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sábado, 15 de agosto de 2026

História sem pé nem cabeça derruba final de Coração Acelerado

 

Olá, internautas

Nessa sexta-feira (14/08), Coração Acelerado chegou ao fim na TV Globo. A obra, criada e escrita por Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento, com direção artística de Carlos Araújo, terminou como uma novela regular.

A história leve marcou a trama do início ao fim. Um momento para que o público que chega do trabalho descansasse a mente. O maior problema da produção residiu na falta do espírito goiano. “Coração Acelerado” não conseguiu transparecer o ar de Goiás. A emissora ainda enfrenta a grave questão da falta da representatividade regional. E isso não avançou na novela das sete.

Por isso mesmo, o retrato do universo da música sertaneja também ficou artificial. Uma das poucas exceções aconteceu com Filipe Bragança que viveu o melhor momento de sua carreira artística, até aqui, ao viver o protagonista João Raul. Foi, disparado, o grande nome da produção.

Por outro lado, Isadora Cruz, que interpretou Agrado, e Thomas Aquino, que encarnou Ronei, deveriam ter sido poupados da escalação na novela das sete. Os dois apareceram com destaque (positivo) em Guerreiros do Sol. Ao mesmo tempo, surgiam em dose dupla no vídeo da TV Globo em Coração Acelerado. Sem o mesmo brilho.

Na reta final, as autoras derrubaram o final com uma história sem pé nem cabeça. Na tentativa de criar um grande impacto na audiência, foi revelado que Ronei, na realidade, era o pai de João Raul. O tiro saiu pela culatra. A reação negativa em grande parte dos telespectadores, que não digeriu a história, ecoou pelas redes sociais.  

Para piorar, as autoras ainda ressuscitaram Jean Carlos (Ricardo Pereira) nos últimos capítulos. Na teledramaturgia atual da emissora platinada, os mortos não morrem. Tal “arma secreta” já enjoou.  

Coração Acelerado passou e agora deixa o bastão para Por Você.

Avaliação final: regular

Fabio Maksymczuk

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