Olá, internautas
Nesta sexta-feira (09/01), Dona de Mim chegou ao último
capítulo. A novela das sete da TV Globo, escrita por Rosane Svartman com
direção geral de Pedro Brenelli e direção artística de Allan Fiterman, termina
com saldo positivo. Em seus mais de 200 capítulos, a obra enfrentou um início
tímido com desenvolvimento crescente na história. A morte de Abel (Tony Ramos)
ajudou a impulsionar a trama.
Nitidamente, notou-se um esticamento da história. Isso gerou
momentos pouco atraentes para o telespectador. Mesmo entre altos e baixos, Dona
de Mim termina como uma boa novela. Rosane Svartman consolida-se como a melhor
autora da faixa horária.
A seguir, o nosso tradicional balanço com os pontos
positivos e negativos.
PONTOS POSITIVOS
Suely Franco (Rosa): a experiência sempre faz a diferença. A
atriz sobressaiu no elenco ao viver a matriarca da família Boaz. Envolveu o
público com os dilemas e desfortúnios de Rosa. Comovente.
Claudia Abreu (Filipa): a atriz também esbanjou experiência
ao viver a personagem mais complexa de toda a novela. Filipa é uma mulher com
diversas camadas que poderia ter trilhado caminhos tortuosos na mão de outra
atriz. Claudia domou Filipa com brilhantismo.
Além disso, formou uma boa dupla com Felipe Simas que demonstrou
maturidade ao interpretar Danilo.
Clara Moneke (Leona): a atriz é o melhor retrato da nova
fase da TV Globo que valoriza a representatividade. Clara irradia talento,
simpatia e carisma na tela. Demonstrou constância do primeiro ao último
capítulo em seu primeiro papel de protagonista.
Humberto Morais (Marlon): o ator aproveitou a oportunidade e
se destacou na pele do policial militar Marlon. Abriu as portas para novos
papéis.
Giovanna Lancellotti (Kamila): a atriz viveu o melhor
momento de sua carreira artística. Viveu com intensidade a fase mais dramática
de Kamila. O estupro e a repercussão do ato repercutiram junto ao público.
L7nnon (Ryan): até aqui conhecido como rapper, o artista
aparece como uma boa revelação na teledramaturgia. Não demonstrou insegurança
ao interpretar o ex-presidiário Ryan.
PONTOS NEGATIVOS
Marlon: o policial militar enfrentava dilemas pessoais com
sua profissão. Não queria atirar, mesmo em confrontos em plena cidade do Rio de
Janeiro. Entrou em crise existencial. Provavelmente, ele desejaria ser, na
realidade, um guarda municipal e não um PM. Tais discussões sobre a (in)
segurança pública na novela trilharam um caminho questionável.
Retorno de Ellen (Camila Pitanga): há uma onda de
ressurreições nas telenovelas recentes da TV Globo. Em todas as faixas horárias,
os ‘mortos-vivos’ ganham espaço. E assim aconteceu em Dona de Mim.
Provavelmente como uma forma de esticar a novela, Ellen, dada como falecida
logo nos primeiros capítulos, ressurge ‘vivinha da silva’ do nada em plena reta
final. Uma história sem pé nem cabeça. Pegou mal.
Fabio Maksymczuk



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