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segunda-feira, 6 de abril de 2026

A Nobreza do Amor apresenta início interessante

 

Olá, internautas

“A Nobreza do Amor” é a nova aposta da TV Globo. A nova novela das seis, criada e escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elisio Lopes Júnior, com direção artística de Gustavo Fernandez e direção geral de Pedro Peregrino, apresentou um caminho interessante nos primeiros capítulos.

A emissora platinada aprofunda, ainda mais, a questão da diversidade em suas produções. Durante décadas, a teledramaturgia reservava espaço aos atores negros em novelas de época para retratar a escravidão. Em “A Nobreza do Amor”, há um avanço nítido. O elenco afrodescendente retrata reis e rainhas da África. É uma tentativa de ampliar o imaginário popular sobre a questão étnica. Sem o ar de discurso de militância. O autor Tiago Santiago já pincelava sobre isso há mais de 20 anos com o lançamento de A Escrava Isaura na Record.

Diferente do que aconteceu no remake de Elas por Elas, ocorreu um acerto na escalação de Lázaro Ramos para interpretar o vilão Jendal. O ator já aparece imbuído no personagem. Ronald Sotto brilha nos primeiros capítulos ao interpretar o mocinho Tonho. Grata surpresa até aqui.

Por outro lado, a repetição de Duda Santos para protagonizar mais uma novela das seis, em curto espaço de tempo, é questionável. A atriz mal desencarnou de Garota do Momento, após uma sucessão de trabalhos consecutivos. O mesmo acontece com Danton Mello que retorna prematuramente ao vídeo.

Nesses primeiros capítulos, o núcleo Batanga sobressaiu no roteiro. Já a história que desenrola em Barro Preto, interior do Rio Grande do Norte, traz as velhas questões que envolvem as produções da TV Globo. Atores do Rio de Janeiro tentam incorporar o sotaque nordestino que soa falso nos ouvidos dos telespectadores locais. Apesar desse registro, Nicolas Prattes, que incorpora o mulherengo Mirinho, está bem à vontade, após sua passagem em Mania de Você.

Agora, é acompanhar a receptividade do público com a história de uma princesa africana que foge do estereótipo das novelas das seis.

Fabio Maksymczuk

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