro explorou as dificuldades da TV Tupi que já estava em situação financeira delicadíssima.

O episódio que mais chamou a atenção foi o “sequestro” de uma mãe de santo que seria atração principal do concorrente direto, Flavio Cavalcanti, na Tupi. Era a guerra declarada pela audiência. O “todo poderoso” Boni surtou ao assistir à “personagem” em uma sessão de “incorporação” em pleno estúdio da TV Globo. Tirou o programa do ar! Chacrinha ficou revoltado e anunciou que nunca mais pisaria na emissora platinada (queimou a língua).

Depois do quiproquó, Chacrinha e Cavalcanti almoçaram em um clima totalmente amistoso. O apresentador, que sofreu a baixa em seu programa, fez o convite oficial para o comunicador trabalhar na Tupi. Acordo de cavalheiros.

“Chacrinha: O Velho Guerreiro” apresenta um roteiro muito bem trabalhado. O longa não perde o pique. Vai e segue sem perder fôlego. Recomendo! Ps: fiquei com dó da moça que se chama Ordep (Pedro ao contrário).

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Traição supera tom político em estreia de "Ilha de Ferro "



Olá, internautas

Nesta segunda-feira (19/11), a TV Globo exibiu o primeiro episódio de “Ilha de Ferro”, nova produção da GloboPlay. O conglomerado da Família Marinho aposta na produção de séries especialmente para a plataforma digital com streaming de vídeos sob demanda. É o novo momento da comunicação que o Grupo Globo tenta se adequar.

Nesta “avant première”, a série de Max Mallmann e Adriana Lunardi, com supervisão de Mauro Wilson, além da direção artística de Afonso Poyart e direção-geral de Guga Sander e Roberta Richard apostou na traição de Leona (Sophie Charlotte) com Bruno Giordano (Klebber Toledo), irmão de seu companheiro Dante Giordano (Cauã Reymond).  

Em um segundo plano, ficou o núcleo liderado por Julia Bravo (Maria Casavedall), filha do ministro de Minas e Energia que defende a privatização do setor petrolífero. João Bravo, interpretado por Osmar Prado, avô de Julia, trouxe o enfoque nacionalista sobre o petróleo.

“Ilha de Ferro” deveria ter apostado mais em um tom realista e trazer este núcleo como o principal. A série poderia trilhar um caminho mais político. Seria mais interessante diante do cenário que assola a sociedade brasileira. Assédio, Carcereiros e Sob Pressão trabalham bem a temática de assuntos sociais e a mescla entre ficção e realidade.

Esta é a primeira impressão.

Fabio Maksymczuk 

domingo, 18 de novembro de 2018

Trama confusa marca estreia de "O Sétimo Guardião"



Olá, internautas

“O Sétimo Guardião” estreou na tela da TV Globo. A nova novela das nove, que gerou muita polêmica nos bastidores diante da autoria da trama, estreou com uma estrutura que fugiu do padrão das recentes obras da faixa horária. O mote principal da história não foi apresentado no primeiro capítulo. O desenvolvimento fragmentado do roteiro prejudicou a melhor compreensão pelo telespectador.

Gabriel Marsalla (Bruno Gagliasso) deparou-se com o gato Léon, o maior destaque da produção até aqui. Imediatamente, ele fugiu da festividade do casamento e seguiu rumo a Serro Azul.  Na outra ponta, Luz (Marina Ruy Barbosa) começou a ter visões de Gabriel. Viu o mocinho sendo enterrado vivo e foi atrás do rapaz para salvá-lo.

O realismo fantástico domina a obra de Aguinaldo Silva e de seus 26 colaboradores. No decorrer dos outros capítulos, ficou mais claro que os sete guardiões, prefeito Eurico (Dan Stulbach), delegado Machado (Milhem Cortaz), médico Aranha (Paulo Rocha), mendigo Feliciano (Leopoldo Pacheco), cafetina Ondina (Ana Beatriz Nogueira), esotérica Milu (Zezé Polessa) e Egídio (Antônio Calloni), são responsáveis por proteger a “fonte da juventude”.

As histórias paralelas surgiram com melhor desenvolvimento até aqui. Elizabeth Savalla promete boas cenas como a megera sogra Mirtes. O fetiche do delegado por calcinhas deve render burburinho. 

O retorno do prefeito de Greenville, Ypiranga (Paulo Betti), e de sua esposa Scarlet (Luiza Tomé), personagens da novela “A Indomada” em “O Sétimo Guardião” provoca nostalgia para os telespectadores que apreciam a obra de Aguinaldo. Aliás, nestes primeiros capítulos, os personagens insistem em falar que Serra Azul é cidade vizinha a Tubiacanga (Fera Ferida) e Greenville.  Aliás, por onde anda Grampola e a atriz Karla Muga? Seria mais interessante o retorno de outros personagens mais marcantes.

Valentina Marsalla, a vilã da vez interpretada por Lilia Cabral, lembrou Tereza Cristina vivida por Christiane Torloni em “Fina Estampa”, especialmente pelo figurino. O vestido vermelho e os trejeitos lembraram a “Rainha do Nilo”.   

O telespectador não reagiu bem às “experiências” nas novelas das sete. “O Sétimo Guardião” sai do lugar comum na faixa mais nobre da TV brasileira. Até aqui, a trama é confusa.

Fabio Maksymczuk

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

"Jornal da Gazeta" perde força com demissões



Olá, internautas

Uma triste notícia abalou os bastidores do jornalismo da TV Gazeta. Dezenas de funcionários do núcleo foram demitidos. “A Fundação Cásper Líbero comunica que está promovendo uma reestruturação interna com o objetivo de equalizar suas despesas à realidade das receitas do momento e, com isso, preservar seu equilíbrio financeiro e manter os resultados econômicos administráveis”, informou o comunicado oficial encaminhado pela assessoria.

Os boletins jornalísticos exibidos durante os programas femininos e o Jornal da Gazeta Edição das Dez saíram do ar, Porém, o mais grave ocorreu no “Jornal da Gazeta”. Neste espaço, já destacamos o telejornal como um dos melhores da TV aberta. O noticiário, até então comandado por Rodolpho Gamberini e Stella Gontijo, reunia um time diversificado de comentaristas com diferentes matizes.

O “JG” foi sacrificado. As interessantes reportagens desapareceram. Na primeira parte do telejornal, a apresentadora Luciana Guimarães, que agora comanda sozinha o noticiário, lê as informações com as imagens que surgem avulsas no vídeo. O competente Luciano Penteado é um dos sobreviventes. O repórter aparece atualmente em links. Uma ou duas reportagens produzidas na rua, no máximo, agora vão ao ar.

O telejornal foi tomado pela entrevista de Maria Lydia. A veterana jornalista comanda entrevistas, especialmente sobre o universo político, por mais de 20 minutos. Em um total de 50 minutos do “Jornal da Gazeta”. Antes, mal passava de 10 minutos.

As matérias exibidas no “Gazeta Esportiva” ganham reprise no “JG”. O editor de esportes, Celso Cardoso, não aparece mais no noticiário.

E para piorar a situação, a faixa das 20 horas voltou para os domínios da Igreja Universal do Reino de Deus.

O telespectador perdeu uma de suas melhores opções em telejornalismo. Triste.

Fabio Maksymczuk