Olá, internautas
Nessa sexta-feira (14/08), Coração Acelerado chegou ao fim
na TV Globo. A obra, criada e escrita por Izabel de Oliveira e Maria Helena
Nascimento, com direção artística de Carlos Araújo, terminou como uma novela
regular.
A história leve marcou a trama do início ao fim. Um momento
para que o público que chega do trabalho descansasse a mente. O maior problema
da produção residiu na falta do espírito goiano. “Coração Acelerado” não
conseguiu transparecer o ar de Goiás. A emissora ainda enfrenta a grave questão
da falta da representatividade regional. E isso não avançou na novela das sete.
Por isso mesmo, o retrato do universo da música sertaneja também
ficou artificial. Uma das poucas exceções aconteceu com Filipe Bragança que
viveu o melhor momento de sua carreira artística, até aqui, ao viver o protagonista
João Raul. Foi, disparado, o grande nome da produção.
Por outro lado, Isadora Cruz, que interpretou Agrado, e Thomas
Aquino, que encarnou Ronei, deveriam ter sido poupados da escalação na novela
das sete. Os dois apareceram com destaque (positivo) em Guerreiros do Sol. Ao
mesmo tempo, surgiam em dose dupla no vídeo da TV Globo em Coração Acelerado. Sem
o mesmo brilho.
Na reta final, as autoras derrubaram o final com uma
história sem pé nem cabeça. Na tentativa de criar um grande impacto na
audiência, foi revelado que Ronei, na realidade, era o pai de João Raul. O tiro
saiu pela culatra. A reação negativa em grande parte dos telespectadores, que
não digeriu a história, ecoou pelas redes sociais.
Para piorar, as autoras ainda ressuscitaram Jean Carlos (Ricardo
Pereira) nos últimos capítulos. Na teledramaturgia atual da emissora platinada,
os mortos não morrem. Tal “arma secreta” já enjoou.
Coração Acelerado passou e agora deixa o bastão para Por Você.
Avaliação final: regular
Fabio Maksymczuk

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