Olá, internautas
“A Nobreza do Amor” é a nova aposta da TV Globo. A nova
novela das seis, criada e escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes
Júnior, com direção artística de Gustavo Fernandez e direção geral de Pedro
Peregrino, apresentou um caminho interessante nos primeiros capítulos.
A emissora platinada aprofunda, ainda mais, a questão da
diversidade em suas produções. Durante décadas, a teledramaturgia reservava espaço
aos atores negros em novelas de época para retratar a escravidão. Em “A Nobreza
do Amor”, há um avanço nítido. O elenco afrodescendente retrata reis e rainhas
da África. É uma tentativa de ampliar o imaginário popular sobre a questão
étnica. Sem o ar de discurso de militância. O autor Tiago Santiago já pincelava sobre isso há mais de 20 anos com o
lançamento de A Escrava Isaura na Record.
Diferente do que aconteceu no remake de Elas por Elas,
ocorreu um acerto na escalação de Lázaro Ramos para interpretar o vilão Jendal.
O ator já aparece imbuído no personagem. Ronald Sotto brilha nos primeiros
capítulos ao interpretar o mocinho Tonho. Grata surpresa até aqui.
Por outro lado, a repetição de Duda Santos para protagonizar
mais uma novela das seis, em curto espaço de tempo, é questionável. A atriz mal
desencarnou de Garota do Momento, após uma sucessão de trabalhos consecutivos. O
mesmo acontece com Danton Mello que retorna prematuramente ao vídeo.
Nesses primeiros capítulos, o núcleo Batanga sobressaiu no
roteiro. Já a história que desenrola em Barro Preto, interior do Rio Grande do
Norte, traz as velhas questões que envolvem as produções da TV Globo. Atores do
Rio de Janeiro tentam incorporar o sotaque nordestino que soa falso nos ouvidos
dos telespectadores locais. Apesar desse registro, Nicolas Prattes, que
incorpora o mulherengo Mirinho, está bem à vontade, após sua passagem em Mania
de Você.
Agora, é acompanhar a receptividade do público com a história
de uma princesa africana que foge do estereótipo das novelas das seis.
Fabio Maksymczuk



















