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quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Mariana Godoy estreia em baixa na Band

 

Olá, internautas

Mariana Godoy finalmente estreou na Band. Diferente do planejamento inicial, a jornalista comanda agora um programa semanal na grade noturna. É o “Melhor Agora” que entrou na vaga do “Largados e Pelados”, atração empurrada para a meia-noite. É a antiga faixa do “CQC” que registrava três pontos de média.

Nestes dois primeiros programas, Mariana conquistou singelo 1 ponto de média. Disputa, décimo a décimo, com o “SuperPop”, de Luciana Gimenez, pela RedeTV!.  Muito pouco para o padrão Band. 

“Melhor Agora” é uma mistura do antigo “Mariana Godoy Entrevista” com os “programas do sofá” que ficaram iconizados nas mãos de Hebe Camargo. Mariana até conta com um bar, elemento cênico das antigas atrações da “madrinha da TV brasileira”. É o melhor momento do “Melhor Agora”. Mariana fica mais à vontade por ali em perguntas mais “indiscretas”. Na última segunda (28/09), por exemplo, confidenciou que tirou a virgindade do seu marido, que era padre.

“Melhor Agora” depende, sobretudo, dos entrevistados do dia. A estreia contou com Ronnie Von (que até beijou a apresentadora desrespeitando o distanciamento em tempos de pandemia) e Cátia Fonseca. A segunda edição recebeu Edu Guedes. Há ainda videochamadas já realizadas com Maitê Proença e Stenio Garcia.  

Para diferenciar do antigo “Mariana Godoy Entrevista”, alguns quadros surgem no “Melhor Agora”, como “Arquivo Band” que desvenda o baú da emissora do Morumbi e “Reset” com o estilista Rapha Mendonça que passa dicas de moda. A apresentadora ainda visita a casa dos famosos. Na estreia, conheceu a residência do chef Erick Jacquin.

Para encaixar tudo isso, a edição realiza cortes bruscos nos bate-papos no estúdio, o que reforça a impressão de programa gravado. O cenário da atração não preza pela beleza estética.  Poderia ter sido melhor trabalhado. Com o “Melhor Agora”, Mariana trilha mais o caminho do entretenimento. “Mariana Godoy Entrevista” era bem agradável pela identidade mais jornalística. 

Mariana Godoy é uma das melhores jornalistas da nossa televisão. E isso deveria ser bem mais explorado pela atração da Band. Mais jornalismo e menos entretenimento.

Fabio Maksymczuk 

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Amanda Klein sobressai em estreia do "Opinião No Ar"

Olá, internautas

Nesta segunda-feira (28/09), sem uma campanha intensa de divulgação, “Opinião no Ar” estreou na RedeTV!. A nova atração, comandada por Luis Ernesto Lacombe, Amanda Klein e Silvio Navarro, entrou na vaga do Tricotando que, momentaneamente, foi realocado para 10h45.

A RedeTV! acerta ao apostar no jornalismo na grade matinal. Era uma carência que foi suprida. Em suas ponderações, o vice-presidente da emissora, Marcelo de Carvalho, defende que o canal deve investir no jornalismo com opinião. É nesse ponto que reside o perigo.

Lacombe, que tinha uma imagem leve e ligada ao esporte, se transmutou em uma figura relacionada ao bolsonarismo e com ar mais sisudo no vídeo. Nesta estreia, o experiente jornalista conduzia sem arroubos a nova aposta da RedeTV! até a entrada de Sikêra Jr. que deu as “boas-vindas” pelo telão.  

Nesse momento, Lacombe trouxe o discurso ideológico para a arena. Atacou o “politicamente correto” que seria uma forma de censura. ”É chato”, bradou. Deu munição para Sikêra que disparou falas polêmicas, como “Só tem proteção pra gay, negro e sapatão”.

O apresentador do “Alerta Nacional” ainda politizou a atração ao destacar que o governo anterior implantou tal pensamento em todos os segmentos da sociedade e que eles reuniam maconheiros, bandidos e ladrões. Lacombe ainda designou Sikêra como um grande “showman”.

Dentro desse contexto conturbado, Amanda Klein sobressaiu com sua postura equilibrada e digna de uma jornalista profissional. Fez ponderações importantes na arena, principalmente com o médico Roberto Zeballos, entrevistado do dia, que minimizou a pandemia do novo Coronavírus. E ainda teve outra entrevista com o psiquiatra Italo Marsili que atacou o fechamento de escolas diante da pandemia.

Silvio Navarro funciona como o outro polo da atração. Mais ligado aos chamados “conservadores”. Defendeu o posicionamento dos entrevistados sobre o impacto da Covid-19 na sociedade brasileira.

“Opinião no Ar” deveria trazer a diversidade de convidados, o que nesta estreia não ocorreu. Os dois atacaram o isolamento social. Lacombe precisaria mediar esse debate. Além disso, é fundamental que cada um do trio tenha o seu espaço e que o entrevistado do dia tenha a possibilidade de externar a sua fala. Em diversos momentos da estreia, os três jornalistas se sobrepuseram a Zeballos que ficou sem tempo para concluir o pensamento.

Fabio Maksymczuk

sábado, 26 de setembro de 2020

Reprise precoce compromete "A Força do Querer"

Olá, internautas

Nesta semana, “A Força do Querer” retornou à programação da TV Globo. A emissora platinada apostou na novela de Gloria Perez para suceder “Fina Estampa” que novamente cumpriu sua missão nos índices de audiência.

Apesar de ter sido uma das melhores produções desta década, a TV Globo errou na escolha da reprise. “A Força do Querer” praticamente mal saiu do imaginário popular. As tramas de Bibi Perigosa (Juliana Paes), Jeiza (Paolla Oliveira), Ritinha (Isis Valverde), Zeca (Marco Pigossi) e Ivana (Carol Duarte) permanecem bem vivas na memória afetiva do telespectador.

E isso já se reflete no IBOPE da trama. “A Força do Querer” enfrenta dificuldades de permanecer na casa dos 30 pontos. O público ainda não sente saudades de acompanhar novamente a história. E para piorar a situação, é exatamente o mesmo telespectador da faixa horária.  O mesmo já tinha ocorrido com Novo Mundo no horário das seis.

A TV Globo deveria ter escolhido uma novela anterior a 2015 (no mínimo). Muitos questionam a qualidade de imagem de tramas mais antigas. Porém, “Laços de Família” e “Por Amor” alcançaram índices muito significativos no “Vale a Pena Ver de Novo”. E são tramas de 2000 para trás.

Mesmo sendo uma novela soturna, “A Favorita”, de João Emanuel Carneiro, poderia ter sido a escolhida. “Caminho das Índias”, da própria Gloria Perez, teria sido uma opção mais interessante.

“A Força do Querer” é uma reprise precoce.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Ione Borges ressurge em especial dos 40 anos do Mulheres

 

Olá, internautas

Hoje (23/09) é uma data muito especial para a TV brasileira. “Mulheres” comemorou 40 anos no ar em uma edição especial na TV Gazeta. As eternas “parceirinhas” Ione Borges e Claudete Troiano abriram o programa. O saudosismo entrou na veia do público que reviu a dupla que fez história, principalmente nos anos 80 e 90.

Por onde anda Ione Borges? é uma das perguntas mais frequentes. A apresentadora encontra-se afastada da mídia há muitos anos. Neste especial, a telespectadora (e telespectador) que a acompanhou durante décadas teve a possibilidade de revê-la. “Não é o programa mais antigo, mas é o mais longevo e tradicional da TV brasileira”, ressaltou a veterana.

Regina Volpato, atual comandante do mais tradicional programa feminino da TV brasileira, pediu que Ione entrasse no mundo digital e compartilhasse sua história nas redes sociais. Nesta edição, Ione saiu “à francesa”. E deverá permanecer longe dos holofotes.

Claudete ficou até o encerramento do especial que contou com depoimentos de políticos, como o governador de São Paulo, João Doria, e os senadores pelo Estado paulista, Major Olímpio (PSL) e Mara Gabrilli (PSDB), além de repórteres que fizeram parte do feminino, como Antonio Guerrero (hoje um dos mais importantes executivos do Grupo Record) e Regina Guimarães, Leão Lobo, Mamma Bruschetta, astrólogo Valderson de Souza, culinarista Palmirinha Onofre, entre tantos outros.

“Mulheres” é uma das atrações mais presentes na minha memória afetiva. Minha mãe sempre assistiu à atração, desde os tempos do “Mulheres em Desfile”. Todas as tardes, as vozes de Ione e Claudete ecoavam no meu lar.  

Depois da saída das apresentadoras, a atração da TV Gazeta entrou em turbulência com Marcia Goldschmidt, Christina Rocha (que mal foi lembrada) e Clodovil Hernandes. Ganhou fôlego e estabilidade novamente com Catia Fonseca que ficou no posto de apresentadora durante 15 anos. Saiu de uma forma melancólica, conforme abordamos neste espaço.

Volpato assumiu o comando há dois anos. A apresentadora encontra-se em um ambiente de forte concorrência. Disputa índices de audiência com a própria Catia que levou o seu público para o “Melhor da Tarde” na Band, com o “A Tarde É Sua”, de Sonia Abrão, “Santa Receita”, da TV Aparecida, além do “Triturando” e “Casos de Família”, pelo SBT.

Com o atual quadro, “Mulheres” não surfa no IBOPE. Fica entre 0,4 e 1 ponto de audiência em suas três horas diárias. Mesmo assim, é um programa feminino que leva informação ao telespectador. Leva conteúdo. Sempre traz pautas interessantes. E o desafio é permanente por ser um programa diário com longa duração.

“Mulheres” atravessa gerações. Fez companhia e até transformou a vida de milhares de telespectadoras e telespectadores no decorrer das quatro décadas de profunda mudança sobre o lugar da mulher em nossa sociedade.

Parabéns, Mulheres! Um dos programas mais marcantes da nossa televisão.

Fabio Maksymczuk

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Estreia do "The Chef" contextualiza Cidinha nas manhãs da Band

 
Olá, internautas

Nesta segunda-feira (21/09), a Band estreou “The Chef” na programação matinal. Após Mariana Godoy ter sido escalada para ocupar a vaga do extinto “Aqui na Band”, Edu Guedes assumiu a missão de reerguer as manhãs do canal.

A cúpula da Band acertou na decisão. Pelas ideias transmitidas na live da emissora pelo Instagram, que reuniu Zeca Camargo e Mariana, a atração da jornalista tenderia a trilhar o caminho do fracasso.

Edu já conta com a simpatia do público que o acompanha há mais de uma década nas manhãs da TV brasileira, seja na Record ou RedeTV!.

Agora em duas horas no ar, o “apresentador-chef” permanecerá com o auxílio de sua parceira na cozinha, Cida Santiago. O primeiro programa foi muito feliz ao contextualizar Cidinha nas manhãs da Band. A nova atração resgatou imagens do “Cozinha Maravilhosa da Ofélia”. Cidinha era também auxiliar da culinarista que fez história na emissora dos Saad.

Edu também contará com um novo parceiro nesta empreitada. Lucas Salles saiu também da RedeTV! onde apresentava o “Festival de Prêmios” para colaborar com o novo programa. Igual a Edu, Lucas ostenta uma boa imagem junto ao público.

Nesta estreia, “The Chef” apresentou, basicamente, preparo de receitas e uma série de merchandising. A atração precisará diversificar o conteúdo em duas horas de duração. Receber atores, atrizes, cantores, entre outros convidados, que podem falar sobre culinária é uma boa ideia. Reportagens externas sobre tal universo, idem.

“The Chef” conta com um bom cenário. Ajustes técnicos deverão corrigir falhas nos próximos programas. Isso é secundário. Edu já deu liga nas manhãs da Band. Começou com uma boa perspectiva.

Fabio Maksymczuk

sábado, 19 de setembro de 2020

"Globo Repórter" condensa 70 anos da TV brasileira em especial

Olá, internautas

Nesta sexta-feira (18/09), a TV brasileira celebrou o importante marco dos 70 anos. A “setentona” enfrenta um processo de transformação com a popularização, cada vez maior, da internet. Agora, a tradicional TV é chamada de primeira tela e é desafiada por outras telas, seja do computador ou do smartphone, por exemplo.   

Especiais estão sendo exibidos pelas emissoras. “Globo Repórter” ganhará dois especiais para reverenciar a nossa televisão. Nesta sexta, o programa jornalístico da TV Globo explorou o filão que marca a cultura televisiva tupiniquim: a telenovela. Evidentemente, as produções da casa ganharam amplo destaque.

O especial de 50 anos, que já tinha celebrado as novelas históricas, como O Bem Amado, Saramandaia e Escrava Isaura, ganhou atualização, com Caminho das Índias, Avenida Brasil, dentre outras. Regina Duarte, que ajudou a construir esse verdadeiro Império da comunicação, não foi esquecida. Recebeu o destaque merecido, após ter sido, tristemente, chamada de ex-atriz pelo “Jornal Nacional”.

Tarcisio Meira e Gloria Menezes também foram celebrados. O jornalístico forçou na comparação com o “casal do momento” Lázaro Ramos e Tais Araújo. Totalmente desproporcional. O especial ainda desmereceu as tramas inspiradas em textos mexicanos para enaltecer as novelas genuinamente brasileiras. E incluiu nisso a clássica O Direito de Nascer. Desnecessário.

Neste bloco, chamou a atenção a inclusão de Pantanal e Xica da Silva, tramas produzidas pela extinta TV Manchete. A TV Globo pretende adaptá-las brevemente. Nenhuma menção a Éramos Seis, produzida pelo SBT. Uma das joias da nossa teledramaturgia.  Das concorrentes, nesta primeira longa reportagem, pipocaram imagens do Programa Silvio Santos e do MasterChef.

Em seguida, “Globo Repórter” destacou os momentos mais marcantes do telejornalismo, humorísticos e publicidade. Na próxima edição, o jornalístico comandado por Gloria Maria e Sandra Annenberg resgatará momentos marcantes dos programas de auditório, esportivos e realities shows que dominaram a televisão brasileira nestes últimos 20 anos. Será que a TV Globo enaltecerá a primeira edição da Casa dos Artistas? A conferir.

Diante do árduo desafio de condensar 70 anos da TV brasileira, o trabalho de edição foi fundamental para “dar gás” e valorizar os momentos mais preciosos do veículo de comunicação iniciado, em nosso País, pelas mãos de Assis Chateaubriand.

Parabéns a todos nós, telenautas e telemaníacos!

Fabio Maksymczuk

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

"Fina Estampa" termina com missão cumprida


Nesta sexta-feira (18/09), a reprise de “Fina Estampa” chega ao fim na TV Globo. A novela de Aguinaldo Silva é um dos maiores sucessos desta década. Agora na edição especial, terminou com a missão cumprida. Ficou ao redor dos 34 pontos, meta estipulada pela emissora, e trouxe leveza ao telespectador em meio ao noticiário da pandemia do novo Coronavírus. 

Nesta reprise, alguns atores detonaram a sua própria atuação e até mesmo chegaram a criticar a nova exibição, como bradou Marco Pigossi. Postura desagradável com o autor, diretores da produção e os telespectadores que deram os altos índices. 

Em 24 de março de 2012, no nosso antigo espaço no UOL, publicamos o balanço final com os pontos positivos e negativos da trama com o título ““Fina Estampa termina com missão cumprida”. Republicamos a nossa análise na íntegra: 

Olá, internautas

Após três novelas “pesadas” e de repercussão mediana ("Viver a Vida", "Passione" e "Insensato Coração"), a Rede Globo voltou a exibir uma novela de sucesso na faixa das 21 horas. “Fina Estampa” chegou ao fim nesta sexta-feira (23/03) com a missão cumprida. A trama de Aguinaldo Silva com direção geral de Wolf Maya foi uma grande brincadeira com o telespectador. Os índices de audiência corresponderam bem à proposta. Resultado: foi a mais assistida dos últimos anos.

Seguem os pontos positivos e negativos.

PONTOS POSITIVOS

Griselda Pereirão e Tereza Cristina: O autor explorou duas personagens marcantes, Griselda “Pereirão” e Tereza Cristina, que protagonizaram, de fato, as principais cenas da novela. Lilia Cabral e Christiane Torloni, duas veteranas atrizes, não titubearam em cena. É válido salientar que Christiane acertou o tom da megera no decorrer da trama. Pereirão representou a mulher trabalhadora que dá importância ao trabalho, à família e à educação dos filhos.  Já a “Rainha do Nilo” é uma vilã caricata que teve o seu charme. É fiel seguidora da mor Nazaré Tedesco.  Aliás, Aguinaldo fez uma série de menções a outras obras de sua autoria. Tia Iris (Eva Wilma) praticamente é a reencarnação de Altiva, de “A Indomada”. Até foi parar em Greenville!

Discurso de Griselda: ótimo discurso de Griselda no último capítulo. A novela deveria ter chegado ao fim nesse ponto. Interpretação tocante de Lilia Cabral.  Trechos: “O trabalho duro dignifica”. Honestidade. Integridade. Alegria. Orgulho. “Sejam honestos acima de tudo”, frisou a protagonista. Texto impactante dentro da atual conjuntura do Brasil. Depois, Antenor beija a sua mãe. Contraste com a cena que marcou toda a novela: a rejeição do filho com Griselda na casa de Tereza Cristina.    


Marcelo Serrado: O ator roubou a cena no papel de Crodoaldo Valério. Até mesmo, muitos telespectadores torceram pelo final feliz com o zoiúdo Baltazar (Alexandre Nero). “Rainha do Nilo”, “Divina Isis”, “Filha de Osiris” e “Pitonisa de Tebas”. Vocabulário particular do mordomo que marcou a trama de Aguinaldo Silva. O autor preferiu apostar em um personagem mais caricato a defensor dos direitos da comunidade LGBT. Dentro da proposta de levar ao ar uma novela mais leve, Crô funcionou bem dentro do enredo.   

Katia Moraes: a atriz brilhou na reta final da novela. Katia chamou a atenção do público com os arroubos de Marilda, a “empregada anã”. Um papel coadjuvante que ganhou força nos últimos capítulos, devido ao bom trabalho da atriz.

Alexandre Nero: para completar o trio de assistentes de Tereza Cristina, o ator Alexandre Nero também viveu bons momentos na pele de Baltazar.

Paulo Rocha (Guaracy): o ator português conquistou a simpatia do público ao viver o batalhador Guaracy. Final coerente em ter ficado com Griselda. René (Dalton Vigh) não sobressaiu na trama.

Angela Vieira: a atriz apareceu em momentos pontuais na novela, mas chamou a atenção no papel da atriz que virou fotógrafa, Mirna Bello.

Carlos Casagrande (Juan) e Tania Khallil (Letícia): história paralela bem trabalhada. Surtiu bom efeito dentro do conjunto da novela.  Belo casal.

PONTOS NEGATIVOS

Dilema entre Danielle (Renata Sorrah), Esther (Julia Lemmertz) e Bia (Monique Alfradique): toda essa história paralela que discutiu quem é a verdadeira mãe de Vitória não se encaixou com o restante da obra. O núcleo apenas serviu de “encheção de linguiça”.  O final de um minuto no último capítulo resumiu bem toda a ladainha.

Eri Johnson: qual foi a finalidade do ator na novela? Eri viveu mais um personagem sem brilho.

Luana (Joana Lerner): a personagem começou com bom fôlego no início da novela, mas desapareceu no restante do folhetim.   

Sandro Pedroso: o “ator”, que ganhou até algumas falas nos primeiros capítulos com o personagem Mandrake, sumiu no decorrer da trama.

Fabio Maksymczuk

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Band resgata clássico da emissora


Olá, internautas

Nesta terça-feira (15/09), a Band resgatou um dos seus clássicos deste milênio. “Floribella” ganha reprise após o encerramento de “Ouro Verde” que ficou na casa dos 2 pontos nos índices de audiência.

A canção “Não tenho nada e tenho tenho tudo...Sou rico em sonhos e pobre pobre em ouro...” entoa até hoje na memória afetiva dos telespectadores. Juliana Silveira ainda é lembrada por protagonizar a novela. Johnny Massaro, hoje ator badalado, ganhou uma das suas primeiras oportunidades em televisão justamente com Floribella. Leticia Collin, que vive Martinha, é outro nome que despontou nos últimos anos.

Por outro lado, Gustavo Leão, também compõe o elenco. O ator, que aparecia como promessa em 2005, encontra-se sumido das telenovelas. 

Em 12 de abril de 2005, no antigo espaço do UOL, comentamos sobre os primeiros capítulos da produção da Band. Analisei a escalação de Juliana Silveira e Roger Gobeth que interpreta Frederico Fritzenwalden: “Os dois atores se entrosam bem nas cenas e foram bem escolhidos para atuarem como protagonistas do novo folhetim. Depois da fracassada tentativa de trazer produções portuguesas com péssima dublagem, Floribella é um bom recomeço na teledramaturgia da Band”.

Floribella poderá encontrar uma nova geração de telespectadores, além de sensibilizar o público que acompanhou a exibição original.

Fabio Maksymczuk

domingo, 13 de setembro de 2020

TV Globo contra-ataca em novo capítulo da guerra midiática


Olá, internautas

A guerra midiática entre Grupo Globo e Record TV ganhou mais um capítulo tenso neste fim de semana. No último sábado (12/09), “Jornal Nacional” exibiu uma longa reportagem com denúncias de corrupção que envolveriam o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella. “Marcelo Crivella é acusado pelo Ministério Público de chefiar esquema de corrupção” foi o mote da matéria.

“Investigações do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, com base em documentos e trocas de mensagens, colocam o prefeito Marcelo Crivella como suspeito de protagonizar um esquema de corrupção na prefeitura”, noticiou o “Jornal Nacional”. O empresário Rafael Alves ganhou destaque na reportagem de Pedro Bassan. Ele seria um personagem marcante na denúncia.

Além disso, “JN” ainda noticiou que a Igreja Universal do Reino de Deus estaria, segundo a acusação, na lavagem de dinheiro dentro do esquema de corrupção. De acordo com o telejornal, o Ministério Público questiona movimentação suspeita de 6 bilhões de reais.

A GloboNews reprisou constantemente no decorrer da noite de sábado e neste domingo (13/09), durante toda a sua programação, a reportagem veiculada originalmente no “Jornal Nacional”.
Diante da acusação, a Record TV exibiu uma reportagem dentro do “Domingo Espetacular” que atacou a emissora da Família Marinho. Com a tarja em letras garrafais “GLOBO ATACA IGREJA UNIVERSAL SEM PROVAS”, a revista eletrônica questionou o não pagamento de impostos e as dívidas acumuladas pelo Grupo Globo com a Prefeitura do Rio de Janeiro.

“Os ataques sem provas da Globo também podem ser explicados por interesses pessoais da Família Marinho, que foram desafiados pela primeira vez”, ressaltou a atração recordiana. ”Em 20 anos de vida pública eu nunca vi uma afirmação tão leviana, tanta insanidade, um ódio tão neurótico", frisou Crivella que solicita o pagamento dos impostos para investimento no sistema de saúde da capital fluminense. Bispo Renato Cardoso também atacou a TV Globo na reportagem.   

A guerra entre as duas emissoras cai no colo do telespectador. A temperatura subiu mais uma vez. E o jornalismo serve como terreno para a disputa de narrativas das duas organizações.   

Fabio Maksymczuk

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

"Êta Mundo Bom!" termina como grande sucesso da TV Globo


Olá, internautas

Nesta sexta-feira (11/09), a TV Globo exibiu o último capítulo da reprise de “Êta Mundo Bom!”. A atração do Vale a Pena Ver de Novo conquistou uma performance surpreendente na faixa vespertina. 

Conquistou índices ao redor dos 28 pontos em plena faixa das 17 horas. Um autêntico sucesso.
No meu antigo espaço hospedado no UOL, publiquei, em 26 de agosto de 2016, uma análise da novela das seis com o título “"Êta Mundo Bom!" termina como grande sucesso da TV Globo”. Aproveitamos a oportunidade para republicar agora neste espaço. Segue na íntegra:

Olá, internautas

Nesta sexta-feira (26/08), “Êta Mundo Bom!” chegou ao último capítulo. A novela das seis termina como grande sucesso da TV Globo. Transformou-se em carro-chefe da programação. Alavancou Malhação, jornal local e o efeito cascata estendeu até Haja Coração. Walcyr Carrasco prova, mais uma vez, que é o melhor autor de telenovelas da atualidade. O núcleo central foi irrigado com histórias paralelas bem construídas.

Segue o nosso tradicional balanço com os pontos positivos e negativos.

PONTOS POSITIVOS

Sergio Guizé (Candinho): o ator foi muito bem em "Alto Astral" e arrasou em “Êta Mundo Bom!”. Guizé se divertia com Candinho e transpareceu, no último capítulo, toda a emoção em se despedir do personagem. Maior destaque da novela.

Flávia Alessandra (Sandra): a atriz sempre se destaca no papel de vilãs nas novelas de Walcyr Carrasco. Foi assim em “Alma Gêmea” e repetiu a dose em “Êta Mundo Bom!”. A vilania da personagem se contrapunha à doçura de Candinho. Personagem histórica para a carreira da atriz.

Eliane Giardini (Anastácia): a atriz passou toda a sua experiência na novela. Foi um pilar de sustentação da obra. O telespectador se viu envolvido com o drama de Anastácia que tinha perdido o seu filho.

Marco Nanini (Pancrácio/Pandolfo): o ator arrancou gargalhadas do público ao viver outras personagens travestidas, além de viver o professor Pancrácio e o seu irmão gêmeo Pandolfo.  Era um. Depois passou para 2, 3, 4 personagens na novela. Nanini sempre é destaque e confirmou esta premissa na novela das seis.

Bianca Bin (Maria): a atriz emenda uma novela das seis atrás da outra. E sempre com destaque. Foi assim em Joia Rara, repetiu em Boogie Oogie e chamou mais a atenção do telespectador com os dramas da mocinha Maria. Com o bom desempenho, ganhou mais espaço na trama e cumpriu a missão.

Camila Queiroz (Mafalda): o desafio era enorme para a jovem atriz. Emendar uma novela à outra. Sucesso retumbante como Angel/Arlete em Verdades Secretas. Despir da personagem para encarar a doce caipira Mafalda. Desafio superado. Engatou o bom sotaque. E, no fim, conheceu o cegonho! Eita lasqueira!

Anderson di Rizzi (Zé dos Porcos): o ator sempre se destaca nas novelas de Walcyr Carrasco. Foi assim em “Amor à Vida” e, de capítulo por capítulo, Zé dos Porcos foi crescendo, crescendo até se transformar em um dos principais de “Êta Mundo Bom!” nesta reta final. Divertiu o público.

Flavio Tolezani (Araújo): é um ator que não tem a imagem desgastada e aproveitou a oportunidade para mostrar todo o seu potencial. Foi muito bem ao viver Araújo, pai de um deficiente físico e, em um determinado momento, traiu Anastacia e caiu nas garras de Sandra. Boa desenvoltura no vídeo.

Rosi Campos: a atriz há tempos merecia um papel de destaque na teledramaturgia.  E arrasou no papel de Epopina, uma das personagens mais queridas do telespectador. E lançou a moda do cegonho, bordão que caiu na boca do povo.

Xande Valois (Claudio) e JP Rufino (Pirulito): dois atores mirins que caíram na graça do público. O telespectador torceu por ambos no decorrer da novela. E saíram muito melhor em relação a outros atores mais “experientes”.

PONTOS NEGATIVOS

Débora Nascimento: sempre é valida a tentativa de experimentar atrizes, que desempenharam papéis coadjuvantes em outras novelas, como protagonista na próxima produção. E a faixa das seis é ideal para isso. Sempre defendemos tal ideia neste espaço.  Porém, Débora Nascimento não tinha alcançado destaque em outros trabalhos. A escalação já era um risco. E isso, de fato, aconteceu. A atriz enfrentou as suas próprias limitações na primeira parte da novela. Não encaixou o sotaque interiorano em Filomena. Ficou artificial demais. Depois, foi para a cidade e imediatamente começou a falar sem o “caipirês”. Estranhíssimo.

Klebber Toledo: o ator decepcionou ao viver Romeu. Interpretação robótica. Falas contidas. Funcionou para mostrar o corpo sarado, mas não foi além disso.

Fabio Maksymczuk

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

"A Fazenda 12" estreia com boa perspectiva


Olá, internautas

Nesta terça-feira (08/09), a Record TV estreou a décima segunda temporada de “A Fazenda”. O reality show já elevou os índices de audiência do canal. A estreia garantiu expressivos 14 pontos de média. Em semanas anteriores, a faixa amargava 4 pontos.

No ano passado, a atração contou com nomes fracos no elenco. E o pior: as peças não se encaixaram no jogo. Foi a pior temporada da história de “A Fazenda”. Para reverter a tendência, neste ano, o reality ganhou reforço e conta com alguns participantes realmente conhecidos do grande público.

Jojo Todynho é a grande estrela. O telespectador terá a chance de conhecer o outro lado da artista. Mote principal do reality. Ela deverá enfrentar o desafio de ficar confinada e, principalmente, encarar as difíceis provas da atração.

Biel, que enfrenta uma estagnação em sua carreira profissional, terá a chance de reverter a imagem ruim que carrega. Ou confirmar... Os outros peões e peoas não podem cair na armadilha de atacá-lo pelos acontecimentos aqui do lado de fora. Caso isso aconteça, o cantor ficará com a pecha de perseguido e o desfecho será previsível. Mariano é outro grande chamariz do elenco. Músico realmente famoso.

Na noite de estreia, realmente chamou a atenção a escalação dos ex-Casa dos Artistas, Mateus Carrieri e Luiza Ambiel. Os mais “experientes” do confinamento. Não apareciam em especulações. A cota panicat é representada por Carol Narizinho que teve uma breve passagem no “Power Couple Brasil”. Jakelyne Oliveira é da cota Miss Brasil.

Lidi Lisboa é um dos acertos na escalação de “A Fazenda 12”. Atriz da própria Record TV. Conhecida pelo temperamento difícil nos bastidores. Teremos uma Jezabel da vida real no confinamento? A conferir.

Como todo ano ocorre, há um bloco intermediário de “famosos”. Cartolouco trabalhou no Núcleo de Esportes do Grupo Globo e foi demitido neste ano; e Lucas Maciel ou Lucas Selfie, que integrou a equipe do “Pânico“ (amigo e “muito amigo” de outros ex-participantes do reality...). Aliás, o perfil desse rapaz apagou todas as suas fotos no Instagram, inclusive aquelas que ressaltavam consumo de droga. Acompanhou, com certeza, edições passadas e deverá trilhar a verve de jogador.  

Há ainda aqueles nomes ligados à música que passam pela mídia, como MC Mirella, Fernandinho Beatbox e Tays Reis.

E por fim o pelotão clássico de desconhecidos do grande público, como Victória Villarim (ex-Eduardo Costa), Juliano Ceglia, Raissa Barbosa e Rodrigo Moraes. E tem aqueles egressos de realities de streaming e da TV paga, sem representatividade na TV aberta. Entram neste grupo JP Gadêlha, do The Circle (Netflix), além de Lipe Ribeiro e Stéfani Bays, do De Férias com o Ex. Teria sido melhor a escalação de ex-BBBs, já conhecidos do telespectador, em substituição a esse trio.

O elenco é composto por nomes interessantes. Para o sucesso da temporada, é fundamental que as peças se encaixem no jogo. A perspectiva é boa. A chaleira voltou a ferver.

Fabio Maksymczuk

domingo, 6 de setembro de 2020

TV Globo acerta em reprise de "Toma Lá Dá Cá"


Olá, internautas

Diante da pandemia do novo Coronavírus, a TV brasileira tem se sustentado, basicamente, com reprises. E uma delas chama a atenção do telespectador. Após o “Jornal Hoje” nas tardes dos sábados, a TV Globo resgatou a hilariante “Toma Lá Dá Cá”, seriado de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa com núcleo de Roberto Talma.

A série é uma comédia de costumes. Mostrava as peripécias dos personagens no condomínio Jambalaya Ocean Drive. A produção contextualizava com o crescimento da classe média no Brasil.

A emissora platinada, neste momento, exibe episódios da primeira temporada. Nesta fase, ganham amplo destaque Bozena, interpretada magistralmente por Alessandra Maestrini (lá em Pato Branco...), Copélia, vivida por Arlete Salles, e Dona Álvara, a síndica do condomínio, encarnada por Stela Miranda.

George Sauma ganhou sua primeira oportunidade, de fato, na televisão em “Toma Lá Dá Cá”. Ele interpreta o jovem Tatalo, filho de Mario Jorge (Miguel Falabella) e Rita (Marisa Orth). É um dos melhores nomes desta geração no humor.  

A TV Globo exibe dois episódios por sábado. Porém, o último sempre é dilacerado para encaixar na grade de programação. Fica com cerca de 20 a 25 minutos de arte. O outro episódio ganha 40 minutos. Uma pena.

“Toma Lá Dá Cá” rende boas risadas neste momento que atravessamos. Um acerto.

Fabio Maksymczuk