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domingo, 21 de outubro de 2018

A imprensa de celebridades é preguiçosa, dispara Leo Dias em boa entrevista ao "Conexão Repórter"



Olá, internautas

Na última semana, “Conexão Repórter” chamou a atenção do telespectador com uma boa entrevista. Leo Dias confidenciou a Roberto Cabrini sobre as agruras com a dependência química, especialmente cocaína. O jornalista passa pelo processo de desintoxicação com um tratamento revolucionário. Leo explicou como funciona a ibogaína, substância extraída da raiz da iboga, uma planta africana.

Durante o bate-papo, o colunista passou sua visão sobre o jornalismo de celebridades. “A imprensa de celebridades é preguiçosa”, disparou. O entrevistado ressaltou que, nesta editoria, ocorre com frequência o Ctrl+C + Ctrl+V. Uma notícia publicada aqui é replicada em dezenas de portais. Ainda de acordo com Leo, no Brasil, a imprensa é boazinha com os artistas.

O colunista entrou neste segmento com o objetivo de destacar-se no meio. Por isso mesmo, ele sai do “jornalismo” contemplativo que marca a editoria e escancara a verdade das celebridades.

Mesmo sendo um jornalista que escreve sobre a programação da TV brasileira e não dos famosos, compartilho da mesma visão. Na realidade, muitos profissionais do segmento atuam como “marqueteiros” ao propagar uma imagem irreal das celebridades.

Leo Dias, de fato, sobressai. Conquistou simpatia dos telespectadores do “Fofocalizando” com sua verve sincera. Por isso mesmo, o público, que sente carinho pelo jornalista, fica apreensivo com seus desafios pessoais.

“Conexão Repórter” exibiu uma edição que não apelou para o sensacionalismo. Muito bom. Força, Leo Dias!

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

"Os Melhores Anos das Nossas Vidas" surge deslocado na programação da TV Globo



Olá, internautas

Na última semana, a TV Globo estreou “Os Melhores Anos das Nossas Vidas”. A nova atração comandada por Lázaro Ramos vai ao ar às quintas-feiras, na faixa das 23h30. O programa aguça as lembranças afetivas dos telespectadores ao relembrar os anos 60, 70, 80, 90 e 2000.

Neste primeiro programa, ocorreu um duelo entre os oitocentistas e os novecentistas. Lúcio Mauro Filho defendeu a década de 80. Já Ingrid Guimarães enalteceu os anos 90. Uma plateia com jovens de 18 a 20 anos elege qual década que eles gostariam de ter vivido. Os anos 90 venceram a primeira disputa.

Músicas, desenhos animados (anos 80 são insuperáveis neste quesito) e moda rechearam o game show. As telenovelas poderiam ter entrado no jogo.

O cenário de “Os Melhores Anos das Nossas Vidas” é lindo esteticamente. Lázaro surge mais como uma reafirmação do negro na TV Globo. Ele construiu sua carreira como ator e não apresentador. Mesmo assim, comanda com habilidade o game show.

O maior equívoco na nova aposta da TV Globo é o seu horário de exibição. O programa não combina com a faixa perto da madrugada. “Os Melhores Anos das Nossas Vidas” poderia perfeitamente ser exibido nas tardes dos sábados ou domingos. “Carcereiros” poderia ter uma duração maior. Dessa forma, o “Jornal da Globo” entraria após a série. A criação desta segunda faixa da linha de shows deveria ser reavaliada.

“Os Melhores Anos das Nossas Vidas” é um bom programa em horário errado.

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Antonio Calloni se destaca em estreia de "Assédio"



Olá, internautas

Nesta segunda-feira (15/10), “Assédio” estreou na programação da TV Globo. Como já comentamos neste espaço, o Grupo Globo aposta em novas estratégias para a veiculação de suas séries. A produção de Maria Camargo com direção artística de Amora Mautner é “originalmente” do GloboPlay.  

A TV Globo sempre se sobressaiu com minisséries, especialmente históricas, que sempre eram exibidas no início do ano. A emissora tenta, a todo custo, entrar no filão das séries. De uns anos para cá, o canal encontrou um caminho interessante.

Trazer elementos da realidade social para a ficção. Foi assim em ”Justiça”, “Sob Pressão”, “Carcereiros” e agora em “Assédio”. A trama explora o médico renomado Roger Sadala, nitidamente inspirado em Roger Abdelmassih, que ostentava uma boa imagem na mídia. Antonio Calloni encara a missão de protagonizar a série.

Logo neste primeiro episódio, o ator sobressaiu. Ele traz para si toda a dramaticidade das histórias de violência contra a mulher. A cena de estupro sofrido pela personagem Stela Nascimento, vivida por Adriana Esteves, humanizou as estatísticas de mulheres violentadas retratadas pela imprensa. O telespectador ficou mexido com a estreia. O objetivo, portanto, foi alcançado.

O primeiro episódio de “Assédio” gerou curiosidade para acompanhar o desenrolar da história.

Fabio Maksymczuk

domingo, 14 de outubro de 2018

"Tricotando" estreia em horário nevrálgico na RedeTV!


Olá, internautas

Na última segunda-feira (08/10), a RedeTV! estreou “Tricotando”. A nova atração de Ligia Mendes e Franklin David vai ao ar na faixa das 18h30 às 19h25. O bloco é um dos mais nevrálgicos da programação da emissora. Por ali, já passaram diversas atrações que mal saíram do traço nos índices de audiência.  

A locação da faixa para a Igreja Universal do Reino de Deus que antecede a nova aposta é um dos responsáveis pelo fenômeno. O canal aproveita muito mal o efeito cascata que poderia impulsionar toda a grade após o término do “A Tarde É Sua”.

“Tricotando” replica basicamente todo o noticiário das celebridades que já ganha espaço com Sonia Abrão e também no “TV Fama”. O telespectador é sedento por outras informações, além das fofocas.

Por isso mesmo, a entrada de Marcia Fernandes é um respiro dentro do “Tricotando”. A sensitiva passa dicas de espiritualidade. Nesta semana de estreia, Ligia e Franklin ainda não passaram um clima de entrosamento.

“Tricotando” representa uma sinuca de bico para a RedeTV!. Sem saída.

Fabio Maksymczuk

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Ana Paula Renault sai chamuscada de "A Fazenda 10"



Olá, internautas

Ana Paula Renault, o nome mais badalado do elenco de “A Fazenda 10”, saiu do reality da Record nesta quinta-feira (11/10). Na votação popular, a mineira obteve apenas 35,8% dos votos. A sina de ser a franca favorita surrupiou a ex-BBB do jogo. No ano passado, Nicole Bahls também entrou com a mesma expectativa e logo foi rejeitada pelo público.

Ana Paula errou em sua estratégia. Ela acreditou, piamente, que o BBB e A Fazenda são realities idênticos. Não são. Os mesmos estratagemas surgiram na atração da Record. Enquanto no programa, até então de Pedro Bial, Ana Paula encontrou o doce e bem-educado Renan Oliveira, em “A Fazenda 10” ela provou do seu próprio veneno com Nadja Pessoa que entrou focada para aniquilá-la.

A esposa de Vinicius D’Black escancarou a imagem de manipuladora e de soberba da concorrente. Os outros peões apareciam como discípulos de Renault. Nadja colocou-se contra tal sistema. Além disso, ela também expôs o jogo sutil de Ana Paula que induzia, indiretamente, a votação que a beneficiava.

O público também enxergou tal estratégia e tirou a loira da atração. Inicialmente, como já tinha comentado neste espaço, pensei que Ana Paula adotaria, nesta primeira parte, uma postura mais defensiva, como fez Marcos Harter. Ledo engano. Ela já entrou com a sola erguida, ou melhor, de “salto alto” erguido. Considerava ser a dona do programa.

Até mesmo, momentos após a sua eliminação, Renault enfatizou com o apresentador Marcos Mion que a audiência despencaria sem a sua presença. Tolinha...

No ano passado, durante o programa “Mulheres”, ela analisou o elenco de “A fazenda 9 – Nova Chance” e “aconselhou” o Dr. Marcos Harter a não entrar no reality, já que ele queimaria sua imagem. Na realidade, foi ela própria que saiu chamuscada. Saiu bem menor do que entrou.

Fabio Maksymczuk  

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Bolsonaro compensa segundos com cobertura jornalística



Olá, internautas

Neste domingo (07/10), o primeiro tuno das Eleições 2018 chegou ao fim. Jair Bolsonaro (PSL) com 46,0% dos votos válidos e Fernando Haddad com 29,28% da apuração seguem para o segundo turno. A campanha eleitoral reinicia nesta sexta-feira (12/10) na TV e no rádio.

O jornalismo ganhou mais impacto para a formação do voto do eleitor. Os telejornais sempre alardeavam as famigeradas pesquisas eleitorais como verdades absolutas. Candidato oscilou. Cresceu. Perdeu. Oscilou negativamente. Chega o momento da eleição e surgem as pesquisas de Boca de Urna que apresentam resultados completamente diferentes.

Se o eleitor decide o seu voto na véspera, por que os noticiários loteiam o conteúdo jornalístico durante todo o mês com os índices do IBOPE e Datafolha? Uma reforma política deveria coibir a divulgação de tais pesquisas.

Nesta disputa eleitoral, Bolsonaro tinha cerca de 10 segundos no bloco da propaganda política. Muitos especialistas ponderaram que o deputado reverberava suas ideias através das mídias sociais.  E compensou a falta de horário na TV e no rádio.

Tal formulação pode estar correta, porém, nesta eleição, Bolsonaro compensou a falta de tempo na mídia eletrônica com a cobertura jornalística. O ataque sofrido em Juiz de Fora (MG) invadiu o noticiário. A facada de Adélio Bispo de Oliveira impulsionou a candidatura do líder do PSL.
Por isso mesmo, a TV (e também o rádio) ainda permanece com poder que influencia a decisão do eleitor. Em São Paulo, por exemplo, o atual governador Marcio França (PSB) que tinha um considerável espaço na propaganda política, tornou-se conhecido e seguiu para o segundo turno contra João Doria (PSDB).

No domingo (07/10), William Bonner e Renata Lo Prete comandaram a cobertura da apuração na TV Globo. Formaram uma boa dupla, apesar de alguns equívocos da jornalista durante a transmissão. Em um determinado momento, Bolsonaro apareceu com 49% dos votos válidos. A apresentadora, neste momento, falou que não havia entrado os votos de São Paulo e Minas Gerais. No painel, constava realmente 0% na apuração destes Estados. Como Bolsonaro já estava perto dos 50% e com a teórica ainda entrada de SP e Minas, ele ultrapassaria facilmente a barreira dos 50%, o que definiria a situação ainda no primeiro turno. Porém, os votos das duas regiões já tinham sido contabilizados.  

A disputa continua.

Fabio Maksymczuk

Ps: Eu estive envolvido com alguns compromissos nestes últimos dias. O blog e o site voltarão ao seu ritmo normal.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Bolsonaro abre novo capítulo da guerra midiática



Olá, internautas

Nesta quinta-feira (04/10), a TV Globo promoveu o seu tradicional debate entre os candidatos à Presidência do Brasil. Neste ano, porém, um fato ofuscou o encontro.

O líder das pesquisas eleitorais, Jair Bolsonaro, resolveu conceder uma entrevista exclusiva para a Record TV. O “Jornal da Record” exibiu o bate-papo com o candidato do PSL concomitantemente com o evento liderado por William Bonner.

O deputado enfatizou que não poderia comparecer ao debate da Globo por restrições médicas. Porém, surpreendeu ao aparecer na concorrente. Abriu-se um novo capítulo da guerra midiática.

Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus que controla a Record TV, declarou recentemente seu voto em Bolsonaro. Por isso mesmo, a aparição do candidato em domínios da Barra Funda não surpreende. Além disso, o entrevero com Bonner e Renata Vasconcellos na sabatina do “Jornal Nacional” ainda ecoa. Lá, o “capitão” enfatizou os recursos milionários despejados no canal oriundos da propaganda oficial do Governo Federal.

A candidata da Rede, Marina Silva, disse que Bolsonaro “amarelou”. Ciro Gomes também lamentou a ausência do rival em território platinado. Porém, a não convocação do Cabo Daciolo tirou a  "pimenta". O deputado do Patriota sempre agita o telespectador com sua atuação “marcante”. Foi assim na Record e Band. O clima morno imperou no debate da Globo.

O próximo domingo (07/10) abrirá um novo capítulo para a História do Brasil. E possivelmente para a mídia.

Fabio Maksymczuk

domingo, 30 de setembro de 2018

Dobradinha engrena nas tardes do SBT




Olá, internautas

O famoso “efeito cascata” é obsessão para os executivos da TV brasileira. Um programa entregar bons índices para o outro que vem a seguir ajuda a impulsionar toda a grade. E o SBT soube construir uma boa “dobradinha” em suas tardes.

Na faixa das 15 horas, vai ao ar “Fofocalizando”. O programa com Leão Lobo, Décio Piccinini, Lívia Andrade, Leo Dias, Mamma Bruschetta e Gabriel Cartolano conquista com frequência a vice-liderança isolada para o SBT com 7 pontos de média. Atualmente, Leo Dias consegue furar a colega Fabiola Reipert.

Nesta semana, por exemplo, o jornalista exibiu, em primeira mão, os polêmicos vídeos que envolveram André Gonçalves e Erick Jacquin. No quadro “A Hora da Venenosa”, Fabiola sequer comentou a confusão que envolveu o ator da Record. E no caso do chef da Band, ela repercutiu com um dia de atraso.

Christina Rocha herda os bons índices do Fofocalizando para o “Casos de Família”. A apresentadora, que tem um público muito semelhante da atração anterior, garante também a vice-liderança isolada para o SBT. Ela enfrenta atualmente “Essas Mulheres”, novela da Record TV que conquistou simpatia da crítica especializada em sua primeira exibição, mas colheu baixos índices de audiência em 2005. E o mesmo fenômeno se repete em sua reprise.

“Fofocalizando” e “Casos de Família” engrenaram as tardes do SBT.

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

"Dancing Brasil 4" estreia com Junno apagado



Olá, internautas

Nesta quarta-feira (26/09), a Record TV estreou a quarta temporada de “Dancing Brasil”. A emissora emenda uma temporada à outra sem descanso. Neste caso, em especial, é desnecessária a exibição do talent show no segundo semestre.

Quarta-feira sempre foi um dia forte para “A Fazenda 10”. Resultado: o canal despencou nos índices de audiência. O reality rural, na semana passada, garantiu 11 pontos de média em seu antigo horário integral. Já Xuxa amargou 6 pontos.

Além disso, Dança dos Famosos vai ao ar agora no “Domingão do Faustão”. As comparações entre as duas atrações ficam ainda mais contundentes (mesmo que o Dancing Brasil tenha um resultado melhor no vídeo).

A maior novidade desta quarta temporada recai em Junno. Neste primeiro programa, o cantor e ator ficou apagado em suas intervenções. Não demonstrou “molejo” e passou ar de nervosismo com a situação. Fraco desempenho. Isso é chocante para quem acompanhou o artista no início dos anos 90. O “namorado de Xuxa” alcançou enorme sucesso. Era uma espécie de Lucas Lucco da época.

A substituição de Leandro Lima, o Lelê, não causou surpresa. Ele chamava mais atenção que a própria apresentadora. Engraçado, carismático e com perfil popular, sobressaia nos bate-papos com os participantes. Fugiu do roteiro amarrado que “coroa” Xuxa e pagou o preço. Muitos questionavam o engessamento de Sergio Marone nas primeiras duas temporadas. O moreno apenas seguia orientações da direção. Isso era visível.

Ao contrário de “A Fazenda 10”, “Dancing Brasil 4” é composto por um elenco interessante. Franciele Grossi, que foi “afastada” do Power Couple Brasil pelo comportamento inadequado de seu marido, ganhou essa nova chance. A ex-globeleza Valeria Valenssa reaparece no vídeo, como o ex-paquito Marcello Faustini.

Também será interessante acompanhar o desenvolvimento do ex-jogador Amaral no palco de dança. A mesma expectativa com a cantora Lu Andrade, do Rouge. Nesta estreia, o ator e apresentador Beto Marden se destacou com um bom desempenho. Aparece à frente dos colegas. As estrelas da Record, Camila Rodrigues, Pérola Faria e Bernardo Velasco, também chamam a atenção do telespectador da emissora. E há ainda o ex-CQC, Oscar Filho. Todos bons nomes.

Agora é acompanhar a prematura quarta edição do “Dancing Brasil” que poderia ter ganhado espaço no ano que vem.

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 25 de setembro de 2018

"Espelho da Vida" estreia centrada em história principal



Olá, internautas

Nesta terça-feira (24/09), a TV Globo estreou “Espelho da Vida”. A nova novela das seis apostará na espiritualidade, marca registrada da autora Elizabeth Jhin na faixa horária. A autora é responsável por “Além do Tempo”, uma das melhores telenovelas da década da TV Globo. A expectativa é boa.

Neste primeiro capítulo, a história ficou centrada nos personagens principais. A novela anterior, “Orgulho e Paixão”, estreou com uma miscelânea de histórias paralelas.

Em “Espelho da Vida”, Vitória Strada reaparece em um curtíssimo intervalo de tempo na pele de Cris Valencia, após o trabalho marcante em “Tempo de Amar”. Originalmente, a personagem estava reservada para Isis Valverde. Diante da gravidez da atriz, Vitória assumiu a missão. O telespectador ainda mantém viva a imagem de Maria Vitória.

A TV Globo aposta em João Vicente de Castro para interpretar Alain Dutra. A emissora busca novos atores para os protagonistas. Foi assim com Nicolas Prattes em “O Tempo Não Para” e Bruno Cabrerizo em “Tempo de Amar”. João Vicente não foi um dos destaques de “Rock Story”. Sua imagem atrela-se ainda ao humor.

“Espelho da Vida” apostará em uma fórmula que já mostrou vigor em outras oportunidades. O primeiro capítulo apresentou um bom cartão de visita.

Fabio Maksymczuk

sábado, 22 de setembro de 2018

Heródoto Barbeiro imprime identidade ao "Jornal da Record News"


Olá, internautas

Os telejornais da TV brasileira, em sua maioria, adotam um formato muito semelhante ao praticado pelo “Jornal Nacional”. Apresentadores na bancada leem as notícias. É verdade que o noticiário de William Bonner e Renata Vasconcellos rompeu com algumas diretrizes ao tentar desengessá-lo. Porém, é um modelo padrão que se vê no “SBT Brasil”, “SBT Notícias”, Jornal da Record”, “Jornal da Band”, entre outros.

Fora desse contexto, aparece o “Jornal da Record News”, que vai ao ar na faixa das 21 horas, com Heródoto Barbeiro. O telejornal foge da estrutura padronizada. O apresentador imprime sua identidade no comando do noticiário.

A bancada foi abolida do cenário. O jornalista fica em pé. Passa cutucadas sem emitir uma opinião clara, como faz Boris Casoy. Heródoto chama o ministro do STF, Gilmar Mendes, de El Libertador.
Nas últimas semanas, entrevistou os candidatos a vice-presidente nas chapas presidenciais. Enfrentou uma saia justa com Katia Abreu (PDT) que foi rude após a pergunta que relacionava preservação do meio ambiente e agronegócio. A experiência de Heródoto permitiu que ele saísse da “sinuca de bico”.

Além das notícias factuais, o apresentador também sempre entrevista especialistas sobre um determinado assunto, seja no estúdio ou em transmissão via internet. Isso permite uma maior flexibilidade ao telejornal. Traz singularidade.

“Jornal da Record News” é uma boa opção entre os telejornais.  

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Desconhecidos derrubam expectativa em estreia de "A Fazenda 10"



Olá, internautas

Nesta terça-feira (18/09), a Record TV estreou a décima edição de “A Fazenda”. O tradicional reality agora tem o comando de Marcos Mion. O apresentador anunciou, logo nos primeiros minutos, a aguardada escalação do elenco.

Um balde de água fria caiu no telespectador. Peões e pessoas desconhecidos surgiram em profusão. A grande graça de “A Fazenda” é justamente acompanhar o outro lado do artista, como ocorria na histórica “Casa dos Artistas”.  

Escalação duvidosa: a décima edição apresenta Caique Aguiar que tem como grande mérito ser filho de Carlinhos Aguiar. João Zoli tem também como grande mérito ser filho do cantor Claudio Zoli. Desconhecido do grande público. E o que falar da tal Luane Dias. Ela é chamada de ex-Esquenta!!!. Felipe Sertanejo é outro “famoso quem?” desta trupe. Em todas as temporadas, há personagens desconhecidos. Porém, desta vez, o número se ampliou.

Gabi Prado é egressa do reality “De Férias com Ex”, da MTV. Canal fechado com público segmentado. Desconhecida também para a grande maioria dos telespectadores da Record TV. Porém, neste caso, sua convocação tem um motivo aparente. Dona de uma personalidade forte, deverá provocar barracos, além de contar com mais de 1 milhão de seguidores que deverão fazer barulho.

Ex-realities: Ao contrário do ano passado quando todos os participantes eram egressos de realities, nesta temporada ocorreu uma mistura. Novatos e “velhos de guerra”. Ana Paula Renault, do “BBB16”, dá pistas que adotará uma estratégia semelhante do Marcos Harter. Tentará suavizar sua imagem neste primeiro tempo para depois ver o que acontece na outra metade do jogo.

Os outros peões não poderão atacá-la neste primeiro momento. A lição aprendida com Munik Nunes no Power Couple Brasil deste ano deve servir como referência. Diante dos convocados, a mineira é a favorita neste primeiro momento. O jogo precisa ser jogado com inteligência.

Aloisio Chulapa e Nadja Pessoa ganham uma nova oportunidade. Emendaram um reality ao outro. Marcos Harter fez escola. O ex-jogador do São Paulo foi muito mal aproveitado na competição dos casais. Foi o primeiro eliminado ao lado de sua esposa. Vale a pena a escolha. Já Nadja deverá ficar encurralada com a postura agressiva de Gabi Prado. No Power Couple, reinou absoluta em seu comportamento “bélico”. Acredito que não renderá mais nada na Fazenda. Rafael Ilha (também ex-Power Couple), após três anos (ele já tinha sido sondado para entrar na Fazenda 8), finalmente conseguiu adentrar o reality. Só falta ser um dos primeiros eliminados  ou pedir para sair...

Núcleo intermediário: A ex-paquita Catia Paganote é outra ex-anos 80 do elenco. Desconhecida do público mais jovem.  A “mendigata” Fernanda Lacerda integra a cota de ex-panicat que sempre marca a atração. Leo Stronda deverá ser uma espécie de Yuri desta edição. Perlla é outra integrante deste bloco intermediário. Nomes aprazíveis, mas que poderiam ter sido trocados sem grande comprometimento.

Bons nomes: O humorista Evandro Santo, que surgiu platinado (inspirado no Belo?), é um bom nome. Igual a Vida Vlat. E, finalmente, o “mágico” Sandro Pedroso é outra boa aposta da direção. Poderá mostrar o seu outro lado.

“A Fazenda 9 – Nova Chance“, que também estreou com um pé atrás, surpreendeu graças à boa engrenagem das “peças” no jogo. A esperança para o telespectador é que o mesmo ocorra neste ano. Com nomes menos badalados, a aposta da direção é que estes peões e peoas se joguem sem receios na disputa. O problema é que estes ilustres desconhecidos deverão acrescentar em nada. Eu, por acaso, conheço alguns deles pelos Stories do Instagram e não vi grandes atrativos para acompanhá-los por lá. Esse é o temor.

Marcos Mion: a presença cênica de Mion provocou um ruído no vídeo. Ele segurou o microfone como um rapper. Só faltou bradar: os manos, pô, as mina, pá. Complicado.

Fabio Maksymczuk

domingo, 16 de setembro de 2018

Estreia de "PopStar 2" provoca reflexão sobre jornalista



Olá, internautas

Neste domingo (16/09), a TV Globo estreou a segunda temporada de “PopStar”. O filão de talent show musical ganha mais uma produção na grade de programação da TV brasileira.

Para quem acompanha “The Voice Brasil” ou “Canta Comigo” com cantores profissionais, é chocante ouvir as “celebridades” na pele de músicos. Chega a ser até constrangedor. E o pior. O júri composto por outras celebridades não demonstra coragem em dar notas mais reais e condizentes com as apresentações.

Nesta temporada, participam Carol Trentini, Eri Johnson, Fafy Siqueira, Fernando Caruso, Jeniffer Nascimento, João Côrtes, Jonathan Azevedo, Klara Castanho, Lua Blanco, Malu Rodrigues, Mouhamed Harfouch, Renata Capucci, Samantha e Sergio Guizé.

A jornalista Renata Capucci é a mais deslocada da turma. Com a imagem de apresentadora de telejornais há décadas, ela surge no palco soltando a voz. Renata corrói a fronteira entre informação e entretenimento. É um caminho perigoso.

O jornalista Fernando Rocha, do “Bem Estar”, percorreu a mesma trajetória e teve sua imagem alterada com sua participação no Domingão do Faustão. A também jornalista Mariana Ferrão escancarou suas angústias pessoais com a participação no Dança dos Famosos. Jornalista não deveria ser tratado como celebridade.   

A maior novidade do “PopStar 2” aparece na apresentação. Tais Araújo assume o comando da competição. Na estrutura do talent show, a apresentadora apenas conduz o desenvolvimento do espetáculo. Mesmo assim, ela tentou imprimir sua personalidade neste primeiro programa. A nova comandante não pode passar do tom e passar um ar “afetado” no vídeo.

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

"Canta Comigo" chega ao fim com deficiência no formato



Olá, internautas

Nesta quarta-feira (12/09), a primeira temporada do “Canta Comigo” chegou ao fim na Record TV. O programa girou ao redor dos 7 pontos de média e não conquistou a almejada vice-liderança. Debora Pinheiro consagrou-se a grande vencedora da disputa com 48,80% da votação. Ela mereceu a vitória. Foi a melhor da noite.

Por outro lado, os 100 jurados sobrevalorizaram os outros dois finalistas Naheda Beydoun e Gabriel Camilo. Joab e Prih Queiroz deveriam ter ficado com as outras duas vagas.  
“Canta Comigo” apresentou um cenário deslumbrante. Moderno. Luzes por todos os lados. Uma embalagem moderna para rejuvenescer o velho quadro de calouros. Porém, o formato do talent show apresenta uma grave deficiência.

Os participantes que conquistam o apoio dos 100 jurados seguem direto para a grande final. Ou seja, eles cantam apenas duas músicas para a formação do triunvirato decisivo que recebe os votos dos telespectadores. Os outros participantes, que enfrentam os duelos, cantam mais e ganham mais espaço. Resultado: conquistam uma maior ligação com o público. Naheda, por exemplo, cantou no primeiro programa e somente ressurgiu ontem.

Além disso, a miscelânea de 100 jurados não provoca uma diretriz clara nos critérios de julgamento. Mesmo assim, indícios importantes deram pistas aos candidatos. Música dance dos anos 70 ganhavam simpatia de, pelo menos, 80 jurados com alguma frequência. Cantar em inglês também conquistava mais retorno positivo.

Raros participantes cantaram somente em português. Joab é uma exceção. Deveria ter sido mais valorizado. Outro fato chamou a atenção. Jamily, estrela do “Programa Raul Gil” nos anos 2000, participou da competição. Ela já tem uma legião de fãs e uma carreira reconhecidaDesse modo, caso tivesse sido uma das três finalistas, teria mais vantagem em relação aos concorrentes. E ficou estranha a ausência da cantora no momento ao vivo da grande final.

Mesmo com as ponderações, “Canta Comigo” foi um programa agradável. Atração com bom ritmo. Gugu passou a sua grife e experiência para o talent show.

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Baixos prêmios marcam encerramento de "O Céu É o Limite"



Olá, internautas

Neste sábado (08/09), a primeira temporada de “O Céu É o Limite” chegou ao fim na RedeTV!. O programa ganhou uma duração maior que a prevista. De acordo com o planejamento inicial, a atração ficaria apenas um semestre no ar e, no outro, “Mega Senha” voltaria. Isso não aconteceu.

O programa ficou um ano e meio no ar de forma ininterrupta. Neste período, as baixas premiações deram o ar de sua graça. Até mesmo no último episódio, a vencedora conquistou apenas dois mil e quinhentos reais. No “Mega Senha”, os prêmios totais giravam ao redor dos 50 mil reais semanais.

“O Céu É o Limite” tinha um roteiro fixo. Quadros que estimulavam a disputa entre os concorrentes. Porém, as celebridades convidadas decidiam, de fato, quem passava de fase. O participante ficava de mãos atadas diante das respostas esdrúxulas de alguns famosos.  

Por outro lado, Marcelo de Carvalho ficou mais livre para conduzir o game show. Ele imprimiu sua personalidade no comando da atração sem atrapalhar o desenrolar do jogo. No “Mega Senha”, em algumas oportunidades, o apresentador prejudicava a dinâmica.  

Agora, “Mega Senha” retoma o seu espaço a partir do próximo sábado (15/09). O telespectador agradece.

Fabio Maksymczuk