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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Nunca assistiu tanta TV como agora, defende executiva da Globo no OBITEL 2018



Olá, internautas

Nesta quinta-feira (16/08), acompanhei a mesa redonda sobre a série Carcereiros no “XIII Seminário Internacional do Observatório Ibero-Americano de Ficção Televisiva (OBITEL)” promovido na Universidade de São Paulo (USP). Os autores da trama, Fernando Bonassi e Marçal Aquino, apresentaram o case ao lado da Head de Curadoria de Conteúdo da Globo, Leonora Bardini, em debate mediado pela jornalista e roteirista Bianca Ramoneda.

Logo no início, Leonora explicou que Carcereiros foi lançada, originalmente, no Globo Play, antes mesmo da estreia na TV Globo. O Grupo busca expandir o conteúdo televisivo nas diferentes telas. De acordo com a executiva, as plataformas se retroalimentam. “É um grande ecossistema, diversas janelas. Primeira tela. Segunda tela”, ponderou.

Ela ressaltou que não ocorre uma canibalização ou diminuição da atratividade e da audiência com o lançamento das séries em outros veículos, antes da TV aberta. “Isso é mito que já foi quebrado”, frisou. “A história pode impactar mais gente. Há um público que rejeita a TV aberta e a série encontra esse público em outras plataformas”, explicou. “Nunca assistiu tanta TV como agora. Não é só TV em tubo ou LED. Está em todo lugar”, salientou.

Aquino ressaltou que “Carcereiros” é uma obra inspirada livremente no livro de Drauzio Varella, mas que a série foi criada do zero. “O livro é composto de esquetes”, explicou. Bonassi completou ao comentar que o seriado foi criado com cada episódio independente do outro com início, meio e fim.  “É diferente da minissérie com um capítulo interligado ao outro”, disse.

Aquino revelou que a duração de “Carcereiros” foi o maior desafio dos roteiristas. “É igual jogar futebol de salão com anões”, brincou. O roteirista salientou que tinha que apresentar o problema, desenvolvê-lo e solucioná-lo em apenas 20 minutos. E ainda havia os depoimentos reais que foram inseridos na produção.

Aquino aproveitou a oportunidade para analisar a figura do roteirista. Ele explicou que agora o profissional deve acompanhar a edição dos episódios. “Antes, nós apenas íamos ao set para tirar foto com os atores e mostrar para a mãe”, zombou. “A figura do roteirista hoje é muito valorizado”, comentou.

Aquino revelou que a segunda temporada de “Carcereiros” não previa a inclusão dos depoimentos reais dos agentes penitenciários, mas que isso foi modificado diante da repercussão positiva dos telespectadores.

No encerramento do debate, Bonassi traçou um paralelo entre novelas e séries. “Nós vivemos com a sombra negra das novelas”, disparou. O roteirista explicitou que defende a inserção de novas linguagens na teledramaturgia da TV Globo ao fugir do melodrama, elemento característico das telenovelas, carro-chefe da emissora. “Nós continuaremos a disputar com Venezuela, México e Turquia ou ampliar novos mercados externos?”, indagou.

Agradeço o convite do Centro de Estudos de Telenovela da USP. É um prazer acompanhar as discussões no meio acadêmico.

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Dica de teatro: Rita Cadillac e Victor Wagner ganham ótima oportunidade em Luz Del Fuego




Olá, internautas 

Neste fim de semana, fui ao Teatro Jaraguá, região central da cidade de São Paulo. Assisti Luz del Fuego com Rita Cadillac, Victor Wagner e grande elenco. RECOMENDADÍSSIMO.

Para quem não se lembra, o ator interpretou o Comendador João Fernandes na novela Xica da Silva. Gostei muito de sua escalação na peça. Estava afastado da mídia há algum tempo. Enfrentou algumas dificuldades.

Em uma reportagem exibida há alguns anos pela Record TV, Victor revelou que vendia coxinhas e salgadinhos em um bar na periferia da capital paulista para sustentar sua família.  

Já Rita ganha uma ótima oportunidade para mostrar sua capacidade nos palcos, após participação em “A Fazenda - Nova Chance”. Enfrenta o desafio com dignidade nesta nova etapa profissional. É mais um capítulo em sua biografia.

A peça tem um texto denso. Ótimo. O espectador sai mexido. A nudez dos atores e da própria Rita fica em segundo plano.

O autor Julio Kadetti foi muito feliz ao traçar um paralelo entre os acontecimentos dos anos 30, 40, 50 e 60 que envolveram Luz Del Fuego, uma famosa vedete do Cassino da Urca, com os dias atuais.
A peça transmite uma poderosa mensagem política. Tem panelada, Vem Pra Rua, cutucadas no Bolsonaro e no seu vice (a “indolência” dos indígenas e a “malandragem” dos negros) e até uma bonita homenagem a Marielle Franco.

Além disso, as amarras da religião que sufocam a família de “Dorinha” no espetáculo arrancam excelentes momentos e possibilitam a entrega visceral dos atores em cena. Texto que provoca reflexão. 

Vale a pena.

Ficha: técnica
Texto: Julio Kadetti
Direção: Maciel Silva
Assistente de Direção Georgina Castro
Elenco: Rita Cadillac, Elisa Romero, Letycia Martins, Ana Saguia, Yuri Martins, Arnaldo Gianna, Arnaldo D’Ávila, Leoncio Moura, Cleber Colombo, Maciel Silva, Victor Wagner, Aguinaldo Silva (gravação em áudio) e Marcelo Focoimage (voz do rádio)

Fabio Maksymczuk

domingo, 12 de agosto de 2018

Nova formação não compromete estreia do "Bake Off Brasil 4"



Olá, internautas

Neste sábado (11/08), o SBT estreou a quarta edição do “Bake Off Brasil – Mão na Massa”. O talent show estreou com uma nova formação. Nadja Haddad, Beca Milano e Olivier Anquier comandam agora a atração.

A troca não tirou o fôlego do programa. Na realidade, Carol Fiorentino surgiu como uma gambiarra na temporada passada após o escândalo político que tirou Ticiana Villas Boas da apresentação. Nadja ocupa, de fato, o lugar de apresentadora. Já Olivier ficou com a missão de alfinetar os competidores com frases de efeito.

Neste primeiro episódio, Fabrizio Fasano Junior não deixou saudade. Beca é remanescente da edição anterior. A confeiteira emenda o Fábrica de Casamentos com o Bake Off Brasil. Velha conhecida do telespectador. As mudanças não provocaram estranhamento e rejeição inicial no público. 

Na realidade, os participantes figuram como as grandes estrelas da competição. O elenco é recheado de figuras marcantes, como uma militar do Exército, um maestro, um rapaz tímido, uma blogueira (ou melhor, bologueira...) e até uma drag queen que, aliás, aparece exagerada no vídeo.

A boa edição do “Bake Off Brasil” permanece como o ponto alto. O andamento possui um bom ritmo que envolve o telespectador. A apresentação dos novos confeiteiros amadores, as primeiras provas técnica e criativa e as eliminações passaram de forma natural no vídeo. Sem sobressaltos.
“Bake Off Brasil – Mão na Massa” promete bons momentos.

Fabio Maksymczuk

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Debate opaco marca encontro de presidenciáveis na Band



Olá, internautas

Nesta quinta-feira (09/08), a Rede Bandeirantes promoveu o primeiro debate entre os presidenciáveis da campanha eleitoral de 2018. Álvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PSL), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Ciro Gomes (PDT) mostraram suas credenciais para ocupar a cadeira do Palácio do Planalto.  

Infelizmente, o debate não provocou discussões aprofundadas sobre os temas que causam preocupação na sociedade brasileira. O engessamento das regras compromete o melhor desenvolvimento do encontro entre os candidatos do primeiro turno. O excesso de candidatos também impede o melhor desenvolvimento na troca de ideias.  Todos defendem o meio ambiente, saúde e educação. Discurso vazio e opaco. Superficialidade.

Neste encontro da Band, Boulos surgiu como um clone de Lula. Gestual e forma de se expressar lembraram o estilo do ex-presidente. Já Ciro Gomes viveu um mau momento ao defender uma solução mágica para tirar os endividados do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito). Alvaro apostou suas fichas em Sergio Moro.

Jair Bolsonaro demonstrou que foi um bom aluno nas aulas de media training. Passou a imagem de um homem cordato. Geraldo Alckmin não empolgou com o seu estilo “anestesista”. O mesmo ocorreu com Henrique Meirelles que trouxe um discurso sem emoção. Marina Silva repetiu o seu desempenho nos debates presidenciais de 2010 e 2014.

Daciolo, o menos conhecido até então, chamou a atenção por sua postura agitada. “Em nome do senhor Jesus”, bradou em alguns momentos. No encerramento, até pegou a Bíblia e leu um trecho que seria do profeta Jeremias. Nele, até surgiu menção à Nação brasileira. Ficou estranho.

Aliás, a religiosidade marcou o discurso de muitos candidatos. “Deus” saiu da boca de vários, inclusive de Ciro Gomes.

O debate da Band marcou, apenas, o pontapé inicial da corrida presidencial.

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 7 de agosto de 2018

FABIOTV na Coletiva do Bake Off Brasil 2018


A famosa Tenda onde ocorre a gravação do Bake Off Brasil
Olá, internautas

Nesta terça-feira (07/08), fui ao SBT para acompanhar a coletiva de imprensa da quarta temporada do “Bake Off Brasil – Mão na Massa” versão amadores. O evento ocorreu na famosa Tenda que ganha destaque na edição.

Partimos em uma van, da recepção da emissora, ao local. Lotado. O encontro reuniu a nova equipe do talent show. Nadja Haddad, Beca Milano (única remanescente) e Olivier Anquier, além dos diretores do SBT e da Discovery, destacaram a nova fase do programa que estreia neste sábado (11/08).

Nos momentos iniciais, um vídeo foi veiculado com a mensagem “reality gastronômico de maior audiência da TV”. Parte do elenco surgiu neste momento com destaque para uma drag queen e uma militar.  “O programa mais doce da TV. Água na boca”, sintetizou Nadja. 30 mil inscritos passaram pelo processo de seleção que, no final, selecionou 20. Porém, apenas 16 ganharão o avental.

A apresentadora foi a mais requisitada durante a coletiva. Ela relembrou sua fase de repórter investigativa quando até foi baleada. Agora, tem a missão de adoçar a vida das pessoas. “Eu me sinto abençoada. Sou uma sbtista de coração. Sinto representando esta nação”, frisou. “Minha missão é ser a grande amiga dos participantes. Trazer as suas histórias de vida. Cada um tem sua realidade”, sintetizou.

Reparem na quantidade de luz no estúdio

Nadja ainda defendeu que trará um toque de humor na condução do Bake Off Brasil. A morena relembrou que venceu o especial de fim de ano que envolveu as celebridades do canal. “Fui bem-criada pelos meus pais. Minha mãe é deficiente física e nós tínhamos que fazer as coisas em casa”, explicou sobre os seus dotes culinários.  

Indaguei a apresentadora se ela ficaria exclusiva no comando do talent show. Ela explicou que deverá retornar ao “Programa do Ratinho” após o encerramento das gravações e também se encontra à disposição do “Programa Silvio Santos”. Em seguida, questionei o que ela acha do destino de Ticiana Villas Boas, apresentadora que marcou a atração. Nadja respondeu que conhece Tici e sua família, desde os tempos da Band, e espera que a vida da jornalista seja transformada. “É muito triste”, ponderou.

Durante a coletiva, Beca ressaltou que não existe a preocupação de encarnar uma personagem, seja boa ou má. A jurada frisou que nesta quarta temporada algumas provas ganharão duração maior e, desta forma, exigirão quitutes mais elaborados com técnicas diferentes.

Já Olivier ressaltou que não conhece pessoalmente Fabrizio e não assistiu às três temporadas anteriores do talent show. “Eu estou sendo eu mesmo”, refletiu. O francês aproveitou para elogiar a emissora de Silvio Santos. “A alma do SBT é bem diferente das demais. É uma emissora de família”, defendeu. Ele comentou sobre o desafio de assumir o posto de jurado. “Nunca fui dirigido em 22 anos de carreira. É muito enriquecedor”, resumiu.  

Tive a oportunidade de ficar na bancada dos participantes

A direção do programa e do canal já aguardam as comparações do telespectador com a equipe anterior composta por Carol Fiorentino e Fabrizio Fasano Jr. “Eles não são piores, nem melhores. Apenas diferentes”, refletiu o diretor do SBT, Fernando Pelégio. Ele ainda enfatizou que a grande final da competição já será gravada neste mês e não teme que o nome do vencedor seja vazado.

A vice-presidente de conteúdo da Discovery Networks Brasil, Mônica Pimentel, analisou o crescimento de formatos importados na TV brasileira, como ocorre com o “Bake Off Brasil”. A executiva vê o lado positivo da tendência, já que há um recorde de produções nacionais, inclusive na TV paga, proporcionado pela Lei de conteúdo local. “Cresce o número de produtores e também de roteiristas. Há muitas oportunidades no mercado”, analisou.

Agradeço o convite da assessoria de comunicação do SBT. Sempre é um prazer conhecer de perto os bastidores da nossa tevê.

Fabio Maksymczuk

domingo, 5 de agosto de 2018

"O Tempo Não Para" estreia com história instigante


Olá, internautas

Na última terça-feira (31/07), a TV Globo estreou “O Tempo Não Para”. A nova novela das sete, de Mario Teixeira com direção artística de Leonardo Nogueira, aposta em um enredo inusitado.

A trama acompanhará a história de uma família congelada, após um naufrágio em 1886, que desperta nos dias atuais. O clã liderado por Sabino Machado enfrenta os inevitáveis choques temporais. Desta vez, a Freguesia do Ó, bairro da zona norte da capital paulista, serve como pano de fundo.  

Nestes primeiros capítulos, Juliana Paiva, que interpreta Marocas, e Edson Celulari, que vive o patriarca Dom Sabino, aparecem como destaques positivos. Os dois são egressos de “A Força do Querer”. Naquela ocasião, em papéis secundários. Agora, garantiram ótimos personagens.

Após um “sono” de 132 anos, Sabino e Marocas se depararam com as inovações tecnológicas. O chuveiro com água quente, os automóveis e a luz elétrica já deixaram pai e filha maravilhados. Outro ponto que será trabalhado é o choque nos costumes e regras sociais. O lugar da mulher e do negro na sociedade provocará perplexidade. O enredo poderá frutificar por diversos ramos.

O autor preferiu trabalhar os personagens da família Machado nos tempos do Império em apenas um capítulo. Uma pena. A novela poderia inserir o telespectador naquele ambiente do século XIX por diversos capítulos. O choque seria muito maior na transição com os tempos atuais. Porém, a agilidade que deve aparecer nos primeiros capítulos não permitiu tal estratégia.

Mesmo assim, “O Tempo Não Para” estreou com boa perspectiva. Envolveu o telespectador com uma história instigante.  

Fabio Maksymczuk

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

SBT irrita telespectadores de "Amanhã É Para Sempre"



Olá, internautas

Nesta sexta-feira (03/08), “Amanhã É Para Sempre” chegou ao fim no SBT. O folhetim mexicano enquadra-se na categoria “novelão”. Desde o primeiro capítulo, Lucero foi a maior atração da novela.

A atriz, que possui uma legião de fãs aqui no Brasil, sobressaiu ao viver a vilã-mor Barbara Greco, ou melhor, Rebeca Sanchez. Barbara entrou para a galeria de maiores megeras das novelas mexicanas exibidas em nosso País.

O casal Eduardo Juarez (ou Franco Santoro), interpretado pelo galã Fernando Colunga, e Fernanda Elizalde, vivida por Silvia Navarro, conquistaram a torcida do telespectador. Nesta dublagem, Silvia ganhou a voz da Aurora de “Teresa”. Não seguiu a voz da babá Ana, de “Meu Coração É Teu”, o seu mais recente trabalho exibido no Brasil. Troca de dubladora sempre cria ruído.

Através das redes sociais, os telespectadores demonstraram irritação com o SBT. Diversas cenas emblemáticas, principalmente nesta reta final, foram cortadas. Os momentos de tensão são rifados sem dó e nem piedade. Tudo pela classificação indicativa. Porém, a trama vai ao ar praticamente na faixa das 20 horas.  

Exemplos podem ser citados. O assassinato de Adriano (Sergio Sendel) na cadeia, após uma emboscada de outros prisioneiros, foi cortado. O outro assassinato, desta vez de Artêmio Bravo, também foi rifado. Barbara atira e a sequência da cena vai para o campo. Só ouve o estupido. Isso ocorre em praticamente todas as recentes novelas mexicanas transmitidas nas tardes e início da noite no canal. O ápice da história não é levado ao ar. Trunca o ritmo. Complicado.

E para piorar, a emissora de Silvio Santos, ao invés de exibir uma novela mexicana inédita, preferiu apostar em mais uma nova reprise de “Carrossel”. O SBT já tentou exibir a trama infantojuvenil justamente nesta faixa horária e não colheu bons frutos nos índices de audiência. Cirilo, Maria Joaquina e companhia saíram do ar. Há uma campanha #ForaCarrossel, principalmente no Twitter.
“Amanhã É Para Sempre” deixou um bom resultado no vídeo. Ficou entre 8 a 9 pontos de média nesta reta final, mesmo com os extensos intervalos comerciais que truncaram o desenvolvimento da novela desde o início. 
  
Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Blog FABIOTV festeja 14 anos



Olá, internautas

Nesta quarta-feira (01/08), o blog FABIOTV comemora 14 anos na blogosfera. Nosso espaço agora vive em um novo domínio, mas mantém o mesmo espírito independente que sempre norteou as análises sobre a programação da TV brasileira.

Somos o blog mais antigo especializado no universo televisivo. E sempre tenho a preocupação de mantê-lo atualizado com artigos que abracem todas as emissoras, principalmente da TV aberta.  

Espero sempre contar com a visita e os comentários dos telenautas que me acompanham nesta jornada. Obrigado!

Agora, seguimos rumo a nossa “festa de debutante”.

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 31 de julho de 2018

Embate entre mocinho e vilões marca quinta temporada do MasterChef



Olá, internautas

Nesta terça-feira (31/07), a quinta temporada do "MasterChef" chegou ao fim. O talent show da Band aprofundou, nesta edição, o ar de "novelização". Durante o desenrolar da competição, havia duas turmas: a do bem, liderada por Hugo, e dos "vilões", composto pela outra finalista Maria Antonia, Eliane, major Thiago e Vinicius.

Os ingredientes clássicos dos realities entraram em cena. Até mesmo, um possível enlace amoroso entre Hugo e Katleen ganhou destaque na competição.

As provas, que coroariam o melhor cozinheiro amador do Brasil, muitas vezes, ficaram em segundo plano.  As intrigas e fofocas foram alimentadas pela própria direção do programa. Um competidor tinha que tomar atitudes que desagradariam o adversário. Ciclo alimentado propositalmente.

O “MasterChef” é um talent show e não um reality show. É uma disputa que premia e talento culinário. A gaúcha Maria Antonia, que jamais apareceu como brilhante na cozinha (mesmo com as vitórias dadas por Paola, Jacquin e Fogaça), sagrou-se a vitoriosa desta quinta edição. Um balde de água fria no telespectador que acompanhou o MasterChef como um reality. A grande final transformou-se em uma grande derrocada de expectativas. E isso é responsabilidade da direção.

No desfecho, Jacquin anunciou que será pai de dois meninos. O que isso interessa ao público? Isso tomou um grande espaço que deveria ter sido preenchido com as justificativas dos jurados para a vitória de Maria Antonia e a derrota de Hugo.

Ana Paula Padrão ressaltou que a sociedade não admira mulheres fortes. Discurso claramente sexista. Neste episódio final, a gaúcha falou, sem receio algum, que o marido daria um tapa na Rita que torcia fervorosamente para Hugo. Será que a apresentadora não compreendeu os motivos da expressiva rejeição sofrida pela vitoriosa?

Rita poderia perfeitamente compor a grande final, mas foi eliminada precocemente. A catarinense era a mais experiente do grupo. A mineira Katleen era outra participante que poderia ter passado para a final. Clarisse também foi cortada antecipadamente pelos jurados.  

MasterChef 5 termina como uma grande ressaca para o telespectador.

Fabio Maksymczuk

domingo, 29 de julho de 2018

"Deus Salve o Rei" escancara limitações de Bruna Marquezine


Olá, internautas

Nesta segunda-feira (30/07), “Deus Salve o Rei” chega ao fim. A novela das sete poderia ter sido uma tragédia nos índices de audiência da TV Globo. Porém, isso não aconteceu. Oscilou na casa dos 27 pontos.

A Record errou na estratégia de exibir a reprise de “Os Dez Mandamentos” na faixa das 18 horas. Caso tivesse sido exibida, desde o início, no confronto direto com “DSR”, a emissora da Barra Funda poderia ter obtido melhor performance no IBOPE.

Isso se deve à primeira parte da obra dirigida por Fabricio Mamberti que não despertou grande interesse. Angariou rejeição. Uma intervenção foi providenciada para alavancar a história originalmente concebida por Daniel Adjafre. O experiente Ricardo Linhares entrou em ação e conseguiu imprimir maior ritmo à produção. Ficou mais interessante acompanhar o desenrolar da trama ambientada em Montemor. O texto ganhou vida. 

“Deus Salve o Rei” evidenciou as limitações de Bruna Marquezine. A jovem atriz, que já não tinha convencido na novela “Em Família”, mostra falta de estofo para encarar personagens centrais com maior segurança.

Ao invés de gélida, interpretou de forma robótica. Texto decorado. Apenas. Catarina era uma vilã que poderia ter entrado para a história da teledramaturgia. Porém, a personagem ficou com impressão estranha no vídeo justamente pela postura de Bruna. Ela é figurinha carimbada em redes sociais, portais e revistas de celebridades pela sua vida pessoal. Porém, sua carreira artística não expande para novas áreas, como peças de teatro e cinema. Bruna fica mais ligada a uma imagem de "influencer" que faz novelas.  

Por outro lado, Romulo Estrela surge como ponto positivo de “DSR”. Cumpriu muito bem a sua missão ao interpretar o protagonista Afonso. Alexandre Borges também surge como destaque na pele de Rei Otavio. A entrada do ator alavancou a novela. Marina Ruy Barbosa, que viveu a mocinha Amália, aparece na tríade de boas lembranças na memória do telespectador.

"Deus Salve o Rei" termina aos trancos e barrancos. 

Fabio Maksymczuk

sexta-feira, 27 de julho de 2018

"Canta Comigo" perde força com miscelânea de jurados



Olá, internautas

“Canta Comigo” já estreou na Record TV. A nova atração de Gugu Liberato é mais um formato importado que surge na TV brasileira.

100 jurados ficam posicionados em um grande painel luminoso. Luz. Câmera. Ação. Artistas aparecem no palco e soltam a voz. O cenário moderno traz uma nova embalagem para o quadro “Show de Calouros”.

The Voice Brasil. Popstars. PopStar. Astros. Ídolos. X Factor Brasil. E agora Canta Comigo. Todas atrações correlatas que tentam trazer uma aparência mais atraente para o telespectador. Porém, o grande destaque continua sendo o velho calouro.

Gugu fica como elemento coadjuvante. Mal aparece no programa. O apresentador contabiliza quantos jurados ficaram de pé e, desse modo, aprovaram o candidato. A cabine que permanece com a luz vermelha sinaliza a reprovação.

Gugu tenta bater um breve papo com alguns jurados que aprovaram e reprovaram o calouro. A banca do júri, que sustenta outros talent shows, como MasterChef, Bake Off Brasil, o próprio The Voice Brasil e o extinto Ídolos no SBT, fica completamente apagada dentro da proposta do “Canta Comigo”.

Dentre os 100 jurados, grande maioria é desconhecida do telespectador. Outra é composta de egressos de outros realities da casa, como Conrado, Andrea Sorvetão, Créu, D’Black, Penélope Nova, Pepê, Neném e Thaíde. Outro grupo é composto por artistas que alcançaram sucesso em algum período da trajetória artística, como Carla Cristina, Deise Cipriano, Edu Ribeiro, Felipe Dylon e Gilliard.  

Sem a clara caracterização do veredito do jurado e a miscelânea de votos que ficam despersonalizados, o calouro precisa sustentar o talent show. Além da voz, a história de vida é fundamental para alavancar o candidato. Ele ou ela precisa envolver o telespectador com emoção. Nesta quarta-feira (25/07), por exemplo, isso ocorreu com a líder da competição. Uma faxineira que cantou em nível profissional.

“Canta Comigo” poderá ganhar força e algum diferencial, caso encontre alguma história de superação.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 25 de julho de 2018

"JESUS" estreia com desafio



Olá, internautas

Nesta terça-feira (24/07), a Record TV estreou “JESUS”, de Paula Richard com direção geral de Edgard Miranda. Soa estranho para o telespectador iniciar uma produção na terça ao invés da segunda-feira. A nova aposta da emissora da Barra Funda começou com 13 pontos de média.

Agora, “JESUS” poderá seguir dois caminhos bem distintos. “Apocalipse” iniciou também em um bom patamar e perdeu muita força no desenvolvimento da novela. Ou então seguirá a trilha de “Os Dez Mandamentos” que cresceu nos índices de audiência com a competente desenvoltura do enredo.

A nova produção começou com uma locução soturna. O mesmo artifício adotado em “Lia”, só que com viés feminino e nada tenebroso. Adão e Eva ganharam destaque nos primeiros minutos. Depois, o foco recaiu no amor entre Maria (Juliana Xavier) e José (Guilherme Dellorto). O poder do Império Romano em terras judaicas também ganhou espaço. “JESUS” iniciou em um tom pesado. Não trouxe encantamento e suavidade.

O elenco com figurinhas carimbadas recordianas já deu o ar de sua graça. Paulo Figueiredo (Anás) e Paulo Gorgulho (Herodes) emendam um trabalho ao outro. E o desgaste de imagem fica pior com as reprises que tomaram conta da grade de programação.

Agora, “A Terra Prometida”, trama pesada e travada, sucedeu a faixa anteriormente ocupada por “Os Dez Mandamentos”. A Record emendou a trama original de sucesso de Moisés e Ramsés com a versão “Nova Temporada”.

A maior expectativa de “JESUS” recai na escalação de Dudu Azevedo para interpretar o protagonista. Muitos aguardavam outro nome para encarnar “a trajetória de vida do homem mais importante da Humanidade”. E esse é o maior desafio da novela. Dúvidas rondam sobre a potencialidade de Dudu alavancar a trama.

Fabio Maksymczuk

segunda-feira, 23 de julho de 2018

SBT aposta em novela com Jaime Camil



Olá, internautas

Nesta segunda-feira (23/07), o SBT estreou “Que Pobres Tão Ricos”. A nova novela mexicana é liderada por Jaime Camil, amplamente conhecido pelo público da emissora. O ator já protagonizou produções com boa repercussão no Brasil, como “A Feia Mais Bela”, “As Tontas Não Vão ao Céu” e “Por Ela Sou Eva”.

Outros atores do elenco também são conhecidos pelo telespectador. Zuria Veja, que interpreta a mocinha Lupita, protagonizou “Mar de Amor” que colheu bons números de audiência. Já Mark Tacher, que ficou famoso por viver Gael em “Abismo de Paixão”, agora encarna o vilão Alex.

Neste primeiro capítulo, o enredo apresentou as duas famílias que se cruzarão durante todo o restante da novela. Camil vive o milionário Miguel Ângelo que se verá obrigado a conviver com a família humilde do patriarca Jesus Mendonça. O choque entre os hábitos dos grã-finos e dos pobres marca a produção.

É uma novela com espírito cômico, leve e descontraído. Aliás, tal nicho foi abandonado pela TV Globo na faixa das 19 horas que sempre exibiu tramas de comédia.

Camil é um dos atores mexicanos mais queridos pelo telespectador. O SBT acerta ao exibir “Que Pobres Tão Ricos”.

Fabio Maksymczuk  

sexta-feira, 20 de julho de 2018

"The Voice Brasil" diminui monopólio da teledramaturgia na Globo


Olá, internautas

Nesta semana, a TV Globo estreou a sétima edição do “The Voice Brasil”. O talent show comandado por Tiago Leifert agora ganha dupla exibição durante a semana. Vai ao ar às terças e quintas-feiras. Mesma estratégia adotada pela Record com “O Aprendiz” e o antigo “Power Couple Brasil”.

O primeiro programa da nova fase garantiu 22 pontos de média. Já nesta quinta (19/07), conquistou 26 pontos de média. Índices superiores aos seriados que ocupavam a faixa horária neste ano. “Mister Brau” e “Carcereiros” giravam ao redor dos 19 pontos.

A entrada do “The Voice Brasil” amplia a variedade na grade noturna, até então loteada por teledramaturgia. E isso é bom.

O talent show é, na realidade, o velho show de calouros embalado por uma linguagem moderna. A versão infantojuvenil funciona melhor que a adulta. Mesmo assim, tornou-se um espaço que valoriza os músicos brasileiros escondidos em barzinhos e afins.

Nesta estreia, Claudia Leitte roubou a cena ao entrar no palco como candidata a maior voz do Brasil. Boa sacada. Os jurados, ou melhor, os técnicos viraram as cadeiras. Ainda bem.

Nestas sete edições, o programa não revelou um grande nome que impactasse a indústria fonográfica, como ocorre na grande maioria dos correlatos, exceto o “Popstars”, no SBT, que revelou Rouge.  

“The Voice Brasil” deverá cumprir a sua missão. É uma opção de bom entretenimento ao telespectador.

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 17 de julho de 2018

Globo demonstra desorientação com novo "Vídeo Show"


Olá, internautas

Nesta segunda-feira (16/07), a TV Globo reestreou "Vídeo Show". O programa mais problemático da emissora continua a render dor de cabeça.

A escolha das ex-BBBs Vivian Amorim, Fernanda Keulla e Ana Clara, além da permanência de Sophia Abrahão mostram que os “socos” dados pela trupe do “Balanço Geral”, aqui em São Paulo, deixaram desnorteada a direção do canal que apostou em uma estratégia desorientada na nova fase do vespertino.

Nesta terça (18/07), por exemplo, ficou nítida a falta de experiência da nova trupe durante a entrevista com Roberto Bonfim. O bate-papo poderia ter rendido ótimos momentos, mas Vivian e Sophia, principalmente, não demonstraram grande vivência com a história da teledramaturgia do canal e, muito menos, da trajetória do ator. Ficou superficial. Ficaram nas “caras e bocas”.

“Vídeo Show” enfrenta um enorme desgaste. A direção demorou (e muito) para tirar Otaviano Costa do comando da atração. Apresentador que, pelo menos, dividia opiniões. Sophia apareceu até aqui sem grande destaque. E agora escalam duas comandantes que não possuem força suficiente para estancar a sangria do programa.

Há tempos, este espaço defende o óbvio. “Vídeo Show” deveria ser apresentado por Angélica que, atualmente, encontra-se sem função na TV Globo. O vespertino deveria seguir a linha do antigo Estrelas. Explorar as curiosidades do canal e do elenco platinado, sem a marca de publicidade institucional que corrói o vespertino.

Ana Clara é uma aposta que vale a pena. Ela é a responsável pela interação dos telenautas com o programa. Vivian Amorim e Fernanda Keulla poderiam ganhar mais identidade com o telespectador em reportagens (caso a direção perceba potencialidade na dupla). Possuir milhões de seguidores em redes sociais não deveria ser pré-requisito para tornar-se apresentadora ou conquistar uma vaga nas produções da casa.

O sinal vermelho já acendeu nos domínios no novo “Vídeo Show”.

Fabio Maksymczuk