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terça-feira, 3 de março de 2026

Documentário da Globo reconhece importância do SBT para sucesso do Mamonas Assassinas


Olá, internautas

3 de março de 1996. Liguei a TV por volta do meio-dia no Domingo Legal. Um domingo normal até então. Logo nos primeiros momentos do dominical do SBT, Gugu Liberato anuncia o acidente aéreo que vitimou o grupo Mamonas Assassinas. Choque na hora.

A banda, poucos domingos antes, estava no palco da atração esbanjando alegria e irreverência. Era o maior sucesso daquela era. Logo na minha mente, veio a previsão da Mãe Dinah. Comandante Hamilton sobrevoava a Serra da Cantareira com aquela trilha musical que marcava o momento de tensão do Domingo Legal.

Um domingo que jamais sairá da minha memória afetiva. 30 anos. Sim. 30 anos da data do desencarne dos rapazes que divertiam os brasileiros. Comprei essa publicação que guardo com carinho até hoje. Divulguei nas redes sociais (com milhares de visualizações no Twitter) e faço o mesmo por aqui.

Nessa segunda-feira (02/03), a TV Globo exibiu Mamonas - Eu Te Ai Lóve Iú. O documentário, que marcou os 30 anos do desencarne dos integrantes da banda, teve o mérito de reconhecer a importância do SBT para o sucesso do grupo. Imagens do Domingo Legal (arquirrival máximo da TV Globo nos anos 90), Jô Soares 11 e meia, Hebe e Programa Livre compuseram a estrutura narrativa do especial. Até mesmo, Serginho Groisman foi um dos entrevistados.

O documentário quis contextualizar a irreverência do Mamonas com a liberdade que o Brasil vivia após duas décadas de Regime Militar. Um dos momentos mais marcantes do doc surgiu no desabafo de Dinho numa casa de show em Guarulhos onde, em um passado recente, tinha sido menosprezado com o então grupo Utopia. “Nada é impossível”, bradou.

Entrevistas com os familiares do quinteto permearam a atração dirigida por Fellipe Awi com roteiro de Renato Terra e Gabriel Tibaldo. A querida Valéria Zopello, que ganhou holofotes pelo relacionamento com Dinho na época, também deu o seu depoimento.

Após assistir ao documentário sobre Mamonas Assassinas, percebemos como a televisão brasileira perdeu a autenticidade e como a sociedade tornou-se mais raivosa e frustrada.

Fabio Maksymczuk

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