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sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

"A Fazenda 11" termina como pior edição da história do reality


Olá, internautas

Nesta quinta-feira (12/12), a Record TV exibiu a grande final de “A Fazenda 11”. Lucas Viana consagrou-se o grande vencedor com 59,17% da votação. Hariany Almeida ficou em segundo lugar com 28,63%. Diego Grossi garantiu o terceiro lugar com 12,20%.

Lucas mereceu a vitória por ter sido mais intenso no reality. Apresentou-se com suas virtudes e defeitos. Mimado. Grudento. Bom coração. Imaturo. Boa gente. Além disso, o modelo foi rejeitado por grande parte do elenco pela sua personalidade. Zombaram o peão com o apelido “bebezão”. E parte do público ficou ao seu lado. Rejeição normalmente comove.

Já conhecia o Lucas pelas redes sociais. O telespectador teve a oportunidade de acompanhar o lado frágil do ser humano até então marcado pelo corpo sarado. Esse é o mote de qualquer reality. Desnudar o participante e envolver o público com a história apresentada.

Apesar disso, “A Fazenda 11” termina como a pior da história do reality. O elenco com nomes fracos não despertou interesse. O diretor Rodrigo Carelli deveria reavaliar urgentemente a escalação de egressos do “De Férias com o Ex”, da MTV. Pessoas desconhecidas do público da emissora e da TV aberta no geral.

Bifão e Tati Dias acrescentaram em nada ao programa. As duas chegaram ao ápice de discutir quem “pegava mais” o Caio Castro. A direção nitidamente escalou participantes que poderiam transformar a sede de Itapecerica da Serra em um motel. E conseguiu em parte. Tati e Guilherme ficarão marcados por terem transado na piscina da fazenda, de acordo com a boataria que circulou na web. O mais inusitado é que as cenas são cortadas até na exibição 24 horas do PlayPlus. Então, fica a pergunta: pra que escalar esse tipo de participante? Repercussão negativa.

Parte do elenco não deixou vestígio algum. Aricia, Sabrina, Netto, Tulio e Guilherme Leão (que apenas gerou maior visualização do seu vídeo íntimo) não aproveitaram a oportunidade. Rodrigo Phavanello, que começou como um personagem que “queria transar na casa da árvore”, foi sendo ele mesmo no decorrer da temporada. Errou ao cair no assédio de Sabrina. Entrou na história de casal e saiu apagado.

Andrea Nóbrega foi a participante mais polêmica da edição. Ao lado de Lucas, foi a mais interessante de se acompanhar. Entrava em conflitos. Não ficou em cima do muro e não ensaboetava, vocábulo que marcou essa edição. Deixou sua marca e ganhou uma personalidade na mídia. Deixou de ser ex-esposa de Carlos Alberto.



Hariany, que entrou como a favorita de “A Fazenda 11”, reforçou sua personalidade “leve” vinda do “BBB19”. Porém, entrou em ziguezagues durante o relacionamento com Lucas.  Brigava. Não queria mais. E depois, aproximava do modelo. Além disso, ela tinha um namorado no “mundo real”. E mesmo assim, cedeu a “tentação”. Não passou pelo Teste de Fidelidade. Complicado. E o boné, que virou verdadeira mandinga dos vencedores do reality na grande final, não surtiu efeito em Hari.

Diego Grossi aproveitou a oportunidade para passar um ar mais sereno e maduro, após a tumultuada passagem no “Power Couple Brasil”. Objetivo alcançado. Thayse ficará marcada pelo seu modo “peculiar” na cozinha.  

Jorge e Drika passaram pela Fazenda. Suas imagens continuarão atreladas ao “Power Couple Brasil”. Dois participantes saíram queimados de “A Fazenda 11“. Phellipe Haagensen é mais um expulso do reality. Ficará com a mácula de ter sido agressivo e assediado Hariany. “Eu estava carente, sou um cara muito mulherengo, me deu vontade de beijar”, tentou justificar.

Já Viny Vieira saiu com a imagem de um comediante “forçado”. Sem graça em suas imitações desnecessárias durante as roças. Proferiu discurso machista contra a Hari. Até maltratou o galo.

A mineira Paula von Sperling, de Lagoa Santa, venceu o BBB 19. Já o mineiro Lucas Viana, de Ipatinga, venceu A Fazenda 11. Os mineiros dominaram os realities neste ano.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

"Amor Sem Igual" estreia com protagonista forte


Olá, internautas

Nesta terça-feira (10/12), a Record TV estreou “Amor Sem Igual”. A nova novela de Cristiane Fridman, que emenda uma novela à outra desde Jezabel, com direção de Rudi Lagemann, egresso também de Topíssima, começou com boa perspectiva.

“Poderosa” dominou o seu espaço logo no primeiro capítulo. A emissora acerta ao apostar em Day Mesquita para protagonizar a trama. Em Topíssima, o canal jogou suas fichas em Felipe Cunha que ganhou o seu primeiro protagonista. E funcionou. Agora é a vez da protagonista feminina. A atriz já dá sinais que aproveitará a oportunidade.

Na novela anterior, Camila Rodrigues, que é uma marca da teledramaturgia da Record, liderou a trama. Desta vez, Rafael Sardão, ator que sempre surge nas novelas da casa, interpreta Miguel. Apostam de um lado no casal. Segurança do outro. Interessante.

Como já é tradição nas estreias da Record, cenas de ação surgiram com uma perseguição em uma estrada, carro capotando ladeira abaixo e explosão. O mote central já foi apresentado ao telespectador.

Nesta estreia, um fato chamou a atenção. Juan Alba interpreta Ramiro, pai da Poderosa e de Tobias, vivido por Thiago Rodrigues que entra pela primeira vez no elenco recordiano/Casablanca. Alba tem 54 anos. Rodrigues tem 39 anos. Como assim? Estranhíssimo.  

O desafio do sotaque nordestino já ficou claro no núcleo da Família Oxente. O pernambucano Ernani Moraes, que vive Antonio, apareceu com o sotaque carregado em determinadas cenas. Já em outras, desapareceu.

“Amor Sem Igual” estreou com uma protagonista forte. Agora é acompanhar a nova aposta da emissora da Barra Funda.

Fabio Maksymczuk

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Melhores da TV: Confira os vencedores do Prêmio APCA 2019


A APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) definiu, nesta segunda-feira (09/12), os melhores da televisão em 2019. Os vencedores receberão o Troféu APCA em cerimônia que será realizada em fevereiro de 2020.

Confira a lista dos vencedores:


                                                 APCA 2019 - Melhor Novela: Bom Sucesso



                                        APCA 2019 - Melhor ator: Flávio Migliaccio (Órfãos da Terra)



                                     APCA 2019 - Melhor atriz: Débora Bloch (Segunda Chamada)


                                        APCA 2019 - Melhor série: Segunda Chamada


                                   APCA 2019 - Melhor Direção: Andrucha Waddington - Sob Pressão


                                  APCA 2019 - Melhor Programa de TV: Que História É Essa Porchat?



                         APCA 2019 - Melhor Programa Jornalístico: Roda Viva – TV Cultura

Votaram: Cristina Padiglione, Edianez Parente, Fabio Maksymczuk, Flavio Ricco, Leão Lobo, Neuber Fischer, Nilson Xavier e Tony Goes.

Fabio Maksymczuk 

sábado, 7 de dezembro de 2019

"Topíssima" chega ao fim com pontos altos e baixos


Olá, internautas

Nesta segunda-feira (09/12), “Topíssima” chegará ao fim na Record TV. A novela de Cristianne Fridman ficou ao redor dos 8 pontos de média. Não obteve a vice-liderança isolada com facilidade em grande parte dos capítulos. Mesmo assim, a trama contemporânea trouxe um alento à teledramaturgia do canal dependente, sobremaneira, das tramas bíblicas.

Segue o nosso tradicional balanço com os pontos positivos e negativos.

PONTOS POSITIVOS

Felipe Cunha (Antonio) e Camila Rodrigues (Sophia Loren): o casal foi o ponto alto da novela. Antonio e Sophia conquistaram, desde o início, a torcida do telespectador. Os protagonistas sustentaram a obra. Camila Rodrigues, mais uma vez, sobressai em uma produção recordiana. Ela passou leveza e segurança. Já Cunha aproveitou a maior oportunidade de sua carreira na televisão. Passou virilidade no vídeo.



Denise del Vecchio (Madalena): a veterana atriz, praticamente, é um patrimônio do elenco das novelas exibidas na emissora. Denise passa toda a sua experiência no vídeo e sobressai. A emoção de Madalena ao descobrir a morte da filha Jandira, após o aborto em uma clínica clandestina, é um marco de Topíssima. A obra trouxe o debate sobre esse tema polêmico.

Floriano Peixoto (Paulo Roberto): o ator passou toda a ambivalência do “traficante-mor” da “Veludo Azul”. Reitor de universidade que, na realidade, apostava na comercialização da droga para sustentar a sua ambição. Personagem que retrata o comandante de drogas sintéticas longe dos morros. 

Marcelo Rodrigues Filho (Rafael Mendonça): o ator começou com o pé direito na televisão. Interpretou com verdade o bom moço Rafael. Não transformou o personagem em um rapaz bobo ou meloso.

Bruno Guedes (Edison): o ator se destacou, no elenco jovem, ao interpretar o ambicioso Edison.



PONTOS NEGATIVOS

Núcleo jovem: “Topíssima” tinha um núcleo jovem que mais lembrava a finada Alta Estação que não deixou saudade. Essas histórias paralelas, ambientadas em uma república, tiraram o vigor da novela. Acrescentavam em nada. Mão de Vaca (Leonardo Almada) até liderava esse núcleo que ganhou um espaço muito maior que o merecido.

Delegado André Medeiros (Sidney Sampaio): esse personagem poderia se casar com Maria da Paz de “A Dona do Pedaço”. Foi o verdadeiro trouxa da delegacia.  A burrice de um agente policial ultrapassou o bom senso na teledramaturgia.

Vitor Novelo (Vitor): ator com postura estranha no vídeo.

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

"Canta Comigo 2" supera "Canta Comigo 1"


Olá, internautas

Nesta quarta-feira (04/12), a Record TV exibiu a grande final do “Canta Comigo”. O haitiano Franson sagrou-se o grande vencedor da competição musical com 72,80% dos votos. A cantora lírica Debora Neves garantiu o segundo lugar com 16,09%. Já o grupo Threerapia ficou em terceiro lugar com 11,11%.

O público ficou envolvido com a história de superação do vitorioso. Disse que com o prêmio de 300 mil reais, reencontrará sua mãe que não a vê há alguns anos. Além disso, o cantor surgiu mais no vídeo ao passar de fases. Criou mais laços com o telespectador. Ao contrário do Threerapia que pulou para a grande final. Essa é a falha do formato, como já ressaltamos neste espaço.

“Canta Comigo” é um dos programas mais belos da TV brasileira. O cenário é deslumbrante. Realmente, é uma embalagem moderna para o velho conhecido “show de calouros”. E nesta temporada, a produção escalou cantores bem superiores em relação ao ano passado. O “sarrafo” subiu. A disputa ficou muito mais acirrada.

Nas semifinais, ocorreu um contrabalanço desproporcional. Na primeira seletiva para a final, duas competidoras ficaram fora, mesmo com a pontuação acima de 90 pontos. Elas, a quarta e quinta colocadas, passariam para o duelo final na segunda semifinal.

A segunda temporada também superou a primeira edição pelo repertório. A música brasileira ganhou muito mais espaço. Até as semifinais, ocorreu uma divisão entre canções nacionais e internacionais. Infelizmente, isso não foi visto na final. Apenas uma cantora cantou na língua pátria. Mesmo assim, é louvável a valorização da nossa cultura musical em grande parte do talent show.

A última edição do “Canta Comigo 2” serviu como um grande tributo a Gugu Liberato. Grande parte do público se emocionou ao assistir à atração nesta quarta. Fiquei com uma sensação estranha ao vê-lo com aquele terno preto. Uma espécie de luto inconsciente. O apresentador deixa uma grande lacuna na TV brasileira.

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Linguagem cinematográfica marca "A Divisão"


Olá, internautas

A TV brasileira passa por um momento de transformação. O símbolo desta transição aparece na importância do “streaming” que ganha cada vez mais força. O consumo de produtos da “televisão” cresce na rede. O Grupo Globo aposta no Globoplay para disseminar produções de dramaturgia. O serviço multiplataforma tem o objetivo de barrar o domínio da Netflix.

Dentro de tal contexto, surge “A Divisão”, de José Junior. A série retrata a corrupção policial, através da Divisão Anti-Sequestros (DAS). A história conta a onda de sequestros que aterrorizou o Rio de Janeiro no fim dos anos 90. Silvio Guindane, que interpreta Mendonça, e Erom Cordeiro, que vive Santiago, protagonizam a produção. “A Divisão” entra na cartilha de “Tropa de Elite”. O ambiente é similar.  

A maior marca da série surge na direção de Vicente Amorim que aposta na linguagem cinematográfica. Há diversos momentos sem uma única fala. Embalados apenas com cenas que priorizam a preocupação com a fotografia e iluminação. Depois do silêncio sepulcral, surgem estampidos das armas. Tiroteio. Correria de policiais e bandidos.

“A Divisão” segue o rastro de outras produções que tentam quebrar as barreiras entre as linguagens de televisão e do cinema. Além da Globoplay, “A Divisão” tem a parceria do Multishow. Diante do estilo apresentado, é uma série dirigida a um segmento restrito de espectadores.

Fabio Maksymczuk

domingo, 1 de dezembro de 2019

"Amor de Mãe" estreia em ritmo de série


Olá, internautas

“Amor de Mãe” é a nova aposta da TV Globo. A novela das nove, de Manuela Dias com direção artística de José Luiz Villamarim, estreou em ritmo de série. Na realidade, há um embate entre dois grupos na teledramaturgia da emissora.

O primeiro deseja que as produções se encaixem em uma “escala global”, ou seja, com os princípios das séries norte-americanas, principalmente. Já o outro defende o valor do melodrama como elemento primordial dos folhetins. Já comentamos sobre esse debate que ocorre no Encontro Obitel Brasil de Pesquisadores de Ficção Televisiva realizado na USP.

“Amor de Mãe” integra profissionais do primeiro grupo. Na realidade, o formato da telenovela precisa ser valorizado. É elemento característico da nossa cultura televisiva.

A nova trama apresenta um roteiro bem arquitetado. São três histórias que se cruzam. A história se alicerça em mães que vivem realidades diferentes. Regina Casé é o maior destaque até aqui ao viver Lurdes, nordestina que batalha pela sua família no Rio de Janeiro.

Já Taís Araújo interpreta Vitória, uma advogada milionária que deseja ser mãe. É uma personagem negra que sai do estereótipo das produções da emissora. Ótimo. Adriana Esteves dá vida a Thelma, uma mãe superprotetora que descobre uma doença incurável.

Por outro lado, há alguns elementos que forçam a história para rodar. Magno (Juliano Cazarré) mata um homem, pega o celular do morto por engano, atende a ligação e passa o seu nome verdadeiro (!!!) para a mãe do assassinado, faz questão de entregar (!!!) o aparelho, realiza um serviço doméstico na residência da progenitora e aproxima-se ainda mais da irmã do falecido.

A direção de Villamarim fortalece ainda mais a impressão de série em “Amor de Mãe”. Há diversas cenas contemplativas com bela fotografia e trilha musical ao fundo. E isso resulta no afastamento do telespectador. A faixa horária despencou da casa dos 40 pontos para 30.  O roteiro precisa avançar por mais de 150 capítulos. E o texto não pode perder o fôlego com um ritmo que precisa ser mais acelerado. Esse será o grande desafio da nova aposta da emissora platinada.

“Amor de Mãe” precisa ter a “pegada” de uma novela. Até aqui, mais parece uma supersérie transportada para a faixa das nove da noite.

Fabio Maksymczuk 

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

FABIOTV no velório de Gugu Liberato


Olá, internautas

Nesta sexta-feira (29/11), estive no velório do apresentador Gugu Liberato. Cheguei na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) às 6h45. Entrei direto. Não havia aglomeração.

Depois, fiquei por um tempo conversando com os fãs. Dona Vilma resolveu levar a bandeira do Brasil para homenagear o apresentador. Conversei com outra senhora que ficou ontem (28/11) durante quatro horas e meia na fila e não conseguiu adentrar o recinto. Retornou hoje às 5 da manhã e finalmente entrou no salão. Durante o bate-papo, ela disse que não ficou surpresa com a morte de Gugu, já que o “vidente Carlinhos tinha feito tal previsão”.

Já Valter resolveu se despedir do apresentador. Ele chegou a trabalhar com a produtora do Gugu nas caravanas há mais de 25 anos. Ficou frente a frente com Gugu. Lembrança que não foge de sua memória. Estava visivelmente emocionado.



Outra senhora disse que o sonho de infância era conhecer pessoalmente o Gugu. Não conseguiu. Com a sua morte, “pôde descobrir mais sobre o seu ídolo e desvendar o lado bondoso”.  

Mais tarde, às 8h15, várias pessoas começaram a chegar e encarei a fila. Um homem carregava um equipamento que ressoava a música “Meu Pintinho Amarelinho, cabe aqui na minha mão, na minha mão”...

Na entrada, vendedores comercializavam fotos do Gugu. "Uma foto por 3 reais. Duas por 5", bradava a vendedora. "Foto original hein", completava. Outro vendedor vendia fotos por 2 reais e 10 reais. Retrato do capitalismo.


No salão onde ocorreu o velório, fiquei pouquíssimos segundos à frente do corpo do jornalista. Havia dois painéis enormes com fotos de Gugu. Um com ilustrações de sua passagem pelo SBT. Já o outro com imagens da Record. Dois soldados ficavam ao lado do caixão.

Dezenas de coroas de flores velaram o Gugu. Fã-clubes do Dominó e do Polegar enviaram o artefato. Até o Fã-Clube do Silvio Santos.

Os taxistas rodeavam o local do velório. Eles levaram, de graça, os fãs que estavam na ALESP até o cemitério no Morumbi. Dezenas de táxis em um cortejo.



Um momento triste que reuniu milhares de telespectadores de Gugu Liberato em sua despedida. Homens. Mulheres. Senhoras. Senhores. Crianças. Todos em luto por uma pessoa que entrava em nossas residências há décadas como se fosse um parente da nossa família. Da família televisiva.

Fabio Maksymczuk  

terça-feira, 26 de novembro de 2019

TV Globo sobressai em cobertura da morte de Gugu Liberato


Olá, internautas

A TV brasileira ainda se encontra mobilizada com a morte de Gugu Liberato. Todas as emissoras cobrem o fatídico acidente que ocorreu na mansão do apresentador em Orlando. A TV Globo sobressai na cobertura.

Na última sexta-feira (22/11), William Bonner informou, a todos os telespectadores do “Jornal Nacional”, sobre o falecimento de Augusto Liberato. O jornalista ficou claramente emocionado e com a voz embargada. Todos os telejornais da emissora platinada cederam amplo espaço ao comunicador. Depoimentos de artistas do SBT e Record foram levados ao ar, como Mara Maravilha, Hellen Ganzarolli, Raul Gil, entre outros.

A TV Globo fez a cobertura que o SBT deveria ter feito desde a notícia da morte de Gugu. Na sexta-feira (22/11), a emissora deveria ter derrubado a programação para homenagear seu pupilo. E não fez.
 
Somente no domingo (24/11), a emissora de Silvio Santos promoveu a merecida homenagem a um dos principais nomes da TV brasileira. Celso Portiolli passou verdade na apresentação do “Domingo Legal”. Emoção pura que sensibilizou ainda mais o público. E sem sensacionalismo. Nesta oportunidade, causos dos bastidores foram à tona com as entrevistas de Ivo Holanda e Liminha.

Na sexta, Adriana Araújo informou, visivelmente consternada, a morte de Gugu em um plantão na Record TV. "Nosso querido e amado Gugu", ressaltou no comunicado. A jornalista sempre sobressai nas coberturas da emissora da Barra Funda.

Já Rodrigo Faro foi o oposto de Portiolli. O apresentador do “Hora do Faro” viveu um péssimo momento ao indagar como estava a audiência e, logo em seguida, voltou a ficar com o semblante “emocionado”. Um dos momentos mais constrangedores de sua carreira. Faro não passa naturalidade no vídeo. 

Mais cedo, logo às 9 horas, Luiz Bacci comandou o Plantão até o início do “Domingo Show”. O “menino de ouro” poderia ser o sucessor legítimo de Gugu. Porém, ele encaixou-se no jornalismo policial e sustenta o “Cidade Alerta”, um dos principais pilares da programação da Record TV. Na realidade, deveria trilhar o caminho do entretenimento. Comandante Hamilton, que estava sendo entrevistado ao vivo direto do helicóptero, teve que aterrissar a aeronave pela emoção sentida durante o bate-papo com Bacci. Tenso.

Agora é acompanhar como será a transmissão do velório e enterro que deverá ocorrer ainda nesta semana.

Fabio Maksymczuk

domingo, 24 de novembro de 2019

Rasa "A Dona do Pedaço" termina com objetivo alcançado


Olá, internautas

Nesta sexta-feira (22/11), “A Dona do Pedaço” chegou ao último capítulo. A novela de Walcyr Carrasco terminou com o objetivo prioritário alcançado. A trama elevou os índices de audiência herdados de “O Sétimo Guardião” que derrubou a faixa mais nobre da emissora platinada.

“A Dona do Pedaço” ficou ao redor dos 40 pontos com frequência. Carrasco é autor de novelas populares. Texto simples. Diálogos diretos. Nada contra. Neste espaço, comentamos sobre as novelas mexicanas sem preconceito. Porém, o autor, que emenda uma novela à outra sem respiro, apostou em um roteiro raso e com sérios problemas.

Na mudança de fase, falamos sobre a atuação de Caio Castro que interpretou Rock. Ressaltamos que a sua atuação lembrava, nestes primeiros capítulos, o personagem Grego, de “I Love Paraisópolis”. No decorrer da trama, o ator conseguiu imprimir uma identidade própria ao boxeador. Desenvolveu um bom trabalho. Feito esse registro, segue o nosso tradicional balanço com os pontos positivos e negativos.



PONTOS POSITIVOS

Nathalia Dill (Fabiana): “Eu fui criada num convento”. O bordão da personagem caiu no gosto popular. A atriz passou a impressão de se divertir com as maldades da ex-noviça. Ela se destacou positivamente no elenco.

Rainer Cadete (Teo): com o fotógrafo Téo, o ator tirou Visky da sua imagem. Interpretou um dos personagens mais queridos da novela. O desfecho do personagem foi incoerente. 

Abel (Pedro Carvalho) e Britney (Glamour Garcia): dentro do espírito da obra, a história paralela funcionou. Abel e Britney formaram um casal que ganhou a simpatia do telespectador, mesmo entre os mais conservadores. A personagem trans entrou na novela como um elemento agregador. Não ficou solta no roteiro.



Deborah Evelyn (Lyris): a atriz sobressaiu ao viver a personagem que adorava comer bolo de limão e apreciava a “terceirização” com Tonho (Betto Marque). Deborah passou leveza a Lyris. Entrou no clima da brincadeira. 

Guilherme Leicam (Leandro): independentemente da mudança de “rota do personagem”, o ator aproveitou a oportunidade e se destacou no elenco jovem da novela. Interpretou um personagem homoafetivo sem estereótipos.

Bruno Bevan (Zé Helio): o ator aproveitou a oportunidade ao interpretar o doce Zé Helio. A telespectadora torceu para o mocinho chegar ao final feliz com Beatriz (Natalia do Vale). Ator com boas perspectivas na TV Globo.


PONTOS NEGATIVOS

Maria da Paz (Juliana Paes): a teledramaturgia atual é marcada por mulheres empoderadas. Firmes. Donas do seu pedaço. Foi assim até com Clara, vivida brilhantemente por Bianca Bin, em “O Outro Lado do Paraíso” no ano passado. Apesar disso, o autor apostou em uma protagonista que ganhou a alcunha de “a trouxa do pedaço”. A mudança de fase provocou um grave ruído. A personagem de Rio Vermelho se transmutou em algo que o telespectador não reconheceu.  Juliana Paes adotou um sotaque estranhíssimo que imediatamente gerou rejeição no público. No decorrer da trama, a atriz abandonou tal elemento na construção da personagem. No geral, Juliana defendeu bem a sua Maria da Paz, mesmo com a incoerência de ser uma empreendedora de sucesso com uma postura abobalhada. 

Vivi Guedes (Paolla Oliveira) e Chiclete (Sergio Guizé): Paolla apostou em uma interpretação afetada para a influenciadora digital. Combinou com o espírito da obra. Porém, há um problema grave que não foi resolvido pelo autor. Chiclete, na realidade, estava bem longe ser um mocinho. Era um matador de aluguel. Em nenhum momento, pagou pelos seus crimes. E Vivi caiu nos encantos do justiceiro. Como assim?

Agno (Malvino Salvador) e Leandro (Guilherme Leicam): o autor resolveu limpar a “carreira pregressa” do Mão Santa após pagar penitência religiosa decidida em confissão. O mesmo problema de Chiclete ocorre com Leandro. Malvino ganhou um personagem desafiador em sua carreira ao interpretar um homem casado com mulher, mas homossexual na realidade. Desenvolveu um bom trabalho ao não apostar em estereótipos. Apesar disso, o casal Agno e Leandro não despertou grandes arroubos no público.

Marco Nanini: muito provavelmente, Nanini ganhou o pior personagem em toda a sua carreira artística. Eusébio era constrangedor. Ator muito mal aproveitado. A “mão descontrolada” foi uma das maiores bobagens de “A Dona do Pedaço”.



Núcleo de Cornélia (Betty Faria): núcleo paralelo que acrescentou em nada ao folhetim. “Encheção de linguiça”. Todos os atores foram mal aproveitados, como Betty Faria (Cornélia), Tonico Pereira (Chico), Rosi Campos (Doroteia), além do próprio Nanini.

Triângulo amoroso entre Maria da Paz, Amadeu (Marcos Palmeira) e Regis (Reynaldo Gianecchini): o autor trabalhou mal a relação amorosa da protagonista. Marcos Palmeira é outro ator que praticamente surgiu como figurante de luxo em grande parte da trama. Ressuscitou apenas na reta final.

Procura das sobrinhas de Maria da Paz: a história do sumiço das sobrinhas de Maria da Paz deveria ter conquistado mais destaque na novela. O reencontro de Fabiana e Vivi poderia ter sido mais emocionante.

Desfecho de Josiane (Agatha Moreira): Josiane apronta todas na novela. Trai a mãe. Mata as pessoas. E ainda sai por cima? Que isso...

Fabio Maksymczuk  

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

TV brasileira perde referência com morte de Gugu Liberato


Olá, internautas

22 de novembro de 2019. Essa data é uma das mais tristes deste espaço. A TV brasileira perde Gugu Liberato, um dos seus maiores ídolos. O apresentador sempre fez parte da minha rotina aos finais de semana.

Nos anos 80, aos sábados, só dormia após ver a Dança do Passarinho. Nos anos 90, Gugu sempre entrava na minha casa, inicialmente com o programa “Nações Unidas” e “Corrida Maluca”. Depois com o “Domingo Legal” que entrou para a história da televisão brasileira. Aos sábados, ainda assistia “Sabadão Sertanejo” e depois “Sabadão”. E o que falar da Galinha Azul? Leste.. Oeste.. de Norte a Sul...

Nos anos 90, Gugu ainda apresentou TV Animal e Passa ou Repassa que até hoje alcança sucesso sob comando de Celso Portiolli no “Domingo Legal”. E o que falar dos brinquedos lançados pelo comunicador? Tenho os meus guardados até hoje.

Gugu era da minha “família televisiva”. Para mim, domingo sempre foi sinônimo de Gugu e Silvio Santos. O apresentador protagonizava a guerra dominical contra Fausto Silva. “Guguzinho” passava na tela com a indicação do número 1. Foi o auge de sua carreira profissional. Milhares de artistas passaram pelo seu palco. Muitos encararam a banheira. Outros ensaboavam os corpos de homens e mulheres para tirar a lama.

Thalia causou um verdadeiro furacão no então Teatro Silvio Santos. A Rua Ataliba Leonel ficou lotada de fãs da atriz mexicana que visitou o dominical do SBT. Um momento histórico que permanece na memória de muitos telespectadores.  Depois, o apresentador encarou desafios memoráveis no quadro Sentindo na Pele. O apresentador travestiu de mendigo pelas ruas de São Paulo. Depois, ajudou a elevar Padre Marcelo Rossi a “ídolo pop”. Encarou desafios, como a subida do Cristo Redentor. E há ainda o Táxi do Gugu. O apresentador iniciou a mistura de jornalismo com entretenimento.

Trouxe ET (in memoriam) e Rodolfo. Quem não se lembra da invasão à “casa” de Silvio Santos? Otavio Mesquita acordava os famosos. Sonia Abrão protagonizou o momento mais tenso da guerra dominical com o caso Gerson Brenner. Tudo com batuta de Gugu.

Nos anos 2000, o animador iniciou um processo de desgaste na guerra dominical, principalmente após 2003 com o famigerado caso do PCC. Com a crise que atingiu o SBT após o crescimento da Rede Record, aliado à perda de fôlego na disputa pelo primeiro lugar, Gugu saiu dos domínios de Silvio Santos. Porém, mesmo com 10 anos na emissora da Barra Funda, o símbolo do SBT sempre esteve associado à sua imagem.

Gugu era o sucessor natural de Silvio Santos, conforme comentamos recentemente neste espaço. Na última quarta-feira (20/11), como sempre fazia, assisti ao “Canta Comigo”. Na quinta (21/11), fui surpreendido com a notícia que informava sobre o acidente sofrido em sua residência em Orlando. E nesta sexta (22/11), soube por William Bonner no “Jornal Nacional” de sua morte.  
   
Gugu deixa uma lacuna. Fez história no meio de comunicação mais popular do Brasil. Deixa lembranças afetivas para milhões de brasileiros. Muitos cresceram com Gugu na tela. Minhas sinceras condolências a amigos, familiares e fãs de Augusto Liberato.   

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 19 de novembro de 2019

"Provocações" tira declarações desconfortáveis de entrevistados na TV Cultura


Olá, internautas

Antonio Abujamra marcou a história da TV Cultura com o programa “Provocações”. Com a sua morte em 2015, o programa ficou à deriva. O canal, nesse período, reprisou edições na grade de programação.

Neste ano, a atração retornou com o comando de Marcelo Tas. O espírito provocador, que é o cerne do programa, se manteve nesta nova fase. “Provocações” tem o mérito de ser um programa de entrevistas que extrai declarações “desconfortáveis” dos entrevistados.  

Tas entrevista personalidades de diferentes campos da sociedade. Recentemente, o jornalista já conversou com os políticos Kim Kataguiri (DEM/SP), Marcelo Freixo (PSOL/RJ) e Marina Silva (REDE), além da atriz Christiane Torloni e da cantora Luisa Sonza, entre outros. Variedade é uma marca.

Durante o bate-papo com Kataguiri, o jovem deputado defendeu a legalização da maconha e revelou erros cometidos pelo MBL (Movimento Brasil Livre) que aprofundou a polarização política no País. “O MBL transformou em inimigo quem discordasse”, ponderou. De acordo com o político, o MBL misturou a esquerda criminosa com a esquerda. “Deputado deveria trabalhar menos”, bradou Kim ao ser indagado se os congressistas só trabalham de terça a quinta em Brasília. O paulista afirmou que deputado trabalha muito e mudou seu conceito após entrar no Congresso.

 “Por que os petistas te detestam?”, indagou Tas na entrevista com Marina. A acreana confidenciou que o primeiro arsenal de fake news foi usado justamente contra ela “bolado” pela presidente Dilma Rousseff e pelo marqueteiro João Santana na campanha presidencial de 2014. Tas indagou a razão de Marina ter conquistado apenas 1 milhão de votos nas eleições de 2018 se comparado aos 22 milhões na disputa anterior e se os brasileiros perderam a paixão por ela. “Pode ter sido um amor não correspondido”, brincou a ex-senadora. Marina disse ainda que não se chama Marina, mas Maria Osmarina. Interessante. 

Já com Freixo, Tas tirou uma declaração até surpreendente. O deputado do Rio de Janeiro revelou que é machista, principalmente com sua filha. Ele confirmou que a esquerda também sofre dessa característica e usou como exemplo a homofobia sofrida por Jean Wyllys.

Sempre no encerramento, Tas indaga o que é a vida. Alguns não sabem o que responder e outros engabelam. Depois, sempre tira selfie com o entrevistado.

“Provocações” é um programa necessário.

Fabio Maksymczuk  

domingo, 17 de novembro de 2019

RedeTV! celebra 20 anos em baixa


Olá, internautas

Na última sexta-feira (15/11), a RedeTV! celebrou 20 anos. A emissora, que bradava ser “a emissora que mais crescia no Brasil”, vive um momento turbulento. O símbolo desta fase é a demissão de Claudia Barthel, fundadora do canal em 1999. A jornalista surgiu como elo entre a TV Manchete e a então nova emissora. Demitida com anos e mais anos de trabalhos prestados.

A RedeTV! atualmente aposta em uma programação voltada principalmente ao mundo das fofocas aliada a faixas extensas alugadas para igrejas neopentecostais. “A Tarde É Sua”, “Tricotando” e “TV Fama” repercutem as mesmas notícias dos famosos e subcelebridades. Mais de quatro horas diárias com o mesmo assunto. Em coletivas de imprensa, três equipes do canal cobrem o mesmíssimo evento.  

Na sexta-feira (15/11), o programa “Olga” entrou no clima da comemoração dos 20 anos em um bate-papo interessante com Sonia Abrão e Flavio Ricco que também debateram o atual momento do jornalismo.

Nesta oportunidade, os três jornalistas destacaram que o “Encrenca” é o atual programa de maior repercussão da RedeTV!. Com orçamento baixíssimo, consegue fazer frente aos concorrentes na guerra dominical. Isso é um retorno do telespectador. “Fortunas” despejadas nas atrações nem sempre rendem frutos. Por outro lado, a criatividade desperta interesse no telespectador.

Enquanto a emissora enfrenta sérios desafios, o vice-presidente da RedeTV! e apresentador Marcelo de Carvalho sempre enaltece o crescimento econômico “robusto” promovido pelo governo Bolsonaro durante o seu programa “Mega Senha”. Discurso constrangedor diante do quadro de sua própria empresa. A emissora precisa recuperar a imagem de independência que marcava, há alguns anos, inclusive o seu departamento de jornalismo.  

Fabio Maksymczuk 

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

APCA divulga finalistas aos melhores da TV em 2019


Olá, internautas

A APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) divulgou nesta quinta-feira (14/11) os finalistas aos melhores da televisão brasileira em 2019. Participaram das indicações os críticos Cristina Padiglione, Edianez Parente, Fabio Maksymczuk, Flavio Ricco, Leão Lobo, Neuber Fischer, Nilson Xavier e Paulo Gustavo Pereira. Os vencedores serão definidos em 9 de dezembro na Assembleia realizada na sede do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo.

Confira a lista completa dos finalistas:

NOVELA

Bom Sucesso, de Rosane Svartman e Paulo Halm (TV Globo)
Éramos Seis, de Ângela Chaves (TV Globo)
Espelho da Vida, de Elizabeth Jhin (TV Globo)
Órfãos da Terra, de Duca Rachid e Thelma Guedes (TV Globo)
Topíssima, de Cristianne Fridman (Record TV)

ATOR

Antônio Fagundes (Bom Sucesso)
Flávio Migliaccio (Órfãos da Terra)
Herson Capri (Órfãos da Terra)
Júlio Andrade (Sob Pressão)
Silvio Guindane (A Divisão)

ATRIZ

Débora Bloch (Segunda Chamada)
Fabiula Nascimento (Bom Sucesso e Sessão de Terapia)
Grazi Massafera (Bom Sucesso)
Maria Casadevall (Coisa Mais Linda)
Marjorie Estiano (Sob Pressão)

PROGRAMA DE TV

Cultura, o Musical (TV Cultura)
Pesadelo na Cozinha (Band)
Provocações (TV Cultura)
Que História É Essa Porchat? (GNT)
Zorra (TV Globo)

JORNALISMO

Conexão Repórter (SBT)
Painel WW (William Waack no YouTube)
Profissão Repórter (TV Globo)
Roda Viva (TV Cultura)
Segunda Chamada (Canal My News no YouTube)

SÉRIE

A Divisão (Globoplay/AfroReggae/Hungry Man/Multishow)
Coisa Mais Linda (Netflix)
Filhos da Pátria (TV Globo)
Segunda Chamada (TV Globo/O2 Filmes)
Sob Pressão (TV Globo/Conspiração Filmes)

DIREÇÃO

Andrucha Waddington (Sob Pressão)
Carlos Araújo (Éramos Seis)
Joana Jabace (Segunda Chamada)
José Eduardo Belmonte (Carcereiros)
Vicente Amorim (A Divisão)

Fabio Maksymczuk 

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Rumo injusto marca "A Que Não Podia Amar"


Olá, internautas

Nesta terça-feira (12/11), o SBT exibiu o último capítulo de “A Que Não Podia Amar”. A novela mexicana conquistou boa repercussão entre os telespectadores da emissora e ajudava a alavancar a audiência do canal.

Neste espaço, já comentamos sobre o rumo de determinados personagens masculinos em obras recentes da Televisa. Em “Teresa”, o trabalhador Mariano foi jogado para escanteio. O professor ricaço Arthur conquistou o coração da protagonista.

Já em “O Que a Vida me Roubou”, Montserrat, inicialmente, era apaixonada pelo “proletário” José Luis Alvares. No decorrer da novela, a mocinha abandonou o militar para ficar com o milionário Alessandro Domingues. Aliás, o rapaz com condições modestas morreu na reta final da trama.

E o mesmo fenômeno se repetiu em “A Que Não Podia Amar”. Ana Paula (Ana Brenda Conrtreras) se apaixona, nos primeiros capítulos, pelo batalhador Gustavo (José Ron). Em seguida, a mocinha se vê envolvida pelo fazendeiro milionário Rogerio Monteiro (Jorge Salinas). De repente, diz que não sente o mesmo sentimento pelo engenheiro e chega ao final feliz com o vilão “redimido”.

Nesta novela, a situação é mais crítica. Rogerio comprou a posse de Ana Paula com o auxílio da tia Rosaura (Ana Bertha Espín). O fazendeiro jogou o irmão da enfermeira na prisão. Maltratava os funcionários da fazenda. Dava chicotada. Humilhava até o menino Marquinho para ele se tornar um “homem”. Entre vários outros atributos que o desqualificavam.


E o que acontece com o verdadeiro mocinho da história? Gustavo sofre atentado. Fica meses no hospital. Vê-se em meio a estratagemas para ficar afastado de sua amada. Casa com uma mulher que o trai. Perde o seu filho com Ana Paula. E no final, é abandonado pela mocinha e morre. Uma das maiores aberrações das telenovelas. No final, o plano de Rosaura funciona. A sobrinha chega ao desfecho com o milionário.    

E não para por aí. Miguel (Osvaldo Benavides), outro mocinho da novela, sofre com planos elaborados pelo vilão Bruno (Julián Gil), vai para a prisão injustamente, sofre tortura, entra no vício do alcoolismo e, no final, também morre. Injusto.

Por outro lado, “A Que Não Podia Amar” rendeu encontro entre duas grandes atrizes mexicanas. A “governanta” Maria (Ana Martin) era uma das personagens mais queridas da novela. Ela protagonizava embates com Rosaura, interpretada por Ana Bertha Espín.

“A Que Não Podia Amar” termina com a missão cumprida ao garantir bons índices de audiência e cativar o telespectador que aprecia os “novelões”. O rumo injusto divide opiniões.

Fabio Maksymczuk