Olá, internautas
Nesta semana, a TV Globo estreou Quem Ama Cuida. Criada e
escrita por Walcyr Carrasco e Claudia Souto, com direção artística de Amora
Mautner, a nova produção das nove inicia com “pegada de novela”.
A trama já apresentou os principais personagens bem delineados.
Adriana (Letícia Colin) e Pedro (Chay Suede) são os mocinhos da história. O
público já foi envolvido com a dupla do bem.
Por outro lado, Pilar, interpretada por Isabel Teixeira, é a
megera da vez. Enorme desafio para a atriz. Até aqui, a irmã de Arthur Brandão
traz vestígios de Violeta, de Volta por Cima, trabalho recente de Isabel na
teledramaturgia da TV Globo.
Nos primeiros capítulos, o texto de “Quem Ama Coisa” aparece
mais bem trabalhado em relação às recentes de Carrasco, Terra e Paixão, A Dona
do Pedaço e Verdades Secretas II. Muito provavelmente, a parceria retomada com Claudia
Souto contribui para a percepção inicial. O encontro entre os dois gigantes da
teledramaturgia nacional, Antonio Fagundes e Tony Ramos, é outro marco positivo.
Nesta primeira semana, o ar de São Paulo surgiu com maior
presença na novela, o que não aconteceu com a antecessora Três Graças, conforme
analisado neste espaço.
Por outro lado, Amora Mautner insiste com o filtro escuro na
imagem. Erro básico em uma novela. Em Elas por Elas, a diretora teve que
modificar, durante a produção, a coloração. Além disso, a nova produção lembra
a estética de Verdades Secretas II, também dirigida por Mautner.
O depoimento que aparece no desfecho do capítulo também
aparece como elemento destoante em “Quem Ama Cuida”. A novela é puro folhetim. A
declaração do “mundo real” contrasta com o restante da obra. Isso funcionava
nas novelas de Manoel Carlos que traziam elementos da realidade, o que não é o
caso da nova aposta da TV Globo.
“Quem Ama Cuida” começou com uma boa perspectiva. Agora, é acompanhar
o desenrolar do novelo.
Fabio Maksymczuk
















