Olá, internautas
Na última semana, a TV Gazeta promoveu uma série de mudanças
em sua grade de programação. Aos poucos, comentaremos neste espaço. A primeira
delas é o Jornal da Gazeta.
A nova fase do tradicional noticiário é liderada por Joana
Treptow. Laerte Vieira e Luciana Guimarães deixaram a bancada. A competente
dupla comandava um dos telejornais mais interessantes da TV aberta. Passava o
ar de independente e equilibrado diante da polarização política que marca a
sociedade brasileira e respinga no telejornalismo.
Falhas técnicas marcaram a primeira semana. O desencontro
entre apresentadora e repórteres surgiu. Chama um. Aparecia outro. Além disso,
faltou um bom sincronismo entre Joana e as câmeras no estúdio.
Por falar em estúdio, a entrada do cenário virtual borrou a
imagem do novo Jornal da Gazeta. Escuro demais na tela. Demasiadamente marrom.
Inadequado para o noticiário. O estúdio virtual transmitiu artificialidade no
vídeo. A nova linguagem estética da emissora como um todo já aparece como um
problema. Comentaremos mais adiante.
Para tornar um telejornal “mais dinâmico”, ocorreu um
encurtamento das reportagens, além do emprego de uma maior velocidade nas
matérias e na própria dicção dos repórteres. O ritmo acelerado passa o ar de
superficialidade. Jornalismo precisa de consistência. E esse era um dos grandes
diferenciais do Jornal da Gazeta em relação aos concorrentes.
O principal telejornal da emissora da Fundação Cásper Líbero
precisará de ajustes.
Fabio Maksymczuk






















