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quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Benevolência com Rodriguinho mancha imagem do "BBB24"

 

Olá, internautas

O “BBB24” viveu um dos momentos mais aguardados pelo telespectador. Rodriguinho foi eliminado com 78,23% dos votos. A votação ainda não foi ainda maior para o pagodeiro pela composição do “paredão” com outras duas pessoas igualmente rejeitadas (com menor intensidade).

Rodriguinho incorporou a imagem de vilão no jogo com uma série de “falas problemáticas”, expressão que marca a atual temporada, principalmente contra Davi. Em diversas oportunidades, até sugeriu agressões físicas contra o baiano. Não concretizadas, evidentemente.

O cantor com “35 anos de carreira”, como ele sempre fez questão de salientar, saiu rejeitado pela grande parte do público. Diante de tal fato, a TV Globo resolveu poupar a imagem do músico. Para tentar traçar um lado humorado de sua rabugice, até ganhou uma trilha “engraçadinha”.

No discurso de Tadeu Schmidt durante a eliminação, Rodrigo ganhou os adjetivos de “engraçado, divertido e carismático”. O VT “Decifra-me”, exibido imediatamente após o encerramento da votação, sequer tocou nos impropérios entoados pelo agora ex-BBB.

Nitidamente, o “time dos camarotes” ganha uma blindagem na edição. Isso aconteceu até mesmo no BBB22 com Pedro Scooby, Paulo André e Douglas Silva. Agora na noite da última quarta (28/02), Yasmin Brunet também teve sua imagem poupada com as presepadas das estalecas.

E a proteção com Rodriguinho continuou no “Mais Você”, sob comando de Talitha Morete e Fabricio Battaglini. Durante o bate-papo, o cantor ressaltou que acha pesada a expressão “rivalidade com Davi”, pediu desculpas ao baiano pelas falas de agressão e ressaltou que tinha esquecido de sua conversa sobre a filha de Luiza Brunet no quarto com Nizam.

Já no “BBB – A Eliminação”, Ana Clara e Ed Gama continuaram na blindagem. Reforçaram o “lado de humor” sugerido pelo “BBB24”.

Rodriguinho entra na seleta lista de piores participantes da história de 24 anos da atração da TV Globo. “BBB24” perde credibilidade com a edição que foge da realidade em um reality show.

Fabio Maksymczuk

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

TV Brasil acerta com retorno do formato original do "Sem Censura"

 

Olá, internautas

“A garota que quebra o coco, mas não arrebenta a sapucaia!”. Cissa Guimarães reapareceu no vídeo nesta segunda-feira (26/02). A apresentadora é a nova comandante do “Sem Censura”, um dos programas mais tradicionais da TV brasileira, que retornou à programação da TV Brasil.

A emissora pública acertou em investir na grade vespertina e também no retorno do formato original da atração. A bancada redonda marca o cenário com a apresentadora no centro. Nas reformulações recentes que tentaram passar uma nova identidade ao “Sem Censura”, tal disposição foi abolida.

A escolha da tonalidade de cores e os painéis que ficam atrás dos convidados também aparecem como outros acertos. Transmitiu um clima jovial e moderno, condizentes com a imagem de Cissa.  

Nesta estreia, a apresentadora recebeu Miguel Falabella, seu parceiro de décadas. A memória afetiva do telespectador foi ativada com o encontro da dupla. “Sem Censura” também contou a presença da atriz Claudia Raia, um dos ícones da nossa teledramaturgia, que falou sobre a sua gravidez aos 55 anos e de seu novo musical, “Tarsila, a Brasileira” em cartaz na cidade de São Paulo.  

Xande de Pilares foi outro entrevistado. Poderia ter cantado alguma música no encerramento do programa. Já Luciana Barreto, jornalista que integra o elenco da emissora pública, aproveitou o espaço para reivindicar mais 15 minutos de duração do seu telejornal “Repórter Brasil Tarde”.

Nesta segunda, o jornalista e influenciador digital Murilo Ribeiro, o Muka, apareceu como linha auxiliar de Cissa. Durante a semana, o time de debatedores fixos passará por um revezamento. A comediante Dadá Coelho; o diretor de cinema e teatro, Rodrigo França; a jornalista cultural e radialista, Fabiane Pereira, a jornalista e apresentadora Katy Navarro, que já apresentou o Sem Censura; e a cantora, jornalista e também apresentadora de atrações musicais da TV Brasil, Bia Aparecida, ocuparão essa vaga na arena.

O programa com duas horas de duração terá o desafio diário de receber convidados interessantes. Neste primeiro programa, a repercussão foi positiva nas redes sociais, especialmente com a liderança no Twitter X.

“Sem Censura” é uma opção ao telespectador que deseja fugir dos programas de fofoca e do noticiário policial que marcam as tardes na TV brasileira.

Fabio Maksymczuk

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Série da TV Cultura - "JK: O Reinventor do Brasil" repercute na Câmara Municipal de São Paulo

 

Olá, internautas

Nesta quinta-feira (22/02), a Câmara Municipal de São Paulo exibiu “JK, O Reinventor do Brasil”. Produzido pela TV Cultura, o documentário resgata a trajetória do ex-presidente Juscelino Kubitschek.

O vereador João Jorge (PSDB), 1º vice-presidente do Legislativo paulistano, presidiu o evento aberto ao público. Durante a solenidade, o presidente da Fundação Padre Anchieta, José Roberto Maluf, revelou que o projeto foi aprovado com um orçamento que, durante as gravações, ficou mais caro. Mesmo assim, não se arrependeu diante do resultado final.

Já o diretor de Redes e idealizador da série documental, Fábio Borba, relembrou uma fala do ex-governador de São Paulo, Paulo Maluf (enfatizou que não é parente de José Roberto). O político disse que Kubitschek “foi o maior governador que São Paulo não teve” diante das obras patrocinadas pelo governo federal no Estado paulista. Borba ainda confidenciou que o ex-presidente, após o encerramento de seu mandato em Brasília, foi cogitado para disputar a eleição de governador em São Paulo.

Nesta oportunidade, a Câmara exibiu o primeiro episódio da série que destaca as raízes familiares de Kubitschek, a cidade natal de Diamantina, sua formação em Medicina, sua relação com a Revolução de 1932, a entrada na política pelas mãos do governador Valadares, o seu mandato como prefeito de Belo Horizonte, o início de seu relacionamento com Oscar Niemeyer, os símbolos de seu mandato como governador de Minas Gerais e a fidelidade com o presidente Getúlio Vargas.

Com cerca de uma hora de duração, o episódio explorou um ritmo ágil com texto simples e direto. O vocabulário é contemporâneo com linguajar popular. “Sorrisão cativante”. “Gastando suas parcas economias”. “Ditadurazinha temporária”. “Mega ultra carismático”. “JK é o manual de empatia”. “Não tinha uma pedra. Tinha uma pedreira inteira”.  

Durante a série, Carlos Lacerda é caracterizado como líder da “extrema-direita” e promotor de fake news (expressão contemporânea para caracterizar o jornal lacerdista dos anos 50).

Fábio Borba revelou que os quatro episódios de “JK, O Reinventor do Brasil”, já exibidos no segundo semestre do ano passado, serão reprisados, em breve, pela TV Cultura. Uma boa oportunidade para os telespectadores que não acompanharam a boa produção finalista da APCA na categoria melhor documentário de 2023.

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

"Buracos" comprometem horário nobre da Record

 

Olá, internautas

O horário nobre da Record convive com “buracos” na grade de programação. Reprises surgiram para tapar os horários vagos que vão desde 21 horas até meia-noite. Após o encerramento de mais uma temporada de “Reis” que não consegue repercutir entre o público há dois anos, o canal escalou a reprise da macrossérie “Jezabel”. Fica ao redor dos 5 pontos de média.

Na faixa posterior, a emissora da Barra Funda reprisou todas as temporadas exibidas recentemente da série “Quando Chama o Coração” que chegava a atrapalhar o início do reality “A Fazenda 15”, desde o ano passado. Erro na programação. Depois, entraram os episódios inéditos. Com o encerramento da produção, a Record resolveu desengavetar a novela recente “Gênesis” que retornou nesta segunda-feira (19/02). Mais uma reprise.

Desde o encerramento de “A Fazenda 15”, a faixa das 22h45 também ficou com um buraco. Para preencher a lacuna, o canal resgatou “Pecado Mortal”. A reprise da novela de Carlos Lombardi derrubou a audiência da emissora. Em 2013, a trama protagonizada por Fernando Pavão já não tinha obtido significativos índices. Agora, ficou ao redor dos singelos dois pontos de média. Perdeu a consolidada vice-liderança para o SBT.

Diante da situação alarmante, “Pecado Mortal” foi totalmente picotada. Cenas editadas comprometeram o entendimento da obra pelo telespectador. Saiu do ar na última sexta (16/02). Agora, produções do jornalismo entram na vaga, como Doc Investigação com Thais Furlan e Patrulha das Fronteiras com Reinaldo Gottino.  

A Record precisa de um melhor planejamento na programação com investimento em produções inéditas.

Fabio Maksymczuk

sábado, 17 de fevereiro de 2024

Segunda fase de "Renascer" inicia com estranhamento

 

Olá, internautas

Após a excelente primeira fase de “Renascer”, o remake da novela adaptada por Bruno Luperi entrou na segunda fase com estranhamento. A passagem de tempo gerou dúvidas no telespectador. Alguns personagens envelheceram desproporcionalmente com outros. Deocleciano envelheceu mais de 30 anos com o ator Jackson Antunes. Ao mesmo tempo, Padre Santo permaneceu na pele do ator Chico Diaz, praticamente com o mesmo visual.

Mariana, interpretada por Theresa Fonseca, surgiu como neta de Belarmino (Antonio Calloni). Porém, nas últimas cenas da primeira fase, Nena (Quitéria Kelly) apareceu ao lado de uma menina que ganhou foco na edição. Parte do público ficou com a impressão de que essa garota seria Mariana. Portanto, seria filha. Cronologicamente, não teria condições de Mariana ser neta com a passagem do tempo. Ficou confuso.

A história de amor fulminante entre José Inocencio, agora vivido por Marcos Palmeira, também causa estranhamento. Em poucos capítulos, o “coronel” resolve se casar com a herdeira de seu maior inimigo. E destrói o sonho de seu filho João Pedro (Juan Paiva) que também se apaixonou à primeira vista.   

Na obra original, Buba causou grande impacto perante o telespectador com a atuação visceral e inesquecível de Maria Luisa Mendonça. De hermafrodita (ou pessoa intersexo), o adaptador resolveu transformar a personagem em uma “mulher trans”. Agora, a missão ficou com a novata Gabriela Medeiros que deu um tom completamente diferente. Também mulher trans na vida real, Gabriela impregna um ar “low profile”. Calma e serena. Com isso, Buba ganha uma coloração menos impactante.

Rodrigo Simas surge muito bem no vídeo como José Venancio. O amadurecimento do ator é perceptível. Inicialmente, ficou estupefato com a descoberta da condição de Buba. De repente, agora na adaptação, o “herdeiro do cacau” transformou-se, praticamente, em um militante da causa LGBTQIA+.  Em seu discurso, proferiu falas, como heteronormatividade e mulher cis. Provocou estranhamento a mudança de postura.

A segunda fase de “Renascer” inicia com desafios para envolver o público.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

TV Globo acerta e erra na cobertura do Carnaval 2024

 

Olá, internautas

Após o desastre do ano passado com Aline Midlej e Rodrigo Bocardi no comando dos desfiles das escolas de samba no carnaval de São Paulo, a TV Globo resolveu reformular a cobertura da festividade no Anhembi.

Desta vez, a equipe responsável pela transmissão do carnaval do Rio de Janeiro desembarcou em terras paulistanas. Alex Escobar ganhou a companhia de Karine Alves na apresentação do evento. Milton Cunha continuou à frente dos comentários “bafônicos”. Esse foi o maior acerto da emissora platinada. O carnavalesco fortaleceu a cobertura da emissora no carnaval paulistano. Trouxe uma visão mais consistente sobre o enredo das agremiações e o show visual.

Milton formou uma boa dupla com Ailton Graça que, neste ano, não foi verborrágico. O ator respeitou o espaço de Milton. Por outro lado, Alemão do Cavaco sobrou na transmissão. Já no Rio de Janeiro, Leonardo Bruno, apesar de seus comentários pertinentes, também sobrou no quinteto. Ele divide a mesma “raia” de Cunha. Pretinho da Serrinha fez comentários pontuais que não atrapalharam a cobertura. A equipe com cinco pessoas no estúdio é um exagero.

A novata Karine acertou ao adotar um tom mais discreto na apresentação ao lado de Escobar. A escola de samba é quem deve brilhar na cobertura com os comentários de Milton Cunha. Durante a transmissão, deveriam ter ocorrido mais “respiros” para que o telespectador ouvisse apenas o samba-enredo sem o falatório do quinteto.

Mesmo com o acerto no rumo, especialmente em São Paulo, a TV Globo errou ao extinguir os jornalistas que ficavam na entrada e dispersão das escolas. A emissora não apresentou as dificuldades encontradas pela Porto da Pedra, por exemplo, com o carro emperrado na Sapucaí e o acidente que deixou duas pessoas feridas no último carro da Mangueira. Já em São Paulo, a transmissão minimizou o problema enfrentado pelo abre-alas do Camisa Verde e Branco.

O próprio Milton Cunha deveria apontar os pontos frágeis das escolas, já que é uma competição. O público mais interessado em tais informações busca em outras plataformas, como o excelente canal Rádio Arquibancada.

Neste ano, a TV Globo apostou no influenciador digital Vitor diCastro como “repórter” nas arquibancadas. Foi deselegante com os estrangeiros que, segundo ele, não sabiam sambar. Comentários desnecessários tanto no Anhembi quanto na Sapucaí. Com a preocupação da representatividade, a emissora escalou Kenya Sade e Dandara Mariana.

Além disso, a cobertura não conseguiu capturar a presença de diversas personalidades que prestigiaram as agremiações nos carros alegóricos. Paulo Vieira, por exemplo, passou despercebido na Império de Casa Verde que homenageou Fafá de Belém. Também é necessário salientar os equívocos que apareceram na tela com a troca de nomes. Confundiram Salete Campari com Nany People.  

A cobertura da TV Globo no carnaval é nevrálgica há décadas. O velho mantra “Volta, Manchete” sempre reaparece. A emissora da família Bloch faz enorme falta.   

Fabio Maksymczuk

domingo, 11 de fevereiro de 2024

Bebê-diabo e pegação homoerótica aparecem na série "Notícias Populares"

 

Olá, internautas

O Canal Brasil exibiu, recentemente, “Notícias Populares”. A série criada por André Barcinski e Marcelo Caetano aborda o dia a dia na redação de um dos jornais mais polêmicos que circulava, especialmente, na cidade de São Paulo.

A atriz Luciana Paes interpreta a protagonista Paloma Fernandes. Na produção dividida em sete episódios, a jornalista ficou responsável pela redação do NP, especialmente durante o emblemático caso do Bebê-Diabo que tomou as ruas da capital paulista. Com a repercussão da história, o jornal impresso viu um crescimento exponencial no número de exemplares vendidos nas bancas dos jornais. A editora-chefe ficou assustada com o desenrolar do acontecimento (pai do Bebê Diabo e o surto coletivo) e gostaria de enterrar o caso. Por outro lado, a venda do periódico alavancava o lucro. Na série, o episódio surgiu para tapar o buraco deixado com a proibição de divulgar uma “suruba” protagonizada pelo prefeito da cidade.

Em meio às histórias do NP, a vida pessoal dos jornalistas também ganhou espaço na série. O “foca” Adilson, interpretado pelo ator Lucas Andrade, é o responsável pela descoberta do “Bebê-Diabo” no ABC Paulista. Durante a série, cenas de homoerotismo que envolvem o personagem chamam a atenção. Em uma delas, Adilson encontra-se no chamado “banheirão” com outro rapaz. Durante a pegação, ele ouve uivos do bebê-diabo e fica assustado com a situação. Até pede orientações a um padre.

Em outro momento, o repórter se envolve com o Gari Galã (Ricardo Teodoro), um dos personagens que ganhava destaque na mídia. O jovem ficou responsável por “cuidar” do varredor de ruas que se envolvia com as madames de um bairro nobre de São Paulo. Sem moradia fixa, ele ficou hospedado em um “quartinho” na redação do NP. Nesse momento de “interação”, Adilson se envolveu sexualmente com o gari ali mesmo.

Tais cenas jamais seriam gravadas em produções de teledramaturgia nos anos 90, período retratado pela série. Além disso, os homossexuais eram caracterizados no NP com termos chulos. Há um contraponto interessante entre o passado e o presente que busca um maior respeito com a comunidade LGBTQIA+.

A produção ainda destaca o início da queda do NP com os programas sensacionalistas que invadiram a televisão brasileira, especialmente no início dos anos 90. O “Programa Hilário de Mello”, inspirado no Aqui Agora, apareceu como concorrente midiático. A repórter Rata, interpretada pela atriz Bruna Linzmeyer, desbrava os bastidores de um prédio chamado de “Treme-Treme” no centro de São Paulo. Seria um edifício que simbolizava a degradação da sociedade paulista e contra os valores tradicionais da família. Diante de tal fato, até surgiu uma revolta de prostitutas em plena redação do NP.

“Notícias Populares” rememora uma época que deixou de existir com o advento da internet. A produção tem o mérito de relembrar um dos genuínos símbolos do jornalismo paulistano.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Bianca Comparato se destaca em "João sem Deus - A Queda de Abadiânia"

 

Olá, internautas

O Canal Brasil exibiu, recentemente, a minissérie “João sem Deus - A Queda de Abadiânia”. A produção de três capítulos, escrita por Patrícia Corso e Leonardo Moreira com direção de Marina Person, traz, através da teledramaturgia, uma visão dos eventos reais que recaíram sobre João Teixeira de Faria, conhecido por João de Deus.

A série traz o médium, vivido por Marco Nanini, como coadjuvante. A história gira ao redor de sua assistente Carmen, interpretada por Bianca Comparato, que venera o líder religioso por suas curas e a desilusão por descobrir a veracidade das acusações, diante do abuso sofrido pela sua própria filha.

Bianca Comparato se destaca em “João sem Deus - A Queda de Abadiânia” com uma atuação consistente. A atriz, de fato, se entrega ao drama enfrentado pela personagem. Além do drama familiar que também conta com o olhar de Cecília, interpretada por Karine Teles, irmã de Carmen, a decadência da cidade de Abadiânia também é retratada como pano de fundo.

No desfecho da minissérie, a dura realidade indigna o telespectador com a informação de que João Teixeira de Faria encontra-se fora do sistema prisional. Saiu da cadeia para ficar “encarcerado” em sua mansão.

Fabio Maksymczuk

domingo, 4 de fevereiro de 2024

TV Globo corrige erro em remake de "Renascer"

 

Olá, internautas

A TV Globo continua a resgatar a obra de Benedito Ruy Barbosa na faixa mais nobre da TV brasileira. Chegou a vez de “Renascer” ganhar uma nova versão na faixa das 21 horas, após 31 anos de sua exibição original.

Em 1993, Leonardo Vieira surgiu como um meteoro na breve primeira fase da telenovela. O ator colhe, até hoje, lembranças do público que se envolveu com o Coronelzinho José Inocêncio ao lado de Patricia França que incorporou Maria Santa. Foi um verdadeiro fenômeno. Na versão original, foram apenas quatro capítulos arrebatadores. O gosto de “quero mais” ficou latente durante todo o desenvolvimento da obra original.

Por isso mesmo, desta vez, a TV Globo corrigiu o erro de 1993. Na versão de 2024, o adaptador Bruno Luperi esticou a primeira fase para 13 capítulos. O remake já começou no rumo certo. Na remontagem de “Pantanal”, por exemplo, a primeira fase foi cortada. Em “Amor Perfeito”, a pressa da primeira fase comprometeu o melhor andamento da obra.

Diferente da versão original, a direção resolveu escalar um ator já com experiência para encarnar José Inocêncio. Humberto Carrão cumpriu sua missão em viver o protagonista. Duda Santos, que veio de Travessia, deu vida a Maria Santa. Sem nenhum vestígio do trabalho anterior.

A ótima atuação do elenco marcou os primeiros capítulos de Renascer. Maria Fernanda Cândido brilhou ao aparecer como a viúva Cândida. Antonio Calloni e Enrique Diaz sobressaíram em cena ao interpretarem os coronéis Belarmino e Firmino. Juliana Paes destacou-se como Jacutinga. Fabio Lago e Belize Pombal brilharam como os pais de Maria Santa. Quiteria Kelly também chamou a atenção na pele de Nena. Adanilo também merece menção honrosa ao interpretar o jovem Deocleciano.

O remake de “Renascer” começou como uma boa perspectiva. Agora, é acompanhar o desenvolvimento da segunda fase com os personagens icônicos da obra original, como Tião Galinha (Osmar Prado) e Buba (Maria Luisa Mendonça) que entraram na história da teledramaturgia nacional.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Paulo Vieira fortalece "The Masked Singer Brasil"

 

Olá, internautas

A TV Globo estreou, recentemente, a quarta temporada do “The Masked Singer Brasil”. Com a perda do direito de transmissão dos Campeonatos Paulista e Carioca, a atração de Ivete Sangalo invade a faixa vespertina dos domingos, tradicionalmente ocupada por partidas de futebol.

Neste ano, uma boa novidade marca a competição dos mascarados. Paulo Vieira é um dos jurados. O comediante traz o “tempero brasileiro” ao formato importado. Ele quebra a estrutura engessada com boas tiradas que permitem uma maior graça ao show. Traz o verdadeiro bom humor, tão carente na programação da TV brasileira como um todo.

Paulo forma um bom trio com Sabrina Sato e José Loreto, outra novidade da quarta temporada. O ator passa a imagem de não ter desencarnado de seu personagem Lui Lorenzo, de “Vai na Fé”. E isso não é ruim dentro do júri. Os três já passam um clima de entrosamento e um clima mais informal. Nestes dois primeiros episódios, Tais Araújo não fez falta.

Por outro lado, a apresentadora Ivete Sangalo permanece engessada à frente do “The Masked Singer Brasil”. Agora, a baiana ganha a companhia da repórter Kenya Sade que aparece também “formatada” na busca de informações dos bastidores e da plateia. 

A produção é o ponto forte do “The Masked Singer Brasil”. Cenário muito bem construído. Fantasias otimamente bem elaboradas. Iluminação competente. Já o cerne do programa é bem pueril ao instigar o telespectador a descobrir quem é o famoso que canta travestido como uma alface ou um relógio cuco.

Até aqui, a atração fica ao redor dos 13 pontos de média e garante a liderança isolada para a TV Globo com os jogos do Paulistão pela Record atualmente na faixa horária das 18 horas.

Fabio Maksymczuk

segunda-feira, 29 de janeiro de 2024

Melhores da TV em 2023: Confira os vencedores do Troféu APCA

 

A APCA - Associação Paulista de Críticos de Artes escolheu, em assembleia realizada nesta segunda-feira (29/01), os melhores de 2023 em dez áreas, entre elas a de Televisão. 

As categorias escolhidas foram: Novela, Ator, Atriz, Série Ficção, Série Documental/Documentário, Revelação e Variedades.  

Vencedores do Troféu APCA em Televisão  

MELHOR NOVELA: Vai na Fé (TV Globo)

MELHOR ATOR: Milhem Cortaz (Os Outros) 

MELHOR ATRIZ: Sophie Charlotte (Todas as Flores) 

MELHOR SÉRIE FICÇÃO: Os Outros (Globoplay) 

MELHOR DOCUMENTÁRIO/SÉRIE DOCUMENTAL: Vale o Escrito – A Guerra do Jogo do Bicho (Globoplay) 

REVELAÇÃO DO ANO: Alice Carvalho (Cangaço Novo) 

MELHOR PROGRAMA DE VARIEDADES: Avisa Lá Que Eu Vou (GNT) 

A data da cerimônia da entrega dos troféus aos vencedores será ainda marcada. 

Votaram: Cristina Padiglione, Edianez Parente, Fabio Costa, Fabio Maksymczuk, José Armando Vannucci, Leão Lobo, Neuber Fischer, Tellé Cardim e Tony Goes.

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Ana Clara e Paola Carosella aparecem com mesma proposta nas cozinhas do GNT

 

Olá, internautas

O filão culinário é muito presente na programação do GNT, emissora da TV paga que integra o Grupo Globo. Há diversas atrações do gênero, como Tempero de Família com Rodrigo Hilbert, The Taste Brasil, Que Seja Doce, Food Truck – A Batalha, Rolling Kitchen Brasil, Que Marravilha!, Cozinha Prática – Verão, Uma Senhora Panela, entre outros.

Mais recentemente, dois novos programas entraram no canal, basicamente com a mesma proposta. No “Alma de Cozinheira”, Paola Carosella recebe convidados para um bate-papo sobre diversos assuntos, como relacionamentos amorosos, fantasias sexuais, maternidade, monogamia, empoderamento feminino, luto, preconceito contra indígenas, entre outras pautas do “mundo adulto”. Em meio a isso, a chef ensina receitas da entrada, prato principal e sobremesa que são servidas aos dois convidados por edição.

Ana Clara também entrou na programação do GNT. Em “Panelaço ao Vivo”, a apresentadora também recebe dois convidados a cada episódio. A terceira colocada do “BBB18” cozinha junto aos famosos em uma cozinha com ares mais juvenis em comparação aos domínios da argentina. O bate-papo adota um tom mais informal com temas menos sisudos. 

“Alma de Cozinheira” e “Panelaço ao Vivo” derivam da mesma ideia. Encontros regados à comida. Por isso mesmo, diante do quadro apresentado, o GNT começa a introduzir atrações de perfis distintos. A reprise de “Verdades Secretas” e a entrada do “Conversa com Bial” servem para trazer novos ares à grade.

Fabio Maksymczuk  

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Críticos da APCA indicam finalistas a Melhores da TV de 2023

 

O grupo de jurados da categoria Televisão da APCA - Associação Paulista de Críticos de Artes escolheu os finalistas ao troféu de melhores do ano de 2023 em sete categorias: Novela, Ator, Atriz, Série Ficção, Série Documental/Documentário, Revelação e Variedades. 

Os indicados ao Troféu APCA de 2023 em Televisão são:

 

NOVELA

Amor Perfeito (TV Globo)

Elas por Elas (TV Globo)

Terra e Paixão (TV Globo)

Todas as Flores (Globoplay/TV Globo)

Vai na Fé (TV Globo)

 

ATOR

Bruno Mazzeo (Fim)

Eduardo Sterblitch (Os Outros)

Emilio Dantas (Vai na Fé)

Milhem Cortaz (Os Outros)

Thomás Aquino (DNA do Crime/Os Outros)

 

ATRIZ

Adriana Esteves (Os Outros)

Letícia Colin (Todas as Flores)

Maeve Jinkings (DNA do Crime/Os Outros)

Marjorie Estiano (Fim)

Sophie Charlotte (Todas as Flores)

 

SÉRIE FICÇÃO

Cangaço Novo (Amazon Prime Video)

DNA do Crime (Netflix)

DOM – 2ª Temporada (Amazon Prime Video)

Fim (Globoplay)

Os Outros (Globoplay)

 

SÉRIE DOCUMENTAL/DOCUMENTÁRIO

A Superfantástica História do Balão (Star+)

Isabella: O Caso Nardoni (Netflix)

JK: O Reinventor do Brasil (TV Cultura)

Línguas da Nossa Língua (HBO/HBO Max)

Vale o Escrito – A Guerra do Jogo do Bicho (Globoplay)

 

REVELAÇÃO

Alice Carvalho (Cangaço Novo)

Amaury Lorenzo (Terra e Paixão)

Clara Moneke (Vai na Fé)

Diego Martins (Terra e Paixão)

Levi Asaf (Amor Perfeito)

 

VARIEDADES

Altas Horas (TV Globo)

Avisa Lá Que Eu Vou (GNT)

Domingão com Huck (TV Globo)

Manhã do Ronnie (RedeTV!)

Programa Silvio Santos – Edição Especial 60 anos (SBT)

 

A escolha dos melhores de 2023 em dez áreas das artes (Arquitetura, Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, MPB, Rádio, Teatro, Teatro Infanto-Juvenil e Televisão) acontecerá em assembleia geral da entidade na próxima segunda-feira (29/01).

A data da cerimônia da entrega dos troféus aos vencedores será ainda marcada e deverá ocorrer neste primeiro semestre.

A APCA concede o seu troféu anual desde 1956 e o de Televisão, desde 1972.

Votaram: Cristina Padiglione, Edianez Parente, Fabio Maksymczuk, José Armando Vannucci, Leão Lobo, Neuber Fischer, Paulo Gustavo Pereira e Tony Goes.

sábado, 20 de janeiro de 2024

Frágil "Terra e Paixão" termina com missão cumprida

Olá, internautas

Nesta sexta-feira (19/01), “Terra e Paixão” chegou ao último capítulo. A novela de Walcyr Carrasco e Thelma Guedes termina com a missão cumprida. Os autores escreveram a trama para alavancar a audiência da faixa mais nobre da TV brasileira. Usaram todos os subterfúgios e clichês folhetinescos com o objetivo de prender a atenção do telespectador.

O receituário funcionou no Kantar Ibope. A novela das nove conseguiu romper a almejada barreira dos 30 pontos. A meta atual da produção do horário é ficar entre 29 a 34 pontos. Apesar disso, como analisado nos primeiros capítulos, o roteiro frágil não elevou a qualidade da teledramaturgia oferecida ao telespectador.

A história rasa entre Aline (Barbara Reis) e Antonio La Selva (Tony Ramos) não engrenou. Como abordado lá atrás, o casal Aline e Caio (Cauã Reymond) também não vingou. Diante de tais fatos, os autores remontaram o roteiro em tempo real.

Em muitos momentos, Anely, interpretada pela atriz popular Tatá Werneck, apareceu mais que a protagonista. Luigi (Rainer Cadete), idem. A luta pela água na “Terra Vermelha” virou uma guerra por diamantes que, depois, não se concretizou. Alarme falso. O clima bélico e de violência que dominou os primeiros momentos cedeu espaço a uma trama mais leve e ares nonsenses, típicos de Carrasco.

Diante dos problemas de saúde de Walcyr Carrasco e o texto pobre dos primeiros capítulos (“quem será o meu sucessor”), Thelma Guedes foi chamada para sustentar a obra. Missão dada. Missão cumprida. A autora respeitou os diálogos simples com personagens não multifacetados, caraterísticas das obras do autor que atingem a grande massa.

A seguir, o balanço com os pontos positivos e negativos.

PONTOS POSITIVOS

Amaury Lorenzo (Ramiro): o ator foi o principal nome de “Terra e Paixão”. O então “jagunço” Ramiro galgou espaço na trama com a resposta positiva do público, diante de seu ótimo desempenho no vídeo. De vilão passou a um personagem com ar ingênuo. O amor transforma as pessoas. Lição de “Amor à Vida” repetida em “Terra e Paixão”. Conquistou uma boa parceria com Diego Martins que viveu Kelvinho. A dupla já entrou na história da teledramaturgia brasileira com o avanço da temática do universo LGBTQIA+ em telenovelas. No horário mais nobre da TV brasileira, o casamento homoafetivo em pleno último capítulo simboliza tal visão. Os beijos doces entre os personagens também marcam a percepção.

Tony Ramos (Antonio La Selva) e Gloria Pires (Irene): mesmo com dois personagens que estão longe de figurarem entre os melhores da trajetória artística de décadas, Tony Ramos e Gloria Pires simbolizam a teledramaturgia brasileira. A dupla liderou o elenco da novela das nove. A experiência e a intimidade criada com o público sempre devem ser valorizadas.  

Rainer Cadete (Luigi): o ator personifica o espírito das obras de Walcyr Carrasco. Desta vez, incorporou um “italiano malandro” que aplicava golpes para enriquecer. Conquistou a simpatia do telespectador pelo carisma do personagem.   


Participações especiais: com o esticamento da obra para 222 capítulos, alguns atores e atrizes entraram em “Terra e Paixão” para oxigenar a trama. Eliane Giardini transbordou a sua experiência para interpretar a vilã Agatha. Claudia Raia foi outra atriz que brilhou em sua breve passagem na trama, como a mãe tresloucada de Luigi. Rafael Vitti desenvolveu mais um bom trabalho ao viver o bom moço Hélio. Daniel Rocha é outro nome que se entrosou imediatamente com o elenco ao incorporar o “agroboy” Natercinho.

Inez Viana (Angelina): a veterana atriz ganhou uma rara oportunidade após ganhar um papel de destaque na novela das nove. Conquistou o carinho do público ao viver a governante dos La Selva. O desfecho da personagem foi um dos grandes acertos da trama.

Leandro Lima (Marino): o ator ocupou a vaga de “galã” de “Terra e Paixão”. Desenvolveu, mais uma vez, um bom trabalho, após a exitosa passagem em Pantanal. Formou um bom casal com Lucinda, vivida por Debora Falabella. Mesmo assim, é válido lembrar que o delegado Marino, corrupto na primeira fase da trama, não sofreu punição por seus crimes.

 

PONTOS NEGATIVOS

Cauã Reymond (Caio): o ator viveu um dos seus piores momentos de sua carreira em “Terra e Paixão”. Reymond não conseguiu, do primeiro ao último capítulo, transparecer verdade no vídeo com o personagem Caio. Não se desconstruiu para incorporar o produtor rural. O sotaque fortaleceu a artificialidade na interpretação. Erro de escalação.

Aline (Barbara Reis): a então protagonista perdeu espaço durante a trama com as reviravoltas no roteiro para elevar os índices de audiência. A então professora de matemática transformou-se, de uma hora para outra, em contadora. As dívidas foram esquecidas. O sonho de produtora rural passou para milionária com extração de diamantes. Perdeu o marido assassinado. Logo em seguida, apaixonou-se por Daniel. Imediatamente após o falecimento de seu novo amor, declarou estar apaixonada por Caio. Tudo isso provocou um afastamento do público que não embarcou na história.

Mara (Renata Gaspar) e Menah (Camilla Damião): o casal lésbico ficou ofuscado com o sucesso de Ramiro e Kelvinho. Diante disso, as duas personagens ficaram relegadas ao terceiro plano na trama. Um dos efeitos do roteiro original remexido.  

Odilon (Jonathan Azevedo): personagem avulso que ficou sem função alguma durante a novela “Terra e Paixão”.

Gil Coelho (Franco): outro ator subaproveitado em Terra e Paixão. O personagem teve o romance bruscamente interrompido com uma indígena.  

Show de Michel Teló: o desfecho de “Terra e Paixão” causou um ruído junto ao telespectador. Estranhamente, Ana Castela, Chitãozinho e Xororó não cantaram a música de abertura da novela no show que marcou o encerramento da produção. Michel Teló substituiu o trio. Além disso, nesse momento, apareceram, livres, leves e soltos, Ramiro e Tadeu (Claudio Gabriel) que deveriam ter permanecido presos.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

"BBB24" estreia com boa perspectiva

 

Olá, internautas

Na última semana, a TV Globo estreou a vigésima quarta edição do “Big Brother Brasil”. O reality show mais assistido da TV brasileira inicia com boa perspectiva. Logo nos primeiros dias, a dinâmica ganhou novidades para remexer o formato.

Além dos 18 confinados, entraram mais oito participantes vindos do chamado “puxadinho”. Dois entraram pela votação popular, Davi e Isabelle, e os demais escolhidos pelo próprio “elenco principal”. Para dar um choque logo na entrada, três integrantes da atual leva já foram eliminados. Até aqui, não se justificou a entrada dos seis brothers e sisters de tal grupo. 

Como já era esperado, a edição não consegue traçar um perfil mais nítido de cada participante com o elenco inchado. A narrativa encontra-se centrada entre Davi e Nizam. Thalyta, a segunda eliminada, saiu sem deixar vestígio algum. Maycon saiu com expressiva taxa de rejeição, diante de seu comportamento errático na prova de resistência. Lucas Pizane, que ficou uma semana no confinamento, também não teve um perfil claramente esclarecido. Saiu prematuramente do jogo com a dinâmica acelerada.  

Desta vez, ocorreu uma redução considerável no número de famosos (ou subcelebridades). O chamado grupo “Camarote” conta com seis representantes. Wanessa Camargo, Rodriguinho e Yasmin Brunet são os mais conhecidos. Conquistam espaço na edição. Porém, o trio já emitiu sinais que poderá desistir da competição. A verborragia errática do “pagodeiro”, que alcançou sucesso nos anos 90, já imprimiu a imagem de vilão no jogo. Wanessa e Yasmin aparecem como “patricinhas” até aqui.

“BBB24” é marcado por tipos populares. Representantes do povo brasileiro que lutam por dias melhores. O elenco é composto por motoboy, motorista de aplicativo, professores, vendedora do Brás, homem do campo, moradores de favela, doceira, entre outros. Os chamados “padrões”, homens e mulheres sarados, perderam espaço. Há histórias de vida que provocam o reconhecimento no telespectador majoritário do nosso País. O maior acerto da escalação.

Agora, é acompanhar o desenrolar do jogo. Nos primeiros dias, Davi surge como mocinho. Nazim e Rodriguinho aparecem como vilões. 90 dias para acompanhar o desfecho da “novela da vida real”. Começou com bom fôlego. 

Fabio Maksymczuk