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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Cota de desconhecidos avança em "A Fazenda 11"


Olá, internautas

Nesta terça-feira (17/09), a décima primeira edição de “A Fazenda” estreou na Record TV. Sob o comando de Marcos Mion, o reality retornou ao ar com um elenco recheado de figuras desconhecidas pelo público da emissora e da TV aberta.

Desde a sétima edição, os artistas realmente com alguma fama cada vez mais perdem espaço na atração. Algumas razões podem ser levantadas. A sexta temporada ficou marcada por cusparadas, barracos e sexo. E muitos ficaram com a imagem chamuscada. Por isso mesmo, a partir dali, os realmente famosos agora pensam duas vezes antes de encarar o reality diante do que ocorreu na antiga sede de Itu.  

Os “não famosos” têm nada a perder. Protagonizam barracos memoráveis, como ocorreu no ano passado com Gabi Prado, Nadja Pessoa e Ana Paula Renault. E a imagem do reality também fica nesse “limbo”. Além disso, o cachê também pode não ser o mesmo dos áureos tempos.

Em “A Fazenda 11”, a cota de desconhecidos avançou. Bifão e Lucas Viana (egressos da MTV), DJ Netto, Sabrina Paiva (a cota de miss sempre surge no BBB), Tati Dias e Thayse Teixeira formam o bloco que mais lembra a Fazenda de Verão.

No bloco intermediário, ficam a ex-panicat Aricia Silva (cota tradicional do programa), Guilherme Leão que chamou a atenção da mídia por ser o “segurança gato do Metrô” e o ator Phellipe Haagensen, irmão de Jonathan Haagensen, participante da edição pioneira.

Há ainda outras figuras repetidas no “álbum”, como Drika Marinho que mal saiu do “Power Couple Brasil”, Diego Grossi, ex-BBB e expulso da edição anterior do Power Couple Brasil (já disse logo na estreia que deseja “limpar a sua imagem”) e Hari Almeida (representante da cota de expulsos do BBB, vide Marcos Harter e Ana Paula Renault).

Entre os famosos realmente, que despertam interesse no telespectador para acompanhar como eles são “na realidade”, aparecem Andréa Nóbrega (será que a imagem passada na mídia é uma personagem ou não? ex-Aprendiz e ex-Mulheres Ricas), Rodrigo Phavanello (presente na mídia há mais de 20 anos), Túlio Maravilha (também ex-Power Couple Brasil, mas deixou sua marca nos gramados brasileiros) e Viny Vieira (um dos ícones dos áureos tempos do Pânico). E só.

Agora é acompanhar “A Fazenda 11” e perceber se o reality recheado de "ex" apresentará um jogo jogado ou trilhará apenas no “auê” de barracos, escândalos e pegação.

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Record TV perde excelente profissional


Olá, internautas

Uma bomba explodiu na Record TV nesta segunda-feira (16/09). Reinaldo Gottino resolveu deixar a emissora da Barra Funda. O jornalista deverá ir, de mala e cuia, para a CNN Brasil que já provocou estilhaços até na TV Globo.

A Record TV, atualmente, sustenta-se em dois pilares: “Cidade Alerta”, com Luiz Bacci, e “Balanço Geral SP”, com Gottino. A saída do apresentador do noticiário vespertino realmente movimentará as peças no tabuleiro recordiano. O jornalista era a alma do “Balanço Geral”.

Nesta terça-feira (17/09), o público já estranhou Luiz Bacci no comando do programa.  O “menino de ouro” grita no vídeo. Cria um clima de suspense desnecessário em uma atração com perfil informativo. Complicado. Gottino sempre passou a imagem de ser um amigo do telespectador. Tanto é que os “telenautas” mandavam fotos para o apresentador expô-las no telão durante o encerramento do “BG”.

E não para por aí. Gottino sempre sobressaiu nos plantões. Comandou coberturas importantes, como da greve dos caminhoneiros, a votação da Câmara dos Deputados para o impeachment da presidente Dilma Rousseff, a morte de Marcelo Rezende e a posse de Jair Bolsonaro, entre tantas outras.

O departamento de Jornalismo da Record TV, sob a atual batuta de Antonio Guerreiro, perde um excelente profissional. Não será fácil substituí-lo. Mesmo com ressalvas, Bacci sustenta o “Cidade Alerta”. André Azeredo foi um erro da atual gestão. Matheus Furlan também não sobressai como apresentador. Entre as opções atuais do elenco, sobrará para Fabiola Gadelha ou Bruno Peruka. Missão ingrata.

Fabio Maksymczuk

domingo, 15 de setembro de 2019

Três programas em sequência da TV Cultura chamam atenção


Olá, internautas

Na última quinta-feira (12/09), zapeava entre os canais e deparei com Luiza Possi em um programa da TV Cultura, “Escala Musical”. A cantora estava sendo entrevistada pela jornalista Renata Simões no Sion, mesmo colégio onde estudei.

Luiza, enquanto percorria as salas de aula e corredores da instituição, falava da sua relação com a música e as dificuldades enfrentadas com Matemática. Ela até falou do nosso professor Celso Longo. Em outra ponta, Renata batia um papo com Claudio Zoli. A apresentadora unia esses dois universos com a relação de ambos em relação a cidade de São Paulo. Programa muito interessante. O bate-papo fluiu.   

Depois, a emissora da Fundação Padre Anchieta exibiu “Mundo Museu” narrado por Milton Gonçalves. A produção enfoca as curiosidades dos museus mais famosos do mundo. Neste episódio, em especial, a atração destacou o Museu Nacional de Belas Artes sediado no centro do Rio de Janeiro. O acervo do equipamento cultural ganhou uma boa descrição. Sem ser maçante.

E, por fim, foi ao ar “Habitação Social – Projetos de um Brasil”. A série documental desbrava as moradias populares. Neste episódio, a Vila Maria Zélia conquistou espaço. Um rico industrial, nos primórdios do século XX, oferecia condições dignas de habitação aos seus funcionários em detrimento aos cortiços que imperavam no proletariado. E esse conjunto de residências continua em pé, mesmo que reformadas. História desconhecida por muitos paulistanos.

Mesmo sem grande divulgação, a TV Cultura oferece boas opções ao telespectador. Uma boa tríade na programação.  

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

"Dancing Brasil 5" fica abaixo do potencial


Olá, internautas

Nesta quarta-feira (11/09), a Record TV encerrou a quinta temporada do “Dancing Brasil”. Vinicius D’Black sagrou-se o grande vencedor com 38,21% da votação popular. Desde a estreia, o cantor sobressaiu na disputa. Vitória merecida.

A grande final também contou com Dani Hypólito, que foi auxiliada pelo competente parceiro Marquinhos, e Bia Feres que foi alavancada pelo seu carismático professor Paulo Victor.

“Dancing Brasil” é um dos programas mais bonitos exibidos na TV brasileira. Produção competentíssima. O trio de jurados formado por Jaime Arôxa, Fernanda Chamma e Paulo Goulart Filho também funciona. O elenco contou com nomes amplamente conhecidos pelo telespectador. A atração da Record TV é, até mesmo, superior ao “Dança dos Famosos”.  

Porém, isso não é percebido nos índices de audiência. O talent show ficou ao redor dos singelos cinco pontos de média. Índice muito abaixo do potencial.

Uma das razões que pode ser levantada é a possível rejeição ao nome de Xuxa Meneghel no comando da atração. Desde os tempos finais da TV Globo, principalmente, a apresentadora não engrena nos índices de audiência.  Na Record, o retrospecto é negativo. Raramente, atingiu a casa dos 8 pontos de média, patamar que deveria ser alcançado com facilidade pelo “Dancing Brasil”.

Caso a disputa tenha uma nova temporada no ano que vem, o diretor Rodrigo Carelli deveria reavaliar o posto de comandante do show.  Gugu Liberato poderia ser um nome a ser analisado. E que tal Flavia Viana como “assistente” na vaga de Junno Andrade? Fica a sugestão.

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 10 de setembro de 2019

"Jornal da Record" inaugura cenário com gafe


Olá, internautas

Nesta segunda-feira (09/09), o jornalismo da Record TV entrou em uma nova fase. Agora, além do “Jornal da Record”, exibido entre 21h45 às 22h45, quatro boletins com a marca JR “pulularão” na grade da programação. Janine Borba e Sergio Aguiar comandam os blocos jornalísticos.  

O ex-apresentador da GloboNews comanda a faixa da madrugada que vem antes do horário da Igreja Universal do Reino de Deus. Ele conversa, através de um telão, com diversos repórteres espalhados pelo Brasil. A força da rede se faz presente. O foco é economia e política nesse horário.

Neste início da nova fase do “Jornal da Record”, Sergio Aguiar cometeu uma gafe que repercutiu. Para divulgar os boletins informativos, o apresentador esqueceu o nome da sua colega que também apresenta os blocos jornalísticos. Adriana Araújo socorreu o colega ao lembrá-lo o nome de Janine Borba.

Para marcar esta nova fase, o tradicional “Jornal da Record” ganhou novos cenário, grafismo e trilha sonora. Dois telões, um vertical e outro horizontal, marcam o ambiente azulado. Na realidade, todo o projeto, que amplificou, de fato, o cenário anterior, não ganha projeção no vídeo. Basicamente, a imagem focada nos ótimos apresentadores Celso Freitas e Adriana Araújo surge na tela do telespectador. O efeito ao fundo não tira a atenção da notícia. É simples. Ótimo.

Porém, jornalismo não é cenário. E nem estética. O conteúdo do “Jornal da Record” apresenta uma dualidade que permanece presente. Por um lado, o noticiário exibe reportagens interessantes, exclusivas e com boa duração, como a devastação ambiental que ocorre na Amazônia, principalmente a contaminação dos rios da região por mercúrio. A série comandada por Luiz Carlos Azenha acerta ao humanizar a irresponsabilidade do garimpo ilegal. A reportagem trouxe o caso de um homem que enfrenta sérios distúrbios físicos e mentais provocados pela ingestão de peixes contaminados pelo metal líquido.

Por outro lado, o jornalismo da Record enfrenta a influência da cúpula do canal. Nesta segunda, por exemplo, o telejornal enfocou que o candidato a procurador-geral da República, Augusto Aras, teria um encontro com o presidente do PRB, Marcos Pereira. O deputado federal é ligado à Igreja Universal e já passou pela Record. Edir Macedo foi um entusiasta da candidatura de Jair Bolsonaro a presidente. O noticiário político é alvo de questionamentos.

Fabio Maksymczuk

domingo, 8 de setembro de 2019

Leo Dias revela fato íntimo sobre Erick Ricarte em "Vem Aí A Fazenda"


Olá, internautas

Neste sábado (07/09), a Record TV promoveu um “esquenta” para a estreia da décima primeira temporada de “A Fazenda”. A emissora reuniu os “venenosos” das afiliadas, além de repórteres de entretenimento da emissora. É louvável a iniciativa do canal em valorizar os profissionais além do eixo Rio-São Paulo. Há uma ótima tendência, cada vez mais presente, em transformar as emissoras em verdadeiras redes.

Fabíola Reipert (São Paulo), Amin Khader (Rio de Janeiro), Gabriel Rodrigues (Minas Gerais), Vitor Moreno (Espírito Santo), Kaline França (Campinas/SP), Maga (Pernambuco), Mayara Magalhães (Bahia), Cecilia Comel (Paraná), Marta Gomes (Santa Catarina), Sabrinna Albert (Distrito Federal), Cristal (Goiás), Mariana Sena (Pará), Fabíola Gadelha (Amazonas), Priscilla Freire (Natal/RN), Ana Paula Neves (São Paulo) e Erick Ricarte (Sergipe) conferiram de perto a nova sede do reality rural. Os jornalistas Leo Dias (SBT), Thiago Rocha (RedeTV!) e Daniel Castro (Notícias da TV) também ganharam essa oportunidade.

Em apenas quatro horas de confinamento, transmitidas pelo YouTube, há mais material para a edição do que três meses do “BBB19”. Leo Dias e Erick Ricarte chamaram a atenção nesta ação. Para o bem ou para o mal. A dupla “causou”. Seria bem difícil conviver com ambos em um confinamento 24 horas por dia.

Inicialmente, acreditei que fazia parte da cena o conflito entre os dois colunistas. Porém, posteriormente, a relação deteriorada ficou evidente. Leo acusou Erick de fazer uma postagem depreciativa durante o lançamento do livro da Anitta pelo Instagram. Ricarte contra argumentou ao defender que o  jornalista do SBT “aumentou”. O “venenoso” de Sergipe ainda teria pedido desculpas, mas foi bloqueado na rede social por Dias. “Não encosta em mim”, disparou o carioca na sede em Itapecerica da Serra. Tenso.

No encerramento do confinamento, Leo soltou a língua. Revelou que, em um hotel em Goiânia, Erick teria pedido para “chupá-lo”. Os outros jornalistas, que estavam no bate-papo, ficaram atônitos com tal declaração. O sergipano teria solicitado para o jornalista não falar sobre esse caso, por conta de seus familiares, mas Leo não atendeu tal orientação. É o "mundo pantanoso dos venenosos". 

E não parou por aí. Ricarte, sem receio algum, agradeceu pela não presença de Keila Jimenez no confinamento.  “Eu não gosto da Keila Jimenez. Acho ela muito posuda. Tenho preguiça. Ainda bem que ela não veio. Chata”, disparou.


Thiago Rocha também não aproveitou bem a sua passagem no confinamento. Em apenas quatro horas, quase dormiu no sofá. Ficou deitado. Em outro momento, pelo barulho, queria se afastar da trupe. Porta trancada. Alfinetou colegas “por trás” porque esqueceram que estavam sendo gravados.

Aproveitou a oportunidade para enaltecer Dony De Nuccio, que feriu o código de ética dos jornalistas, e detonou a emissora platinada.  “As pessoas veem a Globo dura. As pessoas não conseguem ver a Globo”, sentenciou. O canal platinado demitiu Dony por uma “política besta”, de acordo com o colega de Sonia Abrão. Passou ar de “dono da razão”. Postura complicada em um confinamento real de três meses.

Daniel Castro, em quatro horas, balbuciou apenas algumas frases, principalmente com Fabiola Reipert. Enquanto Leo e Ricarte provocaram “auê” na casa, o jornalista pouco interagiu com os demais.

Gabriel Rodrigues apareceu como “personagem” de destaque. O jornalista entrou na cozinha e tentou preparar uma macarronada. Não deu tempo para finalizá-la. Passou simpatia. Os outros colegas curiosos queriam saber se ele é gay, bi ou hétero. Criou-se uma verdadeira “assembleia” sobre tal assunto. "Ah, é bi". Como o áudio sobrepunha um ao outro, não ficou clara a resposta, mas ele disse anteriormente que namorou uma chef por dois anos. Leo Dias queria saber se uma “venenosa” era lésbica. Negado. E por aí vai. Curiosidade sobre a vida alheia que serve como motriz nesses realities.

Outro que se destacou positivamente foi Vitor Moreno. O repórter “bailarino” passou humildade ao comentar que não esperava tanto sucesso percebido nas ruas por ser jornalista e não artista. Disse que sempre assiste ao programa “A Tarde É Sua” após o seu expediente de trabalho na afiliada da Record em Vitória.  E anda de moto pela cidade. Amin Khader foi outro venenoso que entrou no clima da brincadeira.


Fabiola Reipert apostou na verve “sincerona”. Disse que estava ali no confinamento para cumprir seu compromisso profissional, mas queria estar, naquele momento, ao lado do pai que tinha acabado de sair do hospital. Em outro momento, a amiga de Gottino confidenciou que detestava as aulas de Telejornalismo, chegava bêbada na Faculdade e ficava só bebendo água sob as vistas do professor que era um “senhorzinho”.

Os “venenosos” também encararam uma atividade. Tinham que derrubar algumas placas e responder quatro perguntas, sobre o histórico do reality, que se encontravam no baú. A equipe perdedora teria que lavar a louça.

Os jornalistas, que em sua grande maioria cobrem as celebridades e não o universo televisivo, em si, acertaram apenas uma dentre quatro. Leo acertou que Matheus Lisboa foi o único peão a não passar pela roça em “A Fazenda 9 – Nova Chance”. “Ele participou também do BBB. É o mineiro”, declarou. Certa resposta. Confronto entre as equipes azul e bordô. Erraram questões sobre Joana Machado, Carla Prata e Denise Rocha.

Se bobear, essa equipe de jornalistas e venenosos deve ser mais forte que o selecionado real de “A Fazenda 11”. O diretor Rodrigo Carelli deveria ter trancafiado, desde já, toda essa turma.

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

VIVA resgata fracasso da TV Globo


Olá, internautas

O canal VIVA resolveu resgatar um dos fracassos históricos da TV Globo. O remake de “Selva de Pedra”, exibido em 1986, sucedeu o megassucesso “Roque Santeiro”. Não repetiu o desempenho da antecessora e também não honrou a história original de Janete Clair com colaboração de Dias Gomes dos anos 70.

A trama protagonizada por Regina Duarte e Francisco Cuoco é umas pérolas da nossa teledramaturgia nacional. O folhetim chegou a ser vista em 100% das TVs. Um recorde absoluto.

Já a readaptação liderada por Tony Ramos e Fernanda Torres é um dos mais retumbantes fracassos da faixa das novelas das oito. Por isso mesmo, sequer ganhou reprise no “Vale a Pena Ver de Novo”. É a primeira vez que o remake retorna ao ar.

O VIVA tem exatamente essa missão.  Resgatar as novelas que se encontram no fundo do baú. Mesmo com o mau desempenho nos anos 80, é interessante acompanhar o então jovem Miguel Falabella, Maria Zilda, que se encontra afastada das telenovelas, Christiane Torloni, entre outros símbolos da década.

Já Tony Ramos emenda uma novela à outra no VIVA. Começou por Pai Herói, passou por Baila Comigo e agora reaparece em “Selva de Pedra”. Depois de 1986, Fernanda Torres raramente reapareceu em telenovelas. Papel fixo, menos ainda.

O VIVA não deveria ter preocupação com índices de audiência. O caso “Bebê a Bordo” foi grave. Cortaram a novela. Esperamos que isso não ocorra com “Selva de Pedra” e com qualquer outra produção.

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Vi a TV nascer e estou vendo a TV morrer, dispara Lima Duarte na FAAP

Estou nesta foto... haha
Olá, internautas

Nesta terça-feira (03/09), acompanhei o “Fórum Estadão Cultura” na FAAP, em São Paulo. O evento, que discutiu os caminhos para a política da cultura no Brasil, contou com uma presença ilustre. Lima Duarte, prestes a completar 90 anos, proferiu os seus causos.

O ator é uma figura incrível. Muito simpático. Carismático. Natural. Atores da nova geração deveriam aprender com o mestre. É inacreditável que ainda há profissional que se recusa a tirar foto com fã por não ser “Mickey” e “não estar na Disney”....

Lima ressaltou a importância do Teatro da Arena para a construção da sua carreira e a sua consciência social. “A Arena colocou o brasileiro e o Brasil em cena”, enalteceu.

Ele ainda recordou o início da televisão no Brasil. Comentou sobre a Festa da Taba que festejou a chegada do veículo de comunicação em nosso País. “Sou o único vivo”, zombou. Em seguida, relembrou de Lolita Rodrigues que cantou o Hino da Televisão. Indagou se ela já tinha morrido. Ao ouvir que está vivíssima, questionou por onde andava (ela mora com a filha em João Pessoa. Essa é a minha última informação).  "Eu vi a TV nascer e estou vendo a TV morrer", disparou sobre o surgimento e a propagação da internet.

Em seguida, Lima Duarte comentou sobre o fracasso estrondoso da novela O Bofe, sua primeira na TV Globo. Mesmo assim, enfatizou a importância do autor Bráulio Pedroso que cumpria a função do artista em inserir ruído no sistema. Depois, ele conferiu o outro lado da “moeda” com o megassucesso de “O Bem Amado”. Lima revelou o jeito peculiar na composição do personagem Zeca Diabo. E também de Sinhozinho Malta, de “Roque Santeiro”.

Lima também falou sobre o preconceito que sofre pela idade. “Ofendem muita a gente. É tiozinho. Baile da terceira idade. Querem que morremos logo porque atrapalhamos a aposentadoria”, desabafou.

O ator ainda analisou sobre o seu mais recente trabalho na novela O Outro Lado do Paraíso. Lima confidenciou que deixou o autor “bravo”. “Eu não vou falar isso.... Isso é muito idiota”, explicou ao revelar que inseria diálogos próprios, de acordo com o perfil do seu personagem.

No encerramento do encontro, tivemos a oportunidade de assistir ao curta-metragem A volta para casa, protagonizado por Lima Duarte. Muito delicado. Gostei. O ator ressaltou que pensou em diferenciar a velhice e o "velhinho". Assistimos em primeira mão.

Agradeço o envio do convite pela FAAP para acompanhar o evento. Lima Duarte é uma lenda viva. É um verdadeiro símbolo que representa a história da teledramaturgia brasileira.

Adendo: No primeiro painel que debateu as dificuldades encontradas pela cultura no atual momento da sociedade brasileira, a professora da FAAP, Luciana Rodrigues, proferiu uma declaração interessante: “Pobre não faz arte. Faz artesanato. Aquele menino que faz hip hop não é considerado artista. Artista é aquele que está no Olimpo fazendo novela". Boa análise.

Fabio Maksymczuk

domingo, 1 de setembro de 2019

"Jornal Nacional" celebra 50 anos com boa ideia


Olá, internautas

O mais tradicional e influente telejornal da TV brasileira celebra 50 anos de existência. O "Jornal Nacional" entrou no clima deste importante marco. Normalmente, William Bonner e Renata Vasconcellos ficam de folga aos sábados.

Um time restrito de profissionais assume a bancada neste dia da semana. Rodrigo Bocardi surgia com maior frequência. Flavio Fachel, idem. Âncoras de São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente.

Porém, o Brasil é muito maior que as duas capitais do Sudeste. Para valorizar o nome do jornalístico, “Jornal Nacional”, a emissora apostou em uma boa ideia. Agora, a cada sábado, uma dupla de apresentadores das mais variadas afiliadas da TV Globo terão a oportunidade de sentar na bancada mais importante do telejornalismo brasileiro.

Márcio Bonfim, de Pernambuco, e Cristina Razolin, do Rio Grande do Sul, iniciaram o rodízio especial no último sábado (31/08). Os telespectadores pernambucanos e gaúchos foram valorizados. Os rostos, que simbolizam o noticiário regional, apareceram para todo o Brasil. Além disso, esses profissionais ganharam valorização pela “matriz”.  E isso é ótimo.

Em meio à instantaneidade da informação que percorre as mídias digitais, o “Jornal Nacional” enfrenta um enorme desafio neste atual momento da comunicação marcada por fake news e desinformação. O telejornal tenta se modernizar com os novos hábitos de consumo de notícia pelo brasileiro. “JN” continua com sua força.

Fabio Maksymczuk

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

FEA - Sindicato ajuda em enterro de artistas e técnicos de espetáculos


Olá, internautas

No último domingo (25/08), tive a oportunidade de acompanhar a Feira do Empreendorismo Artístico (FEA) realizada no Espaço JK, em São Paulo. O encontro reuniu artistas, diretores, jornalistas, técnicos, youtubers, entre outros profissionais da comunidade do teatro, cinema, televisão, circo, comédia, teatro musical e outras vertentes.

O presidente do SATED (Sindicato dos Artistas e Técnicos de Espetáculos e Diversões do Estado de São Paulo), Dorberto Carvalho, comandou uma das palestras mais interessantes. Ele ressaltou as dificuldades enfrentadas pelos profissionais da arte, cultura e entretenimento. Muitos deles não recolhem o INSS para a aposentadoria. Já na velhice, o Sindicato funciona como um elo para a obtenção do Benefício de Prestação Continuada (BPC) da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS).

Carvalho frisou que muitos parentes dos profissionais deste segmento sequer têm dinheiro para o pagamento do caixão e das custas do enterro. O SATED possui jazigos em dois cemitérios na cidade de São Paulo para auxiliá-los nesse momento. Chocante.

O ator, diretor, curador e produtor, André Acioli, que mediou a sessão, ressaltou que muitos veem o Sindicato como vilão por uma possível “intransigência”. Estranhei tal percepção. O Sindicato, como ressaltou Carvalho, deve defender o trabalhador e dar o mínimo de dignidade em meio ao processo de desregulamentação no mercado de trabalho.  

O presidente do SATED ainda falou sobre a disputa entre os dubladores de São Paulo e Rio de Janeiro. Muitos acusam as empresas de dublagem do Estado paulista de praticar “dumping” ao colocar seus profissionais como pessoas jurídicas, em especial como MEI (Microempreendedor Individual). Carvalho ainda revelou que profissionais com mais de 50 anos trabalham de graça para “enriquecer” o currículo. Triste.

Em outro momento, Acioli reforçou a necessidade dos profissionais do Teatro, em especial, sair desse universo que seria fechado com sua própria linguagem. Reforçar os laços com a imprensa é fundamental para destacar que a arte é um negócio com metas e resultados. Concordo.

Já o ator Emerson Espindola, que proferiu outra palestra interessante neste evento, foi muito feliz ao argumentar que todos os atores deveriam fazer algum curso de finanças. Aprender sobre aplicação financeira. “Quando tem job, tem dinheiro. E quando não tem?”, indagou. Ele disse que faz até mapa astral. “Todo ator deveria ter plano A, B, C, D, E...” enfatizou. Com a verba obtida em trabalhos paralelos, o profissional da arte poderia “investir em cursos de aperfeiçoamento, até em Nova York”, exemplificou.  

A Feira do Empreendorismo Artístico carece de uma melhor divulgação. Soube do evento, por acaso. O encontro poderia amplificar, ainda mais, as demandas do setor.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

"Pesadelo na Cozinha 2" estreia com boa edição


Olá, internautas

Nesta terça-feira (27/08), a Band estreou a segunda temporada de “Pesadelo na Cozinha”. O reality show, comandado por Erick Jacquin, é um dos mais interessantes já exibidos pelo canal do Morumbi.

A emissora acerta ao resgatar a atração nas noites das terças-feiras. O primeiro episódio desta nova leva já alcançou o terceiro lugar nos índices de audiência, resultado positivo dentro do atual momento da Band.

Jacquin encarou a “petulância” de Fabio, proprietário de um restaurante de Guarulhos que enfrentava uma situação delicada. Comida sem gosto. Funcionárias mal treinadas. Liderança desestimulante. E o principal: falta de cuidado com os alimentos refrigerados. O dono simplesmente desligava o freezer, inclusive com carne de porco, para economia de custos. O chef surtou.

Nesta estreia, o episódio ganhou uma boa edição. A história foi bem contada em um ritmo ágil. Com início, meio e fim. E nesta era da desregulamentação do emprego no Brasil, “Pesadelo na Cozinha” ainda se dirige àquelas pessoas que abrem algum negócio. A atração enfoca falhas e correções que podem ser aplicadas nos restaurantes espalhados por todo o Brasil.

Fabio Maksymczuk

domingo, 25 de agosto de 2019

"MasterChef" funciona aos domingos


Olá, internautas

Neste domingo (25/08), a sexta temporada de versão amadores do “MasterChef” chegou ao fim. Rodrigo Massoni conquistou a consagração após o veredito de Paola Carosella, Erick Jacquin e Henrique Fogaça.

Pelos comentários dos próprios jurados no decorrer da temporada, Rodrigo já era o favorito. Ninguém foi pego de surpresa, como aconteceu no ano passado. Apesar disso, para a edição, o paulista foi péssimo. Bem apático na disputa.

Mesmo com tal observação, “MasterChef” é um talent show. O “triunvirato” sempre deve escolher o melhor cozinheiro amador da disputa. Lorena representou o Nordeste, em especial o Piauí, e conquistou seu espaço.

Neste ano, a edição amenizou o tom de conflitos pessoais como maior marca. É verdade que explorou o conflito entre as panelas formadas por Helton, Haila e Eduardo versus Juliana, Rodrigo e Ecatharine. Foi um “tômpero”, como diz Jacquin.

Helton surgiu como o personagem mais interessante. Conquistou a simpatia dos telespectadores no início da disputa, mas, no decorrer dos episódios, angariou também rejeição. Já Haila trilhou o caminho oposto. Começou acima do tom, mas ganhou mais simpatia no desenvolvimento do talent show.  

Neste ano, o público elegerá um dos outros 17 participantes, excluídos da final, para conquistar uma bolsa de estudos na Le Cordon Bleu, em São Paulo. A disputa deverá ficar entre a dupla. O resultado será anunciado em 1º de setembro.

A Band inovou ao realocar o talent show aos domingos. Para mim, a experiência foi bem-sucedida. O programa serviu como uma boa opção na guerra dominical. Ficou entre 3 e 4 pontos de média, mesmo patamar que seria alcançado às terças-feiras. O programa teve ainda a oportunidade de abocanhar um novo público.

A edição passou um ar mais suave neste dia da semana, mesmo que seja o mesmo material. Não terminava por volta da 1 da manhã. Não atrasava o sono. E o telespectador não ficava agoniado com a “enrolação”, já preocupado com a hora de dormir para levantar no horário certo para ir trabalhar ou estudar de manhã.

“MasterChef 6 amador” funcionou. Resultado positivo.


Fabio Maksymczuk 

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Globo vira RGB em "Nada a Perder 2"


Olá, internautas

No último sábado (17/08), fui ao Cinemark do Shopping Pátio Higienópolis e assisti “Nada a Perder 2”. O filme dirigido por Alexandre Avancini não mantém o mesmo vigor do “Nada a Perder 1”. Na realidade, a continuação da saga de Edir Macedo mais parece um telefilme.

Mesmo assim, o longa cumpre a sua missão em oferecer ao espectador a visão do bispo e da Igreja Universal do Reino de Deus sobre fatos que ganharam manchetes nos anos 90.

O famoso episódio do “chute na Santa”, que conquistou ampla repercussão na sociedade brasileira, chama a atenção. O filme tem a preocupação de retratar que o polêmico caso foi de responsabilidade única de um pastor. Edir Macedo estava nos Estados Unidos, bem longe da situação.  O desabamento da IURD em Osasco que provocou a morte de dezenas de fiéis também é relembrado.

O filme continua com a linha mestra de que a Igreja Católica e alguns políticos perseguiam a Universal.  Em conluio a eles, surge a RGB. É o momento mais interessante para este blogueiro. Macedo fica estarrecido ao ver um sutiã em cima da Bíblia e um pastor com uma mulher seminua. Muito desrespeito, bradou o líder religioso interpretado por Petronio Gontijo. O ator continua ótimo nesta continuação.

Evidentemente, em uma ilação, a RGB é a Rede Globo. E a minissérie retratada é “Decadência”, de Dias Gomes, que destacava o enriquecimento de um pastor com a exploração dos fiéis.  

“Nada a Perder 2” ainda relembra os famosos vídeos de Edir Macedo que ensinaria os pastores a conquistar dinheiro. O vazamento de tal material teria sido provocado por um ex-pastor que se rebelou contra o bispo.

Na sala de cinema, menos da metade de ocupação. No posto de venda, quase todos os assentos já estavam comercializados. No encerramento da sessão, um pastor da IURD tirou foto dos espectadores.

A guerra midiática entre Globo e Record permanece. A emissora da Barra Funda, recentemente, exibiu longas reportagens sobre a relação entre a Fundação Roberto Marinho e a Prefeitura do Rio de Janeiro, sob comando do ex-prefeito Eduardo Paes. “Nada a Perder 2” é mais uma peça dessa disputa.

Fabio Maksymczuk  

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Record TV empobrece programação com reprise


Olá, internautas

A Record TV enfrenta um gargalo na teledramaturgia. Após ter terceirizado suas produções, agora a emissora mantém basicamente apenas uma faixa de telenovela inédita. Redução de custos. Um vendaval de reprises ocupa a grade de programação.

Em pleno horário nobre, o canal resgatou, prematuramente, “O Rico e Lázaro” após o encerramento de “Jezabel”. A novela de Paula Richard retorna na mesmíssima faixa da exibição original. Captura o mesmo público que já acompanhou a trama há apenas dois anos.

Resultado da façanha: já bateu recorde negativo com 6 pontos de média. O fraco desempenho até contamina o “Jornal da Record” que já rodou na casa dos 4,5 pontos de média. O canal enfrenta as consequências da falta de planejamento.

Na faixa vespertina, as reprises das novelas ocupam o buraco na programação. “Bela, a Feia”, que retornou após 9 anos (bom período), colhe expressivos índices de audiência. Isso é bom para a Record TV, mas desestimula a produção de novas atrações.

Por outro lado, “Caminhos do Coração”, que alcançou até a liderança no IBOPE em sua primeira exibição, fica entre 5 e 6 pontos de média. Índice abaixo da expectativa.  Ou seja: há três faixas de reprises.

“Topíssima”, a única inédita, mas terceirizada, batalha para conquistar a vice-liderança isolada. E é uma boa novela. A Record TV precisa encontrar um prumo em suas produções com melhor planejamento. A reprise de “O Rico e Lázaro” empobrece a programação.

Fabio Maksymczuk

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Teatro: "Castelo Rá-Tim-Bum - O Musical" fortalece nostalgia


Olá, internautas

Neste domingo (18/08), estive no Teatro NET e assisti “Castelo Rá-Tim-Bum - O Musical”. A montagem com direção geral de Léo Rommano foi inteligente em reunir todos os personagens do histórico programa da TV Cultura que alcançou expressiva repercussão nos anos 90 e nas reprises nestes derradeiros 25 anos.

O musical mostra que os personagens permanecem com fôlego nesta novíssima geração. Quando algo é bom, fica atemporal. Até o Ratinho do "fazedor de xixi La, la, laiá laiá, la Laiá la, la, la, Laiá la, la, la, la, la, la" aparece no espetáculo.

Caipora.... Fadinhas... Relógio... Todos presentes. O musical resgata as canções clássicas do programa (que som...que som é esse.. quem sabe o nome dele?....), músicas inéditas e, principalmente, há o desenvolvimento do roteiro. Não fica só na "cantoria". Isso é ótimo. Resgata a nostalgia.

A linha mestra do espetáculo recai na dificuldade de Nino, interpretado por Roberto Rocha, em aprender os truques da feitiçaria. O espetáculo fugiu, como um todo, do confronto direto entre o menino de 300 anos e Dr. Abobrinha, vivido por Igor Pushinov.

Há uma atualização interessante que aparece com Penélope, interpretada por Lia Canineu. A jornalista agora fala em redes sociais. Por outro lado, Biba, vivida por Karol Nascimento, pede um autógrafo no primeiro encontro entre as duas personagens. Poderia ser uma selfie. Etevaldo, o ET também anuncia o seu perfil no Instagram. O perfil dele é etevaldo_oet

“Castelo Rá-Tim-Bum - O Musical” encanta a primeira geração, segunda, terceira, quarta e agora os seus filhos.

Fabio Maksymczuk