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terça-feira, 7 de abril de 2020

"Topa ou Não Topa" garante maior audiência do SBT

Olá, internautas

Nesta quarta-feira (08/04), o blog FABIOTV será atualizado com artigo inédito.

Até lá!

No site FABIOTV

"Topa ou Não Topa" garante maior audiência do SBT

Saiba mais em: http://www.fabiotv.com.br/manchete.aspx?id=76463

"BBB20" supera "Fantástico" no IBOPE

Saiba mais em: http://www.fabiotv.com.br/manchete.aspx?id=76456

Missas, programa sertanejo e filme alavancam audiência da TV Aparecida no fim de semana

Saiba mais em: http://www.fabiotv.com.br/manchete.aspx?id=76471

Estreia de "Brega e Chique" bate recorde histórico de audiência no VIVA

Saiba mais em: http://www.fabiotv.com.br/manchete.aspx?id=76450

ENQUETE! A TV Globo acertou na reprise de "Novo Mundo"? Sim ou Não? Vote no site! www.fabiotv.com.br


domingo, 5 de abril de 2020

Band fortalece nostalgia com séries da Manchete



Olá, internautas

A Band surpreendeu o telespectador na programação dominical. Agora, o canal do Morumbi fortalece o saudosismo do público com o resgaste de séries que fizeram enorme sucesso no final dos anos 80 e início dos anos 90 na saudosa Rede Manchete.

Changeman, Jiraiya e Jaspion ganham espaço no “Mundo Animado” entre 10h30 às 12h30. A emissora da família Saad subiu nos índices de audiência. Fica entre 2 a 3 pontos. Ótimo patamar para uma faixa que ficava no traço.

Nasci nos anos 80 e acompanhei o sucesso dos heróis japoneses. Confesso que lembro nada das histórias narradas. Até fiquei surpreso com a presença de “humanos” nas produções. Na minha memória afetiva, só vejo os personagens com sua armadura típica em cenas de ação.

Aliás, as fantasias do Jaspion eram uma verdadeira febre, principalmente entre os meninos. Recordo que preferia Changeman, mas não recordo o motivo. Jiraiya sumiu das minhas lembranças. A garotada simulava os gestos das trupes japonesas em festas e na escola.

Jaspion, principalmente, é símbolo da minha geração. Ao assistir novamente as séries, somos transportados diretamente para a nossa infância. Sensação gostosa na manhã de domingo. E muitos acompanham já com os seus filhos.

Grande acerto da Band.

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 2 de abril de 2020

TV Globo se arrisca com "Novo Mundo"


Olá, internautas

Nesta semana, a TV Globo iniciou a reprise de “Novo Mundo”. A novela das seis, escrita por Thereza Falcão e Alessandro Marson com direção artística de Vinícius Coimbra, retornou à programação da emissora platinada após o adiamento da estreia de “Nos Tempos do Imperador”.

A estratégia adotada pela direção tem sua lógica. Seria um preâmbulo da nova história que promete valorizar Dom Pedro II, uma das principais lideranças da História do Brasil.

Porém, a trama, que consagrou Leticia Colin no papel da Imperatriz Leopoldina, saiu do ar há cerca de três anos. No balanço final, comentei sobre o desempenho da atriz: “Leticia Colin brilhou ao viver Leopoldina. Sempre destacamos neste espaço que a TV Globo deveria catapultar atrizes que conquistam reconhecimento em outras produções, como coadjuvantes, em protagonista das novelas das seis. E isso aconteceu com Leticia. Ela aproveitou a oportunidade e surgiu como a maior destaque da novela”.

O telespectador ainda guarda na memória as tramas de Dom Pedro I e companhia. Aliás, foi o melhor momento da carreira artística de Caio Castro. No artigo sobre as considerações finais da produção, divulguei neste espaço: “Caio Castro, que sempre se destacou em seus trabalhos na TV Globo, mais uma vez chamou a atenção. O ator tinha a consciência da importância do personagem em sua carreira e personificou Dom Pedro I com entrega total”.

Todas essas impressões também são frescas. “Novo Mundo” retornou na mesmíssima faixa de sua exibição original. É o mesmíssimo telespectador que acompanhará novamente o folhetim. Por isso mesmo, não é de estranhar que a “velha nova novela das seis” registre menos audiência que a reprise de Avenida Brasil, por exemplo.

Mesmo com sua lógica, a TV Globo poderia ter resgatado uma novela mais antiga da faixa.  “A Vida da Gente”, uma das melhores produções da emissora nesta década, poderia ter ganhado sua reprise, já que ainda não conquistou seu merecido espaço no “Vale a Pena Ver de Novo”. Além disso, daria uma quebra necessária em produções de época exibidas ininterruptamente na faixa horária, inclusive com a futura Nos Tempos do Imperador. 

Fabio Maksymczuk

segunda-feira, 30 de março de 2020

TV Globo aposta em "Totalmente Demais" com detrimento a "Ti Ti Ti"


Olá, internautas

Nesta segunda-feira (30/03), quatro reprises de novelas entram em cheio na programação da TV Globo. Além da tradicional faixa do Vale a Pena Ver de Novo com “Avenida Brasil”, agora as novelas das seis, das sete e das nove serão ocupadas por “repetecos”.

Na faixa das 19 horas, entra “Totalmente Demais”, novela de Rosane Svartman e Paulo Halm, direção-geral de Luiz Henrique Rios e direção de Marcus Figueiredo, Noa Bressane, Luis Felipe Sá e Thiago Teitelroit. De fato, foi uma produção de sucesso. Expressivos índices de audiência. Porém, não é das minhas novelas preferidas da faixa horária.  

Rosane Svartman e Paulo Halm, autores da recente “Bom Sucesso”, apostaram em um roteiro clássico. Na semana de estreia, publiquei no blog ainda hospedado no UOL: ““Totalmente Demais” aposta no arroz com feijão. Nada contra. Porém, deverá ser bem temperado. Esse é o desafio”.

Já no balanço final, divulguei: “Felipe Simas, sem dúvida alguma, foi o grande destaque da produção. O ator segurou com competência o protagonista Jonatas e caiu na graça do telespectador. Felipe é uma grata revelação”.

Também ressaltei a sua companheira de cena: “Já Marina Ruy Barbosa, mais uma vez, se destaca. É uma das principais atrizes da sua geração (20 e poucos anos). Emenda uma novela à outra com missão cumprida. Amor à Vida (mesmo com os problemas de bastidores), Império e agora Totalmente Demais. Marina e Felipe deram química no vídeo. O casal Joliza arrebatou a grande torcida. Os autores Rosane Svartman e Paulo Halm acertaram no desfecho”.

Frisei ainda sobre o meu pouco envolvimento com “Totalmente Demais”: “Para mim, a impressão é que a novela foi uma Malhação turbinada que deu certo. Aliás, esta "aura" tem fundamento. Rosane Svartman e Paulo Halm foram responsáveis por Malhação Sonhos”.

A TV Globo escalou “Totalmente Demais” pelo sucesso nos índices de audiência. Porém, neste caso, preferia rever “Ti Ti Ti”, adaptada por Maria Adelaide Amaral, que ainda não ganhou reprise, estranhamente, no Vale a Pena Ver de Novo.

Fabio Maksymczuk  

sábado, 28 de março de 2020

Falta de intensidade compromete "Éramos Seis" na TV Globo


Olá, internautas

Nesta sexta-feira (27/03), a TV Globo exibiu o último capítulo de “Éramos Seis”. A novela, adaptada por Angela Chaves com direção geral de Pedro Peregrino e direção artística de Carlos Araújo, não repetiu a mesma repercussão da versão produzida pelo SBT em 1994. A trama, no geral, ficou ao redor dos 22 pontos de média. Índice aquém da expectativa diante do potencial da trama.

Tanto a autora quanto a direção fugiram da visceralidade da obra de Maria José Dupré. Por isso mesmo, o “final feliz” de Lola e do restante dos personagens é condizente com a adaptação platinada. Em tempos da felicidade pululante nas redes sociais, a suavização de “Éramos Seis” entra nesse contexto.

Produziram uma novela “blasé” com ares do cinema “noir”. Gloria Pires simbolizou tais características. Apenas nos capítulos que focaram a morte de Carlos, a atriz encarnou o espírito de Dona Lola. Nesta semana, Irene Ravache, que interpretou Lola na versão do SBT, praticamente “engoliu” Gloria em cena durante a sua merecida participação especial.  

“Éramos Seis”, na TV Globo, ficou com ar de ser uma versão genérica diante da produção do SBT que entrou na galeria das melhores na teledramaturgia brasileira.  

A seguir, o nosso tradicional balanço final com os pontos positivos e negativos.



PONTOS POSITIVOS

Eduardo Sterblitch (Zeca) e Maria Eduarda de Carvalho (Olga): Eduardo estreou com o pé direito nas telenovelas. Conquistou excelente desempenho ao viver o interiorano Zeca. Sotaque perfeito. Maria Eduarda, mais uma vez, sobressaiu ao viver a divertida Olga. O casal, sem dúvida alguma, foi o ponto mais forte da produção da TV Globo.

Simone Spoladore (Clotilde) e Ricardo Pereira (Almeida): o casal funcionou na versão da novela na TV Globo. Spoladore encarnou o espírito da obra e vivenciou a intensidade da personagem. Pereira cumpriu a sua missão.

Julia Stockler (Justina): na realidade, as histórias paralelas funcionaram no remake da TV Globo. Justina, interpretada por Julia Stockler, é um dos exemplos. A atriz conseguiu construir a personagem sem estereótipos.



Cássio Gabus Mendes (Afonso): o ator se destacou em “Éramos Seis”. Sobressaiu ao interpretar com verdade o dono do armazém. Conquistou o carinho do público.

Participações especiais: a obra teve o mérito de resgatar parte do elenco da produção de “Éramos Seis” do SBT. O encontro entre Irene Ravache e Othon Bastos foi espetacular. Luciana Braga, Marcos Caruso e Wagner Santisteban também foram lembrados. Até Nicete Bruno, que interpretou Lola na TV Tupi, ganhou seu espaço nesta reta final.

Revista que guardo no meu baú de lembranças televisivas

PONTOS NEGATIVOS

Nicolas Prattes (Alfredo): o ator não conseguiu transfigurar sua aparência de bom moço em “Éramos Seis”. O carioca, em nenhum momento, encarnou o paulistano malandro dos anos 30. Na realidade, a direção errou ao trocar a escalação. O diretor Carlos Araújo deveria ter mantido Prattes no papel de Carlos. Poderia ter obtido melhor desempenho como o filho número 1 de Lola.

Danilo Mesquita (Carlos): o mesmo acontece com Mesquita. A direção, no último momento, escalou o baiano para interpretar Carlos quando, na realidade, deveria ter encarnado Alfredo. O resultado poderia ter sido melhor. O ator transformou Carlos, personagem correto e ético, em um chato e “mala”.

André Luiz Frambach (Julinho): “Éramos Seis” é uma novela essencialmente paulistana. Ambientada na Avenida Angélica e arredores. Frambach apresentou, desde o primeiro momento de sua entrada na novela, o sotaque carioca que surgiu como um forte ruído na obra como um todo.

Susana Vieira (Emilia): a atriz não passou o necessário ar aristocrático de Dona Emília em “Éramos Seis”. A “nobreza” de uma senhora dos Campos Elíseos dos anos 30 surgiu em momento algum. Mais parecia uma senhora rabugenta que saía de sua mansão para jogar bingo.

Werner Schunemann (Assad): o ator adotou um sotaque estranhíssimo ao Sr. Assad. Forte ruído na interpretação.

Lili (Triz Pariz): nesta adaptação, Lili foi a personagem mais sacrificada. Mal apareceu na novela. No remake do SBT, só para lembrar, Flavia Monteiro interpretou a filha de Genu (Jandira Martins) e Virgulino (Marcos Caruso). Virgulino, Virgulino... Aliás, nem dá para comparar com o casal formado por Kelzy Ecard e Kiko Mascarenhas.

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 26 de março de 2020

Grande Debate se destaca na programação da CNN Brasil


Olá, internautas

A TV por assinatura ganhou um novo canal que pretende remexer a configuração do filão jornalístico. A CNN Brasil, comandada por Douglas Tavolaro, executivo que marcou a Record TV nos últimos anos, estreou com grande expectativa. A emissora reúne nomes renomados do telejornalismo brasileiro, como William Waack, Reinaldo Gottino, Monalisa Perrone, Daniel Adjuto, Evaristo Costa, Phelipe Siani, entre outros.

O grande desafio da CNN Brasil é superar a GloboNews. Enorme desafio. Nestas primeiras semanas, o canal que “nunca desliga” manteve-se à frente nos índices da TV paga. Com a pandemia do novo Coronavírus, ampliou a cobertura em tempo real.

Além disso, a GloboNews passa uma linguagem mais moderna do telejornalismo. A CNN Brasil ainda adota, como premissa na grande maioria de suas atrações, o formato padrão da bancada. Os cenários também seguem um modelo mais “quadrado”.

E isso é percebido especialmente no “Live CNN Brasil”. Mari Palma e Phelipe Siani surgem com um visual mais “despojado”. Porém, o estúdio segue a linha sisuda do canal. Siani vai ao ar sem terno. Porém, o comentarista Fernando Nakagawa aparece de paletó e gravata na bancada. Há um conflito entre a proposta do casal de apresentadores e a identidade visual do programa.

O grande destaque da programação da CNN Brasil, até aqui, ocorre no Grande Debate exibido durante o “CNN Novo Dia” sob comando de Reinaldo Gottino. Gabriela Prioli e Tomé Abduch apresentam pontos de vista divergentes sobre determinado assunto. Normalmente, Gabriela é mais crítica ao governo Bolsonaro. Já Abduch se alinha aos ideais do presidente. O grande desafio da CNN Brasil é realizar uma cobertura imparcial sobre o governo Bolsonaro. O Grupo Globo adota uma linha mais crítica.

O telejornalismo deve ser sempre valorizado, especialmente neste momento em que a nossa democracia necessita ser fortalecida. Além disso, é mais um espaço onde jornalistas, técnicos e demais profissionais podem exercitar seu ofício em um ambiente marcado pelo desemprego em massa e pela precarização do mercado de trabalho.

Seja bem-vinda, CNN Brasil.

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 24 de março de 2020

TV Globo acerta com "Fina Estampa"


Olá, internautas

Nesta segunda-feira (23/03), “Fina Estampa”, novela de Aguinaldo Silva com direção geral de Wolf Maya, retornou à programação da TV Globo, após exatamente oito anos da exibição do último capítulo que foi ao ar em 23/03/2012.   

A emissora acertou na escolha da produção. Uma trama popular com o roteiro marcado por personagens marcantes que entraram na história da teledramaturgia brasileira. No balanço final publicado no meu blog hospedado ainda no UOL, ressaltei: “O autor explorou duas personagens marcantes, Griselda “Pereirão” e Tereza Cristina, que protagonizaram, de fato, as principais cenas da novela. Lilia Cabral e Christiane Torloni, duas veteranas atrizes, não titubearam em cena. É válido salientar que Christiane acertou o tom da megera no decorrer da trama. Pereirão representou a mulher trabalhadora que dá importância ao trabalho, à família e à educação dos filhos. Já a “Rainha do Nilo” é uma vilã caricata que teve o seu charme”.

Também ressaltei o excelente desempenho de Marcelo Serrado. “O ator roubou a cena no papel de Crodoaldo Valério. Até mesmo, muitos telespectadores torceram pelo final feliz com o zoiúdo Baltazar (Alexandre Nero). “Rainha do Nilo”, “Divina Isis”, “Filha de Osiris” e “Pitonisa de Tebas”. Vocabulário particular do mordomo que marcou a trama de Aguinaldo Silva”. Para não ser spoiler aos telespectadores que não assistiram ou não lembram da novela, republicarei o balanço final ao fim do compacto.  

Nesta reestreia, Caio Castro, que interpreta Antenor, chamou a atenção. Bem novinho. O ator reaparecerá em dose dupla na emissora platinada. Na próxima semana, surgirá em Novo Mundo, seu melhor trabalho na teledramaturgia até aqui. A TV Globo também reconstruiu a abertura de "Fina Estampa". Por que não exibir a original? Ficou insossa e ruim.

Logo neste primeiro capítulo do compacto, o telespectador já percebeu a diferença marcante com “Amor de Mãe”. “Fina Estampa” passa um andamento muito mais ágil. É uma telenovela com cara de telenovela das nove, direção de telenovela e não de série, cinema ou novela das onze.

Agora, o desafio é condensar 185 capítulos de uma novela de sucesso em 90. E manter a coerência. As histórias paralelas deverão ser decepadas.

Fabio Maksymczuk

domingo, 22 de março de 2020

Telejornalismo combate vírus da desinformação na era do Coronavírus


Olá, internautas

O telejornalismo desempenha papel fundamental neste momento da pandemia do novo Coronavírus.

A livre circulação das informações, liderada por profissionais sérios, funciona como antídoto aos boatos. A eclosão das redes sociais e a popularização dos smartphones tiveram um efeito colateral. 
Vozes não gabaritadas começaram a se espelhar no mundo virtual. É o vírus da desinformação. As chamadas “Fake News” amedrontam as pessoas encasteladas em suas residências.

Por isso mesmo, dois jornalistas merecem destaque: Márcio Gomes com o seu Combate ao Coronavírus nas manhãs da TV Globo e Erick Bang na GloboNews.

A emissora platinada modificou sua programação matinal. Ana Maria Braga e Fátima Bernardes cederam espaço à prestação de serviço liderada por Gomes que há muito tempo merecia mais destaque. O profissional é sinônimo de credibilidade e convence o telespectador a tomar medidas contra a pandemia que assola o mundo.

Já a GloboNews, com a entrada da CNN Brasil, se viu obrigada a atualizar a sua programação com mais entradas ao vivo. Bang, que já brilha no telejornal exibido a partir da meia-noite, também passa credibilidade na veiculação das notícias sobre o Covid-19. Neste sábado (21/03), o apresentador estava na cobertura especial.   

Marcio Gomes e Erick Bang, duas referências do nosso telejornalismo. Mentes informadas avaliam melhor a percepção do momento.  

Fabio Maksymczuk  

quinta-feira, 19 de março de 2020

Coronavírus expõe discussão sobre programas de/com auditório


Olá, internautas

A pandemia do Coronavírus provocou uma discussão sobre o filão dos chamados “programas de auditório” em nossa televisão. Desde a semana passada, a grande maioria das atrações do gênero cancelou a presença do público que acompanha as gravações.

Foi assim com “Domingão do Faustão” que, jamais em 30 anos no ar, tinha passado por tal situação, “Domingo Legal”, “Roda a Roda”, entre tantos outros. Nesse momento, uma pergunta que fica é: qual a necessidade do auditório em tais programas? Resposta: pouca.

Apenas um programa, de fato, pode ser chamado “de auditório”. É o mais tradicional deles, o “Programa Silvio Santos”. O animador interage com as suas “colegas de trabalho” que desempenham uma função importante. Participam das brincadeiras. Interagem com o dono do baú.

Qual a importância do auditório para Faustão em suas mais de três horas de exibição? Nenhuma, no geral (apenas na votação do Dança dos Famosos, entre outras disputas). E para Sabrina Sato no “Domingo Show? Zero. Rodrigo Faro? Nenhum. Rebeca Abravanel só questiona o público presente caso o/a participante não acerta a resposta final. Portiolli, no Domingo Legal, idem.

O Coronavírus apenas expôs um fato que já era perceptível. O auditório é irrelevante nos chamados “programas de auditório”.

Fabio Maksymczuk

segunda-feira, 16 de março de 2020

Coronavírus provoca reboliço na programação da TV Globo


Olá, internautas

A pandemia do Coronavírus agita a TV brasileira. O vírus remexe a programação. A TV Globo é uma das mais afetadas. A gravação das telenovelas está suspensa. Com isso, a direção do canal escolheu compactos de "Novo Mundo", "Totalmente Demais" e "Fina Estampa" que ocuparão os buracos deixados por Éramos Seis, Salve-se Quem Puder e Amor de Mãe.

Com o surto, a TV Globo resolveu alterar a grade matinal e vespertina. “Mais Você” saiu da programação com o esticamento dos telejornais locais e do Bom Dia Brasil que “passariam informações sobre o Coronavírus ao telespectador”. Ana Maria Braga enfrenta problemas de saúde. A emissora, na realidade, quis proteger sua apresentadora.

Agora, a partir desta terça-feira (17/03), “Encontro com Fátima Bernardes” e “Se Joga” também sairão do ar. A “prestação de serviço” amplia seu espaço com o programa “Combate ao Coronavírus”. “Jornal Hoje” será esticado das 13h25 até 15 horas. “Sessão da Tarde” entrará em seguida. Essa mudança poderá servir como uma experiência. É a faixa mais nevrálgica da emissora. “Se Joga” poderia ser sepultado sem deixar vestígios.  

“Globo Esporte” sairá da programação com o cancelamento das competições esportivas. O telejornal local ficará no ar entre meio-dia às 13h25.   

A mídia precisa ser responsável neste momento delicado e não gerar histeria coletiva. O exagero e a busca fácil por índices de audiência devem ser sempre combatidos. 

Fabio Maksymczuk

sábado, 14 de março de 2020

"Fofoca Aí" estreia com missão ingrata


Olá, internautas

Nesta semana, a TV Gazeta resolveu alterar sua grade vespertina. A emissora da Fundação Cásper Líbero estreou “Fofoca Aí”. A nova atração reúne os “fofoqueiros” que estavam espalhados em sua programação. Arthur Pires, mais conhecido por Tutu, Fernando Oliveira, mais conhecido por Fefito, Gabriel Perline e Tia (Guilherme Uzeda) comandam o noticiário das celebridades. “Mulheres” perdeu meia hora.

Nestas primeiras edições, um desafio ingrato já apareceu. “Fofoca Aí” tem a curta duração de meia hora com quatro apresentadores. Antes, o papo fluía no “Revista da Cidade” e no “Mulheres” durante a interação entre Regina Volpato e Regiane Tápias e seus colaboradores.

Na atração matinal, Perline conversava apenas com Regiane. Já no vespertino, apenas dois “fofoqueiros” dialogavam com Volpato. Agora, são quatro ao mesmo tempo. Neste quarteto, Fefito surge como líder da tropa. Verborrágico, falou rápido demais, em diversos momentos nesta semana de estreia, para ceder espaço aos colegas. Já Perline chamou a atenção ao defender que Kéfera “é uma péssima atriz”. Desprestigiou a profissional com um tom desnecessário.

Tutu e Tia ficam a reboque. Tutu lidera o momento “Quiz”. Perguntas bobas para os telespectadores que acompanham o dia a dia dos artistas. Já Tia, no primeiro programa, ficou responsável pelo “merchan”.

Como o programa é curto, há um bloco com notas curtíssimas. No máximo, dez segundos para cada “fofoquinha” em uma verve irônica.

“Fofoca Aí” precisa focar em poucas notícias para destrinchá-las. A atração deve passar a imagem de um bate-papo entre amigos, como já ocorria no “Revista da Cidade” e no “Mulheres”. Não pode passar a impressão que cada um luta para angariar o seu próprio espaço. O rodízio pode ser uma saída para resolver o imbróglio. Desse modo, três “fofoqueiros” ficariam, em cada dia, na atração. Gustavo Braun, que ficou de fora do “Fofoca Aí”, entraria nesta rotatividade.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 11 de março de 2020

Record TV erra com "The Four 2"


Olá, internautas

No último domingo (08/03), a Record TV estreou a segunda temporada do “The Four”. A atração agora ganha novo dia e horário. Xuxa sai das noites das quartas-feiras e entra direto na guerra dominical.

A apresentadora, desde os tempos de TV Globo, não “bomba” nos índices de audiência. E isso permanece na Record TV. Em seu novo desafio profissional, a loira garantiu 6 pontos de média.

Em sua primeira temporada, “The Four” não alcançou expressiva repercussão. Muito se deve ao desgaste do formato de competições musicais embaladas como “talent show”. Isso também ocorre com o “The Voice Kids”, outro dominical do gênero.

De fato, o cenário da atração chama a atenção no vídeo. Lindo. Porém, a disputa aposta em um roteiro já conhecido pelo telespectador há anos. Três jurados avaliam a performance do candidato. Caso o trio aprove o desafiante, entra o desafio com o quarteto já selecionado antes da estreia. Estilo “Luzes de Duelo” do “Canta Comigo”.   

Nesta temporada, a grande novidade recai em Paulo Miklos que substitui Leo Chaves no júri. Miklos já tinha sido jurado em outro correlato do gênero: “X Factor”, na Band. Novidade velha.

“The Four” enfrenta o mesmo mal que atinge outros similares. O excesso de canções internacionais impede a maior valorização da música popular brasileira. Nesta estreia, pouquíssimos candidatos soltaram a voz em português. Duas ou três músicas, no máximo, em mais de uma hora e meia de show.

“The Four” é uma aposta errada da Record TV.

Fabio Maksymczuk

domingo, 8 de março de 2020

Sabrina Sato inicia mal nova fase do "Domingo Show"


Olá, internautas

Neste domingo (08/03), a Record TV apostou em uma nova grade de programação. Dentre as novidades do pacote, entra Sabrina Sato. A apresentadora é a nova líder do “Domingo Show”. A emissora tirou, nas últimas semanas, o dominical do ar. Exibiu filmes que conquistaram boa audiência, inclusive a vice-liderança, com médias entre 7 e 8 pontos.

Com o retorno do “Domingo Show”, de acordo com índices prévios, ficou ao redor dos 4 pontos.  Chegou a um momento em que Celso Portiolli registrava 9 a 3 com o seu “Domingo Legal” que recebeu a visita da atriz Elyfer Torres, intérprete de Betty, a Feia, de Nova York.  

O desempenho sofrível do “Domingo Show” já era esperado desde o anúncio de Sabrina Sato como nova apresentadora. Na realidade, a “japa” é uma celebridade midiática. Guerra dominical é para “gente grande”.

Nesta nova fase, o “Domingo Show” dividiu-se em três partes. O primeiro momento ocorre com o reality “Made In Japão”. Ocupou uma grande parte do programa, além do necessário. Ultrapassou 1 hora de exibição. Uma curiosidade do elenco: Flávio Mendonça e Luiza Ambiel participaram juntos da Casa dos Artistas 3. Após 17 anos, se reencontram nesta nova atração.

Dentre os competidores, apenas desconheço Babi Muniz. Outros são egressos de realities e talent shows, como Maurren Maggi, Dhomini e Richarlysson. Finalmente, Sergio Hondjakoff entrou em um reality da Record TV. Sempre é nome especulado para as edições de “A Fazenda”. Os dois japoneses que dividem o palco com Sabrina Sato não passam naturalidade no vídeo. Presenças desnecessárias. Os competidores disputam games e ficam confinados em uma casa com estilo japonês.

O segundo momento acontece com “Lindos e Casados”. Uma equipe de colaboradores dá uma recauchutada no visual dos noivos em 30 dias para a cerimônia do casamento. O quadro lembra o “Fábrica de Casamentos”. Também longo. Uma hora de duração. A edição é arrastada.

E, por fim, surge Quem Você Encara?. Os noivos reaparecem no palco do “Domingo Show” para enfrentar algum desafio e, dessa forma, conquistar a viagem da lua de mel. Lucas Veloso, uma das contratações do dominical, surgiu apenas neste momento. Sem grande destaque. O cenário escuro, estreado por Geraldo Luis, permanece o mesmo. Outro erro.

“Domingo Show” precisa de ritmo. Edição mais acelerada. O contraste com o “Domingo Legal”, no zapping, era nítido. Caso continue nesta toada, Portiolli não deverá enfrentar dificuldades na guerra pela audiência. O SBT agradece. Sabrina iniciou mal seu novo desafio profissional.

Fabio Maksymczuk   

sexta-feira, 6 de março de 2020

Cenário televisivo entra em filmes do Oscar 2020


Olá, internautas

Na lista de indicados ao Oscar 2020, que consagrou “Parasita”, dirigido pelo sul-coreano Bong Joon-ho, há dois filmes que chamam a atenção por destacar o cenário televisivo norte-americano.

O primeiro deles é “O Escândalo”. Ótimo filme. Prende a atenção do início ao fim. Ótimo ritmo. Atrizes com ótima desenvoltura. O longa retrata o assédio sexual sofrido pelas jornalistas da Fox News e a relação da emissora com Donald Trump.

Há uma declaração no filme que chama a atenção. Quando o CEO da Fox News, Roger Ailes, pedia para as mulheres darem uma “voltinha” ou “subir o vestido”, ele afirmava que o telejornalismo é uma mídia visual. Jornalista agora é corpo sarado, siliconado e pernas torneadas? 

Aqui no Brasil, essa tendência começa a aflorar. Jornalistas sem camisa, de sunga ou de biquíni estampam fotos nas redes sociais. Apresentadoras que passam dos 50 anos são jogadas para escanteio, vide o que aconteceu com Sandra Annenberg no “Hoje”.



“Um lindo dia na vizinhança” é outro filme que ganha destaque. Tom Hanks disputou o Oscar de melhor ator coadjuvante ao interpretar o apresentador infantil Mister Rogers. Isso deve ter aflorado a memória afetiva dos jurados da Academia. Para nós, brasileiros, o profissional significa nada. Porém, foi um comunicador de muito sucesso nos EUA. Uma espécie de Xuxa ou Mara com conteúdo educativo. A indicação de Hanks vem daí. O filme explora mágoa, dificuldade de expressar sentimentos e perdão.

Assistam “O Escândalo” e “Um lindo dia na vizinhança”. Recomendo.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 4 de março de 2020

Votação em massa desvirtua resultados nos reality shows


Olá, internautas

Nesta terça-feira (03/03), Tiago Leifert esbravejou que o “Big Brother Brasil” bateu seu recorde de votação. O embate entre Gizelly, Guilherme e Pyong alcançou a expressiva marca de 416.649.126 votos. O modelo e jornalista saiu do reality com 56,07%. O ápice tinha acontecido no ano passado com cerca de 202 milhões de votos.

No Brasil, segundo o IBGE, a população fica ao redor de 210 milhões de habitantes. Ou seja, cada brasileiro teria votado cerca de duas vezes neste paredão. Um parâmetro absurdo.

A votação em massa desvirtua o real desejo do telespectador comum que assiste ao programa na televisão. Os realities ficam, cada vez mais, reféns de mecanismos que possibilitam os milhões de votos de forma robótica, além dos mutirões que jovens participam 24 horas por dia. Muitos nem almoçam e nem jantam nestas verdadeiras maratonas.   

Como já ressaltamos neste espaço, a situação é grave em “A Fazenda”. Até mesmo, campeões foram alçados sem a real vontade da maior parte do público.

Algum mecanismo deveria ser imposto para impedir que “recordes” fictícios ocorram. Cada computador e cada celular deveriam computar apenas um voto. Ou até mesmo cada CPF.

Como ressaltado no Twitter, defendi a saída de Guilherme. Com a sua eliminação, a história de “casal” e do assédio de Victor Hugo seriam aniquilados na edição.  Porém, o “recorde dos recordes” impede saber se a maior parte do público desejava, de fato, a saída do paulista ou de Pyong.

Fabio Maksymczuk