Olá, internautas
Neste ano, o Roda Viva, que completa quatro décadas no ar,
entrou em uma nova fase. O mais tradicional programa de entrevistas da TV
brasileira agora conta com medição de Ernesto Paglia que sucedeu a Vera
Magalhães. A apresentadora deixou a emissora após seis anos na bancada.
A TV Cultura acertou na contratação do jornalista que
construiu uma carreira sólida no telejornalismo da TV Globo. É um dos
principais nomes do jornalismo brasileiro. Possui credibilidade e uma imagem
isenta diante de uma sociedade polarizada.
Neste início de sua nova jornada, um entrevistado provocou
repercussão por uma postura destemida. Na última segunda-feira (06/04), o neuropediatra
José Salomão Schwartzman defendeu seu ponto de vista sobre o universo do Transtorno
do Espectro Autista. Minimizou o efeito do uso de medicamentos à base de
canabidiol para a comunidade autista. Sugeriu que há um lobby para o incremento
desse setor.
Além disso, criticou veementemente a ampliação do chamado “espectro autista”, especialmente com o diagnóstico do nível 1 que pode englobar pessoas chamadas de “esquisitas” na sociedade. Ele ainda levantou outro efeito colateral desse fenômeno. “Quanta gente se faz de autista nível um para obter as benesses que isso traz? Possivelmente, muita gente", disparou.
De acordo com o médico, é necessário haver um melhor refinamento para diagnosticar, de uma maneira mais eficiente, as pessoas que necessitam de suporte. Fez ainda ponderações sobre a presença de autistas nível 3 em ambientes educacionais, especialmente universitários. Criticou também o emprego da psicanálise no conjunto do tratamento.
"TEA e TDAH se transformaram em business", esbravejou Schwartzman sobre a explosão de diagnósticos que incrementa a indústria farmacêutica.
Entrevista reveladora que marca a fase Paglia. O programa cumpre a sua missão em provocar repercussão com as falas dos convidados que defendem os seus ideais.
Fabio Maksymczuk

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