Olá, internautas
Nesse domingo (18/10), a Band promoveu o aguardado debate
entre Flavio Bolsonaro (PL) e Luiz Inacio Lula da Silva (PT). O encontro com os
presidenciáveis deixou a emissora do Morumbi em primeiro lugar nos índices de
audiência durante grande parte da duração.
O embate entre os dois oponentes deixou escancarado o atual
quadro da política brasileira. O debate, no final das contas, discutiu absolutamente
nada de relevante para os entraves e desafios do presente e futuro do Brasil.
O primeiro bloco ficou marcado por uma tensão extrema no
confronto entre Flavio e Lula. A aproximação física entre os dois políticos no
palco da Band intensificava ainda mais a percepção. Além disso, durante todo o
duelo, o filho de Jair Bolsonaro insistia em ficar atrás do atual presidente.
Uma tática copiada de Donald Trump que adotou tal postura, especialmente, no embate
contra Hillary Clinton em 2016.
No último bloco, Adriana Araújo teve que se esgoelar para
tentar convencer Flavio a deixar Lula se despedir do telespectador sem sua
presença ao fundo. Nesse momento, a plateia começou a gritar e tensionou ainda
mais o ambiente.
A Band, com 40 anos de tradição em debates eleitorais, já
deveria ter aprendido que o auditório compromete o desenrolar dos embates. A
presença de convidados deveria ser mínima no estúdio.
A discussão de ideias não aconteceu. Um quis aumentar, ainda
mais, a rejeição do outro. O cidadão brasileiro saiu perdendo.
Fabio Maksymczuk

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