Páginas

quinta-feira, 21 de junho de 2018

TV Globo perde liderança em outra faixa horária


Olá, internautas

A TV Globo perde sua tradicional liderança na faixa vespertina com o “Vídeo Show”. Isso já é uma tradição no ranking de audiências. De uns tempos para cá, outra faixa horária começa a chamar a atenção.

As madrugadas começam a gerar preocupação. O fenômeno começa com o “Jornal da Globo”. Desde os tempos de William Waack, o telejornal caía para a segunda colocação no embate com “A Praça É Nossa”. Porém, agora com Renata Lo Prete, a tendência solidificou-se e em outros dias da semana o noticiário também não “bomba” no IBOPE. 

O efeito cascata não impulsiona o "Conversa com Bial" que, neste ano, perde com frequência o primeiro lugar para o concorrente "The Noite". O jornalista traz um tom mais sóbrio no fim da noite. Enquanto isso, Danilo Gentili vive um bom momento no IBOPE.

O apresentador, neste ano, fugiu de polêmicas e focou na atração. Diguinho passa pelo seu melhor momento no "The Noite". O locutor se travestiu de Ken Humano (o encontro dos dois foi hilário) e agora personifica Amarelinho, mascote das transmissões esportivas do SBT nos anos 90. Boa sacada.

O bom efeito cascata contamina até o “SBT Notícias”. A faixa jornalística da madrugada belisca com frequência a liderança no IBOPE. Além disso, a emissora de Silvio Santos também alcança o primeiro lugar com filmes que entram na faixa das 23 horas. “Cine Espetacular” e “Tela de Sucessos” simbolizam o bom momento nos índices de audiência para o canal.

E o fenômeno se agrava com o Central da Copa que balanceia no IBOPE. O sinal amarelo já acendeu nos domínios da Família Marinho.


Fabio Maksymczuk

terça-feira, 19 de junho de 2018

Record abusa do caso Vitória



Olá, internautas

Um fato comove os brasileiros. Vitória Gabrielly é mais uma criança vítima da violência que assola o País. Depois dos casos Isabella Nardoni e Bernardo, chegou a vez da modelo mirim de Araçariguama ganhar amplo espaço na mídia.

Vitória teve a vida interrompida, na última semana, ao sair de casa para andar de patins pela cidade do interior paulista. Inicialmente, os noticiários questionavam por onde andava a garota. Estaria submersa em um lago? Pela mata perto do ginásio onde foi vista pela última vez? No sábado (16/06), um catador de latinhas e seu cachorro encontraram a menina na zona rural do município.  

Agora, a mídia lança uma nova pergunta: quem matou Vitória? A Record TV percebeu seus índices de audiência disparar com a cobertura do caso, desde a última semana. Recordes são batidos quase diariamente, principalmente com o “Cidade Alerta”.

Luiz Bacci basicamente cobre exclusivamente o assassinato de Vitória nas três horas diárias. O apresentador explora à exaustão o caso. O sucessor de Marcelo Rezende vai e volta com as indagações. Enfatiza sempre alguma novidade descoberta pelos repórteres ou revelações exclusivas diante de entrevistas com mãe, pai, madrasta e padrasto de Vitória.

Já no concorrente “Brasil Urgente”, José Luiz Datena mandou uma indireta (ou direta mesmo) nesta segunda-feira (18/06). Bradou que não enganará o telespectador “falando” que há novidades sobre o caso Vitória.

Bacci não fica sozinho na Record. Mais cedo, Reinaldo Gottino também cobre o assassinato de Vitória no “Balanço Geral”. Na última semana, até derrubou o quadro “A Hora da Venenosa” com Fabiola Reipert para dar mais espaço sobre os mistérios que envolvem o caso. E não para por aí.
O caso Vitória surge na programação diariamente da Record desde a manhã com Bruno Peruka no comando do “Balanço Geral – Manhã” e do “SP no Ar”. E no fim de semana, não teve respiro. No domingo (17/06), o caso ganhou destaque no “Domingo Espetacular” e “Câmera Record”.

Ou seja, a Record cobre o caso de manhã com Bruno Peruka, à tarde com Reinaldo Gottino e à noite com Luiz Bacci. A cobertura ganha um tom novelístico. Onde está Vitória? Quem matou Vitória? O que motivou a morte? “Personagens” surgem na narrativa. Até há uma madrasta e um padrasto que, mesmo inocentes, são alvos de ira na internet. É válido salientar que Bacci sempre sinaliza que não há culpados até aqui.  

A Record abusa da cobertura. Passou do ponto. O exagero não pode ser justificado pelos significativos índices de audiência.

Fabio Maksymczuk  

domingo, 17 de junho de 2018

Oba-oba ufanista marca cobertura da Globo na Copa 2018


Olá, internautas

A Copa do Mundo da Rússia movimenta a programação da TV Globo. A emissora agora detém o monopólio de transmissão do evento esportivo na TV aberta. A Band já faz uma enorme falta para o telespectador que foge de Galvão Bueno, Ronaldo Fenômeno e companhia. SPORTV e Fox Sports surgem como opções na TV paga. A emissora do Morumbi cometeu mais esse erro em um ano marcado por decisões equivocadas.

O oba-oba ufanista continua a caracterizar a cobertura da emissora platinada no Mundial 2018. O repórter Tino Marcos permanece em suas reportagens de “exaltação” do jogador brasileiro. Uma série com todo o selecionado de Tite ganhou amplo destaque no “Jornal Nacional”. O objetivo seria “humanizar” os convocados. Porém, o material serviu como um “esquenta” para tentar animar a “fria plateia” desanimada com a competição.

O jornalismo esportivo da TV Globo não enfoca contundentemente a crise do futebol brasileiro. As outras emissoras deveriam expor o fenômeno. É verdade que alguns jornalistas, de verdade, denunciam a carência de bons (de fato) jogadores desta denominada “Geração Orkut”.  

Neste domingo (17/06), por exemplo, Flavio Prado, mais uma vez, salientou para os telespectadores do “Mesa Redonda”, na TV Gazeta, o esfacelamento da seleção canarinho. O jornalista disse com todas as letras que o técnico Tite trabalha com escasso material humano. E foi graças ao trabalho do gaúcho que o Brasil conseguiu pisar na Rússia.

Enquanto isso, a TV Globo continua a idealizar uma seleção forte. Favorita ao título. Neste domingo (17/06), mais uma vez, o selecionado canarinho apresentou suas limitações. Mesmo assim, Galvão Bueno jogou a responsabilidade do empate contra a Suíça (desde 1978, o Brasil vencia o primeiro jogo nos Mundiais) nas costas do árbitro e do árbitro de vídeo.

O locutor detonou a falta de regras da parafernália eletrônica. O gol suíço teria sido irregular diante de uma falta não denunciada pela tecnologia. Galvão comentou ainda que o ambiente político não é favorável aos cartolas brasileiros e isso afetaria também a seleção.

O jornalismo esportivo precisa de fato apresentar o que ocorre com o futebol brasileiro. A frustração gerada no telespectador é desmedida com a criação de uma expectativa irreal. O marketing e a construção de imagem das celebridades futebolísticas não devem sobrepor a realidade.

Fabio Maksymczuk

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Apresentador "inspirado" em Silvio Santos aparece na madrugada da TV Gazeta



Olá, internautas

Zapeando pelo cardápio televisivo, deparei-me com um novo programa exibido na madrugada da TV Gazeta. Na faixa da meia-noite até 1 da manhã, vai ao ar “Nossa Noite”, atração comandada por Rinaldi Faria.

O apresentador, que é conhecido por ser o empresário responsável pela marca Patati Patatá, se inspira nitidamente no animador Silvio Santos. Rinaldi conta até com um mini auditório e interage com as colegas de trabalho. Igual ao dono do Baú. A única diferença é a presença de homens por ali. “Você é de qual caravana?”, indaga.

Quadros à la SBT também surgem no “Nossa Noite”. Desafios em ritmo de “Nada Além de 1 Minuto” ganham destaque. Só que as provas ganham duração indeterminada. Algumas com dois minutos. Outras com 1 minuto e meio.

Em outro momento, rapazes e moças do auditório devem arrancar um riso de um senhor com semblante fechado. Caso consiga, ganha 18 mil reais. Nesta semana, ninguém obteve êxito. Igual ao “patrão”, ele tira notas de 50 reais do paletó. “Prêmio de participação”.

Já o quadro “No Alvo” recebe celebridades. O cantor Mauricio Manieri, a apresentadora Mara Maravilha e o ex-jogador de basquete Oscar já passaram pelo púlpito. Diferentes jornalistas do meio televisivo entrevistam o convidado da noite. Neste caso, lembra o SuperPop, de Luciana Gimenez.

Rinaldi, além de se “inspirar” em Silvio Santos, adota uma retórica claramente evangélica. Com entonação dos pastores das madrugadas da Record, Rinaldi fala corriqueiramente em fé, Deus e Jesus. Nas primeiras vezes que assisti, até pensei que o programa seria mais uma faixa alugada para alguma Igreja.  

Rinaldi precisa encontrar uma personalidade própria. O telespectador normalmente rejeita comunicadores que se inspiram em outros mais conhecidos pelo público.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 13 de junho de 2018

"Vale a Pena Ver de Novo" empaca no IBOPE



Olá, internautas

A programação vespertina da TV Globo tornou-se o ponto fraco da grade de programação. A emissora perde até a tradicional liderança com o “Vídeo Show” para a Record TV. Em São Paulo, por exemplo, o quadro “A Hora da Venenosa” liderado por Fabiola Reipert, que até está menos venenosa com espaço maior para fofocas internacionais, derrota diariamente o programa liderado por Otaviano Costa e Sophia Abrahão.

Agora, “Vale a Pena Ver de Novo” empacou nos índices de audiência. “Belíssima” ocupou recentemente a faixa das reprises. A novela de Silvio de Abreu registrou singelos 12 pontos de média nesta terça-feira (12/06). Padrão aquém do esperado para a emissora platinada.

A trama ganhou destaque no meu espaço anteriormente hospedado no UOL Blogs. Na época, comentei: “Silvio cumpriu seu papel em dar tranquilidade para o horário da "novela das oito", apesar de não criar grande comoção antes dos momentos finais. Texto correto, mas sem grande emoção. O suspense permitiu segurar a audiência até o fim, mas não ocorreu grande estardalhaço, como as quatro melhores obras da década (O Clone, Mulheres Apaixonadas, Senhora do Destino e Laços de Família)”.

“Belíssima” segurou a audiência pelo mistério que envolvia o vilão que mandava em André (Marcello Antony) e o filho de Murat (Lima Duarte) com Bia Falcão (Fernanda Montenegro). Tal artifício não segurará o telespectador à frente da TV em seus derradeiros capítulos, já que os enigmas, evidentemente, foram revelados. Além disso, “Belíssima” marca o pior trabalho de Reynaldo Gianecchini na TV com o personagem Pascoal.

“Belíssima” não integra a relação das novelas de grande destaque da década passada. Por isso mesmo, não será surpresa caso não alavanque a faixa vespertina. O mesmo fenômeno ocorreu com “Celebridade”. Apesar de ter sido a última boa novela de Gilberto Braga, também não aparece no rol das “inesquecíveis”.

“Vale a Pena Ver de Novo” precisa despertar o interesse do telespectador em acompanhar, de novo, grandes sucessos. A reprise do remake de “Ti-Ti-Ti” honra o título da faixa. Chegou o momento. 
   
Fabio Maksymczuk

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Vanusa e Perla retornam à mídia por dificuldades



Olá, internautas

Vanusa e Perla, símbolos musicais dos anos 70 e 80, voltam a aparecer na mídia, diante de obstáculos que aparecem em suas trajetórias pessoais.

Vanusa foi internada para tratar problemas relacionados à depressão e dependência química. A cantora encontra-se em uma clínica de reabilitação. Rafael Vanucci, que deve a vitória na segunda edição da “Casa dos Artistas” à sua mãe, informou o fato nas redes sociais.

Após a triste notícia, outro ícone desta geração ganhou destaque no “Domingo Show”. Perla transformou-se em uma acumuladora. “Tranquilharias” encontravam espalhados em toda parte em sua residência. Piscina suja e abandonada. Pia abarrotada. Roupas por todos os cantos.

Geraldo Luis, com extrema delicadeza, mostrou a difícil situação enfrentada pela “paraguaia-brasileira”. O dominical da Record ampliou seus índices de audiência com o caso que mexeu com telespectador. O apresentador prometeu que levaria uma equipe para organizar seus pertences pessoais no casarão.

A segunda parte da reportagem foi levada ao ar neste domingo (10/06). Cinco caçambas de lixo e entulho foram retiradas. Oito (!) caminhões transportaram o que ficou para doação. Bom desfecho. Boas edições do “Domingo Show”.

Vanusa e Perla, no auge da juventude, ganharam holofotes. Fãs. Sucesso. Agora, envelhecidas, foram esquecidas por grande parte da mídia. Triste.  

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Polêmicas agitam TV brasileira


Olá, internautas

Nesta semana, diversas polêmicas pulularam pela TV brasileira. Vamos a elas:

1 – Cesar Menotti: diversas polêmicas ganham dimensão, muitas vezes não condizentes com a realidade nas redes sociais. Uma delas ocorreu com Cesar Menotti. Manchetes sensacionalistas davam conta que o cantor teria afirmado categoricamente que “samba é música de bandido” durante o “Altas Horas” no último sábado (02/06). Chocante. Muitos cliques. Objetivo alcançado. Porém, assistindo ao vídeo, é nítido que o sertanejo fez uma brincadeira numa situação, talvez imaginária. E dentro do chiste, nem foi ele que teria dito tal frase. Tinha sido o seu irmão! Sambistas fizeram comunicados de repúdio. Muitos sequer assistiram ao programa da TV Globo. Fora do tom.

2 – Silvio Santos: o animador provocou uma grande discussão com o seu tom politicamente incorreto que não combina com os dias atuais. Em uma edição recente de seu dominical, no quadro “Jogo das Três Pistas”, Silvio Santos passou as dicas Gominho, David Brazil e Pablo Vittar. Os convidados não acertaram o desafio. Passou para o auditório que também demorou para acertar. Uma colega de trabalho finalmente falou “bicha”. Risadas gerais. É um termo corriqueiramente utilizado pelo apresentador. Até mesmo, em outra oportunidade, perguntou se Leo Dias era “bicha”.  O termo é pejorativo. É bom lembrar que “viado” é empregado frequentemente por Carlinhos Aguiar no Jogo dos Pontinhos.

Nesta semana, Silvio Santos virou alvo de polêmica ao ser acusado de gordofóbico. Teria falado que Preta Gil estaria mais gorda se comparado a última participação em seu dominical. Ele sempre tece esse tipo de comentário até para as filhas Patricia e Rebeca Abravanel. Apesar destas ponderações infelizes, isso não pode manchar toda a carreira de mais de 55 anos na TV brasileira, como fez Gaby Amarantos ao questionar o comunicador. “Sério que vocês acham Silvio Santos ídolo? O cara fez a gente crescer vendo-o ridicularizar negros, mulheres, gays, plus e ganhar mídia com isso. Cês tão mal de ícone viu, não dá mais pra normalizar isso!“, disparou no Twitter. Completamente exagerado.

3 – Antonia Fontenelle e Livia Andrade: por fim, mais uma polêmica movimenta personagens marcantes que chamam a atenção da mídia. Antonia Fontenelle disparou sua metralhadora vernal nesta quarta-feira (07/06) durante o “SuperPop”. Direcionou uma “bazuca” para Livia Andrade.  “... Eu entendo que uma mulher linda como você, deve ser difícil de repente nunca ter casado, nunca ter tido um relacionamento de um homem que te assumisse, nunca foi mãe.”, disparou contra a apresentadora do SBT que apoiou Flavia Alessandra no imbróglio judicial que envolve a herança de Marcos Paulo.

“Você não me conhece, agora eu conheço você melhor do que você me conhece. Não sei se você lembra, eu sou muito amiga do Leo Dias, então eu conheço você, eu sei mais da sua vida do que você pensa. Você deve ter pensado nesse momento, ‘ah, é conveniente pra mim defender a Flávia Alessandra e por conta de um desentendimento lá atrás eu vou sentar o malho nela’. Não faz isso, não opina sobre o que você não tem propriedade. Não é legal. Logo você que tem problemas sérios dentro da sua família, pega isso e cresce como pessoa. Aprende. A gente está aqui de passagem”, disparou.

Livia não se fez de rogada nesta quinta-feira (08/06) durante o “Fofocalizando”. Retrucou as declarações de Antonia que realmente passou do ponto. “Nunca escondi nada de ninguém. Nunca fiquei um mês sequer solteira, não me escorei em nenhum homem. Nunca precisei de homem para aparecer na mídia. Trabalho desde meus 13 anos na televisão. Nunca ninguém viu baixarias, brigas ou separações minhas porque protejo quem eu amo”, repreendeu a contratada do SBT. “Coisas baixas, mesquinhas. Não tenho medo de ameaça. Meu telhado não é de vidro. Fui até o inferno e voltei sem fazer maldade ou puxar tapete. Nunca estive desempregada, nem pedi emprego ou para soltar notas para mim”, completou.

Livia interrompeu as férias de Leo Dias que ficou constrangido com a situação. Ele negou categoricamente que teria passado “podres” da colega para Antonia. O jornalista repreendeu o comportamento de Fontenelle.

Semana tensa.  Cesar Menotti, Silvio Santos, Antonia Fontenelle e Livia Andrade caíram na boca de Matilde. A viúva de Marcos Paulo deveria repensar a verborragia. Pode desgastar desnecessariamente sua imagem e perder o apoio popular. O dono do Baú tem que reavaliar suas brincadeiras, muitas vezes discriminatórias e sem graça. Menotti pode até ter feito uma zombaria sem graça, mas a repercussão foi totalmente desproporcional.

Fabio Maksymczuk  

terça-feira, 5 de junho de 2018

TV Gazeta cumpre missão com LBF



Olá, internautas

Neste domingo (03/06), Vera Cruz Campinas consagrou-se campeã da LBF – Liga de Basquete Feminino. O time campineiro derrotou Sampaio Basquete por 66 a 59 em um jogo emocionante. Antes dos cinco jogos decisivos, as jogadoras do Vera Cruz estavam invictas. Porém, enfrentaram sérias dificuldades contra a equipe maranhense. A emoção foi a tônica dos cinco confrontos.

A TV Gazeta transmitiu o torneio com Vinicius Rodrigues, Celso Cardoso, Janeth e Helen Luz. A emissora ofereceu uma boa opção ao telespectador na programação vespertina dos domingos, faixa sem grandes atrativos ao público.

O basquete feminino precisa ser abraçado novamente pela TV aberta. Além de oferecer entretenimento, cria-se uma nova geração de interessadas em praticar o esporte. Na “fase de ouro”, a Band sempre exibia, também nas tardes dominicais, os confrontos protagonizados por Hortência, Paula e a própria Janeth.

A transmissão da Gazeta também contava com a participação do público, através das redes sociais, principalmente o Twitter. Vinicius incentivava mais a interação. Lia as mensagens (inclusive as minhas) e agradecia nominalmente os tuiteiros.

A emissora da Fundação Casper Líbero realizou um bom trabalho, inclusive com o noticiário da LBF no “Gazeta Esportiva”. O canal acertou na decisão ao acolher a transmissão esportiva. Anos atrás, aliás, a TV Gazeta exibia a Copa São Paulo de Futebol Júnior com boa repercussão e expressivos índices de audiência.

Seria interessante a TV Gazeta abrigar outras transmissões esportivas em sua programação.

Fabio Maksymczuk

domingo, 3 de junho de 2018

Emilio Dantas sobressai em "Segundo Sol"


Olá, internautas

A TV Globo aposta em “Segundo Sol” para manter os índices de audiência conquistados pela antecessora “O Outro Lado do Paraíso”. A nova novela das nove, de João Emanuel Carneiro, com direção artística e geral de Dennis Carvalho e direção geral de Maria de Médicis, alicerçou-se em duas fases.

A trama de Beto Falcão (Emilio Dantas) e Luzia (Giovanna Antonelli) iniciou em 1999. A fase foi condensada em dez capítulos. Em um ritmo alucinante. Os acontecimentos que remexeram a vida dos personagens passaram como um “meteoro” no vídeo. O autor preferiu a agilidade.

Capítulos muito bem escritos e com boa fluência do enredo. Concentrados na história principal. Apesar disso, o desafio agora é manter esse andamento nos mais de 140 capítulos que ainda serão exibidos.

Outra missão de Carneiro é “não pesar a mão” com os três vilões que lideram a trama. Laureta (Adriana Esteves), Karola (Deborah Secco) e Remy (Vladimir Brichta) são personagens marcantes. O telespectador precisa de um respiro diante das vilanias desenfreadas do trio.

Até aqui, as histórias paralelas criam um ar homogêneo com o restante da obra, o que não foi verificado na cultuada “Avenida Brasil”. O núcleo liderado por Edgar (Caco Ciocler) e Roberval (Fabricio Boliveira), por exemplo, flui com bom desenvolvimento.

O grande achado de “Segundo Sol” recai na escalação de Emilio Dantas. O ator traz nenhum resquício do traficante Rubinho, personagem marcante na recente “A Força do Querer”. Dantas traz um sotaque baiano maravilhoso que realmente passa veracidade ao personagem. O ator trouxe características singulares ao cantor de axé, o que afastou qualquer lembrança do trabalho anterior.

Na véspera da estreia de “Segundo Sol”, uma grande polêmica agitou a novela. A falta de atores negros no elenco que tem a missão de representar a Bahia. Tal fato é um problema seríssimo que não só afeta a nova novela das nove, mas toda a teledramaturgia do canal há décadas.
“Segundo Sol”, até aqui, apresenta boas perspectivas.

Fabio Maksymczuk

sexta-feira, 1 de junho de 2018

"Encrenca do crime" marca nova aposta da RedeTV!



Olá, internautas

Nesta semana, a RedeTV! estreou “Denúncia Urgente” com a apresentação de Edie Polo. A nova atração tem o objetivo de alavancar o “RedeTV News”.

“Denúncia Urgente” nada mais é do que um “boletim ampliado” do Edie Zap que a emissora já levava ao ar nesta faixa das 18 horas. O programa aposta em uma linguagem extremamente popular e com tons bem acima se comparado ao “padrão jornalístico”.

Uma trilha sonora estridente serve como pano de fundo para as verborragias do apresentador. Termos como “vagabundo” caracterizam o discurso. A atração segue o formato do “Encrenca”. Edie exibe vídeos que chamam a atenção nas redes sociais e narra os acontecimentos. Ao contrário do humorístico, o material do “Denúncia Urgente” explora fatos que envolvem crime e violência.

O gerador de caracteres da atração segue a mesma cartilha do extinto e histórico Notícias Populares. Trocadilhos e mensagens engraçadas tomam conta do televisor. “Frentista, o que tem na gasolina? Na gasolina, tchuin tchuin tchuinclain”. Edie comentava a adulteração do combustível vendido em alguns postos durante o desabastecimento provocado pela greve dos caminhoneiros. A produção resolveu pegar um clássico trecho musical do Chaves para "contextualizar" a notícia.

Esse é o espírito da atração, filhote do jornal impresso NP e também do “190 Urgente”, de Ratinho, atração dos anos 90 da CNT que marcou época. Aliás, o apresentador até segura um taco ao invés do cassetete. Em sua versão atualizada para os tempos atuais, “Denúncia Urgente” tenta explorar as redes sociais, principalmente o Twitter. Edie pede mensagens criativas aos telespectadores. Dessa maneira, o “vencedor” ganha um abraço do tiozão, ou seja, dele próprio. O objetivo é claro: “causar” e chamar a atenção do telespectador, seja como for.

Fabio Maksymczuk  

terça-feira, 29 de maio de 2018

Nova geração comanda policialescos tradicionais da TV brasileira


Olá, internautas

A greve dos caminhoneiros continua a pautar a programação da TV brasileira. Os telejornais dispararam nos índices de audiência. Dois policialescos, em especial, chamam a atenção dentro de tal contexto.

Com a morte de Marcelo Rezende, Luiz Bacci assumiu o comando do “Cidade Alerta”. Nesta crise que assola o País, o apresentador da Record lidera a transmissão e agradece diariamente os altos índices de audiência. Nesta terça-feira (29/05), por exemplo, até alcançou a liderança contra a soap opera “Malhação: Vidas Brasileiras”.

Bacci grita em algumas oportunidades durante a cobertura. Esbravejou contra os manifestantes que atearam fogo e fizeram barricadas em uma estrada. Ao mesmo tempo, pede calma aos caminhoneiros que são “trabalhadores, amigos e gente do bem”, características ressaltadas pelo comunicador. Apesar de ser “discípulo” de Rezende, Bacci tem o seu próprio estilo.

Na realidade, Bacci deveria ter trilhado o caminho do entretenimento. A feição “menino de ouro” poderia ser mais explorada neste segmento. Até mesmo, transformar-se em um sucessor de Gugu Liberato. Apesar disso, o telespectador do “Cidade Alerta” recebeu bem o apresentador.
Já o concorrente direto “Brasil Urgente” também passa por um processo de reformulação. O tradicional programa da Band agora é comandado por Joel Datena. A emissora continua a apostar em José Luiz Datena em seu dominical. De vez em quando, Datena pai ressurge no comando do noticiário.

Porém, Joel agora aparece com mais frequência. O jornalista adota um tom mais formal que Bacci no comando do “Brasil Urgente”. Mais sério e circunspecto. Tais características até vieram à tona com uma gafe da produção. Na última sexta-feira (25/05), a atração embananou-se e exibiu um merchandising com erro do apresentador ao enrolar a língua. “Tênis Pré… Sempre vou nesse ‘P’”,” esbravejou. Em seguida, Joel ressurge e dispara após a gafe: “Eu tive que interromper o recado porque o bicho está pegando!”.

Joel passa uma imagem mais apaziguadora que o pai. Datena reclama ao vivo corriqueiramente com sua equipe técnica. O filho não segue tal cartilha.

A nova geração assumiu os tradicionais “Cidade Alerta” e “Brasil Urgente”. Os apresentadores enfrentam o enorme desafio, principalmente agora nesta cobertura tensa da paralisação dos caminhoneiros. Momento de crescimento para ambos.

Fabio Maksymczuk

domingo, 27 de maio de 2018

Adriana Araújo sobressai em cobertura da greve dos caminhoneiros



Olá, internautas

A greve dos caminhoneiros agita a programação da TV brasileira. Diversos programas são derrubados para a entrada dos boletins jornalísticos que informam o telespectador sobre o movimento que remexeu a estrutura da sociedade.

A Record, mais uma vez, sobressai na cobertura jornalística. Adriana Araújo comandou com sua habitual competência os plantões da emissora, principalmente neste final de semana, ao lado do também competente Reinaldo Gottino. A apresentadora do Jornal da Record não tirou folga e comandou, inclusive, o noticiário dentro do “Domingo Espetacular”. Sem sensacionalismo. O telespectador reconhece o bom trabalho. Os telejornais do canal bateram recordes de audiência.

A TV Globo também cedeu espaço da grade para a cobertura do movimento que paralisa o País. Neste sábado (26/05), por exemplo, “As Matrioskas”, de Glenda Kozlowski, não foi ao ar. A emissora platinada esticou o “Jornal Hoje”. Ao contrário de Adriana, William Bonner não surgiu no vídeo. O substituto Rodrigo Bocardi assumiu o “Jornal Nacional” e liderou a cobertura nos intervalos comerciais da Globo.

Na Band, o “Agora é com Datena” transformou-se em uma versão dominical do “Brasil Uregnte”. O apresentador comandou a edição especial com informações sobre a greve dos caminhoneiros e contou até com bate-papo exclusivo entre o governador de São Paulo, Marcio França, e o ministro do governo Temer, Carlos Marun.

Apesar da extensiva cobertura jornalística na TV aberta, pouco espaço foi dado para um debate mais aprofundado sobre a caótica matriz de transporte no Brasil. O País, com dimensões continentais, não deveria privilegiar o sistema rodoviário e, muito menos, basear-se em uma base suja energética com o uso intensivo do petróleo. Para reflexão.

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 24 de maio de 2018

"As Aventuras de Poliana" surpreende no IBOPE


Olá, internautas

O SBT comemora os índices de audiência de “As Aventuras de Poliana”. A nova aposta da emissora de Silvio Santos tira, até mesmo, preciosos pontos no IBOPE da atual concorrente direta “Segundo Sol”. As duas produções vão ao ar simultaneamente. Isso será alterado com o encerramento de Carinha de Anjo. Quadro inusitado.

A trama de Iris Abravanel gira ao redor dos 15 pontos de média. A história de Dulce Maria fica ao redor dos 10 pontos. É um claro sinal de apreço desse telespectador que prefere acompanhar um enredo com menos violência, mais puerilidade, inocência, sem debates sobre sexualidade e questões de gênero.  

Diferente da estrutura original das telenovelas mexicanas (mais enxuta), a autora preferiu apostar em dois personagens centrais que lideram a novela, além de alguns núcleos paralelos que irrigam a trama.

Poliana, interpretada por (Sophia Valverde), não é a única e “soberana” protagonista. Ela divide o espaço com o carismático João, vivido pelo cearense Igor Jansen. A escolha de um menino é acertada, já que os garotos podem se identificar com o personagem. Além disso, a “antecessora” Carinha de Anjo já é protagonizada por uma menina. E “Chiquititas”, que ainda está no ar, também é composta por um grupo de garotas. 

Iris também decidiu criar um núcleo “teen” para abraçar os já adolescentes que cresceram assistindo às novelas do SBT desde “Carrossel”. Larissa Manoela comanda a história paralela, através da sua personagem Mirela.

Vestígios da marca Iris Abravanel aparecem na nova produção. Há um clube de “meninos masculinos” que investigam o misterioso Sr. Pendleton, interpretado por Dalton Vigh. Clara referência à trupe da Patrulha Salvadora, egresso de “Carrossel”. Há ainda cachorros que “pululam” na novela. “Herdeiros” de Rabito, também de Carrossel. E ainda há um personagem à la Maria Joaquina na Escola Ruth Goulart.

Para passar ainda mais o clima de brasilidade, Iris apostou em um núcleo com atores negros. Eles vivem na comunidade Jardim Bem-Te-Vi. Gleyce (Maria Gal), Ciro (Nando Cunha), Jeferson (Vitor Britto) e Kessya (Duda Pimenta) representam os afrodescendentes tão esquecidos pela teledramaturgia brasileira.

Agora é acompanhar se “As Aventuras de Poliana” manterá o folego inicial no decorrer dos 400 capítulos.

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 22 de maio de 2018

Dublagem de Buddy Valastro gera incômodo em "Batalha dos Confeiteiros Brasil"



Olá, internautas

A Record TV resolveu apostar na segunda edição do “Batalha dos Confeiteiros Brasil”. O programa corta a duração do “Power Couple Brasil” às quartas-feiras. O reality de Gugu fica no ar durante apenas 15 minutos. Em seguida, entra o talent show da confeitaria.

“Batalha dos Confeiteiros Brasil” lembra a estrutura de “O Aprendiz”. Buddy controla a disputa com mão de ferro. O apresentador instiga os participantes a competirem. Ele pede, a cada um, assinalar os pontos fortes e fracos de cada concorrente e, em seguida, julga e elimina o mais fraco da rodada. 
   
Nesta edição, Elisabeth Teodoro ganha atenção. Ela já é uma profissional conhecida dos telespectadores, principalmente da TV Gazeta. Ela participava do programa “Mulheres”. Mais experiente do grupo, ela se destaca.

E é justamente por isso que os “rivais” tentam desconstruir a imagem da confeiteira. Aliás, alguns competidores querem aparecer mais que o próprio Buddy! Em um episódio, Cleverson protagonizou um chilique ao perceber que Elisabeth não tinha sido “demitida” por Buddy. Totalmente desnecessário.

Como nas temporadas anteriores, incluindo o Batalha dos Cozinheiros, o maior problema recai na dublagem do “Cake Boss”. Buddy até fica ríspido e “bravo” com os competidores. É perceptível no gestual. Porém, o tom de voz “juvenil” do dublador derruba toda a tentativa de passar um ar mais “durão”. Fica estranhíssimo no vídeo.

Além disso, o apresentador dublado com participantes legendados (há estrangeiros na disputa), ao lado dos brasileiros, cria um ruído difícil de ser sanado. O ar artificial impera. É difícil o telespectador embarcar com a edição truncada.  

Fabio Maksymczuk

domingo, 20 de maio de 2018

Dica de teatro: "Ayrton Senna, O Musical" traz reflexão sobre Fórmula 1 na atual TV brasileira



Olá, internautas

Neste domingo (20/05), fui ao Teatro Sérgio Cardoso, localizado na região central da cidade de São Paulo. Estou emocionado até agora.

Assisti ao musical sobre o Ayrton Senna. RECOMENDADÍSSIMO! Não é barulhento. Roteiro inteligente. Sensível. Adorei!

Duas histórias paralelas costuram o texto. Uma liderada pelo ator Hugo Bonemer que interpreta o tricampeão Ayrton Senna. Já a outra ponta retrata Beco e o garoto Vanderson.

Não contarei mais detalhes. Não sou spoiler. Há um encontro no palco entre as duas pontas na reta final. Roteiro que fugiu do óbvio e da linearidade. O espetáculo é composto por competentes números musicais. O mais bonito e impactante, para mim, ocorre no desfecho do primeiro bloco. Sintetiza toda a trajetória do nosso eterno campeão.

Acompanhando o musical, percebemos como a Fórmula 1 perdeu espaço e brilho na programação da TV Globo. Até meados dos anos 90, a atração automobilística provocava grande expectativa junto ao telespectador. No musical, a narração de Galvão Bueno e o icônico tema da vitória que consagrou o paulistano ganham destaque no desfecho.

Após a morte de Senna, o brasileiro entrou em luto que permanece até os dias atuais em relação aos grandes prêmios exibidos na televisão. Tal clima até contaminou a Fórmula Indy pela Band. Ayrton é símbolo de uma era.

#SennaSempre

Fabio Maksymczuk