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quarta-feira, 2 de abril de 2025

FABIOTV na exibição do filme e debate sobre "A Batalha da Rua Maria Antônia"

 

Olá, internautas

Nesta segunda-feira (31/03), no Centro MariAntonia da USP, tive a oportunidade de acompanhar a exibição do filme “A Batalha da Rua Maria Antônia”, dirigido e roteirizado por Vera Egito, e o debate sobre o longa que reúne 21 planos-sequência, gravados em película 16mm em preto e branco, que destacam momentos da Batalha da Maria Antônia, em outubro de 1968, com um retrato de estudantes e professores do movimento estudantil de esquerda, na Faculdade de Filosofia da USP, e o confronto com o Comando de Caça aos Comunistas vindos do outro lado da rua, onde fica a Universidade Mackenzie.

Sou formado tanto pela USP, em Relações Públicas, quanto pelo Mackenzie, em Jornalismo. Moro próximo da Rua Maria Antonia que fica localizada em Vila Buarque e Higienópolis, na região central da cidade de São Paulo. Sempre ouvi histórias da batalha entre os estudantes que marca a história dos bairros e até do Brasil. Meses depois, o governo instaurou o AI-5. Por isso mesmo, fiz questão de acompanhar o filme no prédio que foi alvo dos manifestantes da extrema-direita.

Como ressaltado pela diretora no debate, “A Batalha da Rua Maria Antônia” é um filme com baixíssimo orçamento. Mesmo assim, senti falta da “batalha campal” entre os universitários da USP e Mackenzie na rua. Além disso, o longa não foi filmado na Rua Maria Antonia e nem nas dependências do edifício da USP, que abrigava os cursos de Filosofia e Ciências Sociais, e muito menos do Mackenzie.

Como dito por Vera, ela escolheu o seu lado da rua e focou nos uspianos. O roteiro poderia ter abordado quem eram os mackenzistas pertencentes ao CCC. O filme tem o mérito de não generalizar todos os estudantes do Mackenzie como apoiadores do Regime Militar. Até mesmo, indaga se, de fato, eram somente alunos ou também infiltrados do governo autoritário. A morte do estudante secundarista José Carlos Guimarães ganhou espaço no roteiro.

A cineasta fez questão de humanizar os jovens retratados com cenas de “pegação” e relação lésbica para, através da personagem Lilian (Pamela Germano), simbolizar a liberdade sexual que eclodiu nos anos 60. O ator Caio Horowicz, que interpreta o líder estudantil Benjamin, se destaca no elenco.

Vera confidenciou que o roteiro começou a ser construído em 2010, durante o clima da vitória de Dilma Rousseff, egressa da luta contra a Ditadura Militar, para a presidência da República. Porém, as etapas da finalização do filme passaram pela queda da presidente em 2016 e vitória de Bolsonaro em 2018. Sua percepção modificou-se com os diferentes momentos históricos que perpassaram até a filmagem que iniciaria em 2020 e, por conta da pandemia, adiada para 2022, ainda no clima de apreensão com a reeleição de Bolsonaro.

A cineasta também revelou que trocou os episódios do confronto para a noite com a ideia de trazer um clima mais cinematográfico. A professora titular de Sociologia da USP, Maria Arminda Arruda, que viveu a batalha da Maria Antonia em sua juventude, ressaltou no debate que o confronto, na realidade, aconteceu à luz do dia. Vera frisou que “A Batalha da Rua Maria Antônia” é uma obra de ficção, com personagens fictícios, baseado em fatos reais.

A mesa do debate contou ainda com a participação do cineasta André Manfrim, da socióloga Rachel Abrão e da atriz Isamara Castilho que interpreta Angela.  

“A Batalha da Rua Maria Antônia” entra no rol de filmes que aborda o Regime Militar entre 1964 a 1985. É mais uma visão ao lado de “Ainda Estou Aqui” sobre um período histórico que ainda é mal estudado e refletido nas salas de aula e na sociedade brasileira.

Fabio Maksymczuk 

segunda-feira, 31 de março de 2025

"O que é o jornalismo hoje?", analisa Yan Boechat em evento no Território Livre

 

Olá, internautas

No último sábado (29/03), conheci a nova casa gastronômica cultural, Território Livre, localizada entre os bairros Higienópolis, Vila Buarque e Santa Cecília na região central da cidade de São Paulo.

Nesta oportunidade, acompanhei a palestra “Novos Rumos da Notícia – a transformação do fazer jornalismo desde as Jornadas de Junho” com Yan Boechat, correspondente internacional com reportagens especiais veiculadas pela Band e com projetos atuais para a Record, Mauro Donato, Rebeca Motta e Flavio Costa.

Segundo os palestrantes, 2013 é um marco para a mudança do jornalismo brasileiro. A partir das manifestações que eclodiram naquele ano, a mídia independente ganhou força com o avanço da tecnologia. A chamada “grande mídia” foi desqualificada, desde então.

De acordo com Donato, o cidadão realiza atualmente o contraponto com os jornalistas profissionais. “Onde está o jornalismo hoje?”, indagou o palestrante que exemplificou com o avanço de recorte de vídeos nas redes sociais, políticos falastrões e a profusão de fontes poluídas.

Já Rebeca revelou seu início no “fazer jornalismo” durante as Jornadas de Junho em 2013. Comprou uma câmera e acompanhou os manifestantes na ocasião. Logo após, cursou a Faculdade de Jornalismo e entrou na mídia alternativa, especialmente aquela dedicada à luta antirracista e movimentos da periferia.

“Contamos as histórias com o próprio repertório do periférico”, salienta. A jornalista, a partir desse ponto de vista, questiona a comunicação da grande mídia que pouco explora os territórios periféricos, valoriza o resgate da identidade do periférico e afirma que o novo processo comunicacional atua como agente de transformação.

Boechat enfatizou que as manifestações de 2013 serviram como um catalisador de movimentos, ao mesmo tempo que, com o avanço tecnológico, o custo para disseminação da informação sofreu uma abrupta diminuição de custo com a quebra do monopólio da distribuição do conteúdo. “Todo mundo pode ser jornalista”, observou, lembrando ainda o fim da obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão.

Já Flavio relata que nota uma desconfiança muito maior com o jornalista profissional. Segundo o profissional do UOL, a imprensa falhou no diálogo com a sociedade. Todo esse quadro serviu como propulsor para a disseminação das chamadas Fake News. Por outro lado, Donato acredita que a mídia alternativa, que ganhou força nos últimos anos, conversa com um público que a mídia hegemônica jamais conversou.

Yan exemplificou os novos rumos do jornalismo com o quadro de colunistas da Folha de S. Paulo. Segundo o repórter, em 2009, havia 47 colunistas. Em 2013, o número passou para 90. Em 2025, já são 250. “Vivemos a era da opinião”, defende. Boechat acredita que é mais barato contratar um colunista do que um repórter.

Costa diz que o atual processo fortalece a ignorância sobre o Brasil profundo, já que a mídia não encaminha correspondentes para conhecer a realidade do interior do País, por exemplo. “Quem é o agronegócio? O jornalismo falha”, lamenta.

“O que é o jornalismo hoje?”, questiona Donato. “Mediar a realidade”, responde Boechat que ainda completou que é caro fazer um bom jornalismo. “Hoje, os veículos estão interessados em pico de audiência”, completou, o que afasta a melhor elaboração de uma reportagem que leva de 2 a 3 dias.

Costa acredita que as pessoas ficarão fechadas, cada vez mais, em seus nichos e não vislumbra uma reação para mudar tal percepção, já que a classe jornalística é desunida e fragilizada para mudar o cenário.

Rebeca enfatizou a necessidade da maior representatividade nas redações para aumentar a diversidade editorial e, assim, dialogar com diferentes públicos, o que ampliaria a audiência.

“Novos Rumos da Notícia – a transformação do fazer jornalismo desde as Jornadas de Junho” provocou boas provocações. Bom debate.

Fabio Maksymczuk

sábado, 29 de março de 2025

"Mania de Você" termina como projeto equivocado

 

Olá, internautas

Nesta sexta-feira (28/03), “Mania de Você” chegou ao fim. A produção da TV Globo termina com saldo negativo. A obra de João Emanuel Carneiro, em nenhum momento, transpareceu a imagem de ser uma novela das nove. O elenco, carente dos “medalhões” da faixa horária, trouxe muitos atores e atrizes desconhecidos e sem elo afetivo com o público. O quarteto de protagonistas jovens não provocou uma identificação com o telespectador mais velho que é predominante na TV aberta.

A atriz Gabz, que foi escalada para viver Viola, desenvolveu um bom trabalho diante do seu quadro de inexperiência em telenovelas. Na realidade, a TV Globo deveria construir um plano de carreira para os novos talentos. Faixa das nove não é para fazer experiências em papéis principais. Protagonista de uma novela das nove deveria passar pela “escada” das novelas das seis e sete como coadjuvante, núcleo central, até chegar à faixa mais nobre da TV brasileira. Isso não foi visto com a própria Gabz, Jade Picon e até mesmo com Barbara Reis.

“Mania de Você” termina como um projeto equivocado. Poderia ter funcionado como uma produção da marca Globoplay sendo exibida na TV Globo como novela das dez (ou onze). O mesmo caminho de “Todas as Flores”. Uma obra mais enxuta. Com menos capítulos. Focada na história principal com o núcleo “Parasita”. Para esticar a trama, criou-se um emaranhado de histórias paralelas que apenas serviu para esticar e preencher os 173 capítulos com pouco vigor.

Para piorar a situação, João Emanuel Carneiro e equipe se perderam no “novelo”. Desfechos incoerentes e desenvolvimento ruim dos núcleos. Até mesmo na reta final, o personagem Mavi, vivido por Chay Suede, perdeu o rumo.  

A seguir, o nosso tradicional balanço com os pontos positivos e negativos.

PONTOS POSITIVOS

Chay Suede (Mavi): o ator foi o maior destaque de “Mania de Você”. Desde o primeiro capítulo, Chay demonstrou competência ao viver o filho criado sem o carinho da mãe. Humanizou o teórico “vilão” da novela. Não perdeu fôlego. Excelente do início ao fim.

Agatha Moreira (Luma): a atriz também aparece como destaque da novela das nove da TV Globo. Encarou as incoerências da personagem com uma boa interpretação. O roteiro poderia ter apostado mais em Luma como a “mocinha” da trama. Isso somente aconteceu na reta final.

Igor Cosso (Gael): o ator aproveitou a oportunidade e se destacou na produção ao viver Gael, um dos poucos personagens masculinos que não exalava toxicidade. Na realidade, foi um dos raros mocinhos legítimos da história.

Lucas Wickhaus (Iarley): o ator despontou como uma boa revelação no elenco. Como citado acima no texto, é importante a TV Globo construir um plano de carreira para o seu crescimento profissional consistente.

PONTOS NEGATIVOS

Nicolas Prattes (Rudá): é a segunda novela consecutiva protagonizada por Prattes que entra no rol de fracassos da teledramaturgia do canal platinado (Fuzuê e Mania de Você). Além do personagem mal construído, o ator não superou o desafio de protagonizar a novela das nove. Para piorar a situação, a postagem “Livre Estou”, após a morte de Rudá, em seu perfil no Instagram, “pegou mal”, especialmente com a produção da novela. Desnecessário.  

Desfecho do núcleo Parasita: Sirley (David Junior), Leidi (Thalita Carauta) e Evelyn (Gi Fernandes) protagonizaram um plano mirabolante para enriquecer graças a Berta (Eliane Giardini). No final da novela, nenhum deles sofreu punição alguma. E até mesmo, conquistaram o objetivo. Sirley chegou ao final feliz ao lado da milionária. Evelyn se transformou em mãe do herdeiro da fortuna. “Mania de Você” passa a mensagem que “o crime compensa”.

Triângulo amoroso entre Michele (Alanis Guillen), Daniel (Samuel de Assis) e Cristiano (Bruno Montaleone): história paralela arrastadíssima que apenas serviu para cumprir a meta de 173 capítulos.

Desfecho de Iberê (Jaffar Bambirra): afinal, Iberê era irmão de Mavi? A questão foi esquecida nos últimos capítulos.

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 27 de março de 2025

FABIOTV na coletiva de "Galvão e Amigos" na Band

 

Olá, internautas

Na última segunda-feira (24/03), tive a oportunidade de acompanhar a coletiva de imprensa do novo programa “Galvão e Amigos” na sede da TV Bandeirantes em São Paulo. “Voltando para casa”. Esse foi o mote do discurso do veterano narrador esportivo durante o bate-papo com os jornalistas.

Galvão Bueno ressaltou que, chamado por Fernando Solera (“meu amigo de coração”), entrou na emissora do Morumbi em 1977. Saiu no final de 1981. Por lá, cobriu a Fórmula 1 e a primeira vitória de Nelson Piquet na categoria em 1980. Galvão reiterou que ele e Solera trouxeram Elia Junior para o canal. Também fez questão de frisar que sua trajetória profissional no jornalismo esportivo começou na TV Gazeta em 1974.

Durante esse período, o novo contratado comentou que a faixa esportiva dominical na Bandeirantes chamava “Super Domingo Esportivo”. Quando Luciano do Valle adentrou a emissora, modernizou o título e trocou para “Show do Esporte”.

Galvão fez questão de reverenciar o legado de Luciano na TV brasileira. “Meu querido bolacha”, relembrou o apelido dado ao profissional falecido em 2014. “”Era um gênio da transmissão. Nos deixou muito cedo... O trabalho que ele fez aqui foi espetacular. Lutamos por cada ponto de audiência sem perder o carinho e amizade”, observou. Galvão homenageará o campineiro no programa de estreia.

Galvão contou que, além de seu novo programa semanal que estreará na próxima segunda-feira (31/03), às 22h30, fará participações no “Jornal da Band” e aparecerá, de vez em quando, nas transmissões da Fórmula 1. Também não descartou a possibilidade de narrar alguma partida especial de futebol. “Me faz falta gritar um golzinho””, bradou.

Já o diretor de esportes do Grupo Bandeirantes, Denis Gavazzi, afirmou que o “conteúdo que estava preso na TV a cabo agora estará na TV aberta”. Segundo Mauro Naves, “Galvão e Amigos”, nesse primeiro momento, seguirá os mesmos moldes do “Bem Amigos” que era exibido no sportv há 20 anos. Galvão destacou que a TV Globo proibiu de usar o título “Bem Amigos” em sua nova atração bandista. Apesar disso, pretender proferir, em suas falas, “Bem amigos da Band”.

Walter Casagrande é outro nome que estará no “Galvão e Amigos”. O ex-jogador realçou que não concorda sempre com o apresentador e isso faz parte da democracia. Porém, fez questão de sobrepujar que sua relação com Galvão vai além de futebol e televisão. Disse que ele foi fundamental em sua retaguarda para enfrentar a dependência química.

A “tropa do Galvão” estará quase toda presente na nova aposta da Band. Paulo Roberto Falcão, Tino Marcos e Reginaldo Leme serão outros amigos que comporão o elenco. “Só vai faltar o Arnaldo”, observou. “Sempre fui polêmico e continuarei sendo”, avisou Galvão.

Agradeço o convite da assessoria de imprensa da Band. Sempre é um prazer desbravar os bastidores da TV brasileira.

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 25 de março de 2025

"Jorge Quer Ser Repórter" sinaliza bom caminho na TV Globo

 

Olá, internautas

A falta da diversidade era uma das marcas na programação da TV Globo. Havia uma homogeneidade. A busca por um sotaque padrão simbolizava a tendência na rede nacional. Nos últimos cinco anos, a emissora platinada começou a alterar esse quadro com a inclusão de diferentes perfis entre os seus profissionais.

Na última segunda-feira (24/03), “Jorge Quer Ser Repórter”, dirigido por Lula Queiroga e Victor Germano, ganhou espaço na tradicional Tela Quente, faixa que contemplava grandes produções cinematográficas norte-americanas. O telefilme, ambientado em São João do Cariri, na Paraíba, retrata a saga de Jorge Roberto (Guilherme Kauan) para se tornar repórter de televisão ao lado de sua melhor amiga Toinha (Isadora Mendonça).

A dupla encarava o desafio de buscar notícias na pequena cidade do sertão paraibano. O sonho era incentivado por Paulino (Cláudio Ferrario), dono de empresa de eletroeletrônica da região, seus pais Zé Francisco (Márcio de Paula) e Maria Inácia (Isadora Melo), além da professora Dôra (Lívia Falcão). O menino rico Evaldinho (Miguel Venâncio) apareceu como um “mini vilão” redimido.

O elenco totalmente nordestino trouxe para a tela da TV Globo o legítimo sotaque regional, fato que continua longe do ideal em sua programação, especialmente nas novelas ambientadas no Nordeste. O telespectador nordestino consegue, desse modo, se identificar com a história apresentada. Não há ruído.

O longa traz o início do percurso do “mini repórter“ em 2006. Jorge e Toinha simulavam uma câmera de papelão. Depois, Paulino os presenteou com uma câmera quebrada. O smartphone ainda era inacessível. Evaldinho tinha a almejada câmera para gravar, de fato, as reportagens.

Nasci nos anos 80. Eu me identifiquei com o protagonista do telefilme produzido pela Rede Paraíba de Comunicação. Também brincava de repórter na minha infância e simulava até o microfone. Fico “espantado”, até hoje, com o avanço da tecnologia. O meu maior sonho era ter uma câmera. Igual ao menino Jorge. Hoje em dia, os celulares gravam tudo a qualquer hora e em qualquer lugar. Além disso, há disponibilidade total de publicar tais vídeos nas redes. Não há mais necessidade de possuir elo com uma emissora de televisão para realizar o sonho. A revolução tecnológica democratizou a profusão de vozes que eram “esquecidas” pela chamada grande mídia.

O ator mirim Guilherme Kauan transmitiu carisma e talento no vídeo. O roteiro termina em 2025 com o Jorge Roberto já adulto, interpretado pelo repórter Ewerton Correia. Conheço o estado da Paraíba e a região de São João de Cariri. O longa teve a felicidade de apresentar, para todo o Brasil, esse lado do chamado Brasil profundo. “Jorge Quer Ser Repórter” sinaliza um bom caminho na TV Globo.

Fabio Maksymczuk

domingo, 23 de março de 2025

TV Globo acerta com Sabina Simonato

 

Olá, internautas

A TV Globo reformulou a programação matinal dos fins de semana. Semanas atrás, a emissora platinada desengavetou um projeto antigo e estreou “Bom Dia Sábado” com Sabina Simonato e Marcelo Pereira.

O telejornal vai ao ar entre 6h50 às 7h50. Em seguida, entra o “Pequenas Empresas & Grandes Negócios” que saiu do domingo. Nesta faixa, o canal ainda exibe a reprise do “Globo Rural”. Desse modo, ´”E de Casa” retomou a sua antiga faixa horária que foi esticada por conta da pandemia da Covid-19.

“Bom Dia Sábado” é um telejornal de abrangência nacional. Diferentes praças do Brasil encaminham material. O noticiário tenta ser mais informal. No último sábado (22/03), por exemplo, uma moto ficou no estúdio para contextualizar com uma reportagem. Há também inserções com “efeitos especiais”. “Folhas” caíram ao redor dos apresentadores para noticiar o início do outono.

Sabina tinha essa missão inicial. Porém, com a saída de Rodrigo Bocardi, a jornalista ganhou dupla missão. Além do "Bom Dia Sábado”, a apresentadora assumiu o comando do “Bom Dia São Paulo”. A TV Globo acertou na decisão. Ela já era uma figura conhecida do público. Construiu sua identidade no decorrer dos últimos anos.

Transmite uma imagem leve que combina com um telejornal matinal. Ao mesmo tempo, transparece credibilidade no vídeo. Sabina traz suavidade em uma faixa horária que pede exatamente esta característica. Grande parte do público não sente a ausência de Bocardi. Os índices de audiência se mantiveram (ou até mesmo tiveram um leve acréscimo).

Ao mesmo tempo, Simonato agora encontra-se sobrecarregada. Jornada 6x1. A edição de sábado poderia ficar com outra jornalista que busca o seu espaço na TV Globo.

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 20 de março de 2025

Caso Vitória ganha ares de novela na Record

 

Olá, internautas

Nas últimas semanas, o caso Vitória invadiu com intensidade a programação da Record. De dia. De tarde. E de noite. A emissora voltou-se completamente na cobertura do assassinato da adolescente Vitória Regina de Souza, de 17 anos, encontrada morta numa área de mata em Cajamar (SP).

A pergunta “Quem matou Vitória?” rendeu uma verdadeira novela na cobertura jornalística, especialmente do “Balanço Geral São Paulo” e “Cidade Alerta”. Eleandro Passaia, Reinaldo Gottino e Dionisio Freitas lideram, diariamente, o noticiário focado no crime há algumas semanas. Cada dia é um capítulo diferente. Um novo suspeito. Uma nova pista. Mentiras descobertas.

Isso se deve aos significativos índices de audiência. A emissora da Barra Funda subiu no Kantar Ibope. Até mesmo, “Cidade Alerta” atingiu liderança contra a TV Globo. A narrativa folhetinesca marcou as reportagens. Até mesmo, uma “pastora vidente” surgiu nas investigações. Poderia ser uma personagem de telenovela da autora Gloria Perez.

Por fim, agora nos últimos dias, um stalker teria assumido ser o vilão da história, ou melhor, o assassino de Vitória. Com a crise das produções de teledramaturgia da TV Globo, o público acompanhou “a novela da vida real” não só na Record, mas também na Band, SBT e na própria Globo.

O episódio que envolveu Patricia Poeta e o pai de Vitória no “Encontro” mostrou os excessos na cobertura do assassinato. O tempo destinado à cobertura na Record passou do ponto. Não ocorreu um equilíbrio com as demais pautas que perderam espaço.

Mesmo com a confissão do criminoso, o caso não para. Será que ele agiu sozinho? Quem o ajudou? Enquanto a audiência responder positivamente, a “novela” continuará com suas novas temporadas.

Fabio Maksymczuk

sábado, 15 de março de 2025

"Eita Lucas!" recicla quadros de programas clássicos do SBT

 

Olá, internautas

No último sábado (08/03), “Eita Lucas!” estreou no SBT. Lucas Guimarães, após alguns anos, herdou o antigo horário de Maisa Silva na programação da emissora da Anhanguera. A nova aposta de Daniela Beyruti ficou ao redor dos 2 pontos de média.

Nas duas primeiras edições, “Eitas Lucas!” passou a impressão de ter reciclado alguns quadros tradicionais de outros programas do canal. “Pegue o que der” lembra o “Comprar É Bom, Levar é Melhor”. Ao invés de eletrodomésticos como acontece no dominical de Celso Portiolli, as participantes de Diadema e Brasilândia percorreram um supermercado para pegar alimentos. Já o “Chuveiro ou Dinheiro” lembrou os quadros com “calouros” do Programa do Ratinho. Uma cantora gospel ganhou o quadro, após votação popular. “Viva, Jesus Cristo”, bradou o apresentador.

Neste sábado (15/03), Lucas Guimarães, ao lado de sua sogra, visitou a casa de MC Daniel. O trio preparou alguns pratos. As receitas e o passo a passo deveriam ter sido divulgados no site e/ou redes sociais da atração.

Lucas ainda comandou um quadro de perguntas e respostas dentro de um carro. O apresentador dirige o automóvel. Áurea, uma ”inteligência artificial”, lê as questões. A participante, selecionada de surpresa pelos arredores de uma praia em Aracaju (SE), tinha duas ajudas. Uma delas com uma celebridade.

Lucas, então, ligou para a cantora Ludmilla. Aqui, o apresentador deu mau exemplo. Ele dirigia o carro ao mesmo tempo que usava o celular. Pegou mal.

O lado positivo de “Eita Lucas!” é trazer o clima do Nordeste à programação do SBT, conhecida por ser uma emissora extremamente paulista. Nos dois primeiros programas, Lucas comandou a atração diretamente de Aracaju. O sotaque do apresentador fortalece tal impressão. E isso é bom. Amplia a diversidade.

Lucas passa a imagem de ser um discípulo de Gugu Liberato. Sábado é o dia certo para o SBT fazer experiências, formar novos apresentadores e lapidar os novos talentos. E isso foi abandonado há muitos anos. A programação de sábado precisa ser fortalecida com novos comunicadores. “Eita Lucas!” entra nesse contexto.

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 11 de março de 2025

Vitória de "Ainda Estou Aqui" resgata Selton Mello como menininho da Band

 

Olá, internautas

A TV brasileira entrou no clima do Oscar em pleno período do Carnaval neste ano. A maior festividade do cinema, em anos anteriores, tinha perdido grande espaço na programação das emissoras. Nos anos 90, o SBT promovia uma excelente cobertura com Marilia Gabriela e Rubens Ewald Filho.

Agora, a missão ficou com Maria Beltrão, Dira Paes e Waldemar Dalenogare na tela da TV Globo. Exceto o Rio de Janeiro, o canal platinado derrubou a transmissão ao vivo dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro para acompanhar a entrega das estatuetas. Isso se deve às três indicações de “Ainda Estou Aqui”, filme brasileiro dirigido por Walter Salles com o selo Globoplay.

O longa fez história ao trazer para o Brasil a conquista de “melhor filme internacional”. Anos atrás, a categoria era chamada de “melhor filme estrangeiro”. A mídia tupiniquim, como um todo, lamentou a vitória de Mikey Madison sobre Fernanda Torres como melhor atriz. A premiação histórica, que deveria ser muito reverenciada, perdeu um pouco do brilho por conta da frustação com a expectativa criada ao redor da atriz brasileira.

Enquanto os direitos de transmissão do Oscar pertencem ao TNT e TV Globo, outras emissoras cobriram, em tempo real durante o domingo de carnaval, a premiação. A BandNews promovia um interessante debate sobre a festa. A CNN Brasil também ganhou uma programação especial. Os dois canais repercutiam o que acontecia no Teatro Dolby, em Los Angeles.

No dia seguinte, “Jornal Nacional” também entrou no clima e exibiu uma entrevista, ao vivo, com Walter Salles, Selton Mello e Fernanda Torres. Já na sexta, Fernanda ganhou uma edição especial do “Globo Repórter Personalidades”.

Na Band, o programa "Melhor da Tarde" relembrou a estreia de Selton Mello na TV brasileira, ainda criança, em plenos territórios da então TV Bandeirantes com a minissérie "Dona Santa" e na novela "Braço de Ferro". "O menininho da Band foi longe", festejou o ator em entrevista ao repórter da emissora do Morumbi nos Estados Unidos. 

Esperamos que com o reconhecimento de Ainda Estou Aqui e o Globo de Ouro conquistado pela atriz que interpretou Eunice Paiva no filme, o cinema nacional ganhe mais incentivos e visibilidade para o fortalecimento da indústria cultural em nosso País.

Fabio Maksymczuk

sábado, 8 de março de 2025

Mariana Gross se destaca na transmissão do Carnaval do Rio de Janeiro

 

Olá, internautas

Neste ano, pela primeira vez, os desfiles das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro aconteceram em três dias. Três conjuntos de quatro agremiações, no domingo, segunda e terça, desfilaram pela Marquês de Sapucaí. Beija-Flor sagrou-se a grande vencedora na despedida do histórico intérprete Neguinho da Beija-Flor.

A TV Globo se preparou nesta cobertura com mais acertos em comparação a São Paulo. Desta vez, Alex Escobar ganhou a companhia de Karine Alves. A dupla de apresentadores acertou o tom ao escapar do falatório desenfreado e desnecessário. Foram pontuais em suas colocações. Karine, especialmente, passou elegância e refinamento na transmissão. Escobar, profissional que conhece o carnaval, não quis chamar a atenção para si e jogou luzes na escola de samba. Fugiu de uma postura egocêntrica.

Na transmissão, ocorreram diversos “respiros” para ouvir o samba-enredo. O desfile é um show musical. Uma grande ópera. Diferente de São Paulo, Milton Cunha ganhou o destaque merecido na cobertura. Fez análises de todas as escolas. Contou o enredo apresentado. Ala a ala. O público ganhou mais conhecimento com as histórias narradas na Avenida. Milton aproveitou o desfile da Paraíso do Tuiuti sobre Xica Manicongo, a primeira travesti documentada na história do Brasil, para fazer um desabafo. Fez um discurso contundente e emocionante sobre os desafios da comunidade LGBTQIAPN+.

O carnavalesco ganhou ainda a nova função de cobrir a dispersão da escola com seu jeito irreverente. Pretinho da Serrinha também fez colocações pontuais sobre o samba e a bateria, principalmente. No tom certo.

O estúdio de vidro, que marcava o encerramento do desfile, foi abolido. A equipe recebia os destaques da escola que acabara de desfilar. Desta vez, Cunha conversava rapidamente com algumas dessas personalidades.

Agora, a transmissão focou no “esquenta”. A jornalista Mariana Gross ficou com essa missão. Diferente de São Paulo, o intervalo entre uma escola e outra é longo para o tempo da TV. Mariana esbanjou competência e carisma. Ela encarna o jeito carioca de ser na Sapucaí. Ganhou amplo destaque na cobertura. Sem interferência externa.  

Dentro do padrão Globo no carnaval, a transmissão evoluiu bem.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 5 de março de 2025

TV Globo derrapa na transmissão do Carnaval de São Paulo

 

Olá, internautas

O período do carnaval é o momento que ativa a nostalgia para os telespectadores da TV Manchete. O canal da família Bloch reinava na transmissão dos desfiles das escolas de samba e concursos de fantasias no Rio de Janeiro.

Com a eclosão da Manchete, a TV Globo detém, desde então, o monopólio da transmissão dos Grupos Especiais do Carnaval do Rio de Janeiro e São Paulo. Desde a fundação do nosso espaço, apontamos os equívocos da cobertura do canal platinado na “folia”, especialmente em São Paulo.

Neste ano, não foi diferente. O excesso de profissionais na cobertura tira o foco da escola de samba que deveria ser a estrela da transmissão. Camufla o verdadeiro show musical.

Desta vez, o canal escalou Everaldo Marques e Valéria Almeida que estrearam na função de apresentadores. Valeria abusou em suas intervenções, o que tirou o “respiro” para o telespectador ouvir o samba-enredo. O formato de dois apresentadores é equivocado, especialmente na festividade paulistana com duração menor de cada desfile. O locutor esportivo conseguiria comandar sozinho. Valeria comprometeu a “evolução” da transmissão que ficou poluída.  

Até em um momento na madrugada de sábado para domingo, a apresentadora passou uma informação equivocada que prontamente foi corrigida pelo comentarista Judson Sales, também estreante na cobertura. Passou consistência em suas análises e apontou as falhas nos desfiles das agremiações. Apareceu como um acerto na transmissão.

Já Milton Cunha ficou deslocado. Fez análises pontuais e surgia, de relance, no término dos desfiles como um “embaixador”. Com a presença de Judson, Milton poderia ter ficado apenas na cobertura do Rio de Janeiro.

Ailton Graça também ganhou uma nova função na transmissão. Além de seus comentários (falou menos neste ano), ficou responsável por cobrir o “esquenta”. Em São Paulo, o intervalo entre uma escola e outra é bem menor em relação ao Rio de Janeiro. Portanto, um jornalista na concentração e outro na dispersão cumpririam essa função. A equipe de repórteres foi até fortalecida com a presença do experiente Roberto Kovalick.

Menos é mais.

Fabio Maksymczuk

sábado, 1 de março de 2025

FABIOTV de volta ao Sambódromo do Anhembi com Cazuza na TV

 

Olá, internautas

Nesta sexta-feira (28/02), após alguns anos de ausência, principalmente pela pandemia da Covid-19, retornei ao Sambódromo do Anhembi para acompanhar o primeiro dia de desfiles das escolas de samba do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo.

Desta vez, a LIGA SP disponibilizou um ponto de venda dos ingressos no Shopping Metrô Tatuapé, local de fácil acesso. Ótima iniciativa. No sábado, já tinha esgotado em todos os setores. Na sexta, havia ainda no setor G onde fiquei desta vez. Comprava sempre no setor C.

Para chegar lá, o ponto de ônibus agora fica em frente à estação Portuguesa-Tietê do metrô. Antes, ficava na lateral do quarteirão. É necessário pagar antes a passagem. Uma catraca serve como barreira de acesso ao ônibus.

Desembarquei de no Portão 1. O caminho para chegar à arquibancada é diferente. Fiquei do outro lado do sambódromo. Ao invés de adentrar o Polo Cultural Grande Otelo (atualmente chamada de Passarela Cultural), fui pelo lado de fora na Avenida Olavo Fontoura. Cerca de 10 minutos de caminhada.

Senti enorme falta do Guia do Carnaval, publicação especial sobre as informações dos desfiles de cada escola de samba que era distribuída gratuitamente no Anhembi. Fez falta. Também não notei a distribuição gratuita de preservativos.

Sobre o nosso universo televisivo, a tradicionalíssima Camisa Verde e Branco homenageou o poeta Cazuza. Em um dos carros alegóricos, uma enorme televisão invadiu a passarela do samba. A escola relembrou a passagem do cantor em programas televisivos, especialmente do Chacrinha. Uma sósia de Elke Maravilha chamou a atenção no elemento cênico. Lucinha Araújo, mãe do artista que sempre está na mídia, foi reverenciada pelas arquibancadas em sua passagem pelo Anhembi.  

Nosso espaço acompanhará as transmissões nos desfiles das escolas de samba em São Paulo e Rio de Janeiro. Será o tema do próximo post.

Fabio Maksymczuk

Crédito da foto: EBC/Agência Brasil Oficial

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Tiago Santiago revela curiosidade sobre SBT no "Persona"

 

Olá, internautas

Na última sexta-feira (21/02), a TV Cultura exibiu uma edição do “Persona” com Tiago Santiago, um dos maiores símbolos da Record em sua áurea fase “A Caminho da Liderança”. O programa, comandado por Atilio Bari e Chris Maksud, ganha o horário alternativo das 23 horas nesse dia da semana. Forma uma boa dobradinha com o “Metrópolis” que sucede na programação.

Durante o bate-papo, Tiago Santiago relembrou suas primeiras peças teatrais, a entrada na TV Globo como ator (novela Livre para Voar), sua fase de colaborador em novelas como Vamp e Uga Uga, além da entrada na Record como autor titular em “A Escrava Isaura”. A trilogia Caminhos do Coração, Os Mutantes e Promessas de Amor ganhou mais espaço na entrevista. “Prova de Amor” poderia ter sido mais debatida.

Em seguida, Bari e Chris relembraram a fase do SBT com o bom remake de “Uma Rosa com Amor” e “Amor e Revolução”. Sobre essa novela, Santiago frisou que foi a sua obra de menor impacto nos índices de audiência. Revelou que escreveu duas novelas voltadas para o público infantojuvenil, mas estão engavetadas na emissora fundada por Silvio Santos. Esse fato é bem curioso.

O SBT insiste na produção de novelas escritas por Iris Abravanel que derrapam nos índices de audiência há anos. A atual “A Caverna Encantada” fica ao redor dos 3 pontos. Já Tiago Santiago é um autor que esteve envolvido com grandes sucessos na TV Globo e Record. Poderia ganhar mais oportunidades nas três maiores emissoras.

“Persona” teve o mérito de valorizar o autor de telenovelas que povoam o imaginário do telespectador.

Fabio Maksymczuk

domingo, 23 de fevereiro de 2025

TV Brasil acerta em transmissão dos desfiles do Grupo de Acesso 2 no Carnaval de São Paulo

 

Olá, internautas

No último sábado (22/02), a TV Brasil iniciou a programação “Carnavais do Brasil 2025”. Em São Paulo, o canal transmitiu os desfiles das escolas de samba do Grupo de Acesso 2 com Raízes do Samba, Imperatriz da Paulicéia, Unidos do Peruche, Torcida Jovem, Pérola Negra, Morro da Casa Verde, Imperador do Ipiranga, Primeira da Cidade Líder, Brinco da Marquesa e Camisa 12. Um dos destaques foi Wantuir, famoso intérprete de agremiações do Grupo Especial do Rio de Janeiro, que liderou a Morro da Casa Verde.

A cobertura contou com a apresentação de Murilo Ribeiro (Muka) e Barbara Pereira com comentários de Carolina Grimião, Diego Araújo e Pedro Araújo. O maior acerto da transmissão foi o protagonismo dado às estrelas da noite: as escolas que desfilaram no Sambódromo do Anhembi.  

Como sempre ressaltamos neste espaço, o desfile é um grande show a céu aberto. Um musical genuinamente brasileiro que não deveria ser interrompido por falas aleatórias. O nosso velho mantra “Volta, Manchete” permanece vivíssimo. A emissora da família Bloch ainda é referência na cobertura. O mesmo não se pode dizer da TV Globo que entope a transmissão com narradores e comentaristas.

Na TV Brasil, o quinteto proferia seus comentários na entrada da escola até a aparição do mestre-sala e porta-bandeira e após a passagem do último carro alegórico. O samba e o desfile ganhavam, de fato, protagonismo. Sem nenhuma interferência. O telespectador ouvia claramente o “esquenta”, a bateria e o samba.

Além disso, Muka trouxe “alfinetadas” com os pontos destoantes das agremiações, como a comissão de frente da Morro da Casa Verde. Uma “pimenta” na transmissão (necessária, já que é uma disputa). Brinco da Marquesa, a mais fraca da noite, não passou batida nas análises do quinteto.  

A cobertura poderia ter ganhado um repórter in loco no Anhembi para acompanhar a movimentação das escolas. Morro da Casa Verde atrasou o seu desfile. O jornalista, em primeira mão, informaria sobre a causa do fato. Além disso, na tela (gerador de caracteres), poderia ter sido divulgado o nome de cada ala que formava o enredo da escola.

A TV Brasil iniciou bem a programação Carnavais do Brasil 2025.

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

TV Cultura celebra 200 anos do Senado com bom documentário

 

Olá, internautas

O Senado Federal celebra 200 anos. Na emissora legislativa, há um logotipo no canto superior direito que marca o festejo. A TV Cultura e a TV Senado produziram a boa série documental “Senado, a História que transformou o Brasil”, exibida no final do ano passado nos dois canais, com direção de Luiz Bolognesi, codireção de Laís Bodanzky e apresentação da atriz e cantora baiana Larissa Luz.

O documentário dividido em sete episódios, basicamente, traz o impacto do Senado Federal durante os dois centenários para a política e para a vida social brasileiras. Dois momentos, em especial, chamaram a atenção.

O primeiro deles recai nas iniciativas do Senado para o fim da escravatura. Em 1888, quando finalmente o Brasil abole a escravidão, o senador Barão de Cotegipe foi um dos poucos que votou contra por conta dos “direitos adquiridos”. A expressão já era utilizada há quase 150 anos.

Em outro momento, a atração destacou a importância do senador Abdias Nascimento que defendeu as cotas e ações afirmativas para a comunidade negra no Brasil. O atual senador Paulo Paim fez questão de reverenciar o pioneirismo do político.

Todas as correntes ideológicas apareceram na série documental. Parlamentares do PT ao PL. Os depoimentos foram costurados na edição pela apresentadora Larissa Luz. Os chamados “conservadores” frisaram a importância da Reforma Trabalhista no governo Temer que atualizou a legislação no mundo do trabalho em transformação.

Um Senado forte é sinônimo de uma democracia forte. As emissoras públicas cumprem a sua missão.

Fabio Maksymczuk