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sexta-feira, 30 de outubro de 2026

SBT insiste com jornalismo no início do horário nobre

 

Olá, internautas

O início do horário nobre é um dos mais significativos entraves dentro da programação do SBT. As “novelas da tarde” foram substituídas pelo jornalismo. Desde então, o canal da família Abravanel mais disputa o terceiro lugar com a Band que a vice-liderança contra a Record. Não é raro amargar a quarta colocação.

Nesta faixa, nos últimos anos, já passaram por ali o experiente José Luiz Datena, Christina Rocha, Marcão do Povo, Darlisson Dutra e Dani Brandi com o Tá na Hora. Logo em seguida, a direção sbtista tentou resgatar o Aqui Agora com a própria Dani Brandi, Marco Pagetti e o veterano Geraldo Luis. Sem sucesso.

Mesmo assim, o SBT triplica a aposta no jornalismo com o novo SBT Cidades. Contrataram Erica Reis e o polêmico Rodrigo Bocardi para o novo projeto. O ex-jornalista da TV Globo, após cerca de um mês da estreia do telejornal, foi afastado. Em um primeiro momento, Erica comandou sozinha o noticiário. Agora, ganha a companhia de Marcelo Casagrande que se destacou na faixa da madrugada.

SBT Cidades perdeu a proposta inicial da prestação de serviço e de denúncias que envolveriam, especialmente, a cidade de São Paulo. Agora, é um telejornal factual com notícias da editoria de criminalidade com amplo espaço. Após o programa jornalístico, entra outro noticioso. SBT Brasil com Cesar Filho. Bloco de duas horas e meia.  

É bom lembrar que, em 1997, o SBT basicamente cumpria a cota mínima de jornalismo (5%) em sua grade diária. Espaço extremamente reduzido. Tal movimento impacta, até hoje, a imagem do canal dentro do novo cenário da televisão.

SBT Cidades é mais uma tentativa para capturar uma parcela dos telespectadores que se encontra sintonizado na Record com Cidade Alerta e Band com Brasil Urgente. O resultado é tímido, até aqui.

Fabio Maksymczuk  

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