Olá, internautas
No último domingo (29/03), Luciano Huck comandou mais uma
edição do Melhores do Ano.
A premiação perdeu o frescor com o adiamento da entrega das
estatuetas. Ficou sem o clima das festas de fim de ano e do clima de
encerramento de um ciclo coroando os destaques do período. Não foi uma boa
ideia. Além disso, nesta edição, a cerimônia foi exibida ao vivo. Nitidamente, todos
os envolvidos exalavam uma maior tensão na tela e passavam a impressão de que pensavam
duas vezes antes de falar algo.
As intervenções de Paulo Vieira ficaram mais concentradas
nos primeiros momentos da festividade. Irreverente, cutucou até o Power Point
que demonstrava as relações de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, com
determinados personagens políticos exibido no Estúdio I pela GloboNews.
Em especial nesta edição, Melhores do Ano gerou uma onda de incredulidade
no telespectador. Desde o anúncio das finalistas, a categoria Melhor Atriz era
a mais problemática em toda a premiação. As ausências de Carol Castro, por seu
trabalho em Garota do Momento como Clarice, e Sophie Charlotte, em Três Graças
na pele de Gerluce, provocaram indignação. E para piorar a situação, Grazi
Massafera ainda conquistou a vitória em cima da magistral Debora Bloch.
Constrangedor.
E não parou por aí. Paolla Oliveira, mais uma vez, foi posta
em xeque no Melhores do Ano. A atriz, que desenvolveu um trabalho, no mínimo
questionável como Heleninha Roitman em Vale Tudo, derrotou, na categoria Atriz
Coadjuvante, a brilhante Suely Franco que emocionou em Dona de Mim como Dona
Rosa. Constrangedor.
Já Marcello Novaes, que foi o antagonista Jaques da novela
Dona de Mim, surgiu na categoria ator coadjuvante. Incoerente. Poderia ter disputado
como melhor ator.
E teve mais. Na categoria Esporte, o questionável Fred
Bruno, apresentador do Globo Esporte SP, superou o competente Everaldo Marques
que, de fato, rejuvenesce a linguagem da narração esportiva da emissora
platinada. Constrangedor.
No quadro Saudade, que relembra os artistas que
desencarnaram no último ano, a ausência da apresentadora Ione Borges, da TV Gazeta,
foi sentida.
Luciano Huck sempre enfatizava, antes do anúncio, que o
vencedor era definido por votação popular. Como já acontece no BBB, o processo
de votação deveria ser modificado. A apuração deveria contabilizar cada voto
por CPF para evitar (ou tentar minimizar) aberrações entre os premiados. Caso contrário,
o título Melhores do Ano perde o sentido.
Fabio Maksymczuk

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