Olá, internautas
A programação da TV brasileira já se mobiliza na cobertura
do Carnaval 2026. Nesta manhã de domingo (15/02), encerraram os desfiles as
escolas de samba do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo. A TV Globo
transmitiu as 14 agremiações que passaram pelo Sambódromo do Anhembi.
A emissora platinada resolveu “inovar” na transmissão do
carnaval paulistano. Inspirado na RedeTV!, tiraram Everaldo Marques e Valeria
Almeida do Sambódromo e colocaram os dois apresentadores em um estúdio virtual
na sede da emissora em São Paulo. Pegou mal. A dupla ficou sem a emoção que
irradia no local. Milton Cunha, Ailton Graça e Judson Sales ficaram isolados em
pontos distintos no Anhembi.
Ao mesmo tempo, isso trouxe um ponto positivo na cobertura. A
transmissão ficou menos poluída e sem tanto falatório, exceto Valeria Almeida
que cometeu os mesmos equívocos do ano anterior. O desfile da escola de samba é
um espetáculo. Um show. A musicalidade precisa imperar. Por outro lado, Cunha
continuou a contribuir positivamente na transmissão com suas ponderações. Everaldo
deveria ter liderado, sozinho, a cobertura ao lado dos comentaristas. É um
problema estrutural que afeta a transmissão há décadas na Globo (até ajudaria
na “redução dos custos”...).
Minha experiência - Tive a oportunidade de acompanhar, in
loco, o primeiro dia da festividade. No ano passado, lamentei, neste espaço, a
falta da publicação sobre as escolas que era distribuída para o público que
acompanha os desfiles. Neste ano, a Liga-SP (Liga Independente das Escolas de
Samba de São Paulo) retomou com o guia. “Este impresso é mais uma prova disso:
após muitos anos, retomamos a publicação deste material tão valioso e até
colecionável”, informa a entidade nas primeiras páginas da ótima revista que
ganhou uma boa diagramação e tamanho. Esperamos que a iniciativa perdure.
Por outro lado, a Liga-SP concentrou, neste ano, a venda dos
ingressos impressos em sua sede na Fábrica do Samba. De segunda a sexta-feira.
Desativaram o posto do Shopping Metrô Tatuapé. Em anos anteriores, até vendiam
em um quiosque no Metrô São Bento. Tive que ir até a Fábrica do Samba no meu
horário de almoço (fiquei sem almoçar naquele dia) para adquirir o ingresso. A
entidade deveria reativar outro local de grande circulação que venda o ticket,
inclusive aos finais de semana.
Fabio Maksymczuk


Nenhum comentário:
Postar um comentário