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sábado, 16 de maio de 2026

Três Graças termina com bom último capítulo

 

Olá, internautas

Nessa sexta-feira (15/05), Três Graças chegou ao fim. A novela das nove criada e escrita por Aguinaldo Silva, Virgilio Silva e Zé Dassilva apresentou, em 179 capítulos, uma história contada, de fato, em novelo. Início, meio e fim sem atropelos.

Apesar do roteiro bem construído, a novela, em si, ficou longe de integrar a relação das inesquecíveis do gênero. Três Graças lembrou Volta por Cima e Cara e Coragem. Produções corretas, mas sem a provocação de uma grande expectativa.

LGBTQIA+

Mesmo com o retrato de um Brasil mais conservador, a produção pode ser classificada como a novela mais LGBTQIA+ da história da TV Globo. Sem penumbras, o casal Lorena (Alanis Guillen) e Juquinha (Gabriela Medvedovsky) ganhou amplo espaço na produção. Beijos entre as duas mulheres entravam naturalmente na história.

Além disso, havia o casal mais maduro formado por Kasper (Miguel Falabella) e João Rubens (Samuel de Assis) e também o composto por Leonardo (Pedro Novaes) e a mulher trans Viviane interpretada por Gabriela Loran, uma das gratas revelações de Três Graças. Sem falar de Helga (Kelzy Ecard) que nutria uma paixão platônica por Arminda.

Sophie Charlotte

Sophie Charlotte foi a grande destaque de Três Graças. A atriz consolidou seu nome na galeria do primeiro escalão da emissora platinada ao viver a guerreira Gerluce. O público ficou ao lado da mocinha, desde o início. Não perdeu fôlego em momento algum. Tornou-se referência de uma mulher do bem em produções contemporâneas.

Murilo Benício viveu um bom momento em sua longeva carreira televisiva como o vilão Santiago Ferette. O ator surgiu como grande revelação na teledramaturgia da TV Globo em Fera Ferida, novela também assinada por Aguinaldo Silva, na pele do gari Fabricio. Um especial reencontro.

Já Grazi Massafera interpretou a personagem mais original de Três Graças. O desfecho de Arminda entrou no rol de melhores momentos de um último capítulo. Após a simulação de uma queda da escada, a vilã-mor disparou: “Eu não ia dar esse gostinho nem que a vaca tussa”. E não parou por aí. “Pronta pro close, Luis Henrique Rios”, citando o nome do diretor.  Diálogos geniais com o telespectador. A atriz, na reta final, cresceu em sua interpretação. Claramente, se divertia com o texto. Porém, em grande parte da novela, enxergava mais a figura de Grazi e não a personagem.

Revelação

Alana Cabral, que já tinha se destacado no filme #SalveRosa, apareceu como a maior revelação da novela ao interpretar Joélly, jovem de 15 anos que viveu a sina da gravidez precoce, como sua avó e mãe. O cantor Belo superou a expectativa inicial. É verdade que ficava nítido um maior “travamento” nas cenas com Viviane Araújo, mas convenceu na pele de Misael.

Falta de São Paulo

Teria sido mais honesto que Três Graças fosse ambientada no Rio de Janeiro, especialmente no bairro de Santa Teresa, como aparecia no planejamento inicial. Mais uma vez, a novela da TV Globo não conseguiu transparecer o ar da capital paulista (e muito menos da Aclimação). Além disso, o sotaque com o “r” aberto dos atores cariocas fortaleceu a artificialidade de São Paulo na produção.

Fabio Maksymczuk

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