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terça-feira, 17 de julho de 2018

Globo demonstra desorientação com novo "Vídeo Show"


Olá, internautas

Nesta segunda-feira (16/07), a TV Globo reestreou "Vídeo Show". O programa mais problemático da emissora continua a render dor de cabeça.

A escolha das ex-BBBs Vivian Amorim, Fernanda Keulla e Ana Clara, além da permanência de Sophia Abrahão mostram que os “socos” dados pela trupe do “Balanço Geral”, aqui em São Paulo, deixaram desnorteada a direção do canal que apostou em uma estratégia desorientada na nova fase do vespertino.

Nesta terça (18/07), por exemplo, ficou nítida a falta de experiência de Vivian e Fernanda durante a entrevista com Roberto Bonfim. O bate-papo poderia ter rendido ótimos momentos, mas as duas novas apresentadoras, juntamente com Sophia, não demonstraram grande vivência com a história da teledramaturgia do canal e, muito menos, da trajetória do ator. Ficou superficial. Ficaram nas “caras e bocas”.

“Vídeo Show” enfrenta um enorme desgaste. A direção demorou (e muito) para tirar Otaviano Costa do comando da atração. Apresentador que, pelo menos, dividia opiniões. Sophia apareceu até aqui sem grande destaque. E agora escalam duas comandantes que não possuem força suficiente para estancar a sangria do programa.

Há tempos, este espaço defende o óbvio. “Vídeo Show” deveria ser apresentado por Angélica que, atualmente, encontra-se sem função na TV Globo. O vespertino deveria seguir a linha do antigo Estrelas. Explorar as curiosidades do canal e do elenco platinado, sem a marca de publicidade institucional que corrói o vespertino.

Ana Clara é uma aposta que vale a pena. Ela é a responsável pela interação dos telenautas com o programa. Vivian Amorim e Fernanda Keulla poderiam ganhar mais identidade com o telespectador em reportagens (caso a direção perceba potencialidade na dupla). Possuir milhões de seguidores em redes sociais não deveria ser pré-requisito para tornar-se apresentadora ou conquistar uma vaga nas produções da casa.

O sinal vermelho já acendeu nos domínios no novo “Vídeo Show”.

Fabio Maksymczuk

domingo, 15 de julho de 2018

"SóTocaTop" estreia em ritmo de Show da Virada


Olá, internautas

Neste sábado (14/07), a TV Globo estreou "SóTocaTop". A nova atração liderada por Luan Santana e Fernanda Souza substitui o “Estrelas” que durante 12 anos ocupou as tardes dos sábados da emissora.

A nova aposta platinada basicamente é um “Show da Virada” semanal misturado com o “Globo de Ouro” que ganhou revival no VIVA. A arena lembra o especial de fim de ano que normalmente vai ao ar momentos antes do Réveillon. A maior diferença recai exatamente na dupla de apresentadores que conversa com os convidados.

O programa sempre receberá as atrações mais ouvidas nas rádios e nas plataformas digitais. Na estreia, lá estavam Gusttavo Lima, Zé Neto & Cristiano, Vitor Kley, Dilsinho, Ferrugem, MC Kekel, MC MM e Aldair Playboy. Há ainda a aposta da semana com um artista ou música que desponta no cenário musical. A agradável banda Melim ocupou a faixa com a música “Meu Abrigo”.

“SóTocaTop” resgata um formato que perdeu força nos anos 90 na TV brasileira. Desde então, programas estritamente musicais sumiram do cardápio oferecido ao telespectador. A Globo buscou um formato em desuso.

Luan Santana é uma das celebridades mais carismáticas. Não perdeu o foco e a humildade. Nome adequado para comandar o programa. Já Fernanda Souza ganha oportunidade de mostrar sua faceta de apresentadora na TV aberta.

"SóTocaTop" servirá basicamente de escada para o “Caldeirão do Huck”. Dependerá das estrelas musicais que rechearão o programa. Esse é o maior desafio para um programa semanal. 

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 12 de julho de 2018

"Nordestina batalhadora" comove Buddy Valastro no Batalha dos Confeiteiros 2



Olá, internautas

Nesta quarta-feira (11/07), a segunda temporada do “Batalha dos Confeiteiros” chegou ao fim na Record TV. Buddy Valastro consagrou a sergipana Iara Cavalcanti como a grande vencedora da disputa. Luiz Toledo ficou em segundo lugar.

O talent show (reitero, talent show) terminou como uma boa surpresa. Mesmo com a dublagem artificial do apresentador, o programa funcionou melhor que o “Power Couple Brasil”. As peças se encaixaram na dinâmica da competição. Além disso, a atração fluiu com as decisões soberanas do norte-americano. Sem influência do público e dos mutirões que muitas vezes fragilizam a vontade real do telespectador comum.

“Batalha dos Confeiteiros” lembrou a estrutura de “O Aprendiz”. E isso é bom. A decisão de Buddy pode ter agradado grande parte dos telespectadores que, como o apresentador, se comoveu com a história de luta e de superação de Iara. A sergipana, a todo instante, falava das dificuldades enfrentadas em sua vida, desde a tenra infância. “Lá no sertão do Nordeste....”. “Batalhei muito para estar aqui”....”Sou representante do Nordeste”....”Sou nordestina e nunca vi neve”. Frisou tal aspecto para mostrar “suas dificuldades” para criar um efeito de neve em um bolo.

Ela apostou na emoção para vencer a disputa. Nem Gleici, vencedora do BBB18, usou tal “arma” tão explicitamente. Iara até criou uma expectativa de romance com outro colega do talent show. A confeiteira empregou artifícios de reality show no talent show.  

“Batalha dos Confeiteiros” é um show de talentos. Os competidores mostram toda a sua experiência, versatilidade e competência ao “mestre” Buddy. Na realidade, desde os primeiros episódios, Luiz sobressaiu em relação aos concorrentes. O confeiteiro mostrou as suas habilidades na competição e deveria ter sido o grande vencedor. Até mesmo no desafio final, Iara criou um “bolo exótico” e sem o mesmo capricho do adversário.

Além de Luiz, Elisabeth também se destacou no programa. Ela foi atacada, na realidade, pelos adversários que se esforçavam em maximizar sentimentos de desafeto pela confeiteira. A mais experiente do grupo revidou e retrucou os concorrentes. Deu pimenta na edição. Cleverson até se jogou no chão após a decisão de Buddy que deixou a colaboradora do programa “Mulheres”, da TV Gazeta, na disputa. Exagero total.

Iara agora terá a oportunidade de trabalhar em uma das lojas do apresentador Buddy Valastro, a Carlo’s Bakery. Mesmo com as nossas ressalvas, desejamos que a sergipana colha êxitos nesta nova etapa profissional.

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 10 de julho de 2018

TV Globo desgasta imagem de Tiago Leifert


Olá, internautas

A TV Globo continua a apostar suas fichas em Tiago Leifert. O jornalista conquistou um bom desempenho no entretenimento, em especial à frente do “The Voice Brasil”. Foi alçado ao comando do “Big Brother Brasil”. É válido lembrar que, neste ano, o apresentador recebeu críticas pela clara interferência no jogo.

Além do reality, Leifert também comanda o “Zero 1” nas madrugadas de sábado para domingo. O programa é o seu verdadeiro xodó. É uma atração que destaca games, filmes, campeonatos de eSport, cultura pop e geek.

Neste primeiro semestre, portanto, o apresentador já tinha liderado o “BBB18” e o “Zero 1”. Com o Mundial da Rússia, o apresentador ressurgiu na tela com o “Central da Copa”. Em edições anteriores, o especial conquistou boa repercussão entre os telespectadores, o que não aconteceu neste ano.

Os jogos, normalmente, eram exibidos na faixa da manhã e tarde. E o “Central da Copa” surgia deslocado na grade de programação, antes do “Jornal da Globo”. Além disso, a emissora escalou Julio Cesar para ser um dos comentaristas.

O ex-goleiro tornou-se um dos símbolos da goleada histórica do 7 a 1. Não era uma unanimidade entre os brasileiros para defender a camisa 1 da seleção. Ficou estranho ouvir os comentários do ex-jogador. E para piorar, “Central da Copa” tentou ser um programa com pautas “divertidas”. Ficou apenas na tentativa. Grande parte sem graça alguma.

Por outro lado, no SPORTV, “Zona Mista” cumpriu sua missão com Felipe Andreoli e Mauricio Meirelles. Com um tom irreverente, cutucavam os convidados e mostravam um ”outro lado” dos jogos da Copa.

“Central da Copa” apenas desgastou a imagem de Tiago Leifert que deve ressurgir no vídeo no “The Voice Brasil”. O “Zona Mista” poderia ter ocupado a faixa noturna na TV Globo.

Fabio Maksymczuk

domingo, 8 de julho de 2018

Netinho encara desafio na Band



Olá, internautas

A grade dominical da Rede Bandeirantes enfrenta um momento turbulento. “Agora é Com Datena” e “Show do Esporte” surgiram como promessas e enfrentaram desgaste nos índices de audiência logo nas primeiras edições. Por isso mesmo, o programa de Milton Neves resgatou o formato do extinto Terceiro Tempo que jamais deveria ter saído do ar.

Agora, Datena resolveu disputar o pleito eleitoral e deverá sair candidato a uma vaga de senador por São Paulo. O jornalista já tinha negado veementemente tal possibilidade. Notícias veiculadas pela imprensa afirmam que o apresentador, nestes últimos dias, tinha desistido de tal candidatura. Voltou atrás novamente e parece que encarará as urnas eletrônicas em outubro.

Datena ganhou um programa de entretenimento sem estrutura. Resultado: baixos índices de audiência. Já comentamos sobre tal fato neste espaço. Com o afastamento do comunicador, a Band teve que resgatar Netinho de Paula que estava fora da TV há alguns anos.

O “mano da Cohab” sempre foi um bom apresentador. Desde os tempos do “Domingo Legal” quando era um dos trunfos de Gugu Liberato na guerra dominical, Netinho passava empatia no vídeo. Depois ganhou o seu programa solo na Record. O quadro Dia de Princesa tornou-se um dos marcos de sua carreira.

Porém, escândalos na vida pessoal abalaram sua imagem. E isso ainda impulsiona a rejeição que muitos telespectadores nutrem pelo apresentador. Netinho ganhou mais uma oportunidade para reverter o quadro.

O apresentador assumiu às pressas o “Brasil da gente”. Ele herdou a estrutura arcaica de Datena. Netinho comanda, por duas horas e meia, um show de calouros. O dominical peca pela falta de variedade de atrações. É muito tempo para um surrado quadro da TV brasileira. Há eliminatórias que selecionam os três melhores para a final. Quatro jurados e mais o público votam nos desafiantes que disputam o prêmio de 10 mil reais. O apresentador precisa imprimir sua marca na Band.

A emissora acerta ao dividir a faixa, antes dominada por Datena, entre Netinho e Joel Datena com o seu “Agora É Domingo” que trilha o caminho do jornalismo.

Netinho terá que suar para firmar o seu terreno na guerra dominical.

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Luis Roberto chama atenção na Copa 2018



Olá, internautas

Nestes dois dias, alguns telespectadores sentiram a síndrome da abstinência da Copa na Rússia. O Mundial 2018 deu uma pausa para o início das quartas de final.

A TV Globo reina soberana na transmissão. Sozinha na TV aberta, colhe ótimos frutos nos índices de audiência. Jogos do Brasil atingem picos na casa dos 60 pontos. Impressionante.

Quatros locutores se revezam na cobertura. Galvão Bueno é o responsável por transmitir os jogos que envolvem a seleção brasileira. A emissora platinada poderia ceder o espaço mais nobre do Mundial a outros profissionais, principalmente Cleber Machado que há três décadas trabalha no canal.  

Neste Mundial, Gustavo Villani conquistou seu espaço nas transmissões da TV Globo. Ele tinha narrado um jogo do Corinthians contra o Bahia em partida válida pelo Campeonato Brasileiro.  O locutor é egresso do FoxSports. Bom locutor. Narra de forma elegante.

O mesmo não ocorre com Luis Roberto. O locutor resolveu apostar em um estilo mais histriônico durante as transmissões. No confronto entre Alemanha e Suécia, com o gol da vitória alemã marcado no último minuto, o narrador berrou. Comemorou. “Sabe de quem? De um craque chamado Toni Kroos, camisa 8, é o nome da emoção”, esbravejou.

Ao lado de Luis Roberto, a TV Globo escalou Roger Flores, ex-jogador que conquistou expressiva rejeição entre muitos torcedores (e até no meio futebolístico com a alcunha Chinelinho). Ele ficou com a vaga de Juninho Pernambuco que não trabalha mais no Grupo Globo. Troca complicada.

Alguns telespectadores adoram o estilo mais “emocionante” de Luis Roberto. Já outros consideram excessivo o tom adotado nas transmissões da Copa 2018. De um lado ou de outro, o locutor roubou a cena. Para o bem ou para o mal. Na minha humilde opinião, é preciso diminuir o tom. O locutor não pode se destacar mais que o jogo...

Fabio Maksymczuk

segunda-feira, 2 de julho de 2018

"Fantástico" destaca novela mexicana em ritmo de Copa



Olá, internautas

Nesta segunda-feira (01/07), o Brasil passou pelo México em jogo válido pelas oitavas de final na Copa do Mundo. A seleção brasileira ganhou de dois a zero sobre o selecionado do professor Osorio.  
Ainda no clima de expectativa para o jogo, as redes sociais foram inundadas com uma enxurrada de memes bem divertidos. Carminha versus Paola Bracho ou Nazaré Tedesco versus Soraya Montenegro ganharam destaque. E lógico que não poderia faltar “zoação” com Chapolin Colorado e a Turma do Chaves.

O “Fantástico” neste domingo (01/07) entrou no clima da brincadeira. Para surpresa de muitos, a revista eletrônica da TV Globo ressaltou que brasileiros e mexicanos tinham gostos semelhantes, inclusive telenovelas.

Neste momento, a atração destacou o modo “novela mexicana”. “Ambição” surgiu na reportagem como exemplo. Apesar de Catarina Creel ser a vilã-mor das novelas mexicanas exibidas no Brasil, a produção poderia ter resgatado “A Usurpadora” ou “Maria do Bairro”. “Ambição” é uma telenovela dos anos 80 que não representa atualmente as obras da Televisa. Estereótipo antigo.



A vitória do Brasil despertou a ira de muitos atores mexicanos conhecidos no Brasil. Críticas ao craque Neymar surgiram nas redes sociais, como Polo Morín, de “Meu Coração É Teu”, que publicou “Temos que contratar o Neymar para fazer novelas”. Sebastian Rulli, de Rubi e Teresa, também não poupou o jogador: “Dedique-se a jogar, Neymar! Como ator é péssimo, Neymar”. Os brasileiros retrucam agora, principalmente pelo Twitter, as mensagens das celebridades mexicanas. Um fuzuê!

Brasil e México são países interligados pela cultura televisiva. E isso transborda em outros campos, inclusive nos gramados.

Fabio Maksymczuk

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Votação popular corrói estrutura do "Power Couple Brasil 3"



Olá, internautas

Nesta quinta-feira (29/06), a Record TV exibiu a grande final do “Power Couple Brasil 3”. O casal Tati Minerato e Marcelo Galático sagrou-se vitorioso da disputa com 60,89% da votação popular.

A terceira temporada, que teve o comando de Gugu Liberato, não repetiu o bom desempenho das edições anteriores sob comando de Roberto Justus. O voto popular corroeu a estrutura do reality. “Power Couple Brasil” é um jogo de casais. “Game”. Porém, com a decisão na mão do público, o telespectador votava em seus queridos, independente da performance nas disputas.

“Power Couple Brasil 3” transformou-se em um genérico de “A Fazenda”. E isso é grave, já que poderá desgastar ainda mais o formato que ressurgirá ainda neste ano no segundo semestre.

O programa basicamente dividiu os competidores em duas panelas: da diretoria, sob a presidência de Marlon e de sua primeira-dama Letícia, e do perrengue composto por Munik, Nadja e Tati com seus respectivos maridos. As “peças” não se encaixaram. O elenco não funcionou. Não gerou química e grande empatia.

As provas também não prezaram, em sua maioria, pela emoção. Não envolveram o telespectador. Não arrancaram adrenalina.

A seguir, seguem observações sobre os casais participantes:



Tati Minerato e Marcelo Galático: Tati gritou, berrou e esperneou durante as disputas. E não ficou afônica... Acertaram na aliança com Munik e deram o xeque-mate na última prova. Marcelo iniciou com tons muito acima e apelou para o “sincericídio”. Quis transmitir a impressão de “chegar chegando”. Depois, passou naturalmente a sua personalidade. A vitória de Tati, de alguma forma, é também da irmã Ana Paula Minerato que deveria ter vencido “A Fazenda 8”.  

Aritana e Paulo: a filha de Oscar Maroni não passa um pingo de carisma no vídeo. Já encarou três realities e a “cara amarrada” continua a marcar sua imagem. Por isso mesmo, foi muito discutível a sua escalação para o “Power Couple Brasil 3”. Não tinha brilhado na Fazenda há pouquíssimos meses. E apostou no mesmo discurso: “não vou fazer comida”. Ah, vá! Já o marido Paulo transmitiu uma boa imagem para o telespectador com sua seriedade, sobriedade e estabilidade emocional.

Munik e Anderson: o casal fez absolutamente nada para ganhar o programa. Anderson conquistou expressiva taxa de rejeição do telespectador. Passou a imagem de “playboy” que não entrava na cozinha. Além disso, a “urbanidade” passou longe com os colegas de confinamento. Extremamente grosseiro ao virar de costas durante um singelo número musical de Marlon. Já Munik apostou na mesma estratégia do “BBB16”. Reforçou o isolamento e os ataques dos oponentes.



Thais e Douglas: Douglas protagonizou o momento mais emocionante do reality ao lembrar da morte de seu pai. Choro doído e verdadeiro. O casal voltou muito mais afinado e concentrado após a repescagem. Saíram com boa imagem.

Marlon e Letícia: o cantor conquistou uma boa imagem durante “A Fazenda 4”. Porém, não repetiu a mesma performance no “Power Couple Brasil 3”. Encarnou a máscara de jogador extremamente racional. As turbulências no casamento podem ter influído para o desempenho do casal no reality. Marlon até crescia sem a presença de Leticia, mas refluía ao lado de sua esposa. Leticia foi uma das mais rejeitadas pelo telespectador. Faltou empatia.


Vinicius D’Black e Nadja: Nadja chamou a atenção para sua postura, sobretudo, agressiva com o elenco e até com seu marido. Vinicius até chamou a companheira de “víbora”. Tal comportamento chama a atenção e conquista até uma legião de fãs, como também ocorreu com Ana Paula Renault no “BBB16”. Fico com pé atrás com esse tipo de “jogador”. Após a primeira eliminação, voltaram com o apoio da maior parte dos internautas que votaram no R7 e, na semana seguinte, já foram eliminados. Resultado estranho. O casal deixou uma marca para a história do reality pela convivência turbulenta.

Diego e Franciele: Respeita o Gugu! O “afastamento” do casal da competição chamou a atenção para uma falha monumental da produção do reality. No transporte dos participantes, não havia sequer uma câmera para registrar os movimentos do elenco. Até em “O Aprendiz”, isso acontece. O telespectador ficou sem as imagens que mostrariam a confusão entre Diego e Anderson. O disse-me-disse imperou. Muitos defendiam também a eliminação de Anderson. A “conta” caiu apenas nas costas de Diego. Mesmo com tal ressalva, o casal passou expressiva instabilidade emocional durante a competição.



Nizo e Tatí: o casal conquistou inicialmente a simpatia do telespectador. Porém, no decorrer da competição, ficaram ranzinzas. Perderam o brilho. Uma pena.

Créu e Lilian: estranhíssima a eliminação do casal no embate com os rejeitados Marlon e Letícia. Mais um resultado para a conta da consultora BDO. Créu era um dos mais carismáticos do elenco.

Aloisio Chulapa e Luisa: para a infelicidade do programa, o casal foi eliminado precocemente. Prometiam bons momentos no jogo e no confinamento. O reality perdeu a construção de um enredo mais interessante logo na primeira eliminação.

André di Mauro e Liége: outro casal eliminado precocemente. Passavam a imagem de um casal verdadeiro e harmonioso. Fizeram falta.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Personagem feminina ganha destaque com "Lia" na Record



Olá, internautas

Nesta terça-feira (26/06), a Record TV estreou "Lia". A minissérie de Paula Richard com direção de Juan Pablo Pires marca o retorno do formato com roteiro inspirado em textos bíblicos. A emissora acerta ao escalar atores que buscam mais espaço na teledramaturgia.

Bruna Pazinato protagoniza a produção ao viver Lia, a primeira mulher de Jacó (Felipe Cardoso). A série tem o mérito de destacar uma personagem feminina do Antigo Testamento. A Record já explorou, em suas produções, Jesus, Davi, Sansão, Moisés, José, Josué, Lázaro, entre outros homens. Fora Ester e Dalila, as personagens femininas não lideraram as novelas e minisséries.

Além disso, “Lia” tem o mérito de trazer o ponto de vista da filha mais velha de Labão. 
Normalmente, as produções trazem o olhar de Raquel, interpretada nesta ocasião por Graziella Schmitt.  A própria Raquel já apareceu em outra produção da emissora. Foi em “José do Egito”, através da atriz Mylla Christie.

Os dilemas da mulher em “priscas” eras podem ser reconhecidas pelas telespectadoras do século XXI. O primeiro capítulo explorou os abusos sofridos pela serva Zilpa (Thais Muller) e a violência doméstica vivenciada por Laila, esposa de Labão, interpretada por Suzana Alves.

“Lia” traz dois nomes conhecidos amplamente pelo público, não exatamente por trabalhos desenvolvidos na teledramaturgia. Theo Becker surge na pele de Labão. O ator poderia ter trabalhado melhor o forte sotaque gaúcho que cria um ruído com o restante do elenco.  E a própria Suzana Alves que agora tem a oportunidade de mostrar sua faceta de atriz.

Os dois primeiros capítulos, com o estilo da produção da Casablanca, apresentaram um bom desenvolvimento da história. O telespectador já foi envolvido com o drama vivenciado por Lia. Começou bem.

Fabio Maksymczuk  

segunda-feira, 25 de junho de 2018

"Apocalipse" termina como grande decepção



Olá, internautas

Nesta segunda-feira (25/06), “Apocalipse” chegou ao fim. A novela começou com uma ótima expectativa. Boa história. Uma trama contemporânea com gravações internacionais, incluindo Estados Unidos e Israel. Elenco com novos nomes, como Joana Fomm, Bia Seidl e Emilio Orciollo Netto. Primeiro capítulo muito bem produzido.

Porém, a novela logo nas primeiras semanas mostrou a que veio. A Igreja da Sagrada Luz, inspirada nitidamente na Igreja Católica, incomodou profundamente parte dos telespectadores. Os índices de audiência começaram a minguar.

Graças ao rearranjo na grade de programação, o efeito cascata oriundo da reprise de “Os Dez Mandamentos” ajudou a não transformar em um verdadeiro apocalipse a faixa das 20h30. A novela ficou ao redor dos 9 pontos de média. Poderia ter sido pior.

Sergio Marone não viveu seus melhores momentos na teledramaturgia. A entonação da voz de Ricardo Montana ficou idêntica ao faraó Ramsés. E a comparação ficou ainda mais perceptível com a nova exibição da novela de Moisés e companhia.

Por outro lado, os atores mais experientes conseguiram um bom desempenho, como Flavio Galvão, que interpretou Stefano Nicolazzi, e Jussara Freire no papel de Tamar Koheg. Aliás, o núcleo judaico foi o melhor desenvolvido na trama.

A “interferência” da cúpula da Record foi confirmada por um dos roteiristas em entrevista ao “Programa do Porchat” exibido na última semana.  Emilio Boechat confidenciou que a direção do canal (ou melhor, IURD) sinalizava os momentos certos para a entrada das passagens e profecias do texto bíblico. O roteirista ainda falou que havia cinco caminhos que poderiam ser adotados na novela, mas eles escolheram apenas um.

A novela foi dirigida claramente aos evangélicos. Não abarcou todos os telespectadores. “Apocalipse” foi a trama, dentre todas (inclusive minisséries), que mais segmentou uma trilha religiosa. E o resultado ficou ruim. Até mesmo os efeitos especiais não despertaram repercussão, como ocorreu em “Os Dez Mandamentos”.

Aliás, a Record deveria repensar a terceirização do departamento de teledramaturgia. Desde a entrada da Casablanca, as produções exibidas pela emissora perderam público.  E isso não é coincidência. Tive a oportunidade de conversar com um ator sobre o assunto. Ele revelou que é diferente trabalhar para a Record e Casablanca. Na produtora terceirizada, há prazos (mais exíguos) a serem cumpridos que comprometem o melhor resultado artístico.  E isso é visível no vídeo.

“Apocalipse” não deixará saudades. O último capítulo simbolizou a má condução da novela. Uma pena.

Fabio Maksymczuk

sábado, 23 de junho de 2018

"Seleção Copa" se destaca em programação da TV paga no Mundial da Rússia



Olá, internautas

A Copa do Mundo mobiliza a programação da TV brasileira. Dois canais da TV paga dedicam todos os seus esforços para o Mundial da Rússia. SPORTV e FOX Sports oferecem programas variados ao telespectador.

Dentro do canal esportivo do Grupo Globo, o “Seleção Copa” ganha destaque. Os jornalistas André Rizek e Marcelo Barreto comandam o debate futebolístico com sobriedade e sem grandes “firulas”. Passam credibilidade no vídeo ao lado dos comentaristas Petkovic, Seedorf e Muricy Ramalho. O bate-papo fui. É uma opção agradável.

O mesmo não ocorre com o “Troca de Passes” comandado por Tiago Maranhão, Gustavo Villani e Ana Thais Matos. A jornalista aparece deslocada na atração. O andamento do esportivo é travado.

Já no FOX Sports, Falcão se destaca pela elegância e consistência em seus comentários, principalmente no Central FOX. Para quem sente saudade da Band na cobertura da Copa, a emissora coloca Nivaldo Prieto e Edmundo juntos na transmissão dos jogos da seleção brasileira. Os dois são egressos da emissora do Morumbi.

SPORTV e FOX Sports vivem o espírito da Copa que demorou a contaminar os brasileiros neste ano.
 
Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 21 de junho de 2018

TV Globo perde liderança em outra faixa horária


Olá, internautas

A TV Globo perde sua tradicional liderança na faixa vespertina com o “Vídeo Show”. Isso já é uma tradição no ranking de audiências. De uns tempos para cá, outra faixa horária começa a chamar a atenção.

As madrugadas começam a gerar preocupação. O fenômeno começa com o “Jornal da Globo”. Desde os tempos de William Waack, o telejornal caía para a segunda colocação no embate com “A Praça É Nossa”. Porém, agora com Renata Lo Prete, a tendência solidificou-se e em outros dias da semana o noticiário também não “bomba” no IBOPE. 

O efeito cascata não impulsiona o "Conversa com Bial" que, neste ano, perde com frequência o primeiro lugar para o concorrente "The Noite". O jornalista traz um tom mais sóbrio no fim da noite. Enquanto isso, Danilo Gentili vive um bom momento no IBOPE.

O apresentador, neste ano, fugiu de polêmicas e focou na atração. Diguinho passa pelo seu melhor momento no "The Noite". O locutor se travestiu de Ken Humano (o encontro dos dois foi hilário) e agora personifica Amarelinho, mascote das transmissões esportivas do SBT nos anos 90. Boa sacada.

O bom efeito cascata contamina até o “SBT Notícias”. A faixa jornalística da madrugada belisca com frequência a liderança no IBOPE. Além disso, a emissora de Silvio Santos também alcança o primeiro lugar com filmes que entram na faixa das 23 horas. “Cine Espetacular” e “Tela de Sucessos” simbolizam o bom momento nos índices de audiência para o canal.

E o fenômeno se agrava com o Central da Copa que balanceia no IBOPE. O sinal amarelo já acendeu nos domínios da Família Marinho.


Fabio Maksymczuk

terça-feira, 19 de junho de 2018

Record abusa do caso Vitória



Olá, internautas

Um fato comove os brasileiros. Vitória Gabrielly é mais uma criança vítima da violência que assola o País. Depois dos casos Isabella Nardoni e Bernardo, chegou a vez da modelo mirim de Araçariguama ganhar amplo espaço na mídia.

Vitória teve a vida interrompida, na última semana, ao sair de casa para andar de patins pela cidade do interior paulista. Inicialmente, os noticiários questionavam por onde andava a garota. Estaria submersa em um lago? Pela mata perto do ginásio onde foi vista pela última vez? No sábado (16/06), um catador de latinhas e seu cachorro encontraram a menina na zona rural do município.  

Agora, a mídia lança uma nova pergunta: quem matou Vitória? A Record TV percebeu seus índices de audiência disparar com a cobertura do caso, desde a última semana. Recordes são batidos quase diariamente, principalmente com o “Cidade Alerta”.

Luiz Bacci basicamente cobre exclusivamente o assassinato de Vitória nas três horas diárias. O apresentador explora à exaustão o caso. O sucessor de Marcelo Rezende vai e volta com as indagações. Enfatiza sempre alguma novidade descoberta pelos repórteres ou revelações exclusivas diante de entrevistas com mãe, pai, madrasta e padrasto de Vitória.

Já no concorrente “Brasil Urgente”, José Luiz Datena mandou uma indireta (ou direta mesmo) nesta segunda-feira (18/06). Bradou que não enganará o telespectador “falando” que há novidades sobre o caso Vitória.

Bacci não fica sozinho na Record. Mais cedo, Reinaldo Gottino também cobre o assassinato de Vitória no “Balanço Geral”. Na última semana, até derrubou o quadro “A Hora da Venenosa” com Fabiola Reipert para dar mais espaço sobre os mistérios que envolvem o caso. E não para por aí.
O caso Vitória surge na programação diariamente da Record desde a manhã com Bruno Peruka no comando do “Balanço Geral – Manhã” e do “SP no Ar”. E no fim de semana, não teve respiro. No domingo (17/06), o caso ganhou destaque no “Domingo Espetacular” e “Câmera Record”.

Ou seja, a Record cobre o caso de manhã com Bruno Peruka, à tarde com Reinaldo Gottino e à noite com Luiz Bacci. A cobertura ganha um tom novelístico. Onde está Vitória? Quem matou Vitória? O que motivou a morte? “Personagens” surgem na narrativa. Até há uma madrasta e um padrasto que, mesmo inocentes, são alvos de ira na internet. É válido salientar que Bacci sempre sinaliza que não há culpados até aqui.  

A Record abusa da cobertura. Passou do ponto. O exagero não pode ser justificado pelos significativos índices de audiência.

Fabio Maksymczuk  

domingo, 17 de junho de 2018

Oba-oba ufanista marca cobertura da Globo na Copa 2018


Olá, internautas

A Copa do Mundo da Rússia movimenta a programação da TV Globo. A emissora agora detém o monopólio de transmissão do evento esportivo na TV aberta. A Band já faz uma enorme falta para o telespectador que foge de Galvão Bueno, Ronaldo Fenômeno e companhia. SPORTV e Fox Sports surgem como opções na TV paga. A emissora do Morumbi cometeu mais esse erro em um ano marcado por decisões equivocadas.

O oba-oba ufanista continua a caracterizar a cobertura da emissora platinada no Mundial 2018. O repórter Tino Marcos permanece em suas reportagens de “exaltação” do jogador brasileiro. Uma série com todo o selecionado de Tite ganhou amplo destaque no “Jornal Nacional”. O objetivo seria “humanizar” os convocados. Porém, o material serviu como um “esquenta” para tentar animar a “fria plateia” desanimada com a competição.

O jornalismo esportivo da TV Globo não enfoca contundentemente a crise do futebol brasileiro. As outras emissoras deveriam expor o fenômeno. É verdade que alguns jornalistas, de verdade, denunciam a carência de bons (de fato) jogadores desta denominada “Geração Orkut”.  

Neste domingo (17/06), por exemplo, Flavio Prado, mais uma vez, salientou para os telespectadores do “Mesa Redonda”, na TV Gazeta, o esfacelamento da seleção canarinho. O jornalista disse com todas as letras que o técnico Tite trabalha com escasso material humano. E foi graças ao trabalho do gaúcho que o Brasil conseguiu pisar na Rússia.

Enquanto isso, a TV Globo continua a idealizar uma seleção forte. Favorita ao título. Neste domingo (17/06), mais uma vez, o selecionado canarinho apresentou suas limitações. Mesmo assim, Galvão Bueno jogou a responsabilidade do empate contra a Suíça (desde 1978, o Brasil vencia o primeiro jogo nos Mundiais) nas costas do árbitro e do árbitro de vídeo.

O locutor detonou a falta de regras da parafernália eletrônica. O gol suíço teria sido irregular diante de uma falta não denunciada pela tecnologia. Galvão comentou ainda que o ambiente político não é favorável aos cartolas brasileiros e isso afetaria também a seleção.

O jornalismo esportivo precisa de fato apresentar o que ocorre com o futebol brasileiro. A frustração gerada no telespectador é desmedida com a criação de uma expectativa irreal. O marketing e a construção de imagem das celebridades futebolísticas não devem sobrepor a realidade.

Fabio Maksymczuk

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Apresentador "inspirado" em Silvio Santos aparece na madrugada da TV Gazeta



Olá, internautas

Zapeando pelo cardápio televisivo, deparei-me com um novo programa exibido na madrugada da TV Gazeta. Na faixa da meia-noite até 1 da manhã, vai ao ar “Nossa Noite”, atração comandada por Rinaldi Faria.

O apresentador, que é conhecido por ser o empresário responsável pela marca Patati Patatá, se inspira nitidamente no animador Silvio Santos. Rinaldi conta até com um mini auditório e interage com as colegas de trabalho. Igual ao dono do Baú. A única diferença é a presença de homens por ali. “Você é de qual caravana?”, indaga.

Quadros à la SBT também surgem no “Nossa Noite”. Desafios em ritmo de “Nada Além de 1 Minuto” ganham destaque. Só que as provas ganham duração indeterminada. Algumas com dois minutos. Outras com 1 minuto e meio.

Em outro momento, rapazes e moças do auditório devem arrancar um riso de um senhor com semblante fechado. Caso consiga, ganha 18 mil reais. Nesta semana, ninguém obteve êxito. Igual ao “patrão”, ele tira notas de 50 reais do paletó. “Prêmio de participação”.

Já o quadro “No Alvo” recebe celebridades. O cantor Mauricio Manieri, a apresentadora Mara Maravilha e o ex-jogador de basquete Oscar já passaram pelo púlpito. Diferentes jornalistas do meio televisivo entrevistam o convidado da noite. Neste caso, lembra o SuperPop, de Luciana Gimenez.

Rinaldi, além de se “inspirar” em Silvio Santos, adota uma retórica claramente evangélica. Com entonação dos pastores das madrugadas da Record, Rinaldi fala corriqueiramente em fé, Deus e Jesus. Nas primeiras vezes que assisti, até pensei que o programa seria mais uma faixa alugada para alguma Igreja.  

Rinaldi precisa encontrar uma personalidade própria. O telespectador normalmente rejeita comunicadores que se inspiram em outros mais conhecidos pelo público.

Fabio Maksymczuk