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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

"Mestre do Sabor" estreia com desafios


Olá, internautas

Nesta quinta-feira (10/10), a TV Globo estreou “Mestre do Sabor”. A emissora promoveu uma intensa campanha de divulgação do novo talent show culinário. Apesar disso, o telespectador sinalizou rejeição em virtude do desempenho obtido nos índices de audiência neste primeiro programa. A atração conquistou 19 pontos de média. “The Voice Brasil”, que ocupava a faixa horária, ficava ao redor dos 25 pontos.

Algumas razões podem ser levantadas. O apresentador Claude Troisgros é desconhecido por grande parte dos telespectadores da TV aberta. O francês é conhecido por seus programas mais “elitizados” no GNT. Ele, até aqui, não apresenta um “tempero popular”. Para amenizar tal impressão, surge o paraibano carismático Batista que fica ao lado de Troisgros. Foi uma decisão arriscada da TV Globo. Será que Ana Maria Braga não merecia tal oportunidade?

Em segundo lugar, causa estranheza o mote do “Mestre do Sabor”. O talent show tem como objetivo destacar a comida nacional. Além do apresentador francês, há o jurado português José Avillez. Estranhíssimo.  

Por fim, já há um certo cansaço do formato que envolve disputas culinárias na TV brasileira. Em menos de uma semana, além da novidade da TV Globo, estreará “Famílias Frente a Frente” no SBT e “MasterChef – A Revanche”, na Band. Complicado.

“Mestre do Sabor” tem o mérito de ser uma produção genuinamente nacional. Não é um formato importado. A atração tenta impor o seu DNA que o diferencia dos correlatos. Há um auditório que se fez presente neste primeiro programa. Trouxe calor humano para o palco. Além disso, os três jurados, Kátia Barbosa, José Avillez e Leo Paixão, tiveram que aprovar, às cegas, os desafiantes. O mecanismo lembrou (e muito) o “The Voice”. E também recordou a segunda fase do “Bake Off Brasil” onde Beca Milano e Olivier Anquier devem avaliar os confeiteiros na prova técnica.

A nova aposta da TV Globo se destacou positivamente pela produção. Cenário competente. Imagens dos pratos belíssimas no vídeo. Iluminação competente. Boa edição com a apresentação dos candidatos que já são chefs profissionais.

“Mestre do Sabor” estreou com desafios. Agora é acompanhar se a atração conquistará, pelo estômago, o telespectador.  

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 8 de outubro de 2019

FABIOTV na Coletiva do "MasterChef – A Revanche"


Olá, internautas

Nesta terça-feira (08/10), estive na sede da Band aqui em São Paulo para acompanhar a coletiva de imprensa do “MasterChef – A Revanche” que estreará na próxima semana.

Tive a oportunidade de conhecer o novo cenário do talent show. As bancadas ganharam nova disposição no estúdio. Subi até o mezanino. É mais alto do que passa na TV. E ainda tive a oportunidade de entrar no mercado da atração.


Nesta temporada, as provas serão mais longas. Ana Paula Padrão revelou que terá uma disputa com 24 horas de duração. Envolverá fermentação natural de pão. Uma outra novidade ficará por conta do relógio digital. A apresentadora brincou ao falar que não poderá esticar os segundos finais. Os programas já foram gravados, exceto a final (são 10 no total). De acordo com Ana Paula, Jacquin ficou mais "chorão" nesta edição que contará com 20 ex-participantes.

O programa de estreia exibirá duelos. Dos 20, apenas 10 ficarão na disputa. Os jurados Paola Carosella, Erick Jacquin e Henrique Fogaça desconheciam quem tinha sido selecionado entre os ex-MasterChef. Souberam somente na gravação. Paola disse que alguns, em especial, voltaram mais humildes nesta temporada.



A diretora Marisa Mestiço enfatizou que escolheu os participantes de todas as edições, inclusive a mais recente que mal saiu do ar. Helton, Haila e Juliana disputarão com outros concorrentes que adquiriram mais experiência na cozinha, após o término do programa, como Estefano Zaquini, da primeira edição.

Os jurados foram questionados sobre os comentários contundentes aos desafiantes. "A vida é feita de trancos e barrancos. A vida é feita de porrada, mano", respondeu Fogaça. Jacquin disse que nunca se arrependeu de suas decisões no programa.


Jacquin ainda frisou que, na competição, quem decide é o sabor e não o personagem. “Se fez uma merda, é uma merda”, disparou. Já Paola ponderou: “a nossa profissão é uma religião”.

Ps: Agradeço o convite da assessoria de comunicação da Band e a atenção dada a esse espaço.

Fabio Maksymczuk

domingo, 6 de outubro de 2019

Estreia de "Éramos Seis" na Globo gera comparação


Olá, internautas

Após 25 anos, “Éramos Seis” retorna à TV brasileira. Desta vez, na TV Globo. Na última segunda-feira (05/10), a nova novela das seis da emissora platinada criou expectativa no telespectador que acompanhou, principalmente, a versão do SBT em 1994.

Nestes primeiros capítulos, mesmo sendo baseada na adaptação de Silvio de Abreu e Rubens Ewald Filho, já dá para notar que ”Éramos Seis 2019” será uma outra novela. A emoção que dominou a trama sbtista não surgiu até aqui na nova produção.

A abertura é um indício. O calor humano fica longe da vinheta. Ar gélido. Movimentação computadorizada. Ao invés das relações humanas que marcam a obra, a casa ganhou o centro. Erro de foco.  

Gloria Pires, mesmo sendo atriz de remakes da faixa das seis, como Mulheres de Areia e Anjo Mau, não é uma escalação óbvia. Lilia Cabral teria sido o nome mais forte para o papel de Lola. Porém, a veterana estava desperdiçada em “O Sétimo Guardião”. Gloria construirá uma outra Lola. Dificilmente, atingirá o nível de excelência de Irene Ravache em um dos momentos mais ricos de interpretação na história das telenovelas. É um trabalho irrepreensível.

Nesta nova versão, tudo é ampliado nos cenários. A casa de Dona Lola, que era um sobrado geminado, se transformou em uma quase mansão. Quartos amplos. Cozinha ampla. Sala ampla. O imóvel não é condizente com a capacidade financeira de Julio. O cabaré também é gigantesco. Na Avenida Angélica, há uma casa que ainda está de pé. Teria sido uma inspiração para a cenografia? 


Os destaques positivos ficam por conta de Maria Eduarda de Carvalho, que interpreta Olga, e Eduardo Sterblitch, que vive Zeza. A dupla trouxe vibração para a obra. No SBT, Denise Fraga e Osmar Prado ficaram responsáveis pelos personagens. Antonio Calloni também sobressaiu como Julio. No SBT, Othon Bastos deu um ar mais sóbrio e sisudo ao marido de Lola. Calloni dará uma feição diferente.

Na TV Globo, a família Lemos mora na Avenida Angélica, 415.  A trama de ”Éramos Seis” tem o meu bairro como pano de fundo. Em 1994, estudava no Colégio Sion, mesma escola onde estalava a personagem Isabel. As gravações ocorriam aos sábados. Essa é uma das razões para a novela ainda encontrar-se fortemente na minha memória afetiva. Por isso mesmo, neste domingo (07/10), fui até o endereço. Não há o número 415. A casa ficaria nesta região da avenida. Tirei uma foto da área. Funciona hoje um estacionamento.



No SBT, a residência apresentava outra numeração. Fica três quarteirões para cima. Nos anos 90, funcionava o mercado Alfama que hoje não existe mais. Atualmente, a Swift ocupa o local. Curiosidade.



“Éramos Seis” é uma das obras-primas da nossa teledramaturgia. O SBT se mobilizou para a produção da telenovela. Era exibida até em dois horários. Na faixa das 19-20hs com reprise às 22 horas. O desafio da TV Globo é envolver o telespectador.

Fabio Maksymczuk

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

FABIOTV na Coletiva do Famílias Frente a Frente – FFF Brasil


Olá, internautas

Nesta quinta-feira (03/10), acompanhei a coletiva de imprensa do novo programa “Famílias Frente a Frente”, sob comando de Tiago Abravanel. O encontro com os jornalistas ocorreu na fábrica da Cacau Show, em Itapevi (SP). O SBT ficou responsável pelo transporte dos colegas de imprensa e outros blogueiros. Saímos de um ônibus do Terminal Barra Funda.

A “viagem” durou cerca de 40 minutos. A instalação industrial da chocolataria fica mais próximo que a sede de A Fazenda, em Itapecerica da Serra. Tive a oportunidade de conhecer os estúdios de gravação do “FFF Brasil”. Basicamente, são seis cozinhas. Cada uma sinalizada pela cor amarela, verde, entre outras. Os 10 programas desta primeira temporada já foram gravados, inclusive a grande final. Durante a coletiva, Tiago ressaltou que há uma família de refugiados na disputa.

Sem dúvida, Carmem Virgínia chamou a atenção no evento promovido pelo SBT. A jurada disse que veio para representar as mulheres pretas. "Vendia Carnê do Baú. Presenciei Silvio Santos na minha casa todo domingo", frisou. "Eu represento a minha favela", ressaltou. Ela não gosta da palavra "comunidade". Sonha conhecer o “patrão”. Palmirinha Onofre, Roque, Celso Portiolli, Eliana e Ronnie Von visitarão o programa.

Carmem não acreditou que tinha recebido a proposta de trabalhar neste projeto. Achou que era um trote. “Esse povo não vai me colocar na TV aberta”, frisou. Em seguida, ligou para Tais Araújo para verificar se era verdadeiro o convite. A atriz ligou para “Abrava” que confirmou a veracidade.


A culinarista ainda cutucou a Record TV. Enfatizou que o público estará mais interessado em acompanhar um programa com família e amor ao invés de agressão contra mulher e beijo forçado. Resposta após a pergunta sobre o possível confronto com a “A Fazenda 11”.

Já Tiago ponderou que a grande diferença do “FFF Brasil” recai na comida caseira. Os telespectadores poderão se identificar com as famílias e seus pratos. Esse é o objetivo da atração que tem o slogan: a melhor comida caseira do Brasil.

Disse que fugiu, em alguns momentos, do roteiro e passou sua emoção na apresentação. E a família não é formada, exclusivamente, por pai, mãe e filhos. Podem ser quatro irmãos. Nora, sogra e agregados. E assim por diante.  Em outro momento, Carmem Virginia defendeu que a verdadeira base da família é o amor. “Pode ser homem e mulher. Homem e homem. Mulher com mulher”, defendeu.


Tiago ainda contou que, mesmo não sendo jurado, provou todos os quitutes. “Estou aqui para comunicar e comer”, disparou. “Dei uma engordada”, confidenciou. O neto de Silvio Santos observou que recebeu três conselhos do seu avô. “Seja você mesmo. Apresente a verdade possível e bom conteúdo”, disse.  

Alê Costa também é um dos jurados da disputa. “Além de culinária, falaremos de relacionamento. De amor”, frisou na coletiva. “FFF Brasil” ainda explorará as redes sociais que contarão com o quadro “Lavanderia” onde os eliminados “lavarão roupa suja”.

O diretor de programação do SBT, Murilo Fraga, aproveitou a ocasião e mandou uma indireta ao afirmar que a emissora da Anhanguera e a TV Globo sobrevivem exclusivamente de seu faturamento. Alguns colegas não capturaram a mensagem.

Ps: Agradeço o convite da assessoria de comunicação do SBT e a atenção dada a esse espaço.

Fabio Maksymczuk  

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Maju Coutinho e Geraldo Luis protagonizam nova disputa vespertina

   

Olá, internautas

Nesta semana, TV Globo e Record TV remexeram a programação vespertina. A emissora platinada resolveu “rejuvenescer” o “Jornal Hoje” com Maria Julia Coutinho. Sandra Annenberg passou o bastão para a “ex-garota do tempo”. O noticiário não enfrentava percalços nos índices de audiência. A saída de Annenberg foi desnecessária.

Maju impõe um estilo mais informal ao telejornal. Na realidade, o jornalismo enfrenta uma crise de identidade. As barreiras com o entretenimento são, cada vez mais, eclodidas. E a apresentadora representa tal fenômeno. O “JH” mantém as reportagens de noticiário com uma apresentadora que lembra o estilo de revista eletrônica. “Vejam que jogão”, disparou em um determinado momento. Maria Julia apresenta, de pé, as notícias. A bancada foi abolida.

Já pelos lados da Record TV, o “Balanço Geral” entrou em uma nova velha fase. Geraldo Luis retornou ao seu espaço original. Ao lado do anão Marquinhos, o apresentador do bordão “balaaança” assumiu o posto herdado de Reinaldo Gottino. Geraldo tinge o noticiário com tons mais fortes da sua personalidade. Gottino imprimia um agradável tom popular. Já o limeirense desperta sentimentos distintos no público: adoração e rejeição.

Com um estilo mais despojado, Geraldo já entrosou com Fabiola Reipert no quadro “A Hora da Venenosa”, verdadeiro pesadelo da TV Globo. Para comemorar a liderança nos índices de audiência, o apresentador resolveu comer omelete na bancada. Tiração de sarro. A imagem de Geraldo, nos últimos anos, foi construída no entretenimento. E essa percepção permaneceu neste retorno ao “Balanço Geral”. Gottino é, de fato, um jornalista.   

Maju Coutinho e Geraldo Luis agora encaram essa nova disputa vespertina.

Fabio Maksymczuk

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

"Se Joga" estreia sem identidade


Olá, internautas

Nesta segunda-feira (30/09), a TV Globo estreou “Se Joga”. A nova atração tem o objetivo de reconquistar a liderança perdida nas tardes da emissora. Porém, o primeiro programa já emitiu sinais preocupantes.

A nova aposta platinada já começa com um grave empecilho. Um trio de apresentadores comanda “Se Joga”. A duração de uma hora diária não necessita de três comandantes. Fernanda Gentil, Érico Brás e Fabiana Karla se esguelharam na apresentação. O programa ficou barulhento. Gentil daria conta sozinha do recado. Fabiana e Érico não são apresentadores.  

Além disso, o formato lembra mais um liquidificador. Mistura tudo e joga no colo do telespectador. O programa fica sem identidade. O game “Que conta é essa?” lembrou o extinto “Vídeo Game” comandado por Angélica. Até a disposição do auditório no cenário é a mesma.

Já Paulo Vieira resgatou o Emergente como a Gente do “Programa do Porchat” no “Se Joga”.  O quadro agora se chama “Isso é muito a minha vida”. Os dilemas da classe C ganham espaço com um tom humorado.

“Se Joga” se transformará em novo espaço para os contratados da TV Globo baterem o cartão. Nesta segunda, Paolla Oliveira participou de um quadro no qual a atriz tinha que escolher emojis em um celular. O quadro lembra (e muito) do “Luciana By Night”. Como diz Luciana Gimenez, “abafa”.

Durante grande parte do “Se Joga” aparecia um bloco azul no canto esquerdo da tela com informação da hora e temperatura. Totalmente desnecessário. Suja a imagem e tira a atenção do telespectador.

Antes mesmo da estreia, as chamadas da nova atração já não despertavam grande interesse. E isso confirmou-se. O desafio é enorme para a trupe liderada por Gentil.

Fabio Maksymczuk

sábado, 28 de setembro de 2019

"Órfãos da Terra" termina sem brilho


Olá, internautas

Nesta sexta-feira (27/09), “Órfãos da Terra” chegou ao fim. A novela de Duca Rachid e Thelma Guedes conquistou bons índices de audiência. Apesar disso, a trama não encantou. A história teve o mérito de jogar luz nos refugiados, tema sensível especialmente nestas primeiras décadas do século XXI. Em uma sociedade cada vez mais globalizada, as fronteiras insistem em permanecer fechadas para milhões de seres humanos.

O belo discurso proferido por Laila (Julia Dalavia) apareceu como o ponto alto do último capítulo. Também neste desfecho, a palavra FIM em diferentes idiomas foi uma boa sacada. Apesar disso, o roteiro enfrentou um sério problema.

Aziz Abdallah, em uma atuação brilhante do ator Herson Capri, morreu logo no início da novela. Ele era o grande vilão do folhetim. Com a sua morte, o posto passou para Dalila (Alice Wegmann), sem a mesma envergadura de seu pai. E a novela caminhou em círculos por dezenas de capítulos.

O casal protagonista funcionou, mas também as tramas que envolveram Jamil (Renato Góes) e Laila (Julia Dalavia) “embarrigaram”. É importante ressaltar que Góes encontrou o tom adequado para o personagem durante o desenrolar de “Órfãos da Terra”, após um início abaixo de seu potencial, conforme comentamos na semana de estreia. Realizou um bom trabalho. Já Rodrigo Simas, que interpretou Bruno, sobrou na produção. O ator emenda uma novela à outra sem justificativa.

Dentre as histórias paralelas, Marcelo Médici sobressaiu ao viver o atrapalhado Abner e com sua “mãezinha” Ester, vivida por Nicette Bruno. O núcleo suavizava a história “pesada” do casal principal e antagonistas.

Kaysar Dadour, que saiu recentemente do “BBB18”, aproveitou a oportunidade ao interpretar Fauze. O sírio conquistou um bom desempenho em sua primeira novela. Nesta reta final, “Órfãos da Terra” ganhou repercussão pelo relacionamento homoafetivo entre Valéria (Bia Arantes) e Camila (Anaju Dorigon). A polêmica do chamado “beijo lésbico” estampou as manchetes dos principais portais. Essa temática ainda enfrenta resistências em expressiva parcela da sociedade brasileira.

Ainda sobre o último capítulo, o telespectador não compreendeu o motivo de Missade (Ana Cecilia Costa) se declarar e beijar o Padre Zoran (Angelo Coimbra) e, logo em seguida, embarcar com o marido Elias (Marco Ricca) para a Síria. Desfecho estranho.

“Órfãos da Terra” termina com a missão cumprida de conquistar bons índices de audiência na faixa horária, mas ficou atrás da antecessora “Espelho da Vida” que prendia, de fato, o telespectador à frente da tela.

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

"Canta Comigo 2" estreia com bonita homenagem a Deise Cipriano


Olá, internautas

Nesta quarta-feira (25/09), a Record TV estreou a segunda temporada do "Canta Comigo". O talent show retornou com uma bonita homenagem a Deise Cipriano, uma das cem juradas do ano passado. O trio Threerapia cantou o hit Jeito Sexy, o momento mais emocionante da noite. Todos os jurados levantaram. A cantora do Fat Family era uma das principais vozes do júri gigantesco.

Neste primeiro programa da nova leva, ocorreu uma melhor distribuição entre músicas nacionais e internacionais. Até mesmo, as canções tupiniquins ganharam mais espaço na disputa. Ótimo.

O programa conta com uma embalagem lindíssima. Luzes para lá e para cá. Painel com visual deslumbrante no vídeo. Porém, como já comentamos no ano passado, o formato apresenta uma grave deficiência. Copio e colo aqui: “Os participantes que conquistam o apoio dos 100 jurados seguem direto para a grande final. Ou seja, eles cantam apenas duas músicas para a formação do triunvirato decisivo que recebe os votos dos telespectadores. Os outros participantes, que enfrentam os duelos, cantam mais e ganham mais espaço”. 300 mil reais com duas ou três músicas. Ótimo negócio.

O formato não personaliza os votos dos jurados que é elemento fundamental nos correlatos. Seja no MasterChef Brasil, Bake Off Brasil, Dancing Brasil ou The Voice Brasil. Os mais marcantes são egressos de outros realities da Record. Sylvinho Blau Blau (ex-Power Couple Brasil e ex-Fazenda), Sebá (ex-Dancing Brasil), Vinicius D’Black (ex-Power Couple Brasil e ex-Dancing Brasil), Marcelo Tchakabum (ex-Power Couple Brasil), Neném (ex-A Fazenda), João Zoli (ex-A Fazenda), André Marinho (ex-Power Couple Brasil), Andreá Sorvetão (ex- A Fazenda), Conrado (ex-A Fazenda), Créu (ex-Power Couple Brasil), Vida Vlatt (ex- A Fazenda), Thaíde (ex-Power Couple Brasil) e Perlla (ex-A Fazenda).

Dentro desse contexto, aparece um reencontro interessante. O campeão de A Fazenda 10, Rafael Ilha, reencontra o seu mentor Gugu Liberato. Os dois dividem o mesmo palco após mais de 25 anos. Neste primeiro programa, o “ex-polegar” encarnou a figura de carrasco do júri.

Após o encerramento do “Canta Comigo”, a Record TV realizou uma boa mudança na programação. Sergio Aguiar apareceu imediatamente com o “JR 24 horas”. Isso deveria ocorrer nos outros dias da semana após o término de “A Fazenda 11”.

Apesar da observação, “Canta Comigo” é um dos bons programas do núcleo do diretor Rodrigo Carelli.

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Band resgata "Cine Privé" com ares dos anos 90


Olá, internautas

Nos anos 90, a Band alcançava sucesso, principalmente, entre os adolescentes com o “Sexta Sexy”. Filmes levemente eróticos despertavam a libido da rapaziada. Depois, a faixa migrou para as madrugadas de sábado para domingo. A sessão ganhou o nome de “Cine Band Privé”. A emissora alcançava expressivos índices de audiência. Ficava, com frequência, entre as cinco maiores audiências do canal.

Com a popularização da internet, principalmente a partir dos anos 2000, o “Cine Band Privé” virou praticamente uma faixa de filme “água com açúcar” diante da pornografia escancarada na “web”. Além disso, a Band sempre reprisava os mesmos filmes. A saga de Emmanuelle se transformou em uma espécie de “Chaves” da emissora do Morumbi.

Eis que neste final da segunda década do século XXI, a sessão retornou. E lá está novamente Emmanuelle na labuta. O canal exibiu, nestas quatro semanas, os filmes dos anos 90. Ao invés de despertar os “hormônios” do público, a sessão se transformou em uma espécie de saudosismo de uma era que acabou.

E isso é verificado nos índices de audiência. O “Cine Privé” fica ao redor do singelo 1 ponto de média. Os filmes eróticos perderam espaço para os pornográficos. E dificilmente a Band exibiria, mesmo nos dias atuais, produções que ocupavam a faixa do Sexytime no Multishow.  Mesmo no canal pago, as madrugadas agora são recheadas de “Chaves” e “Chapolin”.

Fabio Maksymczuk

domingo, 22 de setembro de 2019

"Vai que Cola 2 - O Começo" arranca boas risadas


Olá, internautas

“Vai que Cola” é uma das “sitcoms” mais populares do Multishow. A atração já passa da quinta temporada no canal da TV paga. O programa virou filme em 2015 com sucesso. Mais de 3 milhões de espectadores foram aos cinemas.

Diante do excelente desempenho, o longa-metragem ganhou continuação em “Vai que Cola 2 – O Começo”. O filme estreou na semana passada. Neste sábado (22/09), fui ao PlayArte – Cine Bristol que fica no Shopping Center 3, na Avenida Paulista, em São Paulo. E, novamente, a comédia nacional arranca boas risadas. Infelizmente, o pleonasmo é necessário. Nem todas as comédias são, de fato, engraçadas.  

O roteiro aposta no primeiro encontro da turma no Méier, bairro da zona norte do Rio de Janeiro. Todo o elenco passa entrosamento no telão. Emiliano D’Ávila é um dos melhores do elenco ao viver Máicol, recém-chegado de Feira de Santana (BA).

Marcus Majella é o grande destaque do longa. O ator continua ótimo como Ferdinando. Ele interpreta um dos momentos mais engraçados. Teresinha (Cacau Protásio) diz que o personagem parece com algo. Eis que a “aspirante a atriz” diz: ´”pareço a Giovanna Antonelli em “O Clone”. Terezinha retruca: não. É a “Jabulani”! E não para por aí. Ferdinando reencarna Carminha de “Avenida Brasil”!

É o típico filme para se distrair com pipoca. Diversão na certa.

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Cota de desconhecidos avança em "A Fazenda 11"


Olá, internautas

Nesta terça-feira (17/09), a décima primeira edição de “A Fazenda” estreou na Record TV. Sob o comando de Marcos Mion, o reality retornou ao ar com um elenco recheado de figuras desconhecidas pelo público da emissora e da TV aberta.

Desde a sétima edição, os artistas realmente com alguma fama cada vez mais perdem espaço na atração. Algumas razões podem ser levantadas. A sexta temporada ficou marcada por cusparadas, barracos e sexo. E muitos ficaram com a imagem chamuscada. Por isso mesmo, a partir dali, os realmente famosos agora pensam duas vezes antes de encarar o reality diante do que ocorreu na antiga sede de Itu.  

Os “não famosos” têm nada a perder. Protagonizam barracos memoráveis, como ocorreu no ano passado com Gabi Prado, Nadja Pessoa e Ana Paula Renault. E a imagem do reality também fica nesse “limbo”. Além disso, o cachê também pode não ser o mesmo dos áureos tempos.

Em “A Fazenda 11”, a cota de desconhecidos avançou. Bifão e Lucas Viana (egressos da MTV), DJ Netto, Sabrina Paiva (a cota de miss sempre surge no BBB), Tati Dias e Thayse Teixeira formam o bloco que mais lembra a Fazenda de Verão.

No bloco intermediário, ficam a ex-panicat Aricia Silva (cota tradicional do programa), Guilherme Leão que chamou a atenção da mídia por ser o “segurança gato do Metrô” e o ator Phellipe Haagensen, irmão de Jonathan Haagensen, participante da edição pioneira.

Há ainda outras figuras repetidas no “álbum”, como Drika Marinho que mal saiu do “Power Couple Brasil”, Diego Grossi, ex-BBB e expulso da edição anterior do Power Couple Brasil (já disse logo na estreia que deseja “limpar a sua imagem”) e Hari Almeida (representante da cota de expulsos do BBB, vide Marcos Harter e Ana Paula Renault).

Entre os famosos realmente, que despertam interesse no telespectador para acompanhar como eles são “na realidade”, aparecem Andréa Nóbrega (será que a imagem passada na mídia é uma personagem ou não? ex-Aprendiz e ex-Mulheres Ricas), Rodrigo Phavanello (presente na mídia há mais de 20 anos), Túlio Maravilha (também ex-Power Couple Brasil, mas deixou sua marca nos gramados brasileiros) e Viny Vieira (um dos ícones dos áureos tempos do Pânico). E só.

Agora é acompanhar “A Fazenda 11” e perceber se o reality recheado de "ex" apresentará um jogo jogado ou trilhará apenas no “auê” de barracos, escândalos e pegação.

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Record TV perde excelente profissional


Olá, internautas

Uma bomba explodiu na Record TV nesta segunda-feira (16/09). Reinaldo Gottino resolveu deixar a emissora da Barra Funda. O jornalista deverá ir, de mala e cuia, para a CNN Brasil que já provocou estilhaços até na TV Globo.

A Record TV, atualmente, sustenta-se em dois pilares: “Cidade Alerta”, com Luiz Bacci, e “Balanço Geral SP”, com Gottino. A saída do apresentador do noticiário vespertino realmente movimentará as peças no tabuleiro recordiano. O jornalista era a alma do “Balanço Geral”.

Nesta terça-feira (17/09), o público já estranhou Luiz Bacci no comando do programa.  O “menino de ouro” grita no vídeo. Cria um clima de suspense desnecessário em uma atração com perfil informativo. Complicado. Gottino sempre passou a imagem de ser um amigo do telespectador. Tanto é que os “telenautas” mandavam fotos para o apresentador expô-las no telão durante o encerramento do “BG”.

E não para por aí. Gottino sempre sobressaiu nos plantões. Comandou coberturas importantes, como da greve dos caminhoneiros, a votação da Câmara dos Deputados para o impeachment da presidente Dilma Rousseff, a morte de Marcelo Rezende e a posse de Jair Bolsonaro, entre tantas outras.

O departamento de Jornalismo da Record TV, sob a atual batuta de Antonio Guerreiro, perde um excelente profissional. Não será fácil substituí-lo. Mesmo com ressalvas, Bacci sustenta o “Cidade Alerta”. André Azeredo foi um erro da atual gestão. Matheus Furlan também não sobressai como apresentador. Entre as opções atuais do elenco, sobrará para Fabiola Gadelha ou Bruno Peruka. Missão ingrata.

Fabio Maksymczuk

domingo, 15 de setembro de 2019

Três programas em sequência da TV Cultura chamam atenção


Olá, internautas

Na última quinta-feira (12/09), zapeava entre os canais e deparei com Luiza Possi em um programa da TV Cultura, “Escala Musical”. A cantora estava sendo entrevistada pela jornalista Renata Simões no Sion, mesmo colégio onde estudei.

Luiza, enquanto percorria as salas de aula e corredores da instituição, falava da sua relação com a música e as dificuldades enfrentadas com Matemática. Ela até falou do nosso professor Celso Longo. Em outra ponta, Renata batia um papo com Claudio Zoli. A apresentadora unia esses dois universos com a relação de ambos em relação a cidade de São Paulo. Programa muito interessante. O bate-papo fluiu.   

Depois, a emissora da Fundação Padre Anchieta exibiu “Mundo Museu” narrado por Milton Gonçalves. A produção enfoca as curiosidades dos museus mais famosos do mundo. Neste episódio, em especial, a atração destacou o Museu Nacional de Belas Artes sediado no centro do Rio de Janeiro. O acervo do equipamento cultural ganhou uma boa descrição. Sem ser maçante.

E, por fim, foi ao ar “Habitação Social – Projetos de um Brasil”. A série documental desbrava as moradias populares. Neste episódio, a Vila Maria Zélia conquistou espaço. Um rico industrial, nos primórdios do século XX, oferecia condições dignas de habitação aos seus funcionários em detrimento aos cortiços que imperavam no proletariado. E esse conjunto de residências continua em pé, mesmo que reformadas. História desconhecida por muitos paulistanos.

Mesmo sem grande divulgação, a TV Cultura oferece boas opções ao telespectador. Uma boa tríade na programação.  

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

"Dancing Brasil 5" fica abaixo do potencial


Olá, internautas

Nesta quarta-feira (11/09), a Record TV encerrou a quinta temporada do “Dancing Brasil”. Vinicius D’Black sagrou-se o grande vencedor com 38,21% da votação popular. Desde a estreia, o cantor sobressaiu na disputa. Vitória merecida.

A grande final também contou com Dani Hypólito, que foi auxiliada pelo competente parceiro Marquinhos, e Bia Feres que foi alavancada pelo seu carismático professor Paulo Victor.

“Dancing Brasil” é um dos programas mais bonitos exibidos na TV brasileira. Produção competentíssima. O trio de jurados formado por Jaime Arôxa, Fernanda Chamma e Paulo Goulart Filho também funciona. O elenco contou com nomes amplamente conhecidos pelo telespectador. A atração da Record TV é, até mesmo, superior ao “Dança dos Famosos”.  

Porém, isso não é percebido nos índices de audiência. O talent show ficou ao redor dos singelos cinco pontos de média. Índice muito abaixo do potencial.

Uma das razões que pode ser levantada é a possível rejeição ao nome de Xuxa Meneghel no comando da atração. Desde os tempos finais da TV Globo, principalmente, a apresentadora não engrena nos índices de audiência.  Na Record, o retrospecto é negativo. Raramente, atingiu a casa dos 8 pontos de média, patamar que deveria ser alcançado com facilidade pelo “Dancing Brasil”.

Caso a disputa tenha uma nova temporada no ano que vem, o diretor Rodrigo Carelli deveria reavaliar o posto de comandante do show.  Gugu Liberato poderia ser um nome a ser analisado. E que tal Flavia Viana como “assistente” na vaga de Junno Andrade? Fica a sugestão.

Fabio Maksymczuk