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terça-feira, 7 de julho de 2020

Band reverencia Luciano do Valle com justa homenagem


Olá, internautas

No último domingo (05/07), a Band exibiu um programa especial em homenagem a Luciano do Valle, que completaria 73 anos no sábado (04/07). A atração, comandada por José Luiz Datena, contou com uma série de depoimentos de profissionais e ex-atletas que marcam o esporte brasileiro, como Galvão Bueno, Cleber Machado, Hortência Marcari, Magic Paula, Neto, Emerson Fittipaldi, entre outros.

Um dos depoimentos mais marcantes do especial surgiu com José Bonifácio de Oliveira Sobrinho. Boni revelou que preferia acompanhar as transmissões esportivas com a narração do Luciano do Valle, mesmo fora da TV Globo.

O especial teve o mérito de pincelar os principais momentos de sua trajetória na Band. A vitória fantástica de Emerson Fittipaldi nas 500 Milhas de Indianápolis pela Fórmula Indy ganhou mais emoção com a narração de Luciano.

Outro momento que merece ser mencionado ocorreu com a conquista do Mundial de Basquete Feminino por Hortencia, Paula, Janeth e companhia. É um dos mais importantes títulos do esporte brasileiro. Infelizmente, ficou ofuscado pela conquista do tetra da seleção masculina de futebol em 1994. A Band, aliás, transmitia as partidas do basquete feminino entre os clubes brasileiros, como o BCN. Hoje, a modalidade enfrenta uma decadência permanente.

O futebol feminino, sempre defendido pelo locutor, também apareceu na edição, assim como as lutas históricas de Maguila, a conquista do tetra e da Copa das Confederações de 2013 pela seleção brasileira de futebol masculino, NBA, entre outras modalidades. O programa “Apito Final” foi pincelado.

Em duas horas, a edição conseguiu reunir os momentos marcantes de sua trajetória que se confundem com o esporte brasileiro. Luciano do Valle sempre deve ser reverenciado. Após o especial, a Band exibiu o confronto histórico entre Corinthians e São Paulo pela grande final do Brasileirão de 1990 com a narração do próprio Luciano do Valle. A partida é uma das maiores audiências do então “canal do esporte” até hoje com 53 pontos no IBOPE. Domingo de nostalgia.

Fabio Maksymczuk

sábado, 4 de julho de 2020

Ratinho adota postura pró-Bolsonaro


Olá, internautas

O SBT começou a retomar a gravação de alguns programas durante a pandemia do novo Coronavírus. O “Programa do Ratinho” é um deles. A edição inédita vai ao ar às sextas-feiras.

Nesta sexta-feira (03/07), por exemplo, o comunicador estava no palco ao lado apenas das assistentes Milene Pavorô e Valentina Francavilla. Ratinho interagiu com a dupla Edson e Hudson, Mariane Dombrova e André Vasco, pelo telão, no quadro Resposta Premiada. Um fato chamou a atenção neste momento.

O camundongo questionou, para Hudson, qual era o nome verdadeiro de Jamelão. O cantor respondeu José Alves. No gerador de caracteres, a resposta João Alves foi apontada como a certa. Porém, o nome correto é realmente José Alves.

Nesta edição inédita, um fato realmente chamou a atenção. Na passagem para o intervalo comercial, a atração do SBT exibe a foto das pessoas que venceram a batalha do novo Coronavírus. Ao contrário do “Jornal Nacional”, por exemplo, que sempre destaca na tela o número de mortos pela Covid-19.

Além disso, o animador entrevistou o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, sobre o auxílio emergencial. O executivo perdeu espaço no "Brasil Urgente", na Band, após a revelação da polêmica reunião presidencial. Ratinho se alinha ao discurso do presidente Jair Bolsonaro.

Aliás, o apresentador fez questão de ressaltar o apoio aos ideais do “líder da Nação” em entrevista a José Luiz Datena no Youtube.

Durante o bate-papo, Ratinho detonou a imprensa brasileira. "É uma perseguição. A imprensa pensa em derrubar o Poder... A esquerda está nas redações dos jornais do Brasil", detonou o camundongo sobre a relação da mídia com o presidente.

"O eleitor do Bolsonaro é o evangélico, é o policial militar, é o policial civil", defendeu. O empresário e apresentador acredita que o governo Bolsonaro não é manchado por casos de corrupção, como os governos estaduais.

"O Supremo não tem que se meter", disparou sobre o conflito institucional com o governo Bolsonaro. Ratinho ainda disse que o Brasil tem o melhor ministro da Economia do mundo, Paulo Guedes.  Há alguns anos, durante os governos petistas, o animador do SBT sempre ressaltava que o ex-presidente Lula era seu amigo. 

Ratinho é uma das faces da guerra midiática que ocorre atualmente nos bastidores do Poder. Carlos Massa se transformou em um dos empresários mais influentes, especialmente, no Paraná. E sempre é válido lembrar que seu filho, Ratinho Junior, é governador do Estado.

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 30 de junho de 2020

Apresentadores funcionam no Festival de Prêmios RedeTV!


Olá, internautas

No final dos anos 90, Amilcare Dallevo e Marcelo de Carvalho estavam por trás do “Domingo Milionário”, faixa alocada até então na saudosa TV Manchete. O dominical contava com o mestre J. Silvestre, Marcelo Augusto, Thunderbird e um garoto talentoso chamado Luiz Fernando, atualmente Luiz Bacci. O dominical apostava no “0900” que se transformou em uma verdadeira erva daninha naquele momento.

Com a hecatombe lamentável da emissora da família Bloch, os sócios da então TV Ômega conseguiram adquirir a concessão. Nesse ínterim, o famigerado 0900 foi barrado na TV brasileira. Amilcare e Dallevo ficaram de mãos atadas.

Porém, 20 anos depois, com a abertura da brecha na legislação promovida pelo governo Bolsonaro, os sócios da atual RedeTV! modernizaram o antigo 0900. Agora, o canal lançou o RedeTV Plus. O cadastro é efetuado por aplicativo ou pelo computador com sorteios de carros, smartphones e TVs.
Em toda a programação, há chamadas da campanha. Cinco apresentadores sempre surgem no SuperPop, A Tarde É Sua, TV Fama, Sensacional, Encrenca, entre outras atrações. Mauricio Mendes, Millena Machado, Yudi Tamashiro, Carla Prata e Lucas Salles comandam os “merchans” e os sorteios.

Em edições especiais, o quinteto comanda até o seu próprio programa, “Festival de Prêmios RedeTV!”, em alguns sábados e domingos. Todos os apresentadores funcionaram no vídeo. Mauricio é o comunicador mais carismático do quinteto. Como sempre ressaltamos, o apresentador merece mais espaço na nossa televisão. Millena passa elegância no vídeo. Yudi é o mais conhecido. Lucas Salles deixou uma boa lembrança no telespectador com sua participação na mais recente edição do “Power Couple Brasil” na Record TV. Já Carla faz a linha “mulherão” na tela.

No último sábado (27/06), os apresentadores encararam games e disputas entre as duplas, receberam aristas, como Netinho de Paula, além de divulgarem a campanha do prêmio máximo da temporada, a BMW, que valia mais de 200 mil reais. Agora, o Festival de Prêmios RedeTV! entra na segunda temporada com o destaque para o tal “pote de ouro” que vale 50 mil reais em barras de ouro.   

Neste início da campanha, ocorreram excessos na divulgação na grade de programação. No “SuperPop” e “Sensacional”, por exemplo, havia quatro longas chamadas dentro do tempo de arte das atrações. Uma atrás da outra. Isso criou um incômodo ao telespectador. Além disso, o momento da campanha pode não ter sido alvissareiro.

Em plena pandemia do novo Coronavírus e diante do isolamento social, muitas famílias dependem exclusivamente do auxílio emergencial de 600 reais do governo federal. Ao contrário da ligação do 0900 que custava R$3,95, o RedeTV Plus, por mês, consome 20 reais dos dispêndios do telespectador. Ou cinco reais semanais. A campanha enfatiza que são 75 centavos por dia.

A RedeTV! tenta encontrar novos subterfúgios para depender menos de faixas alocadas para igrejas neopentecostais que também passam por dificuldades com a pandemia.

Fabio Maksymczuk   

domingo, 28 de junho de 2020

Boa edição chama atenção em estreia do "Na Linha de Frente"


Olá, internautas

Nesta quinta-feira (25/06), “Na Linha de Frente” estreou na Band. O novo programa, comandado por João Paulo Vergueiro, segue o rastro de outros correlatos do gênero, como o “Operação de Risco” com Jorge Lordello que alcança expressivos índices de audiência para o padrão da RedeTV!.

A atração acompanha a rotina de policiais civis e militares, além de bombeiros, principalmente em operações efetuadas na capital paulista e arredores. Vergueiro faz a narração em alguns momentos e aparece à frente das câmeras esporadicamente. É um profissional que merece essa oportunidade. Boa escolha.

Nesta estreia, ganharam destaque os casos que envolveram tráfico de drogas (na periferia), sequestro relâmpago (na periferia), incêndio e acidentes automobilístico e doméstico com uma criança. A edição chamou a atenção neste primeiro episódio.

Ao invés de retratar cada caso com início, meio e fim, as histórias se entrelaçavam. Apresentava o começo da captura dos sequestradores em Paraisópolis, depois seguia para a prisão de um traficante de 18 anos, voltava para a “comunidade” vizinha ao Morumbi, pulava para a operação de rescaldo de uma casa incendiada e assim por diante.

O telespectador fica na expectativa para o desfecho de todas as operações. E a edição trabalhou com competência tal aspecto. Criou também ar de agilidade e dinamismo. “Na Linha de Frente” iniciou dentro da identidade da Band. E isso é um bom começo.  

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 25 de junho de 2020

SBT enfrenta queda generalizada


Olá, internautas

Neste ano, com o início da quarentena diante da pandemia do novo Coronavírus, as emissoras, de um modo geral, perceberam seus índices de audiência ganharem fôlego. Porém, com o início da flexibilização, a velha “normalidade” voltou no IBOPE.

Dentro desse contexto, um fato chama a atenção. O SBT enfrenta uma queda acentuada nos índices de audiência de forma acentuada. Em toda a programação. Algumas razões podem ser citadas.

O carro-chefe da programação diária, As Aventuras de Poliana, que contamina toda a grade, enfrenta um severo processo de desgaste. A novela de Iris Abravanel já está no ar há dois anos com mais de 550 capítulos. Uma obra “normal” possui cerca de 170 capítulos. A história protagonizada por Sophia Valverde e Igor Jansen se arrasta. O telespectador já emite o seu sinal. Raramente, a trama alcança dois dígitos na média, feito comum nas produções infantojuvenis do canal.

Outro ponto controverso da programação recai no jornalismo. Com a pandemia, o telespectador busca notícias sobre o novo Coronavírus. O público encontrou guarida, principalmente, na TV Globo. A emissora platinada cumpre a sua missão em seus telejornais. Presta serviço.

Exceto o “Aqui Agora” e alguns jornalísticos isolados, o jornalismo não integra o DNA do canal. Enquanto isso, a programação vespertina enfrenta uma severa crise com o “Triturando” que perdeu mais força com a entrada de Flor Fernandez e Ana Paula Renault, além das reprises do “Casos de Família”.

Por outro lado, os programas de auditório constituem a marca singular da emissora. O novo Coronavírus atacou frontalmente tais atrações. O tradicional “Programa Silvio Santos” vive de reprises durante grande parte desse ano. O mesmo acontece com o “Programa Raul Gil” aos sábados. Os dois comunicadores octogenários precisam se resguardar.

“Domingo Legal” com Celso Portiolli inovou com o quadro Passa ou Repassa que ganha edições inéditas. Com máxima higienização. A torta agora voa no rosto do participante. Uma solução encontrada para tentar oferecer material inédito ao público. Os outros quadros permanecem com reprises, inclusive “Comprar É Bom, Levar É melhor” que já encerrou os episódios inéditos da temporada.

Sem uma grande estrutura de jornalismo, novela desgastada e programas reprisados, o SBT foi atingido em cheio pelo novo Coronavírus.

Fabio Maksymczuk

segunda-feira, 22 de junho de 2020

RedeTV! perde com saída de Mariana Godoy


Olá, internautas

Uma notícia agita os bastidores da televisão brasileira. A RedeTV! encontra-se desfalcada com a saída de Mariana Godoy. A apresentadora se despediu da emissora de Dallevo e Carvalho com uma mensagem no Instagram: “Nesta casa, com esta família, eu fui muito feliz. Deixo aqui meu agradecimento e meu enorme carinho”.

A jornalista comandava uma das melhores atrações da grade de programação do canal. “Mariana Godoy Entrevista” aparecia como uma das melhores opções na noite de sexta para o telespectador. Com a pandemia do novo coronavírus, a atração saiu do ar.

Diante de tal situação, Mariana foi remanejada para o “RedeTV News”. Recentemente, ressaltamos que a apresentadora era um ativo da emissora que passava credibilidade. “A profissional fortalece o noticiário com sua postura”, frisamos no artigo sobre a nova fase do telejornal.

Porém, algumas razões podem ser citadas para a saída da jornalista. O retorno ao telejornal pode ter sido um caminho que ela não desejava, suceder Sikera Jr na programação (o polêmico apresentador alfinetou a colega ao vivo – “Inclusive quero mandar um recado pra Mariana Godoy que está todo mundo reclamando. Dizem que ela não liga pra gente mais não. ‘A gente fala, Mariana, um beijo. Mariana, Mariana. Ela: ‘Boa noite’. Está bom, Mariana. Não mando mais beijo pra você. Ela é de esquerda. Acho que não gosta da gente”), a postura de Marcelo de Carvalho, um dos donos da emissora, que critica ferozmente o isolamento social e adota uma postura pró-Bolsonaro, além da questão salarial e da proposta de trabalho em outra emissora.

De acordo com o noticiário especializado, a Band será o próximo destino de Mariana Godoy.  Ela deverá ser a nova parceira de Luis Ernesto Lacombe no “Aqui na Band”. A conferir. A RedeTV! perde um dos seus principais trunfos.   

Fabio Maksymczuk

sexta-feira, 19 de junho de 2020

"Jornal da Record" enfrenta turbulência com saída de Adriana Araújo


Olá, internautas

O telejornalismo vive um momento tenso com a cobertura do governo Bolsonaro e a pandemia do novo Coronavírus que já dizimou cerca de 50 mil brasileiros, de acordo com dados oficiais.

O “Jornal Nacional” realiza uma cobertura contundente sobre as ações do presidente, seus ministros, filhos e demais “amigos” que o cercam. Diariamente, o telejornal também foca o número crescente de infectados e mortes pelo novo coronavírus. Agora, a Covid-19 adentra os rincões do nosso País.

Diferente da TV Globo, o telejornalismo da Record TV promove uma cobertura bem menos intensa sobre tais fatos que assombram a sociedade brasileira. Um exemplo já citado neste espaço ocorre com o “Balanço Geral – SP” com Reinaldo Gottino que negligencia a pandemia. O ‘Jornal da Record” também não foca nas duas pautas que dominam o “JN”.

Nesta sexta-feira (19/06), por exemplo, o telejornal exibiu uma reportagem sobre a desova de tartarugas e cedeu amplo espaço ao deputado federal Marcos Pereira, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus e já ocupou a vice-presidência da Rede Record. O político analisou o possível adiamento das eleições municipais.

O noticiário também valoriza os comentários de Augusto Nunes. Nesta sexta, de acordo com o comentarista, por exemplo, "o ensino médio foi redesenhado pelos governos do PT para formar militantes do partido" e "Por falta de tempo e meios, o agora ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, não conseguiu extirpar os tumores que diagnosticou, entre os quais se inclui a deformação ideológica do ENEM e o aparelhamento político das reitorias”. Linha condizente com a posição do governo Bolsonaro.

De acordo com o noticiário especializado, a âncora Adriana Araújo demonstrou desconforto com tal situação. Ficou afastada por cerca de um mês da apresentação do telejornal. Retornou recentemente, mas, nesta sexta-feira (19/06), a emissora informou que a jornalista que há 14 anos ocupava a bancada sairá definitivamente do telejornal. Em seu lugar, entra Christina Lemos.

O telespectador já emite o seu sinal. O telejornal, que registrava médias ao redor dos 10 pontos, perdeu fôlego nos índices de audiência. Nesta quinta-feira (18/06), registrou 7 pontos. Por outro lado, “Jornal Nacional” conquistou 32 pontos. A linha adotada pelo telejornalismo da Record TV é preocupante.

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 16 de junho de 2020

Por onde anda Rodrigo Veronese?


Olá, internautas

A velha pergunta “Por onde anda?” sempre rodeia o imaginários de muitos telespectadores que acompanham as telenovelas. Por onde anda aquele ator ou aquela atriz que, por algum motivo, encontra-se afastado da mídia.

Dias desses, de supetão, lembrei do ator Rodrigo Veronese que se destacou, principalmente, no final dos anos 90 e na década passada em produções do SBT, Rede Record e TV Globo. 

Entre 1997 a 2002, o paulistano emendou uma novela atrás da outra. Pela então Rede Record, chamou a atenção em “Estrela de Fogo”, “Louca Paixão”, “Marcas da Paixão” e “Roda da Vida”. Essa fase da teledramaturgia da emissora da então Avenida Miruna ficou marcada pelas produções realizadas pela JPO. Antecede a estratégia A caminho da liderança iniciada por “A Escrava Isaura” em 2004.

Em seguida, Veronese protagonizou “Pequena Travessa” no SBT. Interpretava Beto ao lado de Julio, ou melhor, Julia vivida por Bianca Rinaldi. O ator se destacou nesta novela. Seu melhor momento na teledramaturgia.

Posteriormente, o ator adentrou a TV Globo na novela “Paraiso Tropical”. Depois, ganhou personagens coadjuvantes em Beleza Pura, Caminho das Índias e Malhação. Fez mais recentemente uma participação rápida em “O Outro Lado do Paraíso”.

O ator que emendava uma novela atrás da outra não aparece com tanta frequência no vídeo. Daí, veio à minha mente a pergunta: Por onde anda? Eis que no Twitter surgiu uma publicação do perfil Chamadas Antigas com a abertura de “Louca Paixão” que, aliás, obteria melhor desempenho no IBOPE ao invés das atuais reprises de “Jesus” ou “Apocalipse”. E lá estava Veronese.

Pesquisei na rede social e encontrei o perfil do ator. Com cabelos já grisalhos, ele mandou uma mensagem a este blogueiro. Revelou que, neste período de distanciamento social, comanda um programa de rádio online, Rádio 80 FM, ao lado do radialista Rafael Dutra. O ator resgata as preciosidades dos anos 80 na atração “80 por segundo” toda segunda-feira, a partir das 22 horas. Na mais recente edição, relembrou os hits de Madonna e entrevistou a atriz Bia Seidl, ícone da década oitentista.

Durante o bate-papo, Bia frisou que, antigamente, a novela baseava em dois pilares: o texto do autor e a interpretação do ator ou atriz. Hoje, há uma série de elementos que marcam a escalação do elenco e a obra em si. Veronese declarou que muitos produtores de elenco levam em conta o número de seguidores nas redes sociais para a entrada do ator em uma novela e muitos bons profissionais ficam de fora.   

Para quem quiser conhecer o projeto radiofônico de Veronese, é só acessar o canal no YouTube da rádio: https://www.youtube.com/watch?v=GxVoBpmERYs

O ator é bem acessível e interage com seus fãs seja no Twitter ou Instagram. Esse é o lado positivo das redes: aproxima os profissionais que admiramos pela tela do celular ou computador.

Fabio Maksymczuk

sábado, 13 de junho de 2020

TV Cultura acaba com "Cartão Verde" na surdina


Olá, internautas

A TV Cultura surpreendeu os telespectadores com uma mexida na programação. A emissora da Fundação Padre Anchieta acabou, na surdina, com o longevo “Cartão Verde” que estava no ar há 27 anos.

O programa esportivo alcançou expressiva repercussão com Flavio Prado, José Trajano e Juca Kfouri nas noites de domingo. Enfrentava outras atrações futebolísticas, principalmente o “Mesa Redonda” nos anos 90. Na TV aberta, aliás, a atração da TV Gazeta é um dos poucos do gênero que permanece com fôlego aos finais de semana. Trajano sempre defendia o seu “Ameriquinha”.

Com o empobrecimento que marca a atual geração de jogadores no Brasil, “Cartão Verde” também perdeu repercussão. Neste milênio, a atração saiu do domingo, dia acalorado por conta das partidas, e migrou para o dia de semana. Às segundas, terças, quartas ou quintas-feiras.

“Cartão Verde” sempre se caracterizou por fugir de embates emocionais. As discussões se alicerçavam em argumentos mais racionais. Nesta década, a atração originou o “Cartãozinho Verde”, instigante debate esportivo com crianças.  

Valdir Lemos que comandou o “Cartão Verde” por 14 anos agora assume o “Revista do Esporte”, nova aposta da TV Cultura. Aliás, a mesmíssima equipe do extinto esportivo permanece na nova atração. O ex-jogador Roberto Rivellino e os jornalistas Celso Unzelte e Vitor Birner continuam ao lado de Lemos.

De acordo com a assessoria de imprensa da TV Cultura, a nova atração ampliará o leque de modalidades esportivas. Seria um retorno à proposta do programa “Vitória”, que saiu do ar justamente para a entrada do “Cartão Verde”. Na minha memória, recordo das imagens da prática de esportes ao ar livre, como ciclismo e corrida de motos. Não era um programa exclusivamente rodado em estúdio.

Porém, neste primeiro programa, “Revista do Esporte” seguiu os parâmetros do “Cartão Verde”. A conquista da Copa do Mundo de 1970 pela seleção brasileira de futebol masculino tomou conta da meia hora de exibição.

Com a extinção do “Cartão Verde”, não teria sido mais interessante estrear uma atração com uma equipe inteiramente nova com jornalistas da nova geração que buscam seu espaço na TV? Fica a pergunta.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 10 de junho de 2020

"Made In Japão" enfrenta obstáculos



Olá, internautas

A Record TV resolveu transformar o quadro do antigo “Domingo Show”, Made In Japão, em um autêntico reality show. A iniciativa trouxe material inédito ao telespectador no sábado à noite. Isso é bom diante da programação marcada por reprises em todas as emissoras.

Por outro lado, a atração enfrenta obstáculos para se firmar na preferência do público. Sabrina Sato não conseguiu se transformar em uma âncora do programa. Em diversos momentos, a apresentadora grita e dá risada à toa. Passa a impressão que está ali de passagem. Gugu Liberato deveria servir como referência, principalmente, na condução dos games.  

O elenco reforça a impressão que “Made In Japão” é um reality requentado. Diversos ex-participantes de outros realities enfrentam os desafios e o confinamento. Luiza Ambiel, Flavio Mendonça e Dhomini são egressos de atrações do gênero exibidas no início da década passada. Mais de 15 anos atrás.  

Dany Hipólito e Richarlyson vieram do Dancing Brasil. Maurren Maggi é egressa do Exathlon. Silvana Oliveira tem a alcunha de “mãe da Ludmilla”. O reality já sofreu duas baixas. Quitéria Chagas e Sergio “Cabeção” Hondjakoff tiveram que abandonar a disputa por limitações físicas.

Nesta nova edição, os japoneses que auxiliam Sabrina no palco perderam importância. Mesmo assim, eles estão lá e gritam. Trazem um incômodo no desenvolvimento do reality. Os conflitos entre os competidores ganharam mais espaço. Luiza Ambiel e Dhomini incorporam a imagem de “jogadores”. Ambiel causa com suas declarações.

“Made In Japão” fica entre 3 e 4 pontos de média nos índices de audiência. Os obstáculos percebidos afugentaram o telespectador.

Fabio Maksymczuk

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Gottino retorna para Record TV com cobra calada


Olá, internautas

Nesta segunda-feira (08/06), Reinaldo Gottino retornou à Record TV. O jornalista reassumiu o posto de apresentador do “Balanço Geral – SP”. Após oito meses afastado dos domínios da Barra Funda, Gottino reapareceu na tela da emissora com visual diferente. É muito provável que tenha passado por procedimentos estéticos para se adequar à imagem da filial do canal norte-americano.  

Segundo dados prévios, a atração voltou a atingir a liderança. Sinal que o telespectador sentia saudade de acompanhar o trio Gottino, Fabiola Reipert e Renato Lombardi no quadro “A Hora da Venenosa”.

Lombi também retornou ao programa nesta segunda. Ficou isolado e não ao lado de Gottino no estúdio. Interagiu pelo telão. Já a cobra Judite permaneceu no quadro da Venenosa. Um boato circulou sobre o afastamento da mascote com o retorno de Gottino. Isso não aconteceu, mas ficou muda e apenas ao lado de sua “mãe” Fabiola.   

Até o momento do "veneno", Gottino comandou uma sucessão de notícias que envolveram crimes e assassinatos. Mais parecia uma sucursal do “Cidade Alerta” na faixa do horário do almoço. Em plena pandemia, o noticiário poderia prestar mais serviço ao telespectador e amenizar o tom “policialesco”. 

Gottino cumpriu sua missão na CNN Brasil. Demonstrou que é um profissional multifacetado ao cobrir política e economia. Esse lado já tinha sido aflorado na cobertura do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Porém, ele incorporou, de fato, a verve de apresentador de noticiário popular. Gottino sobressai no comando do “Balanço Geral” e cria uma relação de empatia com o telespectador da Record TV. O jornalista retornou ao seu habitat. E o seu público agradece.

Fabio Maksymczuk  

sábado, 6 de junho de 2020

"Globo Repórter" acerta com edição histórica do Em Pauta


Olá, internautas

Nesta sexta-feira (05/06), o “Globo Repórter” saiu de suas habituais reportagens sobre a fauna brasileira e a vida selvagem. O tradicional jornalístico da TV Globo ganhou uma edição especial. O programa exibiu, na TV aberta, a edição histórica do “Em Pauta” que debateu o racismo com os jornalistas do Grupo que convivem com a discriminação.

Heraldo Pereira comandou a atração da GloboNews que contou com a participação de Flavia Oliveira, Zileide Silva, Aline Midlej, Lilian Ribeiro e Maria Júlia Coutinho. Os profissionais revelaram casos de racismo que já enfrentaram, até mesmo na vida profissional, e ressaltaram como, através da educação, chegaram ao Grupo Globo. Nesta oportunidade, Gloria Maria retornou ao vídeo e também passou sua impressão particular sobre a chaga.

Zileide Silva narrou um fato lamentável ocorrido na FIESP. A repórter tinha uma entrevista marcada com o presidente da Federação e foi acompanhada de um cinegrafista branco, loiro e de olhos azuis. No local, Zileide foi desprezada pela secretária. “Entramos e a secretária não se dirigiu a mim. Ela só conversou com o cinegrafista Ricardo. De repente a porta abriu, saiu o presidente da Fiesp, me deu um abraço e falou ‘Zileide, que ótimo você aqui’. Olhei para a cara dela, e ela completamente constrangida”, confidenciou.

Esse é o retrato do racismo estrutural na sociedade brasileira. Sempre ressaltamos neste espaço a falta de representatividade dos afrodescendentes na teledramaturgia. E isso também acontece no telejornalismo.

Na realidade, esse debate, que se intensificou com o assassinato de George Floyd, em Mineápolis, nos Estados Unidos, surge, neste ano na mídia, desde o “BBB20” com a postura ativa do ator Babu Santana que enfatizou a necessidade de falarmos homens pretos e mulheres pretas.

O Grupo Globo com a edição histórica do “Em Pauta”, na GloboNews, e a sua exibição no “Globo Repórter”, pela TV aberta com um número muito maior de telespectadores, deu mais um passo para o combate ao racismo. #VidasNegrasImportam #antiracismo

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 2 de junho de 2020

Reprises de novelas bíblicas derrapam no IBOPE


Olá, internautas

Com a paralisação das gravações das telenovelas, a Record TV também apelou para as reprises no horário nobre. A emissora já tinha encontrado uma saída no buraco deixado com a extinção do “Programa da Tarde” com a sua sessão “Vale a Pena Ver de Novo”. Quase todas as suas telenovelas da década passada já ganharam reprise.

Agora, a emissora resolveu resgatar duas produções inspiradas em textos bíblicos. Uma atrás da outra. A inédita contemporânea “Amor Sem Igual” saiu do ar e cedeu espaço para a pior produção exibida na Record desde 2004: Apocalipse. Foi a pior novela daquele ano.

Na relação dos piores, justifiquei: ““Apocalipse” logo nas primeiras semanas mostrou a que veio. A Igreja da Sagrada Luz, inspirada nitidamente na Igreja Católica, incomodou profundamente parte do público. A novela foi dirigida claramente aos evangélicos. Não abarcou todos os telespectadores. “Apocalipse” foi a trama, dentre todas (inclusive minisséries), que mais segmentou uma trilha religiosa. E o resultado ficou ruim. Até mesmo os efeitos especiais não despertaram repercussão, como ocorreu em “Os Dez Mandamentos””.

A Record TV poderia ter escalado “Vitória”, de Cristianne Fridman, para a faixa horária. Uma boa novela que poderia ter conquistado, naquela oportunidade, melhores índices de audiência.

Já a faixa das 21h30, o canal permaneceu com a faixa de reprises das novelas com teor bíblico. Chegou a vez de “Jesus”, outra novela que não engrenou nos índices de audiência em sua primeira exibição. E o mesmo acontece agora. Frequentemente, fica até atrás de “Os Mutantes – Caminhos do Coração” exibida na programação vespertina. Dudu Azevedo ganha dose dupla no vídeo ao mesmo tempo. Na TV Globo, aparece como Wallace Mu em “Fina Estampa”. Na Record, encarna o Messias. 

É uma reprise prematura. Foi ao ar no ano passado. Publiquei neste espaço com o título “Record perde oportunidade com "Jesus"”: “A emissora perdeu uma preciosa oportunidade para incomodar, até mesmo, a TV Globo. “Jesus” tinha todas as condições de tornar-se mais um fenômeno de audiência no estilo de “Os Dez Mandamentos”. Porém, desde quando a Record cedeu a produção de suas obras para a Casablanca, a teledramaturgia enfrenta dificuldades até para garantir uma vice-liderança isolada mais folgada”.

Apocalipse e Jesus simbolizam a era da terceirização do Departamento da Record TV. Os índices de audiência giram ao redor dos singelos 5 pontos de média. Para uma breve comparação: “A Escrava Isaura”, mesmo sendo à tarde e em sua quinta exibição, conquista 8 pontos.

Fabio Maksymczuk

sábado, 30 de maio de 2020

Fernanda Gentil enfrenta turbulência na TV Globo


Olá, internautas

Fernanda Gentil chamou a atenção dos telespectadores na cobertura esportiva. Passou carisma e competência no vídeo. Tiago Leifert tinha obtido o mesmo reconhecimento. O jornalista ganhou novos desafios na carreira e se transformou em um competente apresentador de entretenimento.

O mesmo caminho estava sendo traçado para Fernanda. Diferente do colega, a apresentadora enfrenta mais desafios nesta transição. Após a sua saída do “Esporte Espetacular”, a jornalista ficou meses fora do ar. Criou-se uma grande expectativa para o seu retorno que não foi triunfal.

Ressurgiu no “Se Joga” que, desde o lançamento do projeto, já era visto com desconfiança. A atração saiu do ar e não deixou saudade. Fernanda entrou nesse comboio. Mais alguns meses fora do ar.
Neste sábado (30/05), Gentil retornou ao vídeo em um singelo quadro do “É de Casa”. A jornalista comanda “Mundo Gentil”. Cerca de 10 minutos no ar. A carioca prestará serviço e valorizará iniciativas solidárias em tempos de pandemia do novo Coronavírus.

Porém, a edição ficou comprometida. Ela olhava em direção a uma câmera que sofreu uma queda, após a gravação, e suas imagens foram perdidas. Somente a outra, no plano geral, enquadrava as falas. Tenso. Ar amador. Que fase...

Gentil poderia ter retornado ao jornalismo nesta cobertura da pandemia. Seria um bom reforço ao "Encontro com Fátima Bernardes" em sua versão estendida. Ela poderia passar informações sobre o novo Coronavírus no Brasil. "É de Casa" já é um programa superpovoado. O brilho da comunicadora fica ofuscado. 

Fabio Maksymczuk  

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Bial desvenda desilusão de William Bonner


Olá, internautas

“Conversa com “Bial” já retornou com edições inéditas desde a última semana. O jornalista realiza agora as entrevistas por vídeoconferência. Como já ressaltamos neste espaço, a TV brasileira se transformou em uma grande “live” diante dos empecilhos provocados pela pandemia do novo coronavírus.

Nesta madrugada de terça (26/05) para quarta-feira (27/05), Bial entrevistou William Bonner. Neste bate-papo, o âncora do “Jornal Nacional” ficou humanizado. Sem o tradicional terno, ele revelou as agruras que sofre há três anos.

Visivelmente abatido, as palavras “ódio” e “incivilidade” marcaram o seu desabafo. Realmente demonstrou indignação e desilusão. Disse que já foi agredido verbalmente em uma padaria e enfrenta momentos tensos em aglomerações. Evita até aeroporto. O contraponto com o inesquecível quadro “Caravana JN”, resgatado por Bial, marcou tal constatação.

Bonner também destacou as Fake News, verdadeira erva-daninha da internet, que atingiu seu filho. “Eu era um frequentador do Twitter, eu acho que fui um dos primeiros entre colegas a abrir uma conta de Twitter e não usava para trabalho, era para me divertir. Só que também acompanhei uma mudança de ambiente ali. O que era uma diversão boba, infantil mesmo, foi se transformando em um campo de batalha. Eu hoje muito raramente eu entro em rede social. Entro às vezes por dever de ofício. E eu ainda hoje me assusto com o ódio que escorre nas palavras mal escritas, cuspidas”, frisou.

Bonner ainda analisou as dificuldades encontradas pelo jornalismo profissional. “A sensação que eu tenho é que se criou toda uma situação exatamente para que se tornasse muito difícil o trabalho. Mais um passo, mais uma ação para nos dificultar, para impedir que o trabalho da imprensa seja feito. E essa intolerância que eu vejo ter surgido não nas ruas, mas no ambiente virtual, de uma maneira muito assustadora”, ressaltou.

A imagem resignada de Bonner é um retrato da corroída sociedade brasileira. “Conversa com Bial” cumpriu sua missão em desnudar o entrevistado.

Fabio Maksymczuk